quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Um País sem rosto



Sopram os ventos da perfídia sobre as gentes entorpecidas.
Chegará o dia em que a vossa indiferença vos sepultará
em silencioso grito de agonia. Para sempre.

Não mais tereis olhos para abrir ou mente para questionar.
Não haverá mais suporte físico para redimirdes vossas faltas.
Será demasiado tarde, para vós e para os que não vos sucederão.

Tudo restará sepultado sob a superfície da vossa indiferença.
Nada ficará para lembrar a vossa passagem por este mundo.
Sobre vós não gastaremos uma única gota de tinta.

Nada é mais repugnante que aquele que trai os seus semelhantes.
Nada mais execrável que aquele que trai o seu próprio País.
Deixastes, assim, de merecer o solo sagrado que vos deixámos.
...

Nada mais justifica a nossa presença neste espaço.
Gratos aos que nos acompanharam estes anos todos.
O Templo será sempre Mestre e Protector dos que se juntaram a nós.
Oraremos sempre pelos que ficaram fora dos nossos muros.
Que os Arcanjos protejam os inocentes, pois a hora dos culpados chegará.
A Ordem continuará a sua demanda, como sempre, da forma mais eficaz.

Este blogue deixará de estar disponível a partir de 22 de Março do corrente ano.
templariosportugueses.blogspot.com (2008-2020)

O Principalis de Portugal




"Dos que usam a espada sem honra,
apenas reteremos a Espada observando a Honra."

Bernardo de Claraval

terça-feira, 1 de abril de 2014

Tombo:XL


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Janeiro de 1205

Testamento de Pedro Guterres no qual deixa à Ordem do Templo
a terça parte de todos os seus bens, e a terça parte de Castelo Novo.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Último Mestre Geral



Devido ao anterior artigo publicado, em que mencionamos o Irmão Jacques de Molay como penúltimo Mestre Geral da Ordem dos Templários, o nosso correio electrónico foi literalmente inundado de pedidos de esclarecimento sobre este assunto.

"Então Jacques de Molay não foi o último Mestre Geral da Ordem dos Templários, conforme rezam as crónicas?"

Não.

Devido aos acontecimentos que se perspectivavam (e que infelizmente acabaram por ser um facto), a cúpula da Ordem elegeu um novo Mestre Geral e manteve essa nomeação em segredo.
Mesmo que a Ordem tivesse sido ilibada de todas as acusações e Jacques de Molay tivesse sido libertado, ele não continuaria como Mestre Geral da ordem e teria sido substituído pelo Irmão eleito.

Este novo Mestre Geral viajou incógnito na frota Templária que se refugiou nas ilhas atlânticas, conforme já referimos em artigos anteriores (ver a série "Navegações").

O nome e a nacionalidade deste que foi efectivamente o último Mestre Geral da Ordem (externa) dos Templários, o seu percurso e a influência que manteve nesta fase conturbada de transição da Irmandade Templária, faz hoje parte da História secreta da Ordem interna.

Podemos apenas adiantar que, com a cumplicidade de el-Rei D. Dinis, este Irmão entrou depois no reino com identidade portuguesa e integrou discretamente a nova Ordem de Cristo.

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Razão da foto: Nesta fase de transição os Templários tiveram de passar despercebidos na tentativa de escapar à ordem de detenção do rei francês. Para isso mudaram as cores do uniforme apesar de manterem as insígnias que tapavam com um manto negro. Demos a entendê-lo no nosso artigo de 17 de Abril de 2012 intitulado "Balada de um condenado".

segunda-feira, 17 de março de 2014

Fénix Templária



Jacques de Molay
Vitrey-sur-Mance, 1244 - Paris, 18 de Março de 1314

Penúltimo Mestre Geral da Ordem dos Templários
1298 - 1314

(assassinado pelo rei de França e pela igreja católica)


Setecentos anos e parece que foi ontem.
Todos os anos a tua dor renasce em nós, qual Fénix das cinzas.
Uma dor que só a nós é permitida.

Os que quiseram silenciar-te não entenderam que já tinhas lançado os dados do destino. Do teu e do deles.
Deixaste a maldição Templária gravada na testa das bestas que te martirizaram. E nós executámo-la.

Malditos os que violam a inocência humana. Os que prometem solidariedade, igualdade, liberdade ...e mentem.

Tombo:XXXIX


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Fevereiro de 1203

Carta de doação feita por D. Oiro e Toda Mendes, sua mulher,
à Ordem do Templo, de uma herdade em Moinhos de Prados.

sábado, 8 de março de 2014

O copo cheio de nada



O Mestre observava atento o grupo recém chegado de Iniciados.
Um deles falava, parecendo captar a atenção dos restantes.
O velho Cavaleiro escutava com interesse.
O grupo entretanto dispersara a atenção e o Mestre veio sentar-se junto do 'orador'.

- Pareceis saber já muito sobre a Ordem para a qual pretendeis entrar. Onde aprendestes tudo isso?
- Li muitos livros e frequentei as melhores escolas iniciáticas antes de decidir pedir para ser aceite entre vós. Penso estar bem preparado, senhor.

Após alguns instantes de silêncio, o Mestre colocou um copo e um cântaro de água em frente do aluno.
-  Vazai então água nesse copo, em proporção do conhecimento que pensais ter sobre a Ordem.

O aluno, disposto a impressionar, encheu o copo até acima.

O Mestre pegou num outro cântaro que continha vinho.
- Isso, é o que pensais saber e isto, é o que tenho para vos ensinar...
E fez o gesto de quem ia despejar o vinho no copo já cheio de água.

O aluno, percebendo a intenção do Mestre, rapidamente atirou fora a água oferecendo o copo vazio.
- Perdoai-me a arrogância, Mestre. Afinal, o copo estava cheio de nada. Podemos começar de novo?

quarta-feira, 5 de março de 2014

Tombo:XXXVIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Junho de 1202

Doação de Teresa Mendes, Freira da Ordem do Templo,
de uma quinta, um casal e uma vinha, em Silvares,
feita à mesma Ordem.

Passagem



Dai-me uma dúvida
e eu dou-vos um segredo.
Sabei que, ao aceitá-lo,
não mais vos encontrareis.
Pois ninguém passa duas vezes
a mesma água do rio.

(Passagem do Iniciado)
Templários Portugueses

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Dualidade


Acorda na noite ainda cerrada.
Os fantasmas de vidas ceifadas
custam a dissipar na madrugada fria.

Sente ainda na pele o peso da máscara
do duro guerreiro que acabara de ser.
O corpo rude suportou mais um embate
mas é agora a alma que se ressente.

Daqui a pouco irá de novo colocar
a máscara fingida do monge...
Como se a súplica vazia da oração
redimisse todo o sangue derramado.

E é neste intervalo entre máscaras
que existe o verdadeiro Templário.
Sem capas, mantos ou maldições,
ele se recolhe...
Não nos templos fingidos do mundo
mas no seu próprio Templo.

Distante, ele observa o vil mundo, em baixo.
Fecha os olhos cansados e agradece.
Que bênção poder ser uno, por instantes...

Mas a maldição da dual existência, reclama-o.
Está na hora de colocar de novo a máscara
...e voltar a descer.

Pedro M
Templários Portugueses

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Tombo:XXXVII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Abril de 1202

Testamento de Mourelino pelo qual deixou à Ordem do Templo todos os seus bens.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Latim versus ...latim



Continuam a chegar-nos reparos sobre alegados erros no Latim usado no nosso blog.
Quanto a este assunto, cabe-nos explicar o seguinte:

Como sabem, o Latim passou por várias fazes ao longo do tempo, desde que começou a ser falado até que se tornou uma língua morta.
Foi amplamente difundido na Europa como língua oficial do império romano e, após a conversão deste ao cristianismo, língua oficial da igreja católica.
Através da igreja, tornou-se a língua dos académicos e filósofos europeus medievais.

Embora o latim seja hoje uma língua morta, ou seja, uma língua que não mais possui falantes nativos, ele ainda é empregue pela igreja católica para fins rituais e burocráticos. Exerceu enorme influência sobre diversas línguas vivas, ao servir de fonte vocabular para a ciência, o mundo académico e o direito.
O latim vulgar, nome dado ao latim no seu uso popular inculto, é o ancestral das línguas neolatinas (italiano, francês, espanhol, português, romeno, catalão, etc.

Os antigos escritos que fazem parte da biblioteca secreta dos Templários atravessam várias Eras históricas que vão desde a antiga escrita do Oeste Peninsular, passando pelos idiomas Lusitanos (proto-Português), assim como pelo Grego, Latim pré-literário, arcaico, clássico, imperial, vulgar, tardio ou medieval, o Português arcaico, o árabe e o moçárabe.

No que respeita ao Latim, os Templários Portugueses usavam duas versões dependendo se efectuavam registos oficiais da Ordem externa ou documentos e transcrições da Ordem interna.
Os Irmãos amanuenses ou copistas da Ordem interna, usavam de um Latim aportuguesado a que hoje muitos académicos chamariam de vulgar, popular ou inculto.

Por isso, optámos por transcrever fielmente para o nosso blog esse tipo de Latim, tal como se apresenta originalmente nos documentos históricos.

Convém ainda, não esquecer a escrita cifrada dos Templários.
No caso particular de TEMPLUM IN AETERNUM e ao contrário de que alguns puristas possam ter julgado inicialmente, o IN não está mal colocado.
Ele "apenas" liga, de uma forma especial, duas palavras-chave.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Tombo:XXXVI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



Abril de 1202

Testamento de Gonçalo Martins pelo qual deixou à Ordem do Templo a terça parte de seus bens.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A 'caça' ao Javali



Os antigos símbolos Templários que existiam nos nossos templos e monumentos foram, com o tempo e na sua quase totalidade, intencionalmente destruídos e apagados da História.

Esta simbologia era profundamente hermética pelo que, quem a observava e não estava por dentro do seu real significado, fazia dela uma interpretação errada, entendendo-a como figuração de um mundo material e quotidiano.
Em consequência disto, o dito mundo ficou até aos dias de hoje, na completa ignorância por falta de testemunhos escritos que descodifiquem e expliquem os símbolos que sobreviveram.

É o caso da caça ao javali que aparece representada em várias igrejas, desde as chamadas "românicas", de construção mais antiga, até às mais recentes.
Nada de novo, dirão.
De acordo.
No entanto, perguntamos nós: - Mas porquê a sua representação nos templos religiosos?

Uma vez que a Ordem do Templo tem nos seus arquivos guardada a "chave" para a leitura dessa simbologia hermética, vamos levantar aqui um pouquinho do véu.

Como temos vindo a publicar desde o início do nosso blog, os Templários Portugueses herdaram em Portugal não só bens materiais mas também (e principalmente) a tradição ancestral dos antigos povos que habitaram este cantinho Sagrado.

Quando o cristianismo aqui chegou, vindo do longínquo oriente, trouxe consigo ideias e costumes que colidiram com a cultura local.
A igreja de então, à sombra da 'águia romana', impôs a sua religião.
Teve, no entanto, alguma dificuldade em apagar as "divindades" ditas pagãs, fortemente enraizadas na memória dos povos locais e, não o conseguindo fazer, acabou adaptando-as ao cristianismo.

Mas, no que respeita à tradição ancestral do nosso povo, a igreja nunca desistiu de a apagar, banindo-a da memória do tempo.


Como se sabe o javali é, desde a antiguidade, o símbolo da força, coragem e determinação do povo Lusitano.
Do seu amor pela liberdade.

A "caça ao Javali", representada nos templos cristãos, não significa outra coisa senão as reminiscências da denúncia velada da perseguição e consequente aniquilamento dessa tradição ancestral, perpetrado pela igreja católica romana.
A caça aos valores da velha cultura lusitana e a sua consequente destruição.

Felizmente, os Templários são até aos dias de hoje, os Guardiões desse saber e tradição que será transmitido no devido tempo às gerações futuras.
"Clausa Signum", vol.III
(arquivos da ORCATEMPO)

Tombo:XXXV


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Março de 1202

Carta de venda feita por Pedro Dias à Ordem do Templo
de uma herdade na mata de Casais.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O castelo da Redinha



Segundo as velhas crónicas árabes, o hoje desaparecido castelo Templário da Redinha teria sido construído nos finais do século X por Ibn Al-Kader a partir de antigas estruturas romanas situadas sobre uma curva rochosa do actual rio Anços.
Mencionam as ditas crónicas "...o castelo de Al-Dulab, construído todo em taipa militar excepto as partes do lado do rio, que já ali estavam e eram da mesma pedra da ponte dos antigos romi, situada mais abaixo".

Os Templários Portugueses receberam esta estrutura militar em bom estado de conservação, tendo-lhe acrescentado uma torre de menagem, construída sobre uma antiga cisterna (ou tanque, dependendo da tradução) e para a qual utilizaram materiais das antigas ruínas romanas.

Mais tarde construíram uma cerca que se prolongava para Sul das portas do castelo. Esta cerca acolheu a primeira população da Redinha, cujas habitações eram inicialmente constituídas apenas por tendas.
Porque as antigas muralhas de taipa árabe ameaçavam ruína, foram demolidas e usadas para aterros, tendo a pedraria restante sido usada nos edifícios da vila e em muros divisórios e de retenção de terras..

Foi nessa altura que se construiu a Casa da Comenda que ficava encostada à cerca, junto à Porta da Azenha.

(arquivos da ORCATEMPO)