segunda-feira, 26 de abril de 2010

Velar Armas



Neste novo Amor ... morres.
O teu Caminho começa do outro lado...
Junta-te aos Céus !

Derruba os muros da tua prisão...
Escapa-te!

Caminha, como se de repente
nascesses a cores...
Fá-lo agora!

Sobre ti pairam
espessas nuvens...
Afasta-te delas!

Morres... ficas quieto.
A quietude é sinal seguro da tua morte.

Toda a vida que deixas
foi uma frenética fuga
...ao Silêncio.

Para ti
a silenciosa Lua Cheia,
acaba de nascer...

Jelaluddin Rumi
poema Sufi

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Intolerância, o verdadeiro inimigo.



A luta mais dura é a que travamos com nós próprios.
A mais doce conquista é fazer do nosso inimigo,
um amigo para a vida.

"De visita ao Santo Sepulcro e integrando o nosso grupo de Templários, vinha Samir, um velho amigo.
Muçulmano, devoto do islão, pedira-nos um canto discreto do templo para orar em paz.
Estendeu o seu pequeno tapete e, virando-se para Meca, ajoelhou-se e inclinou-se em oração.
Mas a intolerância também habitava o espaço sagrado do Templo.
Um cruzado recém chegado, de modos rudes, dirigiu-se de imediato ao nosso amigo e gritando-lhe disse:
- Não é nessa direcção que os cristãos fazem as suas orações!
E com violência fê-lo mudar de posição.
Não fora a nossa pronta intervenção e este cruzado imbecil teria se excedido contra o pacífico árabe.
- Desculpa, Samir. É um cruzado acabado de chegar à Terra Santa e desconhece a tolerância religiosa que caracteriza a cidade de Jerusalém.
O nosso amigo retomou a sua oração na direcção que entendia ser, para si, a correcta.
Não satisfeito com o acto reprovável que acabava de praticar, o cruzado francês voltou a repeti-lo, incomodando Samir de forma inadmissível.
Não podendo permitir aquele acto bárbaro, expulsámos o cruzado.
O nosso amigo, decepcionado e com a paciência esgotada, desculpando-se, retirou-se também.

O que uns levam tanto tempo a construir, outros deitam por terra em minutos.
Um mau prenúncio ... "