segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Corporal de Santa Maria




"Pai
Hei me de novo peregrino perante vossos sagrados ossos, para renovar meus votos de fidelidade à vossa memória.
Corre nestas veias a herança dos Grandes de Ribadouro, dos quais fosteis o maior em nobreza e honra.
Honra pela qual quisésteis dar a doce vida pela palavra não cumprida.
O destino não o permitiu. A causa a isso obrigou.
Como se nos aperta o coração!

Serei Afõso para o mundo. Para vós serei sempre o vosso querido Perº ;  aquele que banhásteis em pequeno, nas frias ágoas do Palaciola e em cuja margem, à sombra do colosso de Gamuz, désteis as primeiras liçoens de vida.
Quanta recordaçaõ!

Sabei que fazemos retoma do solo sagrado dos nossos antepassados e dele laboramos defensa com os Cavaleiros da sagrada Ordem, dos quais sou irmaõ.
Com eles será dada ao mundo a Luz que tanto anseia e para a qual vós e nosso padre Bernardo tanto lutásteis.

Senhor, deixai que vos sejam presentes
A minha espada!
Os meus respeitos!
A minha homenagem!
A minha eterna saudade! "


Perº Afõso Monis

' O TEMPREIRO QUE FOI REY '     
Pero Moniz                        
1110, Setembro, 28 - 1185, Dezembro, 6

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Os Templários Portugueses, presentes em Coimbra em Setembro de 2010, apresentarão por sua vez, perante vossos sagrados ossos, os votos renovados de fidelidade à causa da Ordem.
TEMPLUM IN AETERNUM !

terça-feira, 24 de agosto de 2010

1ª Cruz Templária


"Cassaneo in Cathalogo gloriae mundi p.9 consid.5 affirma, que foraõ nove os Instituidores desta Sagrada Ordem, em tempo do Papa Gelazio II, no anno 1117. & nomea a tres dos ditos Fundadores, Hugo, pagano, & Gaufredo de Santo Alexandro. Outros diminuem o numero, & fazem a dous, unido Hugo com o Pagano, querendo que este seja o cognomen, ou alcunha, & lhe chamaõ Hugo de Paganis, & a Gaufredo de Santo Andomaro. E dizem que foi seu nascimeto no anno de 1110. sendo Papa Honorio II, cõsiliando esta adversativa, direi com Jeronymo Romaõ, & Tamborino, que depois que God-Fredo de Bulhoes, Duque de Lotaringia, primeiro Rey de Jerusalem, conquistou toda a Palestina, faleceo, & lhe succedeo seu Irmaõ Baldoino, em cujo tempo, entre muitos que passavaõ do Occidente, à conquista da Terra Santa, foraõ nove Fidalgos, cujos nomes calaõ os Autores, ou por ignorancia, ou por brevidade; & se nomeaõ os mais principaes, a Hugo de Paganis, & Gaufredo de Santo Andomaro, ou Aldemaro, & não Alexandro.
Estes nove Cavalleiros, considerando que do Porto de Jafa, atè Jerusalem, naõ podiaõ caminhar os Christaõs sem grande perigo, pella multidaõ dos Mouros que roubavaõ, & matavaõ, particularmente aos devotos peregrinos, & aos soldados que hiaõ á santa conquista, com que ella se impossibilitava, levados do zelo, & piedade, fizeraõ voto, & prometèraõ a Deos, de comboyar com seus homes, & levar seguros todos os que viessem vizitar a Terra Santa, ou servir na sua conquista, & o puzeraõ em effeito; & porque mais commodamente podessem fazer obra taõ santa, El-Rey Baldoino, & Viperto Patriarcha de Jerusalem, os favorecèraõ, & animàraõ, & lhe deraõ o Templo Santo, para sua morada, & onde orassem, & se encomendassem a Deos. E Honorio II. à petiçaõ de Estevaõ Patriarcha de Jerusalem, successor do dito Viperto, lhe deu habito branco, com Regra de Santo Agostinho, no anno de 1110. & depois a confirmou Gelazio II. no anno de 1117. à petição do mesmo Baldoino, lhe escreveo a Regra Saõ Bernardo, distincta em 72. capitulos. Eugenio III, lhe deu nova fòrma de habito, que era huma Cruz vermelha de dous braços, a maneira da dos Patriarchas, em campo branco." ...

"Escudo dos Cavalleiros das Ordens Millitares"
Fr. Iacinto de Deos (mannuscripto,1666)


" Afonso VI possuía em Guimarães, mosteiro e castelo, paço e burgo..."
" A conhecida doação, feita por D. Henrique e D. Teresa, de um campo junto a Santa Maria de Guimarães e ao paço real, a um grupo de franceses, doação que eu creio datar de 1111..."

"Portugal no Período Vimaranense (868-1128)"
Almeida Fernandes

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Documento VI

Doaçaõ do Ecclesiastico de Santarem feita à Ordem do Templo.
(Abril de 1147)

Em nome da santa, e individua Trindade a saber Padre, Filho, e Spirito Santo. Amen. Eu Afonso por graça de Deos Rey dos Portuguezes, começando o meu caminho para aquelle Castello, que se chama Santarem; propus em meu coração, e fiz voto, que se Deos por sua misericordia mo dece, daria todo o Ecclesiastico a Deos, e aos Freires Soldados situados em Jerusalem, para defensa do santo sepulcro, parte dos quaes me acompanhavaõ na mesma empreza. E porque Deos me fez o meu dezejo, e vontade. Eu sobredito Afonso Rey juntamente com minha Mulher a Rainha D. Mafalda fazemos Carta aos sobreditos Soldados Militares de Christo de todo o Ecclesiastico de Santarem, para que o tenhaõ, e pessuaõ assim elles, como seus sucessores com direito perpetuo, de tal modo que nenhum Clerigo, ou Leigo lhes possa disto tomar conta alguma, e se aquella Cidade, que se chama Lisboa algum dia succeder, que Deos por sua piedade ma der, elles seraõ concordados com o Bispo della por meu conselho. Se alguma pessoa, porem intentar desfazer esta minha Doaçaõ, lhe naõ seja licito fazelo em nenhum Juizo. E se alguem o quizer contradizer, seja separado da uniaõ da Santa Igreja, e naõ tenha parte nos bens da Celestial Jerusalem.
Feita a Carta em o Mes de Abril da Era de mil cento outenta e cinco. Eu Afonso sobredito Rey juntamente com minha Mulher D. Mafalda, os quais mandamos fazer esta Carta com nossas  maons, e com nosso signal a corroboramos em prezença de abonadas testemunhas.


Pedro Prior de Guimarens ----------------- test.
Mendo Monis ----------------------------- test.
Fernando Pires Mordomo Mór do Paço --- test.
Mocelo Viegas ---------------------------- test.
Mendo Afonso ---------------------------- test
Gualtero Burgundience -------------------- test.


Hugo Martinience Procurador do Templo nestas partes recebo esta Carta.
Mendo por mandado do Prior notou a Carta em Guimarens.

domingo, 22 de agosto de 2010

a:pergunta

- Niuj ú e lele Hosoquaxe ?

Etva é a qeshupva.

- Efitfe:xi.
Úz ri e lele Hosoquaxe !
Ze o zahax ax meo ruovoq holaux ho zu.
Lai qaqfe vi laidti e futtiqxi !

Zip tifidit u peqxu i e ivjege, Noval Fratrer !

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Em memória de...

20 de Agosto.
Dia de São Bernardo de Fontaine, Abade de Clairvaux, protector da Ordem.

"...a fundação de Portugal é acto inteiro da potência mística e de acção de São Bernardo, o de Claraval".

Uma especial saudação dos Templários Portugueses...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Noval fratrer


"Na Cripta da Casa do Capítulo, guardas e aguardas, como que velas a, e na, porta de acesso.
Passam por ti os cinco Cavaleiros Príncipes.
Os Guardiães que cederão um dia o lugar ao grã-Mestre.
A sua missão: Preservar os pertences e as memórias da Ordem.

Cada um toma o seu lugar, de frente para o altar da Cripta, dispostos em leque.
À esquerda, o Principalis de Itália, portando a Espada da Iniciação,
Ao seu lado, o Principalis de França, portador do Cálice da Continuação,
Ao centro, o Principalis de Jerusalém, guardião do Ceptro da Regência,
À sua direita, o Principalis de Espanha, portador do Pergaminho da Confirmação,
No extremo direito, o Principalis de Portugal, portador da Rosa de Luz...

Dão início ao ritual (o seu conteúdo não será aqui revelado).
Faz-se a evocação. Três falcões peregrinos, alvos como a neve sobrevoam por momentos os presentes e pousam no Altar-Túmulo da Cripta.
Segundo a tradição, na luz reflectida das aves, vizualizam-se os três Mestres: HP ao centro, GP à sua esquerda e JM à sua direita. O início, o percurso e o fim da primeira era da Ordem.
Os Guardiães depositam aos pés dos Mestres as cinco Relíquias Sagradas e renovam os votos de fidelidade.

Os Oito dirigem o olhar para a entrada do Templo e aguardam a Pergunta..."

(Resumo do ritual de iniciação ad perpectuum  do Noval Fratrer na Ordem do Templo, onde se deixa aqui lançado como um desafio, a "Pergunta".
Este texto foi devidamente autorizado pelo Principalis de Portugal da Ordem)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Pombal



Quando os Templários portugueses passaram em 1126 pelo pequeno e antigo povoado de Chões, encontraram moradores que mal subsistiam devido ao receio de cultivar os campos em redor; o perigo das correrias dos mouros, sediados em Leiria, era constante.

"O castello de leyrea era dos sarraziis, e corriam a terra ataa coimbra. E faziam muyto mal aos christaaos em soyre e em pombal."

Mais tarde, em 1161, Mestre Gualdim manda construir no alto do outeiro da margem direita do rio Arunca, sobre as ruinas do velho castro lusitano romanizado e fortaleza árabe; o castelo de Pombal, cuja porta principal, virada a sul, vê expandir-se a vila onde se iriam erguer as igrejas de Santa Maria do Castelo, de S. Pedro e mais tarde, a de S. Martinho.
O Mestre concede foral a Pombal em 1174, renovando-o em 1176. A acrescentar a estes dois forais, concede também, em 1181, uma carta de privilégios.
Em 1171, 1179 e 1184 suportou investidas muçulmanas e em 1190 na sequência da invasão do califa almóada Almansor, o castelo de Pombal é parcialmente destruído.
Em todas elas os Templários defenderam Pombal com mestria e valor guerreiros.