quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Regra:cap.V

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem.

Quando morre algum dos Cavalleiros, que servem por tempo certo.

Capitulo V.

Ha Cavalleiros, que por tempo certo, e determinado vivem em uniaõ com nós outros na Casa de Deos, e Templo de Salomaõ. Pelo que com especial compaixaõ vos pedimos, rogamos, e finalmente com todo o encarecimento vos mandamos, que quando a temerosa Maõ de Deos tirar alguma desta vida, deis pela alma do defunto a hum pobre de comer por sete dias.

Regra:cap.IV

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Aos Capellaens se dará sòmente de comer e de vestir.

Capitulo IV

As offertas, e todo o genero de esmolas, que se fizerem de qualquer sorte aos Capellaens, e aos demais, que por tempo certo assistem, com especial cuidado mandamos se dem à Communidade de todo o Capitulo. Aos Ministros pois, e criados da Igreja se lhes dê sómente o sustento, e vestido com a decencia conveniente; e naõ poderaõ elles pertender, que se lhes dê mais; senaõ quando os Mestres por sua graciosa vontade lhes quizerem dar alguma cousa demais.

Documento X

De huma grande mercê, que fes o Senhor Rey D. Affonso I. ao Mestre D. Pedro Arnal, e à Ordem do Templo.

Ego Alfonsus Portugalentium Rex una cum Uxore mea Regina Mafalda, & Filiis meis hanc K vobis Petro Arnaldo Militiae Templi in istis partibus Procuratori, & religioso Templo Salomonis propiis manibus roboramus, & hoc signum -|-|-|-| facimus.

Ego quoque Joannes Dei gratia Bracharensis Archiepiscopus una cum Canonicorum concesu hanc K semper stabilem illibatam, & inviolatam permanere concedo : quod qui in suo thenore, & suo robore servaverit beniditionibus repleatur, & benedicat eum, qui benedixit Abram, Izac, & Jacob, litet in coelis cum Sanctis Angelis, & electis; quod contra qui eam perturbare, inquietare, aut intrigere voluerit sit maledictus & anathemisatus, & cum Juda traditore, & gehenali pena cruciatus.

Ego Petrus Pelagij signifier Regis --------------- Conf.
Ego Petrus Portugalensis Episcopus ----------- Conf.
Ego Mendus Visensis Episcopus ----------------- Conf.
Ego Odorius ... Episcopus ------------------------- Conf.
Ego Gilbertus Lisbonensis Episcopus ---------- Conf.
Johanes ---------- test.        Petrus Fernandi ----- test.
Pelagius --------- test.         Rodiricus Munis ----- test.
Santus Monis --- test.        Valascus Sñcis ------- test.
Donus njiozus -- test.        Egas Faville --------- test.
Menendos Alfonsi - test.   Laurentinus Egee -- test.
Gunsalus de Sousa-test.   Pelagius Zapata ---- test.
Magister Albertus regalis Curiae Cancellarius novatit K, br.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Arcanjo Miguel


Comemoramos hoje o teu dia, Irmão Maior.

Quando o perigo passa ao lado sem razão aparente,
Quando o inimigo é poupado com misericórdia,
Quando a cura aparece contrariando o destino,
Quando a Luz surge no mais completo desespero,
Quando o mal parece triunfar mas acaba cerceado,

Sentimos que estás presente.
Sejas tu quem na realidade fores.

D. fr. Pedro Arnaldo

3º Mestre em Portugal
1156 - 1158


Ao Mestre D. Ugo Martonio ou Martins, sucedeu D. Pedro Arnaldo, eleito por reunião do Capítulo, terceiro Mestre da Ordem, com o título de Procurador do Templo.
Natural de Gondomar, filho de um dos grandes de Portugal, era muito ligado à rainha D. Teresa. Foi um dos nove cavaleiros fundadores da Ordem, em Jerusalém, usando o nome de Arnaldo da Rocha.
Homem de grande ciência e humanidade, foi adorado pelos Irmãos da Ordem como guerreiro valente. Companheiro de jornada, tanto em França como na Palestina, de Hugo de Payns, André de Montbard e Godofredo de St. Omer, foi como cavaleiro cruzado para a Terra Santa, onde ajudou a patrulhar os caminhos dos peregrinos para Jerusalém.
Em 1123 regressa a França na comitiva de Hugo de Payns e no ano seguinte chega a Portugal, integrando a pequena hoste da Milícia do Templo, comandada por D. fr. Guilherme Ricardo, devendo-se a ele, a causa principal desta vinda tão temperana.
Consta de uma doação ou previlégio que lhe deu o Senhor Rei D. Afonso I, em Abril de 1155. Nesta escritura podemos ler:

Ego Alfonsus Portugalentium Rex &c.
una cum uxore mea Regina Mafalda,
& Filiis meis hanc K. vobis Petro Arnaldo
Templi in istis partibus Procuratori,
& Fratribus vestris &c.

É ampla a doação que dela consta, confirmando não só o domínio da Ordem nas vilas, fortalezas, herdades, igrejas, rendas, etc., que à Ordem se tinham doado, não só pelo nosso Rei, mas também as que os seus vassalos livremente lhe quisessem fazer em qualquer altura. E não só as que os Templários tinhão adquirido com o consenso de El Rei e das quais eram próprios e legítimos senhores, mas do quanto eles pudessem adquirir, absolvendo juntamente a quantos servissem à Ordem do Templo, de todo o tributo, penas e gabelas.

" O Rei outorga a todos os lugares, igrejas, bens e a todos os súbditos que a Ordem possuir no Reino, ou vier a possuir, liberdade e imunidade."

" Ego Alfonsus, Petri vobis Fratribus Templi, ut me quasi Fratrem teneant sempre..."

Foi sem duvida D. Pedro Arnaldo o que desfrutou primeiro desta grande regalia, que no seu mestrado lhe concedeu D. Afonso I.
Outros documentos atestam o governo do Mestre, como o que diz uma escritura de um fidalgo, feita nas Kalendas de Abril de 1157:

"Placuit nobis &c. ut tibi Petro Arnaldo
P. do Templo &c. Facta Carta &c. K.
Aprilis. Era M.CXCIIIIJ."

(A data desta carta é a de César que corresponde à de 1157).

Após a conquista de Santarém, na qual toma parte activa, acompanhando o Rei desde Coimbra, é feito Comendador da cidade, pelo monarca. É ele que superintende na construção da igreja de Santa Maria da Alcáçova, terminada em 1154.
A Ordem compra a Egas Soares, por 23 maravedis de ouro, uma herdade na terra da Feira, em Agosto de 1155.
Em 1157, os Templários portugueses, sob a chefia do Mestre, ajudam na primeira conquista de Santiago do Cacém
Consta dos registos antigos, que o Mestre concluiu o seu governo da Ordem ainda com vida, vindo a morrer em combate contra os muçulmanos, a 24 de Junho de 1158, na primeira tentativa da conquista de Alcacer do Sal, fortíssima praça de guerra na altura, durante a escalada das muralhas.
É sepultado na igreja de Santa Maria da Alcáçova, em Santarém.
O Mestre D. Gualdim Pais, seu sucessor, para recordar o seu mestrado e o de D. fr. Hugo Martónio, fez inscrever numa lápide colocada sobre a porta desta igreja, os seguintes dizeres:

ANNO AB INCARNATINE M.C.L.IV. AB URBE ISTA CAPTA VII.
REGNANTE D. ALFONSO REGE COMITIS HENRICI FILIO, ET
UXORE EJUS REGINA MAHALDA : HAEC ECCLESIA FUNDATA EST
IN HONOREM S. MARIAE VIRGINIS, MATRIS CHRISTI, A MILITIBUS
TEMPLI HIEROSOLOMITANI, JUSSU MAGISTRI UGONIS :
PETRO ARNALDO AEDIFICII CURAM GERENTE.
ANIME EORUM REQUIESCANT IN PACE. AMEN.

("No ano do Senhor de 1154, e havendo sete anos que esta cidade se ganhara, reinando el-rei Dom Afonso, filho do Conde D. Henrique, e sua mulher a rainha D. Mafalda, foi fundada esta igreja em honra de Santa Maria Virgem Mãe de Cristo, pelos cavaleiros do Templo de Jerusalém, mandando o Mestre Hugo, e tendo dirigido a construção Pedro Arnaldo. Suas almas descansem em paz. Amen.")

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Apenas...um sonho.


28 de Setembro de 1187.
A Cidade Santa de Jerusalém cai nas mãos de Saladino, depois de cristianizada oitenta e oito anos, oito meses e dez dias.
Cai por terra o sonho do Reino Espiritual.

" Ouvindo a severidade do tremendo Juizo, que a Magestade Divina executou sobre Jerusalem, &c. Chegou o Saladino com multidaõ de homens armados áquellas partes, e saindo-lhe ao encontro ElRey, Bispos, Templarios, e Hospitalarios, Baroens, e outros muitos com o povo da terra, travando-se a batalha, foy vencida a nossa gente, apanhada a Cruz do Senhor, degollados os Bispos, cativo ElRey, e quasi todos, ou passados à espada, ou prisioneiros, pela maõ inimiga, de modo, que escaparaõ pouquissimos. Os do Templo, e Hospital foraõ degollados diante dos seus olhos, &c."

O projecto secreto do Templo fica condenado a não ver a luz do dia.
Muito do sangue dos nossos Irmãos terá sido derramado em vão, devido à arrogância e intolerância dos senhores feudais.
Jerusalém Templária continuou no espírito e no coração de todos nós.

900 Annos


Nós, os Templários Portugueses, comemoramos hoje,
28 de Setembro de 2010,
os 900 anos do nascimento do nosso Irmão e Senhor, Affonso I de Portugal.
O Templário que foi Rei. O Rei que foi Templário.
O Reino e os Cavaleiros do Templo, nunca vos esquecerão, Senhor nosso.

POR TU GRAAL
TEMPLUM IN AETERNUM

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

S. Miguel d'Acha



"... casa secular, segundo attesta inscripçaõ em vaõ de janela, & onde o Capellaõ da Ordem de Christo [...] foi depositario e guardiaõ dos Tombos da Ordem do Templo, & da continuadora, onde por largo tempo guardou em sigillo nesta mesma casa que habitou...".

"...resgatados e trasladados para logar seguro os ... Livros de Acentos do Templo e os ... de Christo, & os ... Bezzeros de S. Maria do Olival dos Freyres de Thomar."

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Após a suspensão da Ordem do Templo pelo Papa Clemente V em 1307, os bens dos Templários foram alvo de saque e os seus registos, de destruição sistemática, por toda a Europa cristã.
Em Portugal, devido à protecção Real, estes bens ficaram em parte resguardados do saque, apesar de muitas instituições religiosas terem purgado os seus registos, destruindo-os. "...para não restar a má memoria...".
No entanto, tempo houve para "se proceder à sua recolha e guardammento" de grande parte do seu espólio (utensílios e registos) tendo, ficado à guarda de famílias nobres e religiosos de vero amor, no mais completo segredo.
S. Miguel d'Acha foi protagonista de um destes casos.
Foi Comenda secreta da Ordem do Templo. Esteve sob jurisdição da Comenda Templária sediada no castelo de Idanha-a-Nova. Passou a Comenda da Ordem de Cristo em 1319.



(Como se disse, resgatado o espólio, foi guardado em lugar seguro até que "em 1968, todos os registos foram microfilmados e os originais conservados e guardados em casa-forte.")

domingo, 26 de setembro de 2010

Regra:cap.III

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem.

Que haõ de rezar pelos Irmaõs Freires defuntos.

Capitulo. III


- Quando algum dos Religiosos perpetuos acabarem a vida a imperio da morte inexoravel a todos; mandamos aos Capelaens, e Clerigos, que por certo tempo servem na vossa companhia ao Summo Sacerdote, que digaõ, com pura intençaõ solemnmente por elle a Missa, e Officio dos Defuntos. E os Irmaõs Freires assistaõ alli, desvelando-se em rogar a Deos pela salvaçaõ do defunto, e rezaraõ, em sete dias pela sua alma, cem vezes o Padre Nosso, cumprindo com amor fraternal esse numero ao setimo dia, que se contará desde aquelle, em que receberem o aviso da sua morte. Pedimos além disto com toda a caridade, e com authoridade Pastoral mandamos, que quarenta dias se dê de comer a hum pobre, gastando com elle o mesmo, que com o Irmaõ Freire defunto se gastava, e devia gastar. E com isto prohibimos totalmente todas as demais esmolas, e offertas, que a pobreza voluntaria dos Religiosos Soldados de Christo costumava dar, com favor indiscreto, na morte de seus Irmaõs, nas Paschoas, e outras Festas solemnes.

Regra:cap.II

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem.

Quantos Padres Nossos haõ de rezar, os que naõ poderem ouvir o Officio Divino.

Capitulo. II

- Se algum faltar ao Officio Divino por occupaçoens da Christandade do Oriente [de cujo accidente naõ duvidamos] na tal ausencia julgamos por louvavel, e declaramos unanimes por devido, que pelas Matinas rezem tres vezes o Padre Nosso, e por cada huma das outras horas sete, e pelas Vesperas nove. Porque os assim occupados em trabalhos de tanta utilidade, naõ podem acodir a tempo ao Officio Divino; mas se poderem, naõ deixem passar o tempo, sem cumprir a obrigaçaõ do seu Instituto.

sábado, 25 de setembro de 2010

Regra:cap.I

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem.

Como haõ de ouvir o Officio Divino

Capitulo. I

- Vo's outros, que renunciastes os proprios afectos, e os demais, que em vossa companhia militaõ por tempo determinado com armas, e cavallos em serviço do Supremo Senhor Rey dos Reys, e pela salvaçaõ das almas; procurem geralmente todos assistir com pio, e puro affecto às Matinas, e a todo o Officio Divino inteiramente, conforme a Instituiçaõ Canonica, e costume dos observantes Religiosos da Santa Cidade. E por isso a vós outros, Veneraveis Irmaõs, obriga com especialidade; porque desprezando as cousas desta vida, sem temer os trabalhos do corpo, offerecestes pizar perpetuamente o enfurecido Mundo pelo serviço de Deos. Satisfeitos pois, e fortalecidos com o Manjar Celestial, e esforçados com os Divinos preceitos, ouvida Missa, nenhum tema a batalha, seguro da vitoria.
_________________________
A regra escrita por S. Bernardo contém 72 Capítulos, reduzida da de Cister, que professava em Claraval e ajustada à vida militar da cavalaria.
Resultou das petições dos Cavaleiros do Templo e de Estêvão, Patriarca de Jerusalém.
Foi aprovada pelo Papa Honorio II no Concilio Trecense em 1128.
Antes, os Templários regulavam-se pela regra Cisterciense, cuja obediência juravam os professos desta religião, ensinada a forma do juramento pelo grande Padre S. Bernardo, que fielmente copiada diz assim:

" Eu N..., Cavalleiro da Ordem do Templo, prometo a Nosso Senhor Jesu Christo, e ao Romano Pontifice N... e a seus successores, que legitimamente entrarem, perpetua fidelidade, e obediencia para sempre : e tambem prometto sugeiçaõ, castidade, e obediencia a vos N... Reverendo Mestre da Ordem do Templo, e successores conforme os estatutos dos Monges de Cister, diante de Deos, e de seus Santos, cujas Reliquias se conservaõ neste lugar, chamado N... da Ordem dos Templarios : Assim Deos me ajude, e estes Santos Evangelhos."

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

documento IX

Da grande estimaçaõ, que a Ordem do Templo teve desde o seu principio, e os seus Cavaleiros neste Reino de Portugal.

In Christi nomine. Placuit mihi Alffonso Petri jussu Regis dare unam haereditatem vobis Fratribus Militiae Templi Salomonis pro remedio animae meae, & Regis; tali pacto, ut faciant ex ea quodqunque voluerint, & semper me quasi Fratrem habeant, & in orationibus suis semper per me memoriam mei agant. Vocatur autem haereditas Sanctus Johanes fluminus rivi frigidi. Habeatis vos illam sicuti ego at'ge habui cum suis terminis positis utrinque. Do Ego Alffonsus Petri vobis Fratribus Templi, ut me quasi Fratrem teneant semper: & Ego vobis faciam sicuti tr == illam haereditatem propriam. Etsi aliquis homo ex nostris propinquis vel de extraneis contra hoc scriptum dirrumpere voluerit, & non authoritate nulluerit: Ego vobis quicunque voluerit hanc K dirrumpere sit maledictus & excomunicatus, & cum Juda traditore in Inferno sit missus, & insuper quantum auferre voluerit in duplo componat.
Ego Alffonsus habeo illam in vita mea; post mortem vero meam illam totam habeatis.
Facta K mense Junii posito. Era M.CLXXXIIJ. Ego vero Alffonsus, qui hanc K vobis Fratribus jusfi facere cum manibus meis ro-|-|-|boro.
Ego Alffonsus Rex confirmat +
Fernandus captivus       )      Menendus Alffonsus     )
Alvarus Alfers. -- test. )      Egas Monis ------- test. )
                                  )      Velhelmus Segiral         )

Documento VIII

Do Mestrado de D. Hugo, que se vè gravado em a pedra da Igreja de S. Maria de Alcaçova em Santarem.

Anno ab Incarnatione 1154 ab Urbe ista capta VII. Regnante Domino Alfonso Rege Comitis Henrici filio, & Uxore ejus Regina Mahalda haec Eccl. fundata est in honorem S. Mariae Virginis Matris Christi à Militibus Templi Hierosolomitani jussu Magistri Hugonis: Petro Arnaldo aedificii curam gerente Animae eorum requiescant in pace. Amen.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Penas Róias

Castelo de 'Penhas Rojas'

Os domínios de Penas Róias foram doados aos Cavaleiros do Templo em 1145 por Fernão Mendes, tenens da terra de Bragança.
O mestre Dom Gualdim Pais manda iniciar a construção do castelo em 1172, aproveitando o existente reduto defensivo que integrava já os velhos torreões de formato circular, típicos de estruturas leonesas na margem direita do rio Côa.
Em Maio de 1187, recebe foral.
Em 1197, El Rei Dom Sancho I em agradecimento pelos serviços prestados pela Ordem do Templo, doa a Vila de Idanha-a-Velha e em troca recebe os castelos e as igrejas de Penas Róias e Mogadouro.
A Ordem desloca assim, a sua actuação mais para sul, recebendo os domínios de Idanha-a-Velha e Monsanto, na Beira Baixa.
Juntamente com Mogadouro recebe carta de Foral em 1272, renovado a Penas Róias no ano seguinte.
Em 1319, face à suspensão da Ordem, Dom Dinis transfere estes domínios para a Ordem de Christo, continuadora do Templo.



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Documento VII

De como o nome, ou titulo de Procurador, ou Mestre do Templo era promiscuo nos primeiros annos aos Prelados desta Ordem.

In Dei nomine. Egos Petrus Nunius facio vobis Cartam venditionis, & firmitudinis vobis Fratribus Templi, S, Petro Gratial, & Martino Pelais, qui in Bracara habitatis sub manu Magistri Domni Ugonis de hereditate mea, quam habeo in Villa, quae vocatur Vilar subtus montem Margatos territorio Bracarenci discorrentibus aquis in rivulum Alister, & jacet ipsa haereditas in ripade Alister in ipso agro de Vilar, ubi vocatitur portum de Luvõ instar illã de Pelagio Monis, & illam vestram; do vobis ipsam haereditatem, S, quantum in isto praedicto loco habeo, pro pretio quod accipi à vobis v3'ms bracales, & unam puzalem de vino; quantum mihi, & vobis bene complacuit. Idcirco habeatis vos illam firmiter, & omnes successores vestri usque in perpetuum.
Tamen si aliquis homo venerit, vel venero contra hoc factum nostrum ad infringendum, quod ego in Concilio non putuero auturgare vel devendicare pro vestra parte, vel vos voce mea tunc pariam vobis ipsam haereditatem duplatam, vel triplicatam, aut quantum vobis fuerit meliorata.
Facta Carta venditionis, & firmitatis die Kalendarum Mayi. Era M.CLJ. Pelais, & Ego Petrus Nunius hanc Cartam venditionis, & firmitatis vobis Fratribus de Templo Petro Gratial, & Martino Pelais, & omnibus Fratribus Templi Hierusalem propriis manibus ro-|-boro

Petrus               )                          Godinus Godinis
Pelagius            )  testes.               Petrus Vimaranis
Gundisalyus      )                           Rodrigo Rodrigues       testes.