terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A noite mais longa

Hoje é a noite mais longa do ano. A noite do Yule.

"O mago sai ao bosque e apanha o visco, cujas propriedades mágicas têm o poder de curar.
Celebrar o Solstício de Inverno é reafirmar a continuação dos ciclos da vida, pois é o tempo de celebrar o espírito da Terra.
É momento de contar histórias, cantar e dançar com a família, celebrando a vida e a união. E de se acender fogo - fogueira, velas - como elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a nossa vida, corações e mentes.
Para quem está em sintonia com a natureza e as forças divinas que existem dentro de nós, que esta seja uma linda noite de Yule e que o retorno da Luz ilumine as nossas vidas.
No ritual, leva-se para dentro de casa uma árvore verde para que os espíritos da Natureza tenham um lugar confortável para passar o Inverno. A árvore é decorada com sinos, estrelas e sóis; as cores verde, vermelho e dourado, celebrando-se com nozes e bolos de frutas.
A casa é decorada com azevinho e guirlandas. Presentes para os espíritos da Natureza são colocados aos pés da árvore."

Um Feliz Natal !
Um bom Alban Arthan para todos !

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Regra:cap.XXV

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Ao que procurar o melhor vestido se lhe dê o peyor.

Capitulo XXV

Se algum Irmaõ, como devido, e com animo soberbo, pertender os vestidos mais novos, e curiosos; por tal pertençaõ merece se lhe dem os peyores.

Regra:cap.XXIV

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que os vestidos velhos se dem aos escudeiros.

Capitulo XXIV

O Roupeiro procure com todo o cuidado distribuir os vestidos velhos aos escudeiros, criados, e pobres, fiel, e igualmente.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Documento XV

Doaçaõ, que fez o Senhor Rey D. Affonso I. a D. Gualdim Paes a segunda, em que he chamado Mestre do Templo.

Em nome do Padre, do Filho, e do Espiritu Sancto. Amen.  Eu Affonso Rey dos Portuguezes, filho do Conde D. Enrique, e da Rainha D. Tareza, e a minha molher a Rainha D. Mafalda, fazemos Carta de Doaçaõ, e firmeza a vós Mestre Gualdim da cazas, e herdades cultivadas, e por cultivar, as quaes estaõ junto a Cintra, pela boa vontade, que sempre nos mostrastes, e fiel serviço, que nos fizestes.  As quaes cazas vos damos com as suas herdades, para que as pessuais, e tinhais todos os dias da vossa vida, e no fim della tinhais poder para as vender, doar, e testar, e tambem em vossa vida a quem quizerdes, e melhor vos parecer.  E se alguma pessoa de qualquer Ordem, e dignidade com temerario atrevimento presumir tirarvos as tais cazas com suas herdades, pella prezumpçaõ só, vos pagará as suas herdades em dobro, assim como neste tempo forem avaliadas.  E ao Rey da Terra quinhentos soldos de purissima prata.  E aquelle, que succeder da nossa geraçaõ vos ajudar, e defender contra aquelle, que pella maldade de seu coraçaõ vos las quizer tirar, alcance a Misericordia de Deos e a nossa bençaõ, elle e seus filhos para todos os seculos dos seculos.  Foi feita a Carta de Doaçaõ, e firmeza na Era de mil cento e noventa e nove.*
Eu sobredito Affonso Rey dos Portugueses, e minha molher a Rainha Mafalda com nossas proprias maons roboramos esta Carta, que mandamos fazer de nossa livre vontade.
Gonsalo de Souza Trinchante mór ............... conf.
Sancho Monis ............................................ conf.
Vasco Sanches ........................................... conf.
Pelagios Zapata ........................................ conf.
Erminio Venegas ....................................... conf.
Lourenso Venegas ..................................... conf.
Erminio Mendes ....................................... conf.
Pedro Radu ............................................... conf.
Soeiro Mendes .......................................... conf.
Rodrigo Venega ....................................... conf.
Menenda Gonsalves ............................... conf.
Rodrigo Pelais ......................................... conf.
Pedro Goinas ......................................... conf.
Martim Monis ........................................ conf.
Martim Zouparel ................................... conf.
Affonso Rois ......................................... conf.
Fernando Rois ...................................... conf.
Martim Anaya ..................................... conf.
Pedro Pelais Alfers mór ....................... conf.
Fernando Gonsalves .......................... conf.
Pedro Pelais ................................... conf.
Randufo ......................................... conf.
Pedro da Sylva Prior de Santa Maria a escreveo.
______________________________
* - 1161

Regra:cap.XXIII

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que usem sòmente de pelles de Cordeiros.

Capitulo XXIII

Determinamos de commum consentimento, que nenhum Cavalleiro use de pelles preciosas para vestido commum, nem para cobertor, senaõ de pelles de Cordeiros, ou Carneiros.

Regra:cap.XXII

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que os Religiosos perpetuos vistaõ de branco

Capitulo XXII

A nenhum tempo seja licito trazer mantos brancos, ou capas da dita cor, senaõ aos Cavalleiros perpetuos de Christo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ao primeiro Templário português


Acendemos-te hoje, Irmão,
mais esta vela carregada de saudade,
sobre a pedra fria de vosso túmulo.

E à volta deste Ponto Luz,
novamente se reúnem vossos 4 leais Escudos.

Que o calor desta chama eterna
mantenha viva a memória de vossos feitos.
Vós que de todos fosteis o Primeiro.

Honrásteis bem a velha Ordem.
Vós que recuperásteis a Luz sagrada
e dela, como fonte, soubésteis brotar um Pais.

Querido Irmão e Senhor…

Estais tão fresco na nossa memória.
Ainda sentimos nos nossos ombros
o vigor do vosso abraço…

Ainda estão presentes as vossas palavras.
Ecoam ainda nos nossos ouvidos
o som dos vossos risos…

Estais tão presente neste momento,
que a densidade do vosso espírito,
seria capaz de passar pela chama desta vela
e perturbá-la docemente…
como uma leve brisa do passado...

Por aquele que fosteis.
Por tudo o que fizésteis.
Com orgulho sincero
os vossos Templários
vos dizem...
Obrigado

Afonso I de Portugal
(1185 - 2010)
825 anos de eterna saudade.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Leões de pedra


Sopra forte o vento,
há espuma no ar.
Devem estar revoltas
as ondas do mar.

De repente ecoa
um som de pasmar
que tudo ao redor
consegue abafar.

-Que rugido é este
p'ros lados do mar?
Tão forte, tão alto
se fez escutar?

Em cuidados fomos
à praia espreitar.
E não vimos fúria
nem revolta no mar.

-Que rugido é este
que se fez ouvir?
-Parecia que a terra
se estava a abrir!

Buscámos na terra
uma explicação
para tal rugido,
tão grande troão.

Não pudémos ver
em nenhum lugar
de onde viesse
tão estranho troar...

...Se estiveram revoltas
as ondas do mar,
que estranha força
as fez acalmar?

"Ilha de Santa Iria"
Relato de um fenómeno sismico - 1312
(texto adaptado)

Documento XIV

Hum letreiro, que se vè gravado em huma pedra jaspe sobre porta de huma caza, a que vulgo se chama a Sanchristia Velha, alli lêmos todas as noticias, que confirmaõ quem foi D. Gualdim Paes, e saõ a melhor prova de quando elle foi Mestre, e quanto lhe diz respeito.

Diz assim:

" Na Era de mil duzentos e oito o Mestre Gualdim na verdade de nobre geraçaõ natural de Braga existia no tempo do Illustre Rey de Portugal Affonso, elle abnegando a Milicia secular em breve resplandeceo como estrella, porque feito Cavalleiro do Templo foi para Jerusalem, e ahi por cinco annos passou vida naõ descansado, foi o exercicio com seu Mestre, e com os Freires em muitas batalhas foi contra o Rey do Egipto, e da Siria, e como se tomace Ascalona logo elle foi contra Antioquia, e muitas vezes venceo ao Soldam; depois de cinco annos vultou para quem o tinha educado, e armado Cavalleiro.  Feito Procurador da caza do Templo em Portugal edificou este Castello, Pombal, Thomar, Zezere, e este que se chama Almeirol, e Monte Sancto."


Regra:cap.XXI

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que os criados não tragaõ vestidos brancos

Capítulo XXI

Isto, que sem ordem, e decreto do Capitulo, se usava na Casa de Deos, e dos Religiosos Militares do Santo Templo, prohibimos totalmente, e o tiramos como vicio muy escandaloso; porque de levarem antigamente os criados, e escudeiros estes vestidos brancos, se seguiraõ graves inconvenientes.  Levantaraõ-se nas partes Ultramontanas falsos Irmaõs, huns, e outros casados, que se chamavaõ do Templo, sendo do Mundo.  Estes pois occasionaraõ muitos damnos, e perseguiçoens à Cavallaria.  E os demais criados ensorbecendo-se, causaraõ naõ poucos escandalos.  Usem pois vestidos negros, e se os naõ acharem desta cor, vistaõ do que se poder achar naquella Provincia, ou o mais grosseiro vestido, que de huma cor se puder descobrir, como burel.