quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O outro Reino



Santa Maria dos Olivais ou Santa Maria do Selho (sinónimo de "tanque" escavado na rocha ou "baptistério"), foi o Panteão dos Mestres Templários.
Foi, não. Continua a ser.
Apesar dos túmulos dos Mestres terem sido profanados e mandados destruir pela sanha inquisidora do pérfido padre António de Lisboa, para nós eles continuam lá.
Porque o que destruíram foi apenas pedra.
Porque não puderam tocar na Memória.
No final deste ano de 2011, estamos presentes em Santa Maria, renovando nossos votos de fidelidade.
Inclinamo-nos perante vós queridos Mestres e perante os vossos túmulos invisíveis .
Porque o nosso e vosso Reino não é só deste mundo...
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Os Templários Portugueses desejam a todos um bom Ano de 2012
 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Quotidie Auxilium



O gesto que alguns fazem apenas pelo Natal deveria ser o gesto de todos os dias.
Estendermos a mão ao próximo que está necessitado.
Logo ali.
Ao nosso lado.
A começar pela família que tão desagregada está nos dias de hoje.
Ajudar um familiar que precisa, evita que um "estranho" tenha de o fazer.
Hoje, ajuda-se em abstrato. Dá-se para o "todo", porque todos estão a dar.
Porque é Natal.
Mas não deveria ser Natal todos os dias ?....

Boas Festas para todos.
Bom Yule e muita Luz.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Regra:cap.LI

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que todos os Religiosos Militares possaõ ter terras, e vassallos.

Capitulo LI

Por Divina Providencia, como cremos, se começou por vós outros este novo genero de Religiaõ nestes Santos Lugares ; para que juntasseis com a Religiaõ a Milicia, e fique a Religiaõ fortificada com as armas, para fazer a guerra justa ao inimigo.  Com razaõ pois julgamos, que se vos chamaes Soldados do Templo, tenhaes, e possuaes [pelo insigne, e especial merecimento da Santidade] cazas, terras, vassallos, obreiros, e os governeis, e cobreis delles o tributo instituîdo, e determinado.

Regra:cap.L

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que esta Regra se observe em tudo o mais.

Capitulo L

Em todas as cousas, que injustamente vos tirarem, observay sempre esta Regra.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Documento XXIV


Huma Doaçaõ, que fes o Senhor Rey D. Affonso a D. Gualdim, e à Ordem do Templo, a mais magnifica, de tudo, ou de toda a 3. parte de quanto o dito Senhor podece adquirir, e povoar, álem do Tejo, assim do que lhe dá, como de quanto lhe der.

Em nome do Padre, do Filho, e do Spirito Sancto. Amen. Fiel guarda da memoria he a Escriptura, porque esta renova as couzas antigas, confirma as novas, concerva as confirmadas, e representa as concervadas para que as noticias dellas se naõ entreguem ao esquecimento dos vindouros. Pela qual razaõ Eu Affonso Rey de Portugal faço Escriptura de doaçaõ, e firmeza a Deos e aos Cavalleiros chamados do Templo de Salomaõ assim presentes como futuros, e a vós Fr. Gaufrido Fulcon discreto Procurador de toda a predicta Milicia aquem mar ; e a vós Fr. Gracia Romeu Ministro dos sobreditos Cavalleiros nos Campos, e em Castella, e a vós Fr. Gualdim Procurador das couzas do Templo em Portugal, e a vossos sucessores que houverem de ser promovidos em o tempo futuro, de toda a terceira parte que pella graça de Deos, poder adquirir, e povoar, desde o Ryo Tejo pordeante ; a saber, com tal condiçaõ, que tudo aquilo, que agora vos dou, e ao diante vos der, gasteis em o serviço de Deos, e meo, e de meo Filho, e de toda a minha geraçaõ, em quanto durar a guerra dos Sarracenos com os Christaõs ; e com condiçaõ, que das couzas que já vos tenho dado, se naõ gaste couza alguma superfluamente, mas se guarde, e concerve para proveito, e utilidade do Templo de Jerusalem ; e as couzas que agora vos dou, e vos der pello tempo adiante, quero que se gaste em o serviço de Deos, e meo, e de meos Filhos, em este Reino de Portugal em quanto durar a guerra dos Sarracenos. E alem de todas estas couzas vos dou tambem a caza de Evora de que já em outra ocaziaõ tinha feito mercê ao Mestre Gualdim. Foy feita esta escriptura em o Mes de Setembro da Era de mil duzentos, e sette em Alafões.
Eu sobredito Rey D. Affonso juntamente com meos Filhos El-Rey D. Sancho, e minhas Filhas a Rainha D. Urraca, e a Rainha D. Thereza roboramos esta carta com nossas proprias maons.
Pedro Facion Notario do Rey ...................... Conf.
Pedro Salvador ....................................... Conf.
Pedro Fernandes Trinchante del Rey D. Sancho ... Conf.
O Conde Valasco Trinchante mor .................. Conf.
Fernando Affonso Alfers ............................ Conf.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Eterna saudade

Rei de um sonho tornado País
Dele fizésteis o nosso Templo
Fosteis dele o nosso primeiro e
Até hoje o único Grande Mestre
Do sagrado Porto do Graal

Continuamos protectores
Do ancestral círculo vermelho
Nele colocamos nossos 4 escudos
Nele renovamo-vos nossa fidelidade
Para que os cinco sonhos sagrados
Possam e continuem a ser sonhados.

Os que se apresentam perante vós,
Cavaleiros da Ordem do Templo
Nestes 826 anos de eterna saudade


TEMPLUM IN AETERNUM
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Ao nosso Rei-Templário, Perº Afonso Moniz
28 de Setembro de 1110 - 6 de Dezembro de 1185

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Egrégora Lusa


Tarde chuvosa. O monte esconde-se na neblina fria.
Subimos determinados, ultrapassando o temor mundano da lenda e do mito.
Aos poucos entramos neste reino de Deuses, envoltos na sua atmosfera irreal.

Por entre os fantasmagóricos gigantes de pedra, procuramos vislumbrar a Corça Sagrada.
Sabemos que está presente. Sentimo-la!
Fazemos-lhe as perguntas de sempre. Que sempre nos trazem de volta.
Fechamos os olhos. Esperamos.
E é o próprio Wamba quem nos sussurra as respostas...

Está tudo no lugar.
Os segredos de Monsanto continuam guardados.

A chuva miudinha e persistente molha-nos até aos ossos.
O vento sopra frio, mas não nos importamos.
Sabemos que só nestas condições o Portal se abre.
Entrámos noutra dimensão. Noutra realidade.

Estamos em comunhão...






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Dedicado aos Guardiões da memória de Monsanto da Beira.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

1º de Dezembro, sempre.




Foi decidido recentemente a supressão da comemoração do Dia da Independência de Portugal.
1º de Dezembro de 1640.

Negociata típica destas "democracias".
Com a benção da "igreja". Claro está.

Podem suprimi-lo ou mudá-lo para dia mais "conveniente", que nós, TEMPLÁRIOS PORTUGUESES, comemorá-lo-emos sempre no dia 1 de Dezembro de cada ano!
Todos os anos!

Como todo o verdadeiro português deve fazer.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Regra:cap.XLIX

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que ouçaõ a sentença de qualquer queixa, que contra elle se der.

Capítulo XLIX

Sabemos, que saõ innumeraveis os inimigos de nossa Santa Fé, e que procuraõ embaraçar com pleitos, aos que mais fogem delles.   Seja pois nesta materia o parecer do Concilio com acertada resoluçaõ ; que se algum nas partes Orientaes, ou em qualquer outra, ouçaes a sentença, que vos derem os Juizes ajustados, e amigos da verdade ; e mandamos, que sem escusa alguma façaes o que for justo.

Aires Dias


1201 -  [...] em todas estas cazas tinham seu oratorio, e capellaõ, e tomavam por seus familiares os que faziam alguma doaçaõ, ou beneficio à Ordem. Tal foi, por exemplo, Aires Dias, e sua molher Maria Mendes que no anno de 1201 fizeram uma grande doaçaõ a Fr. Joaõ Domingues, que com quatro frades mais residia no castello de Almoriol, os quaes os receberam por seus familiares: "Et siut nobiscum in nostra Oratione, et in Domibus Templi."

terça-feira, 25 de outubro de 2011

D. Fr. Lopo Fernandes


5º Mestre em Portugal
1193-1199

Cavaleiro Português da Ordem do Templo, no reinado de D. Sancho I.


Eleito pelo Capítulo reunido em 8 Outubro de 1193, D. Fr. Lopo obtém confirmação régia como sucessor do mestrado de D. Fr. Gualdim Pais.
Cavaleiro Templário favorito e protegido de Mestre Gualdim, foi seu Lugar-Tenente e Comendador de Thomar, tendo administrado a Ordem, entre Abril e Outubro, período em que foi intitulado Mestre de Thomar.

"...vobis D. Gualdino, & Lupo Praeceptori de Thomar Fratribus Templi &c.   Facta Carta in mense Januarii Era M.CCXXV."

Em 1197, el-Rei D. Sancho I. faz escriptura de doação da Idanha-a-Velha (doada pela segunda vez, pois já tinha pertencido à Ordem) ao Mestre D. Lopo, quase quatro anos após a morte de Mestre Gualdim.

" Ego, Sancius Dei gratia Portugallentium Rex &c. facio Cartam donationis, & perpetuae firmitudinis vobis Magistro D. Lupo, & universis Fratibus Militiae Templi presentibus, & futuris de Civitate illa vocatur Egitania &c. Facta fuit Carta haec apud Portum Dorii X. Calendis Februarii E. M.CCXXXV."

Dois anos depois, em 1199, o mesmo Rei faz a Mestre Lopo doação da região da Açafa (hoje Rodão), vasto território ao longo de ambas as margens do Rio Tejo.

"Ego Sancius Dei gratia Portug. Rex una cum Filio meo Rege D. Alfonso &c. facio Cartam vobis D. Lupo Fernandi Magistro Militiae Templi in Regno nostro, & Fratribus vestris tam presentibus, quam futuris de Asafa &c. Facta fuit haec Carta apud Covelia nam V. die Julii Era M.CCXXXVII."

Foi efémero o Mestrado de D. Lopo Fernandes.
De Outubro de 1193 a Agosto de 1199.
Ao serviço de D. Sancho I. e quase seis anos após ter sido eleito Mestre dos Templários Portugueses, morre em combate contra as forças leonesas durante o cerco de Ciudade Rodrigo. A seu lado toma a morte também outro famoso Cavaleiro; Nuno Fafes.
Contava a Ordem oitenta anos de existência oficial.

É sepultado na Igreja de Santa Maria dos Olivais, em Thomar, com a presença de el-Rei D. Sancho I. que depois lhe manda fazer um magnífico túmulo em pedra ricamente lavrada com a imagem de Cavaleiro, onde se podia ler no friso:

"É neste túmulo Frei Lopo Fernandes, Mestre da Ordem do Templo de Salomão neste Reino, morto em Castela ao serviço de Deus e de El-Rei D. Sancho I de Portugal. Descanse em Paz. E.M.CCXXXVII."

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Mais tarde, no reinado de D. João III, e sem respeito pelos ilustres mortos, foi construída uma sacristia no lugar da capela funerária e a bela sepultura de D. Fr. Lopo Fernandes (como as da grande maioria dos Mestres Templários) foi destruída e desapareceu, salvando-se apenas o registo escrito (Vitulum Binarium) onde consta a magnífica ilustração do seu túmulo.
Foi este o mandado oficial do famigerado reformador geral e inquisidor fr. António de Lisboa.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Regra:cap.XLVIII

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que matem sempre os leoens.

Capítulo XLVIII

Porque he sem duvida tersevos fiado, e viveis com a obrigaçaõ de arriscares a vossa vida pelos proximos, e lançar fóra os infieis, que perseguem ao Filho da Virgem : sabey, que o Leaõ busca rodeando a quem tragar, e que as suas maõs saõ contra todos, e as de todos sejaõ contra elle.

Renascer

Das dezenas de sementes lançadas à terra apenas vingou aquela que nunca duvidou do carinho e do amparo das suas Irmãs.
Foram semeadas todas juntas e todas juntas nasceram.
Não se sabe como nem porquê mas de repente murcharam e secaram.
Todas foram dadas como perdidas.
Mas eis que do nada uma delas renasce, forte, viçosa.
Num plano oculto, todas as raizes se ligaram e, num último esforço, realizaram o supremo sacrifício para que uma delas pudesse crescer.

Que belas lições a Mãe Natureza nos dá!
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           Fr. Bernardo  Vasques
Cavaleiro Português da Ordem do Templo
                    1248 - 1315
                   "Analogias"

Regra:cap.XLVII

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que nenhum mate as féras com arco, ou bésta.

Capítulo XLVII

Convem andar com toda a modestia religiosa, e sem rizadas, e com humildade, fallando pouco, e a seu tempo, e sem levantar muito a voz.   Especialmente mandamos, que nenhum Religioso professo intente nos bosques perseguir féras com bésta, ou arco, nem vá a esse fim com quem caçar, senaõ para guardallo dos perfidos Gentios : naõ incite os caens, nem pique o cavallo com intento de caçar alguma féra.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pedro Cativo


1190Em Setembro de 1190 Pedro Cativo, e seus filhos venderam por quatro maravedis uma caza, que tinham “in Castello Thomar, extra murum, in loco, qui dicitur Varsena. … vobis D. Martino Fromarici, et omnibus Fratribus Templi, sub potestate Domni Magistri Galdini.”

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Tudo se repete

13 de Outubro de 1307
É uma data que não gostamos de comemorar.
A data da traição que levou à suspensão da Ordem.
A noite mais negra na história da irmandade Templária.

Sim. Traição.
O rei Filipe de França nunca teria conseguido os seus intentos se não contasse com a mais vil fraqueza humana. A traição.

Escrevemos estas linhas para fazer lembrar a quem nos lê, que tudo se repete na História e no tempo.
Desta vez não se trata da Ordem mas do Reino.
Uma vez mais a traição vem de dentro.

Portugal vai precisar de todos os bons homens nesta batalha sem tréguas.
Mais do que nunca!

Estaremos presentes.
Cerrando fileiras.
Empunhando as lanças.
Aguardando o toque de guerra.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Um Reino por cumprir

Comemora-se hoje, 5 de Outubro, o nascimento de um Reino.
Contra tudo. Contra todos. Contra todas as possibilidades.
Nasceu um Reino no longínquo ano de 1143.
Um reino que ainda se não cumpriu.

868 anos de sacrifício, pagos à História com sangue. Muito sangue.
Sangue que todos nós derramámos com deterninação. Com amor. Sem hesitar.
Para que todos vós pudésseis hoje ter um lar a que chamais...

Portugal.

Tende sempre orgulho nEle. Defendei-o sempre pois é solo sagrado.


"...e se longe no futuro, o Reyno sofrer perda de soberania esperamos, nós os primeiros de Portugal, que a vontade férrea de a manter, chegue intacta aos portuguezes de então, para prontamente a reaverem!"

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O visível e o invisível



Os quatro Irmãos da Ordem cruzaram-se num passeio da rua com uma menina que não teria mais de quatro ou cinco anos de idade.
Vinha compenetrada nos seus pensamentos e, mal reparou neles, parou esboçando-lhes um sorriso lindíssimo...

"Ao cruzar-se connosco saudou-nos educada e firmente:

- Boa tarde!

Um pouco surpreendidos e meio atrapalhados respondemos-lhe quase que automaticamente também:

- Boa tarde!

Só no momento seguinte reparámos, que havia algo de singular naquele quadro.
Os miúdos hoje em dia já não são assim.
Aproveitando o momento e antes que a magia se desvanecesse, baixei-me e ficando à mesma altura da pequenita, meti conversa:

- Olá, como te chamas?
- Joana!
- És muito simpática! Quem te educou tão bem assim?
- Os meus pais e a minha professora!
- Diz-me Joana, e cumprimentas assim toda a gente que encontras?
- Só os meus familiares, as pessoas conhecidas e os Anjos-da-Guarda!

Notei algo nos olhos daquela pequenita que me começou a inquietar.
Algo de familiar que não consegui entender logo.
Sem resistir ao impulso, perguntei-lhe:

- E a qual deles acabas de dar as boas tardes, Joaninha?
- Aos Anjos-da-Guarda!

Assim... Sem hesitações!
Olhei-a nos olhos com ternura e naquele vasto universo, espelho da alma humana, só vi amor. E muita alegria.
Sem tirar os seus olhitos dos meus e esboçando novamente aquele sorriso puro e inocente, acrescentou baixinho em tom de confidência:

- Eu sabia que vocês existiam...

Aturdido e sem perceber logo o sentido do que acabara de ouvir, levantei-me, e com um sorriso possível, dexei-a ir.
Adivinhando o meu embaraço, a pequenita voltou-se para trás com um ar sério mas fingido e arrematou:

- Esqueceu-se de esconder as asas..

Regra:cap.XLVI

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que nenhum vá à caça com falcoens, e outras aves.

Capítulo XLVI

Sentimos todos, que algum vá à caça de volateria, porque naõ está bem hum Religioso viver taõ prezo aos deleites mundanos, se naõ ouvir a Divina palavra, estar frequentemente na Oraçaõ, e nella confessar a Deos com gemidos, e lagrimas cada dia os seus pecados.  Nenhum pois vá com homem, que caça com falcoens, ou outras aves pela causa, que se ha dito.

Duran e D. Mendo


1190Em 1190 era Commendador de Thomar D. Lopo Fernandez, como consta da Carta de compra de huma caza fora do muro de Thomar.  Venderam-na Duran, e D. Mendo “vobis Domno Magistro Galdino, et D. Lupo, Proeceptori de Thomar, et omnibus Fratribus Templi. … Facta Carta mense Januarii E. M CC.XX.VIII.”

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Murmúrios



Estivemos na Serra de Sintra e ouvimos a natureza chorar.
Não pelo mal que lhe estão a fazer.
A Mãe Natureza nunca se queixa.
...estava a chorar por nós.

Na serra de Sintra ouvimos a natureza chorar...
Por nós. Pelos seus filhos perdidos.
Porque a abandonámos.

Ouvimo-la chorar e murmurar baixinho...

Na Serra de Sintra renovámos o nosso compromisso.
Prometemos-te Mãe.
Buscar os nossos Irmãos perdidos.
E trazê-los de volta a Casa.

Regra:cap.XLV

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem.

Que nenhum troque, ou busque cousa alguma.

Capítulo XLV

Fica resoluto, que nenhum sem licença do Mestre possa trocar cousa alguma com outro Religioso, nem buscar, ou pedir, senaõ hum Religioso a outro, e cousa de pouco valor, e estimaçaõ.

Documento XXIII


O Foral que fez o Mestre D. Gualdim à Villa de Redinha.

Em nome da Santissima Trindade.  Eu o Mestre Gualdino juntamente com o capitulo dos nossos Freires Soldados do Templo, fazemos Carta de firmeza de Foro bom aos Homens que habitaõ em a Redinha assim presentes como futuros de direito perpetuo.  De quanto fabricarem pagaraõ ao Senhor o dizimo fielmente, e na lavoura huma medida de trigo ; e pello ou no serviço da sementeira huma fogaça de dous alqueires de trigo, e hum capaõ.  O Clerigo da sua herdade pague o mesmo foro.  Se algum quizer vender a sua herdade venda ao seu visinho com tal condiçaõ convem a ser que o Senhor se lhe paque sempre inteiro o seu foro.  A nenhum Homem da Redinha seja licito dar sua herdade ou fazer della testamento fora da nossa Igreja, ou a algum dos Cavalleiros Templarios. e isto de tal sorte que o Senhor naõ perca nem o casal, nem o foro.  O trabalhador naõ pague foro de casar.  O caçador que ficar caçando huma ou duas noutes dê um coelho inteiro sem ser esfolado.  A nenhum Homem da Redinha nada do prohibido ; e todo o caçador pague de quanto caçar hum lombo da res que caçar.  O que tratar com colmeas pague meyo arratel de cera.  Naõ seja licito a nenhum de vós os Moradores da Redinha injuriarvos, nem matar, nem tomar na boca dizendo porquidades.  Se algum com armas ou ferindo romper as portas, ou entrar em alguma caza por força. seja prezo como vil, e pague como furto ; em todas estas injurias, e delictos sejaõ punidos pello foro da terra de Pombal.  Se algum fizer alguma cousa mal feita na prezença do Juiz, vá ao juizo, e por elle pague.  O Juiz naõ pague, e tenha o seo habito de honra, e o seo signal seja firme.  Foi feita esta Carta de confirmaçaõ, e roborada em o mes de Junho na Era de mil cento, e secenta e sette.
Eu Mestre Gualdino juntamente com os
meos Freires mandamos fazer esta Carta de
Foro com nossas proprias maos a roboramos,
e se algum quebrar este foro seja maldito.
Fr. Arnaldo ............................................. Conf.
Fr. Luerio ............................................... Conf.
Fr. Pedro de Ryofrio .............................. Conf.
Fr. Mancio ............................................. Conf.
Fr. Pedro Termario ............................... Conf.
Fr. Martinho de Formario .................... Conf.
Egas Clerigo a notou.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Levanta-me de novo




Os nossos agradecimentos a Pedro Moniz

Flores no deserto



Que a tua viagem seja longa.
Que o teu caminho seja de descoberta.
Não tenhas pressa de chegar à verdade.
A procura é bem mais interessante...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

o Legado

O País que tendes, custou o sangue de todos nós.
Daríamos novamente a vida, se tal fosse possível,
 por vós,  povo da Luz, muitas vezes abençoado.

...Cristãos, Árabes, velhos Lusitanos.

Damo-vos, assim, o que nos resta de sagrado
impregnado na memória destas pedras:
o eternamente dedicado Espírito Templário.

Que ele reviva em cada um de vós...

Este é o nosso legado.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

No reino dos boçais


Quando os pelouros da cultura são governados por incultos...
(Convento de Cristo - Tomar)

foto de António Rebelo / tomaradianteira.blogspot.com 

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Os Templários Portugueses tentam dar, neste blog, uma imagem de respeito, paz e tolerância.
O Templário é capaz do gesto humano mais magnânimo para com o seu semelhante.
No entanto, como é da sua natureza, o Templário é antes do mais, um guerreiro.

A determinada altura da nossa vida, colocamos um joelho no chão para nos tocarem no ombro, ao de leve com a espada cerimonial, enquanto proclamam:
" - ... eu te faço Cavaleiro Templário, agora, e para sempre!".
Depois dão-nos a "pescoçada", o equivalente ao velho "bofetão", e afirmam-nos:
" - Que esta seja a última ofensa que toleras, vinda de outro homem, sem que seja feita a justiça do teu braço!".
Depois mandam-nos levantar, já Cavaleiros do Templo.

Ninguém faz ideia da carga emocional que comporta este momento e do que ele representa para um Templário.

A foto publicada neste artigo representa uma ofensa aos Templários. Uma ofensa grave!
Justifica o que escrevemos atrás, noutro artigo, em que dizemos que a nossa relação com Thomar é uma relação Amor-Ódio.
Amor pelo património, que é nosso.
Amor pela memória dos nossos antepassados e pela herança que nos deixaram. Herança que temos o dever de honrar e proteger.
E repulsa, indignação pelos constantes ataques de que esse mesmo património que, repito, é Templário e é nosso, tem sofrido às mãos daqueles que, supostamente, também o deveriam respeitar e proteger.

Parte do alambor da velha muralha do castelo foi destruído, vítima de puro vandalismo institucional.
Uma vez mais profanaram as velhas pedras Templárias.
Não trataremos os responsáveis por 'senhores', porque o não são. Os Templários não tratam por senhores os imbecis. Muito menos os boçais deste reino.

Há gente que não merece pisar o chão sagrado de Thomar.
Muito menos deveria profaná-lo.
Este foi mais um "bofetão".
Desenganem-se aqueles que esperam que demos "a outra face".
Um Templário nunca dá a outra face; desembainha a espada e clama justiça!
A mesma justiça que o Mestre de Molay reclamou e que se abateu sobre os seus carrascos.
E todos sabemos que foi tudo menos divina...
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"Não confundam benevolência com fraqueza".








Estas muralhas e respectivo alambor são PATRIMÓNIO MUNDIAL


fotos de António Rebelo 
tomaradianteira.blogspot.com
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De tudo o que se escreve, de tudo o que se lê sobre os Templários nossos antepassados, a única memória real, palpável, que vos chegou desses dias longínquos e que podeis hoje olhar e tocar com as vossas mãos, são estas velhas pedras...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Documento XXII

  
Huma doaçaõ que fes o Snõr Rey D. Affonso I. de 8. moinhos ao Mestre D. Gualdim Paes, e à Ordem do Templo.

Em nome de Deos. Eu Affonso Rey de Portugal, e minha mulher a Rainha Mafalda juntamente com meus Filhos, Fazemos carta de doaçaõ a vós Mestre Gualdim, e aos mais Cavalleiros do Templo daquelles outo Moinhos que estaõ em dous Asudes de Touvede, e Alviela, e de todos os outros que nos sobreditos dous Asudes poderes edificar.   Por tanto damos, e concedemos a Deos, e a vós os taes moinhos com tal pacto, e condiçaõ que vós tinhais cuidado de os edificar, e reformar, e fazer tudo o que pertencer á fabrica delles á custa dos rendimentos dos mesmos moinhos ; e o que crescer dos ditos rendimentos será ametade para vós, e a outra ametade para mim.   E vós possuireis os taes moinhos para sempre, e vossos successores.   E nem Eu nem meos Filhos teraõ nelles algum poder, senaõ só o direito assima determinado.   E se alguem o que naõ cremos se fasa, quizer quebrantar esta nossa doaçaõ, ou diminuir, lhe naõ seja licito, mas esta scriptura ficará sempre em seo vigor.   Feita esta carta de testamento, e firmeza em o mez de Julho de mil cento, e secenta e cinco.
Nós sobreditos que mandamos fazer esta
carta, a roboramos, e asignamos, em pre-
zença de abonadas testemunhas, e fizemos
este sig -I--I--- - nal.
         Os que foraõ prezentes.
Gonsalo Trinchante do Passo .................. Conf.
Pedro Pelagio Alfers ................................ Conf.
Mestre Alberto Cancelario ....................... Conf.
Pedro ....................................................... test.
Pelagio .................................................... test.
Domingos ................................................ test.

Regra:cap.XLIV

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Dos freos, ou cabeçadas dos cavallos.

Capítulo XLIV

A todos he util este preceito estabelecido por nós outros, para que daqui em diante se guarde sem disculpa. E assim nenhum Freire se atreva a fazer freos, ou cabeçadas de linho, ou laã, com o fim de que sirvaõ aos seus cavallos, nem os tenhaõ.   As redeas poderaõ ser desse material.

domingo, 21 de agosto de 2011

Aprendendo



"Procura sempre o conhecimento."


O discípulo vai bater à porta do Conhecimento.
Uma voz faz-se ouvir no interior: - Quem é?
- Sou Eu! ...responde o discípulo.
- Não há lugar para Mim e para Ti! ...retorquiu a voz.

E a porta não se abriu.
...

Passados anos, o discípulo volta a bater à porta.
- Quem é? ...pergunta a voz no interior.
- És Tu! ...responde o discípulo.

E a porta abriu-se.

Regra:cap.XLIII

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem.

Do receber, e gastar.

Capítulo XLIII

Se algum dos Religiosos se lhe der alguma cousa sem o procurar, ou graciosamente, leve-a ao Mestre, ou Dispenseiro.   Porém se seu Pay, ou algum amigo lha der, com tal condiçaõ, que haja de servir a elle sómente, de nenhum modo a receba sem licença do Mestre.   Nenhuma finta, que se dê a outro, o que a elle presentarem ; antes tenha por certo, que agastando-se por isto offende a Deos.   Mas isto naõ comprehende os Officiais, a quem toca ; porém saõ comprehendidos no que toca à malha, e cota.

sábado, 20 de agosto de 2011

Escrito na água

Tira as sandálias e ascende altivo
acima das estrelas cintilantes!
Une-te à Verdade!
Quem as desprezou
ficou chorando por todas as coisas.
O olhar do mais firme
- tal como o céu -
convoca a beatitude da verdade clara.
Descalça as sandálias sinceramente,
desde os umbrais do esplendor.
Une-te ao Ser!
Vale-te mais essa união
que todas as provas da Razão.
Quem viu o que eu gritei à multidão
àcerca da realidade da união
tem de deixar o mundo da dualidade
que são duas sombras sob o sol.
O espírito venceu a dôr ao aproximar-se do distante.
Ò mãe dos meus irmãos!
O Amado é o meu lado!
Ò povo! se a paixão me der a morte
toma o meu amor, como vingança,
e vinga-me!
Ibn Qasî

Sancha Viegas


1185No 1 de Abril de 1185 Sancha Viegas, e seus filhos, venderam a Petrus Arnaldo, Freire do Templo (este Fr. Pedro Arnaldo he diverso do que se acha Mestre em 1157), hum cazal no territorio de Braga, nas faldas do monte Ferrocan, ribeiras do Cávado.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Encontrámo-la


Ja lomeoja pazo ho ropdix oxlihix oxziri i Govuqajuip ha Qoxzvo Ceiphuq.

Tacia : not jue ema ezitvisa.
Jtufatepa : ne gateqxi bitefuiv.
Epdopvsano : ma gipamnepve.

Rosa de Luz _______________________
Para vosso conhecimento, Irmãos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Oito séculos e meio depois...

 
... de um lado da "guarda": Magister
... do outro: Gualdinus

...na mortalha que a envolvia, uma nota: "... se tiverdes ao vosso lado alguém, seja quem for, estendei-lhe a mão. Oferecei-lhe um sorriso... em nome da Paz... para que o nosso esforço não tenha sido em vão..."

Encontrámo-la

domingo, 31 de julho de 2011

Ecos do Mestre




" O que tu chamas Deus
está dentro de ti,
está à tua volta.
Não em casas de pedra
e de madeira.

Divide um pedaço de madeira
e encontrar-Me-ás
Levanta uma pedra
e Eu estarei lá..."

Pergaminho 33
Nag Hammadi
Jebus Salém.

sábado, 30 de julho de 2011

A voz do deserto



Ao Cavaleiro Templário está-lhe velado enganar.
É-lhe imperioso velar para que não seja enganado.


Provérbio árabe adoptado na Terra Santa

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Acreditar

Dizem os sábios que tu, vento,
és apenas ar em movimento.
Mas eu sei que és mais,
muito mais...

Tento ver-te e não consigo
mas sei que existes
porque te sinto...

Porque me trazes, na Primavera,
o doce aroma das flores de Maio
desprendido por ti, suavemente,
das varandas suspensas do palácio...

Porque no calor do Verão,
após o inferno da batalha,
despida a cota de malha,
sinto a frescura da tua brisa ...

Porque nas calmas tardes de Outono,
fazes dançar as folhas das árvores
num doce murmúrio de encantar,
dando a mão aos ocres do ocaso...

... porque este Inverno, vento,
sopraste forte no meu telhado
numa tentativa desesperada
de me chamares a atenção

...eu sei que existes, irmão,
entraste esta noite, de mansinho,
fazendo dançar levemente
as cortinas do meu quarto...

quando os meus olhos
finalmente se fecharam,
eu vi-te... tal como és

Bateste as tuas asas
e levaste-me contigo
Poema árabe, séc. XII
______________________
" Presas de guerra "
1ª tomada de Silves

Documento XXI



Huma doaçaõ das mais magnificas que o Snör Rey D. Affonso I. fez ao Mestre D. Gualdim, e à Ordem do Templo ; que he de todo o destricto entre os tres rios Tejo, Zezere, e Elge.

Affonso Illustre Rey de Portugal filho do Conde D. Henrique, e da Rainha D. Tereza, Neto do Grande, e Illustrissimo Affonso Emperador das Espanhas.  Faço carta de doaçaõ, e firmeza a vós Mestre Gualdim, e a todos os Freires do Templo situado em Jerusalem, e a todos os outros Freires da Ordem que estaõ em meu Reyno, da Idanha, e Monsanto com estas demarcaçoens, a saber : do modo que corre a agoa do Elge entre o meu Reyno, e o de Leaõ, e entra no Tejo, e da outra parte, como corre a agoa do Zezere, e da mesma maneira entra no Tejo.   Assim que, vos dou toda a terra que está entre os sobreditos tres Rios convem a saber com tal condiçaõ, que tenhais firmemente em todo o tempo com direito hereditario, e me sirvireis a mim, e ao meu Filho a quem eu deixar por herdeiro de meu Reyno, com a tal terra de que vos faço doaçaõ.   E deste dia em deante terá esta minha doaçaõ força, e vigor para sempre.   E nem Filho, ou Filha, ou outra alguma pesoa, terá poder, ou licença para quebrantar esta minha Escritura.   E aquelle Filho meu, ou Filha minha que bem vos fizer, seja bendito do Senhor, e alcance a minha bençaõ.   Douvos por tanto a sobredita terra para que da maneira que a queirais dividir seja dividida, e aos que nella quizeres herdar fiquem herdados.   E o Foral que lhe quizeres dar permaneça firme, e perpetuo em todo o tempo.   Foi feita esta carta de doaçaõ, e firmeza aos vinte e nove de Novembro da era de mil duzentos e tres. (1165)
Eu sobredito Rey D. Affonso, e meo Filho
o Rey D. Sancho, e minha Filha a Rainha
D. Tereza com nossas proprias maons
roboramos esta carta.
      Os que se acharaõ prezentes
O Conde D. Vasco..............................conf.
Gonsalo de Souza Mordomo mor.......conf.
Pedro Paes Alfers..............................conf.
Pedro Fernandes de Bragança.........conf.
Soeiro Egas......................................conf.
Hirminio Monis.................................conf.
Garcia Fernandes.............................conf.
Joaõ Arcebispo de Braga..................conf.
Miguel Bispo de Coimbra..................conf.
Alvaro Bispo de Lisboa......................conf.
Mestre [...] Chanceler do Reyno......conf.
Mendo Cativo.................................conf.
Pedro Arnaldo a lavrou.

Regra:cap.XLII

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Da conversaçaõ de suas culpas

Capítulo XLII

Se toda a palavra ociosa occasiona peccado, que poderaõ responder ao Juiz rigoroso os que fazem galla de seus vicios?  Mostra-o bem o Profeta: "Se algumas vezes convem omittir boas praticas, por naõ faltar ao silencio, com quanta mayor razaõ, temendo o castigo do peccado, se ha de fugir de conversaçoes impertinentes?".  Vedamos pois, e com todo o esforço prohibimos, que algum dos Religiosos perpetuos se atreva a referir de si, ou de outros os descaminhos da sua vida secular, nem as communicaçoens, que teve com mulheres perdidas : e se algum ouvir a outro taes palavras, o faça callar, e tanto que puder, com passos obedientes se saya da conversaçaõ, e naõ dê a sua alma ouvidos, a quem vende tal veneno.

domingo, 24 de julho de 2011

Tão longe e tão perto



Todos nós devemos fazer uma peregrinação na vida.

Fazê-lo, quando nos apercebemos que a vida é, em si, uma peregrinação.
Porque todos somos à partida, desde que nascemos, peregrinos.

Quando sentimos a chamada (a "chama"), sabemos que é chegado o momento.

Escolhemos um lugar sagrado como destino, metemos o saco às costas e os pés ao caminho.
Caminho longo. Centenas de quilómetros. Por vezes milhares.
E nesse caminho, procuramos algo que nos enriqueça espiritualmente.
Que nos preencha a alma à chegada.
Que nos traga alguma Paz interior.

Mas os que chegam, sentem muitas das vezes... um vazio.
A falta de algo.
Como se ainda faltasse dar um derradeiro passo.

E é quando compreendemos que toda a caminhada serviu apenas... para nos conduzir à porta do verdadeiro Templo.

E o passo é tão pequeno. Tão simples de dar.

Então viramo-nos para nós próprios... e entramos.

_______________________
... de todos os que deram
o pequeno passo e se tornaram
TEMPLÁRIOS PORTUGUESES

Regra:cap.XLI

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Do abrir das cartas.

Capítulo XLI

Nenhum dos Religiosos possa abrir cartas de seu Pay, ou de qualquer outra pessoa, nem outro sim huns dos outros, sem a licença do Mestre, ou Procurador.  Depois que tiver licença, lea a carta diante do Mestre, se elle quizer.  Se seus Pays lhe mandarem alguma couza, naõ se atreva a recebella sem gosto do Mestre.  Esta Regra naõ se entende com o Mestre, nem Procurador da Caza.

Corraes das Egoas


1184 - …afforamento original de huma herdade em Thomar, no sitio chamado Curraes das Egoas, feito no anno de 1184 a Salvador Penisio, e a sua molher Maria Pires, a Pelagio Mouro, e a sua molher Comba Gonçalves, o qual assim principia: “Ego Magister Garsia, una cum fratribus meis…” e conclue: “Ego Magister domnus Garsia confirmo”; pois sendo D. Garcia Commendador de Thomar, naõ lhe era impróprio o titulo de Mestre por urbanidade, e costume.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Morte Branca



13 de Julho de 1190. Castelo de Thomar.

A notícia da mortal vaga muçulmana era conhecida há vários dias.
Agora a maré verde e negra tinha chegado.
A razia só parara, junto ao poderoso alambor da fortaleza Templária.
Perante a enorme diferença numérica todos davam como inevitável a destruição de Thomar.

"Nem todo o nosso valor guerreiro chegaria para travar os constantes assaltos à porta sul do castelo.
Os assaltantes morriam às centenas sob os golpes certeiros dos cavaleiros do Templo. Mas os nossos também iam sucumbindo.
E éramos tão poucos..."

Mestre Gualdim Pais tomou então a decisão que pensara nunca vir a tomar. Era isso ou perecer.
Os poços de água que se encontravam na vertente sul do monte já haviam sido usados pelos árabes nos primeiros dias sem problemas. Bebiam a água à confiança.
O que não sabiam é que dentro do castelo, perto do Oratório havia uma fonte que se infiltrava numa corrente subterrânea e que por sua vez alimentava esses poços.

"E os Mestres boticários fabricaram a temível "Candida Puella" a que chamavam a 'morte branca'.
E o exterior do castelo de Thomar tornou-se um vasto campo de agonia e morte..."

"vitulum binarium"

terça-feira, 12 de julho de 2011

Regra:cap.XL

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

De Malha, e Cota

Capítulo XL

A ninguem se concede ter Cota, ou Malha em prioridade.  Manifestarsehaõ de sorte, que nenhum possa usar de ellas sem licença do Mestre, ou de quem tem o seu lugar nos negocios da Casa.  Nestra Regra naõ se comprehendem os Procuradores, e os que vivem em varias terras, nem aos Mestres Provinciais.

Regra:cap.XXXIX

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Do poder do Mestre

Capítulo XXXIX

Pode o Mestre dar cavallos, e armas, e todo o que quizerem a quem lhe parecer.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Fonte de S. Lourenço



No Salão do Arquivo da Ordem existe uma vitrina com o número 408.
Ao contemplar o seu conteúdo, decidimos:
- Se vamos criar um tópico sobre Thomar, comecemos por aqui...

Mestre Domingos foi um dos mais activos e bem sucedidos investigadores da Ordem. O êxito do seu trabalho imprimiu-lhe um carisma difícil de ultrapassar até hoje.
Toda a sua vida foi dedicada a procurar e a recolher documentos e artefactos Templários dos quais se tornou  incansável estudioso e feroz guardião.
Escreveu minuciosos relatórios sobre os resultados alcançados e manteve todos os artefactos identificados e catalogados.
Lavrados pelo seu próprio punho, seguem-se excertos da descrição de uma das suas descobertas:

" Relatório nº 408/29
- ... conheci D. Antonio (...) em Lisboa na Primavera de 27 (1927). Encontrámo-nos por acaso na Igreja de Santa Luzia. Elle estava de vizita ao Castello e eu aos túmulos dos Mestres da dita Igreja que dizem Malteza e se encontra em estado de abandono. Nessa data reparámos ter ambos o mesmo interesse pella Historia e suas antiguidades.
Com elle vinha o seu filho Francisco, hum rapaz enfezado e com problemas graves no apparelho respiratorio e digestivo. Aconselhei-o a levar o petiz a huma localidade costeira a norte de Cintra, afamada neste tipo de curas devido ao iodo das suas praias e às ágoas medicinais de huma das suas fontes.
D. Antonio he hum cavalheiro de trato fino e agradavel. Homem simples e grande fazendeiro nos campos de Santarem. Iniciámos troca de correspondencia e no anno seguinte recebi a alegre notícia das grandes melhoras do seu filho Francisco.
Nessa missiva incluía hum convite para que o visitasse na sua herdade de Almeirim, onde se encontrava na altura, acrescentando de forma enigmática que tinha 'algo' para mim.
D. Antonio acolheu-me com todas as honras e mordomias e mostrou-me algo que me deixou pregado ao chaõ; huma pedra com incripçaõ em latim e hum manuscripto datado de 1611 que indicava a sua proveniencia :


" ... após a entrega do carregamento de vinho em Coimbra regressámos a Santarem. Ao passarmos novamente por Thomar parámos na fonte de Saõ Lourenço, junto da Ermida, para descansar os animais e reabastecer de agoa. Reparámos que huma das pedras no chaõ da fonte tinha huma inscripção dos antigos latinos e carregámo-la numa das carroças."


Quiz adquiri-la a D. Antonio mas este, sabendo do valor que para mim representava, já havia decidido ofertar-ma em agradecimento pellas melhoras de Francisco. Pedi-lhe entaõ mais hum favor; que me autorizasse a fazer cópia do manuscripto, mas este fez questaõ de tambem mo offerecer. Ambos trouxe comigo, documentei e arquivei com a nota que se segue:
- Pedra proveniente de Thomar, recolhida na fonte de S. Lourenço. Calcária com huma inscripção:   FLUMEN.NABIA
Nada menos que a mais antiga mençaõ que se conhece ao nome do rio que banha aquella cidade Templaria."
Fr. Domingos B.
10 de Março de 1929


_____________________________________
Tornaremos a falar de Nabia.
Em 2008 voltámos à fonte de S. Lourenço para um novo registo fotográfico. Desta vez sob uma nova perspectiva. Sabíamos, por estudos recentes, que esta foi feita com materiais trazidos das ruínas da cidade romana de Nabância. Sabemos igualmente que de início foi chamada 'Fonte de D. Nuno' e que pouco havia sido modificada para além da colocação da placa de 1746, aquando da reforma da ermida de S. Lourenço.
... ainda lhe falta a 'pedra do meio'.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Para lá do véu...

João sabia o segredo das Estrelas
e ensinava os Mistérios
às Almas que purificava,
no ritual da Água.

João conhecia os segredos da Água,
os segredos da Terra,
do Fogo,
do Ar.

...e as Almas seguiam João.


João tinha um Cordeiro,
fiel discípulo
a quem ensinou o segredo
do Tempo passado
...e futuro

E João disse-lhe:
-Quando morrer, faz-me voltar
às minhas origens, à Terrae Ofiusa
...a Terra da Serpente

Promete-me!

E o fiel Cordeiro prometeu.
E João olhou as Estrelas
...uma última vez.

João morreu como previra,
às mãos do traidor
que lhe roubou a Obra

...decapitado


E o Cordeiro levou a cabeça de João
e guardou-a no lugar mais sagrado
...e gritou ao vento:
- Baptista Homo Est !

e pediu ao Tempo
que a viesse buscar

e o Tempo foi
...e trouxe-a de volta.

...João um dia olhou as Estrelas,
as mesmas que hoje contemplamos
daqui, da Terra da Serpente

... João está em Casa.
 


 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A noite mais curta


Hoje, dedicamos a noite mais curta à memória de todos os que velaram armas antes das batalhas.
Aos que nelas pereceram e aos que delas se lembraram até ao fim dos seus dias.

Ligando as pontas


Ainda sobre o castelo de Penha Alva e os túmulos do Cavaleiro Gondemar e do Mestre Gualdim e porque a respectiva informação ficou de certa forma dispersa (ver "D. Gualdim Pais" e "Castelo de Penha Alva") fazemos aqui um resumo para a sua melhor compreensão.

Em 1099, Gondemar participa na tomada de Jerusalém. No ano seguinte regressa ao condado portucalense e traz consigo as primeiras relíquias da Terra Santa que deposita no castelo de Penha Alva deixando-as à guarda dos freires da Ordem do Santo Sepulcro. O alto clero reclama-as mas os monges conseguem escondê-las.

Em 1118, regressa à Terra Santa integrando o grupo de 9 cavaleiros que vão apresentar ao rei cristão de Jerusalém o projecto Templário. Curiosamente, o projecto tinha outro nome mas acabou denominado "Pobres Cavaleiros de Christo na Cidade de Jerusalém".

Em 1130, Gondemar morre aos 53 anos de idade e, segundo as crónicas da Ordem, é sepultado em Penha Alva, no interior da pequena igreja do Santo Sepulcro. Os frades recolhem as relíquias que se encontravam escondidas no Penedo dos Mouros e depositam-nas no túmulo de Gondemar.

Em 1164, o Mestre dos Templários Portugueses Fr. D. Gualdim Pais tomando conhecimento da existência das relíquias e do lugar onde se encontravam, recolhe-as e leva-as consigo para Thomar, declarando aos pés do túmulo de Gondemar, ser aquele o lugar mais sagrado do reino.

Em 1193 morre o velho Mestre Gualdim em Thomar e é sepultado na cripta da igreja de Santa Maria do Castelo, situada ao lado da denominada Porta do Sol, no castelo Templário.
Acabada em 1195 a construção da igreja de Santa Maria dos Olivais, os restos mortais do Mestre Gualdim são trasladados para este Templo, na margem esquerda do Nabão, ficando a partir daí conhecida como o Panteão dos Mestres do Templo em Portugal.

No reinado de D. João III (séc.XVI), Fr. António de Lisboa é designado para efectuar a reforma da Ordem de Christo e, entre outras barbaridades, manda destruir todos os túmulos dos Mestres Templários sepultados no Panteão de Santa Maria dos Olivais.
Antecipando-se, os Irmãos da Ordem fazem o levantamento dos restos mortais de Fr. Gualdim e (respeitando um antigo desejo do Mestre) colocam-nos em quatro vasos funerários selados.
Estas urnas serão por sua vez enterradas em segredo em quatro lugares distintos, tão queridos do Mestre: em Marecos (de onde era natural), nas cazas junto a Sintra, no castelo de Thomar e na igreja do Santo Sepulcro de Penha Alva.

Em 1981, através da descrição lavrada nos Tombos da antiga Ordem do Santo Sepulcro, o túmulo de Gondemar é identificado e o seu conteúdo resgatado.

Regra:cap.XXXVIII

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que as lanças e escudos naõ tenhaõ guarniçoens.

Capítulo XXXVIII

Naõ se ponhaõ guarniçoens nas lanças, nem escudos ; porque isto naõ só naõ he de utilidade alguma, porém se reputa por damnosa a todos.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Regra:cap.XXXVII

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Dos freos, e esporas.

Capítulo XXXVII

Mandamos, que de nenhuma sorte se leve ouro, ou prata [que he o especialmente precioso] nos freos, peitoraes, esporas, e estribos : nem seja licito a algum dos Militares perpetuos, comprallos.  Porém se de esmola lhes derem alguns destes instrumentos velhos, e usados, cubraõ o ouro, e a prata de sorte, que o seu luzimento, e riqueza a ninguem pareça vaidade.  Porém se os que se derem, forem novos, o Mestre disponha delles a seu arbitrio.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Castelo de Penha Alva


Castendo é, actualmente, Penalva do Castelo.
Em tempos recuados foi também conhecida por Vila Nova de Santo Sepulcro.
Enquanto que de uma retirou o nome da Ordem, donatária de toda a região (Ordem do Santo Sepulcro), da outra retirou não só o nome do castelo que ficava a pouca distância, como dele retirou, uma por uma, todas as suas pedras. O desaparecido castelo de Penha Alva.

Divide estes dois lugares o rio Dão. Une-os, para além da História, uma ponte antiga conhecida por Ponte do Castelo.

Ponte do Castelo

Hoje, existem no lugar do velho castelo, os restos do antigo mosteiro do Santo Sepulcro. Algumas casas à volta de um pátio fechado onde facilmente se imagina a muralha que as circundava e protegia. À entrada, a inigmática igreja do Santo Sepulcro.
É nela que vamos basear o nosso relato histórico, com imensa pena pelo que de tão pouco nos é permitido contar.

Casas do Mosteiro

- Gondomar, foi um dos dois cavaleiros portucalenses que fizeram parte dos nove fundadores da Ordem dos Templários e que em 1118 apresentaram a Balduíno, monarca cristão na Cidade Santa, o projecto da Ordem.
Moçarabe, conhecido pelos Irmãos como Conde Omar (Omar ibn-Akim) e popularmente como Gondemar, participou no dia 15 de Julho de 1099 na tomada cristã de Jerusalem, sendo dos primeiros a atravessar a antiga Porta dos Peregrinos e também dos primeiros a ficar impressionado com a matança que se seguiu.
De Jerusalém, recolheu as primeiras relíquias que trouxe para o condado portucalense e que, em segredo, entregou à guarda dos freires da Ordem do Santo Sepulcro do Castelo da Penha Alva.

Pequena igreja do Santo Sepulcro

- Em 1110, e após anos de tentativas por parte das altas autoridades eclesiásticas para descobrirem o paradeiro das ditas relíquias, os freires viram-se obrigados a escondê-las nas proximidades, num local que sabemos hoje chamar-se de Penedo dos Mouros, pouco antes de todo o castelo ter sido completamente revirado em consequência da referida busca.
Ainda na época, as tão assediadas relíquias foram novamente recuperadas pelos monges e escondidas (podemos hoje dizê-lo) no túmulo do nosso querido Irmão Gondemar, sepultado no interior da igrejinha do Santo Sepulcro.
Dalí, após tomar conhecimento do seu paradeiro, o saudoso Mestre Gualdim as recuperou, no longínquo dia 8 de Agosto de 1164 e as levou para Thomar.
Por tal acontecimento ficou conhecido na época, dentro da Ordem, como o lugar mais sagrado do reino.
Ainda por tal facto, e já no decurso das ruinosas obras de Fr. António de Lisboa efectuadas na igreja de Santa Maria dos Olivais em Thomar (no reinado de D. João III), foi para ali trasladado (para o mesmo túmulo, na pequena igreja do Santo Sepulcro) um dos quatro vasos funerários contendo os restos mortais do velho Mestre Dom Gualdim.
Umas e outras, ambas as relíquias foram resgatadas e descansam hoje sob a protecção atenta dos velhos Guardiães da Ordem…

(3 imagens exclusivas do nosso arquivo)


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Pêro Baragaõ e Sancha Soares


1177Pêro Baragaõ, e sua molher Sancha Soares, venderam aos Freires de Thomar, e ao seu Commendador Joaõ Domingues, a quinta parte, que tinhaõ no “Poço, e Salinas de Rio mayor.” O qual Poço partia pelo Oriente com albergaria do Rey, pelo Occidente com D. Pardo, e o Hospital, do Norte tinha Marinas de Espitalle, e do Sul Marinas de D. Pardo. “…E. M.CC.XV.”

Regra:cap.XXXVI


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que nenhum busque singularmente o que lhe for neccessario.

Capitulo XXXVI

Mandamos, que entre os mais se observe este costume, por evitar o vicio de cada hum diligenciar para si as suas conveniencias.  Nenhum pois dos Militares perpetuos busque para si cavallos, ou armas.  Como pois se ha de portar?  Se os seus achaques, ou as poucas forças do cavallo, ou o pezo das armas, he de tal sorte, que o ir com ellas será damno commum; represente-o ao Mestre, ou ao que tiver o seu lugar, e proponha-lhe com synceridade o inconveniente.  E assim fique à disposiçaõ do Mestre, e na sua falta, do Mordomo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dia de PORTUGAL


... do nada construímos um País
e fizemos dEle o nosso Templo.

900 anos depois...
velhos e esfarrapados, continuamos por cá.

Cavaleiros Templários Portugueses

terça-feira, 7 de junho de 2011

Almourol



Se nos perguntassem, a nós Templários Portugueses, se existe no Reino um Castelo do Graal, de pronto responderíamos: Almourol

Terra de Moron.

Edificado sobre uma pequena ilha de rocha granítica em pleno curso do Tejo, Almourol é um dos nove Selos que encerram a Mística Templária de Portugal. ...Por Tu Graal.

Originalmente um pequeno castro Lusitano, evoluiu em época romana para uma torre fortificada cujo subterrâneo escavado na rocha serviu de masmorra ou prisão.
Sob ocupação árabe foi usada como atalaia, altura em que se construíu o primeiro perímetro de muralhas.
Já como castelo e perante as conquistas cristãs das fortalezas principais do Tejo, foi entregue intacto, devido à rendição amigável do seu Alcaide, o que levou o nosso Rei D. Afonso I a permitir a permanência de toda a população moura que aí habitava e tratava as terras envolventes.

Doado a Dom Gualdim Pais, foi por este adaptado à arquitectura militar Templária que com poucas diferenças se pode ver hoje, apesar dos restauros que sofreu em diversas épocas.
Não foi, no entanto, com intuitos defensivos que o velho Mestre lhe imprimiu a forma bélica. Digamos que os motivos foram mais... espirituais.

Quem o visita, não deixa de sentir aquela sensação esquisita de forte ligação ao local.
Quem percorre as suas muralhas e sobe ao cimo da torre de menagem, olhando para baixo e ao seu redor, perceberá a magia. O encantamento.
E se escutar com atenção o ruído rouco do que parece ser o suave deslizar do Tejo na base das suas pedras, conseguirá ouvir o velho Espírito Templário murmurar:

"Bem vindo, Irmão, ao Reino do Graal.
Contempla estas pedras que pisas.
Vê para além delas.
Aí estará o que procuras..."




Sobre a porta da torre de menagem, mandaram os Templários lavrar e colocar uma lápide, que evocava a construção de várias fortalezas pelo Mestre Gualdim, entre elas a de Almourol:

"...feito Procurador da caza do Templo em Portugal edificou este Castello, Pombal, Thomar, Zezere, e este que se chama Almeirol, e Monte Sancto."

Esta lápide foi dalí arrancada e levada para Thomar em época posterior apenas porque nela se mencionava também o castelo desta cidade.
Quem olhar com atenção, verificará que a porta da torre de menagem não é a original e que por cima dela se vê o remendo que fizeram de pedras toscas, depois de retirada a referida inscrição.

O castelo de Almourol aguarda que este erro histórico seja reparado.

A inscrição pertencente a Almourol e que está presentemente em Thomar

Uma outra inscrição que se encontrava colocada na entrada da pequena igreja de Santa Maria, que existiu no exterior do castelo, foi dali igualmente levada, tendo entretanto desaparecido.
...assim como fizeram desaparecer a dita igreja