terça-feira, 30 de agosto de 2011

o Legado

O País que tendes, custou o sangue de todos nós.
Daríamos novamente a vida, se tal fosse possível,
 por vós,  povo da Luz, muitas vezes abençoado.

...Cristãos, Árabes, velhos Lusitanos.

Damo-vos, assim, o que nos resta de sagrado
impregnado na memória destas pedras:
o eternamente dedicado Espírito Templário.

Que ele reviva em cada um de vós...

Este é o nosso legado.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

No reino dos boçais


Quando os pelouros da cultura são governados por incultos...
(Convento de Cristo - Tomar)

foto de António Rebelo / tomaradianteira.blogspot.com 

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Os Templários Portugueses tentam dar, neste blog, uma imagem de respeito, paz e tolerância.
O Templário é capaz do gesto humano mais magnânimo para com o seu semelhante.
No entanto, como é da sua natureza, o Templário é antes do mais, um guerreiro.

A determinada altura da nossa vida, colocamos um joelho no chão para nos tocarem no ombro, ao de leve com a espada cerimonial, enquanto proclamam:
" - ... eu te faço Cavaleiro Templário, agora, e para sempre!".
Depois dão-nos a "pescoçada", o equivalente ao velho "bofetão", e afirmam-nos:
" - Que esta seja a última ofensa que toleras, vinda de outro homem, sem que seja feita a justiça do teu braço!".
Depois mandam-nos levantar, já Cavaleiros do Templo.

Ninguém faz ideia da carga emocional que comporta este momento e do que ele representa para um Templário.

A foto publicada neste artigo representa uma ofensa aos Templários. Uma ofensa grave!
Justifica o que escrevemos atrás, noutro artigo, em que dizemos que a nossa relação com Thomar é uma relação Amor-Ódio.
Amor pelo património, que é nosso.
Amor pela memória dos nossos antepassados e pela herança que nos deixaram. Herança que temos o dever de honrar e proteger.
E repulsa, indignação pelos constantes ataques de que esse mesmo património que, repito, é Templário e é nosso, tem sofrido às mãos daqueles que, supostamente, também o deveriam respeitar e proteger.

Parte do alambor da velha muralha do castelo foi destruído, vítima de puro vandalismo institucional.
Uma vez mais profanaram as velhas pedras Templárias.
Não trataremos os responsáveis por 'senhores', porque o não são. Os Templários não tratam por senhores os imbecis. Muito menos os boçais deste reino.

Há gente que não merece pisar o chão sagrado de Thomar.
Muito menos deveria profaná-lo.
Este foi mais um "bofetão".
Desenganem-se aqueles que esperam que demos "a outra face".
Um Templário nunca dá a outra face; desembainha a espada e clama justiça!
A mesma justiça que o Mestre de Molay reclamou e que se abateu sobre os seus carrascos.
E todos sabemos que foi tudo menos divina...
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"Não confundam benevolência com fraqueza".








Estas muralhas e respectivo alambor são PATRIMÓNIO MUNDIAL


fotos de António Rebelo 
tomaradianteira.blogspot.com
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De tudo o que se escreve, de tudo o que se lê sobre os Templários nossos antepassados, a única memória real, palpável, que vos chegou desses dias longínquos e que podeis hoje olhar e tocar com as vossas mãos, são estas velhas pedras...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Documento XXII

  
Huma doaçaõ que fes o Snõr Rey D. Affonso I. de 8. moinhos ao Mestre D. Gualdim Paes, e à Ordem do Templo.

Em nome de Deos. Eu Affonso Rey de Portugal, e minha mulher a Rainha Mafalda juntamente com meus Filhos, Fazemos carta de doaçaõ a vós Mestre Gualdim, e aos mais Cavalleiros do Templo daquelles outo Moinhos que estaõ em dous Asudes de Touvede, e Alviela, e de todos os outros que nos sobreditos dous Asudes poderes edificar.   Por tanto damos, e concedemos a Deos, e a vós os taes moinhos com tal pacto, e condiçaõ que vós tinhais cuidado de os edificar, e reformar, e fazer tudo o que pertencer á fabrica delles á custa dos rendimentos dos mesmos moinhos ; e o que crescer dos ditos rendimentos será ametade para vós, e a outra ametade para mim.   E vós possuireis os taes moinhos para sempre, e vossos successores.   E nem Eu nem meos Filhos teraõ nelles algum poder, senaõ só o direito assima determinado.   E se alguem o que naõ cremos se fasa, quizer quebrantar esta nossa doaçaõ, ou diminuir, lhe naõ seja licito, mas esta scriptura ficará sempre em seo vigor.   Feita esta carta de testamento, e firmeza em o mez de Julho de mil cento, e secenta e cinco.
Nós sobreditos que mandamos fazer esta
carta, a roboramos, e asignamos, em pre-
zença de abonadas testemunhas, e fizemos
este sig -I--I--- - nal.
         Os que foraõ prezentes.
Gonsalo Trinchante do Passo .................. Conf.
Pedro Pelagio Alfers ................................ Conf.
Mestre Alberto Cancelario ....................... Conf.
Pedro ....................................................... test.
Pelagio .................................................... test.
Domingos ................................................ test.

Regra:cap.XLIV

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Dos freos, ou cabeçadas dos cavallos.

Capítulo XLIV

A todos he util este preceito estabelecido por nós outros, para que daqui em diante se guarde sem disculpa. E assim nenhum Freire se atreva a fazer freos, ou cabeçadas de linho, ou laã, com o fim de que sirvaõ aos seus cavallos, nem os tenhaõ.   As redeas poderaõ ser desse material.

domingo, 21 de agosto de 2011

Aprendendo



"Procura sempre o conhecimento."


O discípulo vai bater à porta do Conhecimento.
Uma voz faz-se ouvir no interior: - Quem é?
- Sou Eu! ...responde o discípulo.
- Não há lugar para Mim e para Ti! ...retorquiu a voz.

E a porta não se abriu.
...

Passados anos, o discípulo volta a bater à porta.
- Quem é? ...pergunta a voz no interior.
- És Tu! ...responde o discípulo.

E a porta abriu-se.

Regra:cap.XLIII

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem.

Do receber, e gastar.

Capítulo XLIII

Se algum dos Religiosos se lhe der alguma cousa sem o procurar, ou graciosamente, leve-a ao Mestre, ou Dispenseiro.   Porém se seu Pay, ou algum amigo lha der, com tal condiçaõ, que haja de servir a elle sómente, de nenhum modo a receba sem licença do Mestre.   Nenhuma finta, que se dê a outro, o que a elle presentarem ; antes tenha por certo, que agastando-se por isto offende a Deos.   Mas isto naõ comprehende os Officiais, a quem toca ; porém saõ comprehendidos no que toca à malha, e cota.

sábado, 20 de agosto de 2011

Escrito na água

Tira as sandálias e ascende altivo
acima das estrelas cintilantes!
Une-te à Verdade!
Quem as desprezou
ficou chorando por todas as coisas.
O olhar do mais firme
- tal como o céu -
convoca a beatitude da verdade clara.
Descalça as sandálias sinceramente,
desde os umbrais do esplendor.
Une-te ao Ser!
Vale-te mais essa união
que todas as provas da Razão.
Quem viu o que eu gritei à multidão
àcerca da realidade da união
tem de deixar o mundo da dualidade
que são duas sombras sob o sol.
O espírito venceu a dôr ao aproximar-se do distante.
Ò mãe dos meus irmãos!
O Amado é o meu lado!
Ò povo! se a paixão me der a morte
toma o meu amor, como vingança,
e vinga-me!
Ibn Qasî

Sancha Viegas


1185No 1 de Abril de 1185 Sancha Viegas, e seus filhos, venderam a Petrus Arnaldo, Freire do Templo (este Fr. Pedro Arnaldo he diverso do que se acha Mestre em 1157), hum cazal no territorio de Braga, nas faldas do monte Ferrocan, ribeiras do Cávado.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Encontrámo-la


Ja lomeoja pazo ho ropdix oxlihix oxziri i Govuqajuip ha Qoxzvo Ceiphuq.

Tacia : not jue ema ezitvisa.
Jtufatepa : ne gateqxi bitefuiv.
Epdopvsano : ma gipamnepve.

Rosa de Luz _______________________
Para vosso conhecimento, Irmãos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Oito séculos e meio depois...

 
... de um lado da "guarda": Magister
... do outro: Gualdinus

...na mortalha que a envolvia, uma nota: "... se tiverdes ao vosso lado alguém, seja quem for, estendei-lhe a mão. Oferecei-lhe um sorriso... em nome da Paz... para que o nosso esforço não tenha sido em vão..."

Encontrámo-la