segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Dar a mão




O Novo Ano de 2013 vai ser de grandes dificuldades para muitos.
Para quem mais precisa, que haja uma mão amiga pronta a ajudar.
Que ninguém se sinta abandonado. Estaremos sempre por perto.
Coragem, esperança e muita solidariedade.
Abraço fraterno para todos.
_____________________________
Templários Portugueses

domingo, 23 de dezembro de 2012

Repartir o Pão



Apesar de considerarmos que o espírito natalício não deve estar confinado apenas ao dia 25 de Dezembro mas a todos os dias do ano, reconhecemos que pelo menos nesta data as famílias se aproximam mais, os amigos tornam-se mais visíveis e os distraídos reparam mais naqueles que estendem a mão em busca de um pouco de caridade.

Este ano, mais uma vez, vamos sentar à nossa mesa caras novas por entre as velhas caras já nossas conhecidas, para todos comungarmos o espírito Templário de entre-ajuda, sem olhar a credos ou condição social.

Sabemos que à nossa mesa estarão também presentes, em espírito, os que sob a bandeira do Templo  não esquecerão o gesto fraterno da repartição do pão.

A Irmandade Templária
deseja a todos um Feliz Natal.

Que uma onda de calor humano se espalhe pelo mundo na noite de Consoada e que, para futuro, todos mantenham nos seus corações a chama que o alimenta.

Ordem dos Cavaleiros Templários Portugueses
Fr. +++ - Principalis

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Gestos

Vós que usais o símbolo da Ordem como simples adorno
lembrai-vos que o Templário antes de o usar executa o ritual,
elevando-o à fronte, aos lábios e ao peito, em sinal de respeito.

"Irmãos,
Estais sempre no meu pensamento, honro o vosso ideal,
Sempre na minha palavra, honro a vossa memória,
Sempre no meu coração, até à última batida."

sábado, 15 de dezembro de 2012

Tombo:XII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



Junho de 1145

Testamento feito por Mem Vermudes
pelo qual deixava à Ordem do Templo
toda a sua parte na herdade de São Pedro de Sindianes.

Regra:cap.LXX


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Qual seja o necessario para as camas.

Capitulo LXX

De commum parecer mandamos, que naõ sendo com grave occasiaõ, durma cada hum em cama à parte.  Tenha cada hum seu leito decente, conforme a disposiçaõ do Mestre.  Parece-nos, que basta a cada hum hum colchaõ, almofada, e manta.  A quem faltar alguma destas tres cousas, de-selhe hum cobertor, ou sobre-cama, e em todo o tempo se lhe permite hum lançol de linho.  Naõ durmaõ sem camiza, nem seroulas : e naõ falte luz toda a noite no dormitorio dos Irmaõs.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A lenda de Alconchel



De Alconchel, conta-se uma lenda Templária que o mundo apagou da memória mas que os Cavaleiros do Templo Português guardaram carinhosamente.
A história é-nos contada num velho pergaminho árabe, escrito por um ermitão 'morabito' (homem santo muçulmano), coevo dos acontecimentos.

" Havia tempo que o castelo de Alcoucel fora tomado aos muçulmanos pelos Templários, tornando-se o seu Castelo de Ferro, num enclave permanentemente em guerra.
A Ordem do Templo tinha tomado sob sua protecção a população moçárabe mesmo sabendo que entre ela havia os que espiavam e conspiravam contra a presença cristã.

Entre os conspiradores havia um jovem moçárabe por quem uma bela moura se havia apaixonado.
Este mantinha o seu amor por ela em segredo para não a comprometer se algo corresse mal e fosse apanhado.
Sem o saber, há algum tempo que o jovem era alvo da atenção de um Cavaleiro Templário que sabia do seu amor pela linda moura e que estava também ele, por ela secretamente apaixonado.
Ao Cavaleiro restava-lhe calar fundo a dor daquele amor impossível, pois era-lhe vedado pela Regra exteriorizar a sua paixão.

Todos os dias o jovem ia trabalhar às escondidas, na minagem de uma das muralhas do castelo, sabendo que se preparava um ataque muçulmano para breve.

Nas vésperas desse ataque caiu uma tempestade medonha e o jovem conspirador empenhou-se afincadamente na sua missão de sabotagem ao coberto dos enormes aguaceiros que naquela noite se abatiam sobre a região.

Dentro da mina, o destino jogava um drama.
Vindo, não se sabe de onde, uma torrente de lama acumulava-se por detrás do tabique que protegia o trabalho do jovem. Este ao aperceber-se do perigo jogou as costas de encontro às tábuas para tentar conter   a barreira que começava a ceder.
Devia ter fugido e não o fez.
Depressa entendeu que aquele acto irreflectido o levara a uma armadilha mortal. Se tentasse agora fugir seria apanhado pelo desmoronamento imediato. Se ficasse, aguentaria até mais não poder, mas acabaria por morrer subterrado.
Em pânico, começou a gritar por ajuda.
Já sem forças, despedindo-se da vida num adeus desesperado, gritou o nome da bela moura.

Por entre a lama que lhe toldava a vista, descortinou a figura altiva do guerreiro Templário.
- Ajuda-me, por favor...

Sentindo ao seu lado a força das robustas costas do Cavaleiro abrandar a pressão da barreira, o jovem gritou aliviado:
- Juntos vamos conseguir!

Mas o Templário sabia que não havia saída daquela armadilha para os dois e gritou para o jovem:
Vai-te sem demora! Salva-te!

O jovem moçárabe tentando retribuir algum altruísmo, ainda contestou a decisão do Cavaleiro:
- Então morreremos aqui os dois! Não te abandono! A culpa disto é minha, não é justo que te arrisques por um sabotador!

Com a dureza do aço na voz e um gelo intenso no olhar, o Templário encarou o jovem e ordenou-lhe:
- Vai! Um grande amor espera-te lá fora! Volta para a tua moura!
Depois, murmurando baixinho, acrescentou.
- Não suportaria vê-la infeliz por ti...


Na manhã do dia seguinte, enquanto os sinos de alarme batiam a rebate perante a eminência do ataque e a população se refugiava no castelo, um velho ermitão que ali também procurava protecção encontra o jovem que escavava desesperadamente com as mãos um monte de lama e destroços que tinham deslizado monte abaixo naquela noite.
- O que fazes, jovem louco? Isso é hora de escavar na lama? Vamos ser atacados!
Mas o jovem parecia não o ouvir e só dizia:
- Tenho de lhe dar digna sepultura! Tenho de lhe dar digna...

Durante o ataque, os muçulmanos passaram pelo jovem moçárabe que, ignorando-os, continuou, com as mãos já ensanguentadas, a escavar no local como um louco. E, tomado por louco, também foi ignorado pelas tropas árabes.
O corpo do Templário foi encontrado muitas horas depois e resgatado pelos Irmãos da Ordem.
 O velho ermitão, comovido por este acto de amor e abnegação, registou mais tarde a história do que aconteceu."

O Cavaleiro Templário de Alconchel foi sepultado com toda a dignidade no seu Castelo de Ferro enquanto que a Lenda da sua coragem ficou viva para sempre na memória do Templo.

Documento XXVII


Uma Doaçaõ que fez o Senhor Rey D. Sancho I. à
Ordem do Templo ; e he da Idanha a nova ; e
se prova ser Mestre do Templo a quem a
fez, D. Fernando Dias.

Em nome de Deos. Eu D. Sancho por graça de Deos Rey de Portugal, juntamente com minha mulher a Rainha D. Dulce, e com meos Filhos, e Filhas, faso Carta de doaçaõ, e concepçaõ, e perpetua firmeza a vós Mestre D. Fernando Dias, e a todos os Freires da Milicia do Templo presentes, e futuros daquella Cidade, que se chama Idanha, a qual meu Pay o Illustrissimo Rey D. Affonso de boa memoria tinha dado antigamente a vossos Freires para a povoarem : a qual está cituada junto a Monsanto, e entre a Covilham, e o rio Elgia, e entre a serra de Veloza, e o Tejo.   Esta dicta Cidade damos a Deos, e a caza da Milicia do Templo, e a vós Mestre D. Fernando Dias, e aos Freires do Templo por direito hereditario, para que a tenhais, e possuais para sempre com seus termos novos, e velhos assim, e da maneira que melhor os possais ter, e haver com toda a inteireza, e direito que na tal terra nos pertencia.   Alem disto damos a vós Mestre D. Fernando Dias, e aos vossos Freires do Templo assim presentes, como futuros pelo amor de Deos, e remiçaõ dos nossos peccados, e de nossos Pays, e pelo bom serviço, que de vós temos recebido, huma Villa, que se chama Idanha a nova, que a possuais com seus termos novos, e antigos, assim como melhor os possais achar, e ter ; e em todo o direito que em ella nos podia pertencer.   Por tanto todo aquelle, que vos guardar inteiramente, e a todos os vossos successores esta nossa confirmaçaõ, e doaçaõ seja bendito do Senhor.   Amen.   E aquelle que intentar quebrala, ou diminuila, incorra na ira de Deos Omnipotente, e assim elle como toda a sua geraçaõ, que sejaõ malditos de Deos.  Amen.   Foi esta Carta feita em Coimbra aos vinte e hum de Janeiro da Era de mil duzentos e quarenta e quatro.   Em o vigecimo anno do nosso Reinado.   Nós os Reis acima nomeados, que mandamos fazer esta Carta de perpetua doaçaõ, e confirmaçaõ em prezença dos abaxo asignados a roboramos, e fizemos em ella estes signais. ).).).).).).).).).).
Os que prezentes foraõ
D. João Mendes Mordomo mór .................. conf.
D. Martinho Alfers mór .............................. conf.
D. Lourenço Suares ..................................... conf.
D. João Fernandes ..................................... conf.
D. Fernando Fernandes ............................ conf.
D. Nuno Sanches ...................................... conf.
D. Martinho Pires .................................... conf.
D. Rodrigo Mendes ................................. conf.
Martinho Arcebispo de Braga ................ conf.
Martinho Bispo do Porto ...................... conf.
Pedro Bispo de Coimbra ....................... conf.
Niculao Bispo de Vizeo .......................... conf.
Sueiro Bispo de Lisboa ......................... conf.
Pedro Bispo de Lamego ...................... conf.
Martinho Bispo da Guarda ................. conf.
Sueiro Bispo de Evora ........................ conf.
D. Lourenço Egas .............................. conf.
Pedro Gomes ..................................... test.
Soeiro Suares ..................................... test.
Pedro Monis ....................................... test.
Pedro Mendes .................................... test.
João Raymud ..................................... test.
João Notario da Carta

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Alconchel




O "Castelo de Ferro" dos Templários.


Quando se estudam os castelos Templários Portugueses, há a tendência para esquecer os fronteiriços, que estão actualmente em território espanhol.
Devemos esclarecer que tanto este que aqui hoje abordamos como o que iremos publicar proximamente, são casos especiais, uma vez que continuam portugueses, em território ocupado ilegalmente por Espanha.

Assim, vamos encontrar a sul de Olivença, o castelo Templário de Miraflores, na localidade de Alconchel.





No século XI os muçulmanos aqui reedificaram, sobre as ruínas de uma velha fortaleza, o hisn al-Hadid. O "Castelo de Ferro".

É conquistado em 1166 por el-Rei D. Afonso I de Portugal com a ajuda dos Templários Portugueses aos quais é confiada a sua defesa, assim como a protecção da população moçarabe.
Nesse mesmo ano o soberano faz dele doação à Ordem do Templo, tendo o Mestre D. Gualdim Pais mandado "recompor" o castelo, a que passa a chamar de Alconchel. Diz-se que tal nome se deve às características do terreno envolvente, onde as colinas faziam lembrar conchas do mar mas, na verdade deriva do arábico Alcoucel que significa "cúpula" ou "coruchéu", tal é a forma do monte onde o castelo se situa.




Em 1264 passou para a Coroa de Castela embora continuasse sob o controle dos Templários Portugueses cujos Mestres o foram dos três reinos (Portugal, Castela e Leão), assim permanecendo até 1312.

Ao cabo de século e meio de permanência no território os Comendadores Templários deixaram-nos, nos seus Livros de Guerra, uma vasta e riquíssima memória narrativa plena de casos de luta, disciplina, heroísmo, sacrifício, abnegação, convivência e benevolência.

Mas nem tudo ficou registado nesses diários militares da Ordem.
Existe uma curiosa lenda Templária, relatada num pergaminho datado do século XII por um velho morabito árabe (homem pio, rodeado de uma certa áurea de santidade) que habitava uma colina vizinha.
Uma lenda que publicaremos proximamente.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Tombo:XI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1143

Carta de Doação de uma herdade por Mendo Monis e sua mulher à Ordem do Templo.

Regra:cap.LXIX


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que da Paschoa até Todos os Santos naõ vistaõ se naõ huma camiza de linho.

Capítulo LXIX

Por attender ao muito calor das partes Orientaes, da Paschoa da Ressurreiçaõ até a Festa de Todos os Santos, se dê huma camiza de linho, e naõ mais ; naõ por obrigaçaõ, mas por graça, ou Indulgencia a cada hum, á aquelle digo, que quizer usar. Porém no mais tempo todos vistaõ camizas de lãa.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Restauração





1º de Dezembro de 1640

Dia da Restauração
da Independência Nacional

O dia em que Portugal justiçou os Traidores

...

Hoje, a História repete-se.
Os traidores terão de voltar a ser justiçados!

...até que sejam repostos o equilíbrio moral
e o bem estar dos portugueses.

...até que ninguém tenha,
de lágrimas nos olhos,
de ver os seus filhos adormecerem
de barriga vazia.


A História repetir-se-á.
A Justiça também.
Inevitavelmente...

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Somos por natureza tolerantes. A tolerância e a prudência evitam que nos precipitemos e cometamos injustamente alguns erros de juízo e de procedimento. Mas se há algo que um Templário não tolera, é a traição. Por isso não pensem que nos contradizemos quando apelamos à tolerância por um lado e, por outro, exigimos que os traidores sejam justiçados.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Tombo:X


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Outubro de 1143

Carta de Doação
feita por Mendo Dias e Bona, sua mulher, à Ordem do Templo,
da herança que tinham em Azevedo, e da terça de S. Lourenço.

Regra:cap.LXVIII


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Porque delictos haõ de ser despedidos.

Capítulo LXVIII

Ha de prevenirse primeiramente, que nenhum fraco, esforçado, poderoso, ou pobre se pertender adiantarse, ou avantejarse aos mais fique sem castigo ; e senaõ emendar, dê-selhe mayor penitencia.  Porém se com avisos suaves, e Oraçoens naõ quizer emendarse, antes se desvanecer mais, e mais se ensoberbecer, lance-se entaõ do rebanho de Christo, seguindo ao Apostolo, que diz : "Lancay da vossa companhia o mao".  He forçoso separar a ovelha empestada da communicaçaõ dos Fieis.  O Mestre pois, que tem o baculo, e a vara [baculo para sustentar os fracos, vara para castigar com zelo santo os delictos] naõ se resolva a castigar, senaõ com o parecer do Patriarcha, e havendo-o encomendado a Deos ; e naõ seja, diz S. Maximo : "Que a demasiada brandura relaxe o justo rigor, ou a demasiada aspereza desespere os delinquentes".

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Origem do nome Tomar




No velho território de Scalabis, os romanos fizeram florescer nas margens do FLUMEN NABIA,  a  cidade luso-romana de Nabância.

Muitos séculos depois, os árabes iriam rebaptizar o rio que daria o nome à actual Tomar.
Por duas vezes e em épocas distintas, o mesmo rio, iria emprestar o seu nome à Cidade.

Neste lugar, e por volta de 1143, dá-se uma mudança política e militar quando os árabes almóadas tomam o governo aos almorávidas. No entanto, a população mantem-se maioritariamente moçárabe.

Nos nossos arquivos, uma crónica beneditina, refere o ano de 1145 e relata-nos o que a seguir transcrevemos:

"... estes dois lugares coexistiam pacificamente; um do lado da colina, habitado pelos árabes almóadas, novos senhores da terra e do castelo de Moçadar  e outro do lado oposto do rio onde a nossa sagrada Ordem possuía o mosteiro de S. Bento de Cellas..."

Em homenagem a Ibn-Tumart, fundador do seu movimento, os almóadas passam a chamar rio Tumart ao Nábia.
Em  documentos de origem árabe encontramos a seguinte descrição:

"... no interior da al-qashbah (a Alcáçova) de Moçab-d'har (terra de moçárabes),  no ponto mais elevado, há uma antiga e forte torre de atalaia que pela sua grande dimensão é usada pelo chefe militar como aposento particular.
Em frente, e numa menor elevação, está a masjid-d'ahriad (templo circular), onde nós, os adeptos (os muridin), nos prostramos perante Allah, o misericordioso.
... nas ruínas da abandonada cidade dos romi , há um mosteiro do santo cristão Benedito, cujos religiosos convivem em paz connosco.
... divide-nos o rio Túmart."

Sabemos pelos nossos registos, que ambos os lugares estavam abandonados já no ano de 1146, um ano antes da tomada de Santarém.
Suspeitamos que, numa estratégia militar sem precedentes, os muridin simulando ter sofrido um ataque cristão, inutilizaram o alcácer de Moçabd'har criando o pretexto para se recolherem em Santarém onde, em pouco menos de um ano, iriam colaborar com as forças portuguesas na tomada da praça forte.

Nada sabemos sobre o destino dos beneditinos que ocupavam a margem contrária do rio Tumart (curiosamente o T final não se pronuncia).
Talvez para evitarem o "fogo cruzado" tenham dado o mesmo fim ao seu mosteiro e partido para norte. Sobre isso não temos registos.
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Treze anos mais tarde, em 1159, a região de Ceras (Cellas ou Sellum) é doada à Ordem do Templo.
O Mestre dos Templários Portugueses, D. Gualdim Pais, encontra o alcácer e a 'rotunda' árabe semi-derrubados e "cobertos de mato", iniciando de imediato a sua recuperação.
Do nome do rio deram mais tarde o nome à povoação e ao castelo.
De Tumart evoluiria para Tomar.
Ao rio, devolveram o nome da velha Nábia  lusitana.
Tornou-se com o tempo,  rio Nabão.
O rio que banha actualmente a cidade Templária de Tomar.

Tombo:IX


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


9 de Janeiro de 1143

Testamento de Afonso Viegas e sua mulher Eldara Patrício, pelo qual deixavam à Ordem do Templo uma herdade na Vila de Canelas.


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O verdadeiro Templário




Os bons têm medo e são fracos.
Os maus  usam o terror como arma.

Os monges guerreiros são a linha que divide os dois.

A uns tentam aliviar o inferno da vida.
Aos outros farão a vida num inferno.

Para os que nos procuram conhecer,
Estes são os verdadeiros Templários.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Regra:cap.LXVII


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Dos peccados mortaes , e veniaes.

Capitulo LXVII

Se algum na conversaçaõ, ou na campanha cahir em alguma falta leve, elle por sua vontade a descubra ao Mestre, para satisfazer por ella.  Culpas leves senaõ forem muy frequentes, castiguemse com leve penitencia.  Porém se callando elle a sua culpa, outro a descubrir ao Mestre, castiguese com mayor, e mais rigorosa pena.  Mas se a culpa for grave, separem-no da communicaçaõ dos mais Religiosos, nem coma juntamente com elles, senaõ á parte, sogeito em tudo á disposiçaõ, e arbitrio do Mestre, para ficar livre, e seguro no dia do Juizo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sombras



"- Mestre, lá à frente, o caminho parece separar-se em dois.
- É verdade Irmão. Consegues descortinar o teu?
- Assim de noite é difícil distingui-los, ...parecem-me iguais. Como vou saber qual o caminho certo?
- Pergunta à Lua, Irmão. A Luz que ela reflecte dar-te-á a resposta.
- Mas não seria mais fácil escolher o caminho à luz do dia?
- Não, porque se perguntasses ao Sol, ele certamente te cegaria..."

...

"- Depreendo então, Mestre, que tenha de decidir entre o caminho do Bem e o caminho do mal.
- O mal, Irmão, é apenas a falta do Bem. O teu caminho, será sempre verdadeiro.
- Então o arbítrio será apenas meu.
- Sim Irmão. Tu decidirás se o teu Calice deve estar vazio ou a transbordar."

...

"- Agora que chegámos, Mestre, vejo que um dos caminhos é afinal a sombra projectada do outro.
- Sim, uma sombra fria como a noite. A tua missão é aquecer essa sombra com o fogo do teu coração e confortar os que nela se cruzarem.

A sombra do Cavaleiro não deverá reflectir outra coisa senão o próprio Cavaleiro.

Assim como tu serás sempre um reflexo de mim..."
(Iniciação)

Tombo:VIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



Fevereiro de 1142

Carta de Doação feita por Dona Goda à Ordem do Templo, de um terreno na Infesta, freguesia de S. Miguel, arrabalde de Montemor.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Grãos de areia




...jovem guerreiro,
que loucura é essa?...

Porque apressas o Tempo?

Pára um pouco.
O Tempo não tem pressa...

Vem...
Senta-te à minha sombra.
Descansa um pouco.

Pousa a tua espada.

Encosta a cabeça quente
na frescura da rocha
e acalma o teu espírito.

Solta-o...

Fecha os olhos.
Escuta o silêncio do deserto...
Ouves o murmurio do vento nas dunas?

Desprende-te.
Deixa-te levar na suave brisa.
És, como eu, um grão de areia!

Quando chegarmos ao mar
não reprimas a lágrima rebelde.
Solta-a..

Torna-te nela.

Agora és, como eu, uma gota cristalina.
Vem!
Mergulha comigo no Grande Oceano.

Abre os teus olhos.

...bem vindo Irmão
ao teu próprio Templo.

Entra.
Deixa o mundo lá fora...
(Iniciação)


[ "...o Mestre na sua simplicidade não hesita em se transmutar num grão de areia para reduzir o êxtase do guerreiro e chamar-lhe a atenção para a sua real dimensão. Depois ajuda-o a evoluir (espiritualmente) de grão de areia para lágrima cristalina (humildade e conhecimento), convidando-o a mergulhar com ele no Grande Oceano (busca da Sabedoria).
Vai, desta forma, buscá-lo ao 'quasi nada' e abre-lhe as portas do primeiro Templo." ]

Tombo:VII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Fevereiro de 1141

Tratado de Concórdia e Paz feito entre a Ordem do Templo e a Ordem do Hospital tanto no Continente como no Ultramar.

Regra:cap.LXVI


Regra dos pobres Cavaleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que os Cavalleiros Templarios possuaõ dizimos.

Capitulo LXVI

Cremos, que deixadas muitas riquezas vos sogeitastes à pobreza voluntaria.  E assim a vós, que viveis em Communidade, concedemos, que possais possuir dizimos na fórma seguinte : Se o Bispo vos quizer dar alguns dizimos da sua Igreja pelo amor de Deos de consentimento de todo o Cabido ; darsevoshaõ daquelles dizimos, que consta possue a Igreja ; porém se algum secular vos quizer dar a decima parte da sua fazenda, obrigando-a á tal quantidade, com licença do que preside, ou á sua vontade, e naõ do Capitulo, se deve distribuir.

sábado, 29 de setembro de 2012

Sinal dos Tempos


Arcanjo Miguel, velai por nós


Aviva-se a Chama Eterna
A Hora vai chegar...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tombo:VI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


17 de Setembro de 1140

Carta de doação, feita por Egas Mendes e seus irmãos,
à Ordem do Templo, de uma herdade em Matados.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Regra:cap.LXV


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que o sustento se dê a todos com igualdade.

Capitulo LXV

A todos os Religiosos se dê o sustento necessario com igualdade, conforme a possibilidade da Casa ; porque naõ he justa a accepçaõ das pessoas, e muita attençaõ às enfermidades.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Presenças:ocultas


E weq:bai fa het:wa mu:ta í e har:hi:qe tur:ku:qfe.
Ex nio:yre ux:hi:bex grol:hex at gor:dat lai kru:vi:bip.
A broz qu:we:a a a:qi:xoe lai ex o:dum:wa.
(hebade 1)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Presenças ocultas





- ... Mestre podeis falar-me sobre a nossa Cruz Pátea?
O que significa?

- Tendes a certeza que é uma cruz o que vossos olhos vêem?
Olhai com atenção...

- Vejo uma cruz inscrita dentro de um círculo...
Deveria ver algo mais?

- Olhai para além dela.
Deverieis ver o verdadeiro símbolo oculto no círculo... 

- Mas, Mestre não vejo mais nada...
...esperai... Sim! Vejo o seu complemento!
Mas é claro! Como é que não reparei antes?

- Porque estáveis a procurar com os olhos e não com o coração.

- Mas Mestre, assim a cruz desaparece !

- Nunca lá esteve, Irmão.
Eram vossos olhos que criavam a ilusão e não viam a essência do Símbolo.

- Mas este novo símbolo... o que representa?

- A essência do Cavaleiro Templário. A essência da Ordem.

Esse será um dos muitos segredos que vos serão confiados quando fordes investido.

Que guardareis com vossa honra e transmitireis aos que vierem depois...
( Iniciação )

sábado, 22 de setembro de 2012

Regra:cap.LXIV


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Dos que andaõ por diversas Provincias.

Capitulo LXIV

Os que forem mandados a diversas Provincias guardem a Regra, quanto lhes for possivel no comer, e beber, e em tudo o mais, vivendo irreprehensivelmente, para dar bom exemplo aos seculares.   Naõ desdourem como palavra, ou obra o Instituto da Religiaõ ; e especialmente aos que tratarem, e communicarem, procurem dar mostras de virtude, e boas obras.   A Casa, em que se hospedarem seja de boa fama, e segura ; e se poder ser, naõ falte luz de noite no seu quarto, e naõ succeda, que às escuras [o que Deos naõ permitta] algum inimigo, fiado nas trevas, o mate.   Mandamos, que vaõ aonde souberem, se juntaõ os Militares excommungados, pertendendo nisto, naõ tanto a sua consolaçaõ espiritual, como a salvaçaõ das suas almas.   Constituido pois assim os Irmaõs, que mandamos às partes Ultramarinas, com esperança de aproveitamento, temos por louvavel, que aos que quizerem entrar nesta Ordem Militar, os recebaõ na fórma seguinte : Juntem-se ambos diante do Bispo daquella Provincia, e o Prelado ouça as suplicas, do que deseja entrar na Ordem.   Ouvida a petiçaõ, o Religioso o mande ao Mestre, e aos Freires, que vivam no Templo de Jerusalem ; e se a sua vida he ajustada, e merecedora de tal companhia, o recebaõ com toda a piedade, parecendo assim ao Mestre, e Religiosos.   E se morrer neste tempo, façaõlhe os suffragios como a Irmaõ, pelo trabalho que teve.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tombo:V


Documentos da Ordem dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Agosto de 1139


Carta de Doação feita por Boa Soares à Ordem do Templo, de um terço da herdade da Maçaneira.

D. Fr. Fernão Dias


6º Mestre em Portugal
1199 - 1206

Cavaleiro Português da Ordem do Templo, no reinado de D. Sancho I

Mestre Fernando Dias foi eleito por reunião do Capítulo e confirmação régia em Outubro de 1199 , sucedendo no Mestrado a  D. Fr. Lopo Fernandes.

No dia 4 de Março de 1200, na sequência de uma invasão almohada vinda do sul do território, é tomado o castelo de Torres Novas pelas forças árabes.
No contra-ataque cristão a fortaleza é reconquistada a 25 de Agosto de 1200, tendo el-Rei D. Sancho I tido nos Templários Portugueses, a principal força de assalto, que determinou o sucesso da retoma do castelo.

Neste mesmo ano de 1200, o reino é assolado por uma grande penúria e a fome instala-se.
Em resultado desta calamidade, sucede-se outra ainda maior e mais mortífera ; a peste.
É Comendador de Tomar, D. Fr. Paio Pigeiro.

Em 1202, encontramos como Comendador de Tomar, D. Fr. Simão Mendes.

Em 1204, 44 anos após o seu início, fica definitivamente edificado o castelo de Tomar e grande parte da Vila.

Em Janeiro de 1205, o alcaide da Covilhã D. Pedro Gutierres declara numa escritura, doar à Ordem do Templo " ...tudo quanto se achar por sua morte ser seu, assim de bens móveis, como de raiz."

Em 21 de Janeiro de 1206, el-Rei D. Sancho I faz escritura de doação à Ordem do Templo, de Idanha-a-Nova e todo o seu território e castelo cuja data de construção remonta a 1197.

" Ego Sancius Dei gratia Portugallentium Rex &c. Facio Cartam donationis, consessionis, & perpetuae firmitudinis vobis D. Fernando Didaci, & universis Fratribus Militiae Templi presentibus, & futuris de Civitate illa, quae dicitur Agitania &c. Hanc dictam Civitatem damus Deo, & domui Militiae Templi, & vobis Magistro D. Fernando Didaci &c. Propterea damus vobis Magistro D. Fernando Didaci, & Fratribus Templi &c. Facta fuit haec Carta apud Collimbriam X Calendas Februarii. Era M.CCXLIV. " (1206)

Neste mesmo ano de 1206, estala a controvérsia entre a Ordem do Templo e o bispo de Coimbra, D. Pedro Soares, sobre os direitos a receber das igrejas de Pombal, Ega e Redinha.
Neste diferendo intervêem como juízes árbitros o bispo de Lisboa e o eleito de Évora, entre outros Senhores.
Em Abril deste mesmo ano, foi lavrada uma escritura de compromisso, ficando o Mestre e freires da Ordem obrigados a pagar anualmente, ao bispo de Coimbra e seus sucessores, 30 maravedis por Pombal, 10 por Ega, e 10 por Redinha. No caso de incumprimeno obrigavam-se a pagar 50 moedas de ouro.

" In Dei nomine haec composito facta est inter L. Episcopum Collimbriensem, & ejus Canonicos, & Dominum F. Didaci Magistrum Templi Portugaliae, & Fratres ejus &c. Facta Carta conventionis, & compositionis mense Aprilis regnante Rege Sancio, & ad hanc compositionem laborante. Era M.CCXLIV . " (1206)

A peste chega a Tomar em Agosto deste mesmo ano, matando muitos dos seus habitantes.
Mestre Fernando Dias e alguns dos nossos Irmãos Templários perecem desse terrível flagelo que assolou o reino de Portugal.

Morreu no dia 28 de Agosto de 1206.
Foi sepultado na igreja de Santa Maria dos Olivais, em Tomar.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Regra:cap.LXIII


Regra dos pobres Cavaleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que se tenha sempre respeito aos velhos.

Capitulo LXIII

Convem respeitar com pia attençaõ aos velhos, e ajudar a fraqueza das suas forças, e naõ lhe dem com miseria o necessario com observancia da Regra.

Tombo:IV


Documentos da Ordem dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



1 de Março de 1135

Carta de Escambo feito pela Ordem do Templo com Mendo Nunes e sua mulher Cristina Gonçalves, pelo qual a dita Ordem recebeu a herdade de Escariz e deu a de Holdrianes.

Valor supremo





O vasto tesouro dos Templários era composto na sua grande maioria por valores confiados à sua guarda e pertencentes a instituições e particulares.
Esse espólio não era património dos Templários. Afirmar o contrário é desonesto.
Quando a Ordem foi suspensa e os seus elementos perseguidos em França, a maior parte do tesouro foi embarcado na frota Templária e mantido longe do alcance do ganancioso rei francês.
Aos poucos e em segredo, muitos desses valores foram restituidos aos seus proprietários legais a partir do reino de Portugal, onde tinham ficado depositados.
Os Cavaleiros do Templo apesar de perseguidos e vilipendiados mantiveram o seu bem supremo: a Honra.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tombo:III


Documentos da Ordem dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


14 de Março de 1130

Carta de confirmação feita pelo infante D. Afonso, nosso Irmão e a Rainha D. Teresa, do castelo de Soure doado à Ordem do Templo em 19 de Março de 1128.

Regra:cap.LXII


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem


Que os moços durante a pouca edade, se naõ recebaõ para Religiosos.

Capitulo LXII

Ainda que a Regra dos Santos Padres permitte receber aos moços nos Mosteiros ; naõ he conveniente, que vós outros vos encarregueis delles. Porém se algum quizer dedicar filho seu, ou parente nesta Religiaõ Militar, o crie, até idade competente, em que esforçadamente com as armas possa lançar fóra de toda a Terra Santa aos inimigos de Christo. Depois o pay, ou os parentes, o levem aos Religiosos, e apresentem a sua pertençaõ. Porque he melhor naõ fazer os votos na primeira edade, que faltar a elles na madura.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Santa Maria de "Foxes"


Na época da dita "reconquista", el-Rei D. Afonso I nosso Senhor e Irmão, estando em recuperação nas termas de Lafões por ter sido ferido com gravidade numa perna, declarou oficialmente que "de todo o território que ajudassem a conquistar a sul do Tejo, a terça parte seria propriedade dos Cavaleiros da  Ordem do Templo".

Efectivamente algumas praças de guerra foram tomadas no Alentejo com a importante ajuda dos Templários Portugueses.
Em alguns lugares, bem dentro do território ocupado pelos muçulmanos, os Templários atreveram-se a criar uma ou outra Comenda apesar da instabilidade militar que essa ocupação representava.
Essas Comendas permaneceram secretas devido ao tipo de pactos estratégicos existentes entre o Monarca português (com seus Irmãos Templários) e alguns comandantes árabes envolvidos na actividade bélica da região.

Santa Maria de Foxes (lê-se fôches) foi uma dessas comendas secretas.

" O pequeno castelo árabe de Al-Batun com a sua mesquita dentro de muros e envolvido por largos fossos de protecção, foi ocupado por uma força Templária durante 5 anos sem que a sua arquitectura militar ou o seu lugar de culto muçulmano tivesse sido tocado ou alterado. A população árabe, em paz e harmonia,  continuou a utilizá-los como se os Cavaleiros do Templo ali não estivessem aquartelados nas dependências mais humildes do castelo.
Ali cultivaram respeito e cortesia.
Ali criaram laços de amizade.
Quando os Templários se retiraram  para norte por questões de estratégia administrativa, a população de lágrimas nos olhos disse ao comandante da milícia portuguesa: "Oxalá naõ foxeis".

Sentido, o Comendador Templário assentou no seu livro de guerra o nome da Comenda que deixava para trás com mágoa: "Santa Maria de Foxes".
Significado que pretendeu dar ao nome com a desculpa da presença dos "fossos" que rodeavam e protegiam o castelo mas que mal disfarçadamente deixava revelar o peso daquelas palavras; "Oxalá naõ foxeis".
Deus quisera que não tivésseis de partir...

Da presença da Comenda secreta de Santa Maria de Foxes, ou Foxem, hoje Viana do Alentejo, ficou apenas esta pedra, cabeceira de sepultura de um Cavaleiro Templário Português, adaptada a seteira e visível numa das muralhas reconstruídas do velho castelo árabe de Al-Batun.

Em baixo, à direita, ainda é visível a cruz pátea dos Templários Portugueses

A igreja cristã edificada no lugar da antiga mesquita
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Por alguma razão "obscura" estão hoje representados no brasão da Vila dois escudetes com a cruz Templária...

Regra:cap.LXI


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que se tome Juramento aos que servem

Capitulo LXI

Sabemos, que muitos de diversas Provincias, assim escudeiros, como creados, desejaõ com pura intençaõ dedicarse por toda a sua vida ao serviço das almas nas vossas cazas ; e assim convem, que lhes tomeis a sua fee por juramento, e palavra ; e naõ succeda, que o inimigo exercitado em vos fazer guerra, lhes persuada cousa indigna do serviço de Deos, e os aparte do bom preposito.

domingo, 29 de julho de 2012

Tombo:II


Documentos da Ordem dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Março de 1129

Testamento de Godinho Soares pelo qual deixava à Ordem do Templo a terça parte de toda a sua fazenda.

Tombo:I


Documentos da Ordem dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


19 de Março de 1128

Carta de doação de  D. Teresa, Rainha de Portugal, do Castelo de Soure concedida ao Templo de Salomão

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Iniciamos aqui uma nova etiqueta com o nome de "Tombo". Trata-se de uma colectânea de documentos da Ordem dos Templários Portugueses existentes no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e de consulta pública.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Guardião de Memórias



Professor JOSÉ HERMANO SARAIVA

Leiria, 3 de Outubro de 1919
Setúbal, 20 de Julho de 2012


Faleceu hoje um dos maiores historiadores portugueses que dedicou a sua vida a estudar e transmitir a memória de Portugal.
Um símbolo da nossa cultura.

É com profundo respeito que lhe rendemos aqui a devida homenagem.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Regra:cap.LX


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que rezem sem fazer ruido

Capitulo LX

Mandamos de commum parecer, que rezem conforme o fervor, e devoçaõ de cada hum, sentados, ou em pé ; porém com summa reverencia, e modestia, e sem fazer ruido, para que hum naõ estorve o outro.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Enigmas de pedra




Muito raramente abriremos os nossos arquivos para revelar neste espaço dados classificados de reservados, mas que podem esclarecer alguns dos enigmas sobre vestígios Templários em Portugal.
Já outros pormenores têm sido escolhidos com cuidado e publicados de forma um pouco codificada.
Por um lado, procuramos "obrigar" os nossos leitores a decifrá-los. Por outro, tentamos precaver-nos daqueles que dizem não acreditar em nós mas que depois usam o que escrevemos como sendo da sua autoria.

O que aqui vamos revelar tem a ver com algo que insistentemente nos têm questionado e que se prende com um enigma de Tomar; a pedra que se encontra na base da torre sineira da igreja de S. João Baptista.


A actual igreja de S. João Baptista de Tomar.
A seta vermelha indica o local da "pedra dos leões"

Representação da Árvore da Vida
(Uma velha fábula oriental)


Trata-se da pedra lavrada do tímpano do portal da desaparecida igreja de Santa Maria do castelo Templário de Tomar que ficava situada intra-muros junto à Porta do Sol..

Esta pedra teve um percurso bastante acidentado desde que a referida igreja foi mandada destruir, ficando  esquecida na sua cripta, aparecendo mais tarde colocada no tímpano da porta frontal da primitiva igreja de S. João Baptista, até à estranha posição que ocupa actualmente.

A história de parte desse percurso encontra-se vertida no extraordinário relato de um mestre de obras quinhentista que salvou este testemunho de ser destruído e de ter assim desaparecido para sempre.

Contido no vasto volume que trata das obras executadas no património Templário ao longo da História, encontra-se o processo de um Mestre Pedro que esteve envolvido nas obras manuelinas de que resultou o desmantelamento do antigo templo dedicado a S. João Baptista para se construir o actual.
Em tom de revolta e laivos de conspiração nos descreve:


"...Triste sina a que condena hoje estas velhas pedras... muito mais triste desde que trouxeram o maldito Prior [...?!] para estas paragens Templárias... tudo tem destruído o raivoso!"


"...tenho ordens para retirar a pedra dos leões e lançá-la em pedaços no entulho do novo piso da base da torre da igreja. Que falta de respeito pela Ordem do Templo!".


"...correndo riscos emparedámos esta noite a laje Templária sob grosso reboco na base da torre do lado de fora... rogo a Deus que assim permaneça oculta e a salve no futuro..."


"...os demais ornamentos foram mandados lançar nas obras das muralhas do castelo...."

...e assim ficou até ter sido destapada numa das primeiras e não documentadas obras de restauro, por a sua origem e significado não terem sido compreendidos na altura.

Este Mestre Pedro faz-nos depois a descrição pormenorizada da "capela de S. João Baptista" e de Santa Maria do Olival na sua traça primitiva. O que nos confirma que ambas estavam afastadas das suas torres.


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Temos referências que nos dizem que esta pedra veio de Jerusalém trazida pelo Mestre Gualdim Pais. Não nos foi possível comprová-lo ainda apesar das investigações desenvolvidas até agora.
Podemos ver como seria o aspecto do tímpano por comparação com a imagem seguinte.


 O conjunto seria análogo, incluindo a representação simbólica da verga que suporta a laje.
Para os investigadores deixamos uma pista: Santa Maria do Castelo continua a existir. Parte dela à espera que o seu simbolismo volte a sentir o calor do Sol e a luz refletida da Lua. Parte dela, espalhada pelas muralhas do castelo Templário de Tomar...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Elos quebrados



É comum dizer-se que uma vez dissolvida a Ordem do Templo por Clemente V, no século XIV, só o actual Papa a poderia reabilitar.
Isto não passa de uma falácia que convém desmitificar.

A Ordem do Templo não foi criada pela igreja. Foi sim aprovada por ela quase dez anos após ter sido criada oficialmente em 1118.
O acto de aprovação em 1128 por parte da igreja, não terá tido para os Templários um significado diferente do reconhecer de uma assinatura num cartório notarial nos nossos dias.

Poder-se-á argumentar que o Papa na altura tomou a Ordem sob a sua protecção e que esta só ao próprio pontífice prestava contas. Que a igreja era o poder absoluto e que sem a aprovação dela os Templários não existiriam como Ordem...

A verdade é que na época a igreja não o fez de ânimo leve.
Fê-lo porque a tal se viu obrigada.
Por motivos que ainda são um segredo Templário.

A Ordem, presentemente e ao contrário do que se diz, não precisaria da bênção da igreja para ressurgir. Se decidisse fazê-lo.
A igreja desistiu dos Templários quando os suspendeu. Lembram-se?
E nem por isso os Templários se esfumaram no tempo...

domingo, 20 de maio de 2012

Documento XXVI


Doaçaõ da Azafa hoje vulgo Rodaõ
que fes o Senhor Rey D. Sancho I.
ao Mestre D. Lopo Fernandes.

Em nome de Deos. Como na verdade o costume tenha força de ley, e por authoridade da ley conhecemos as acções dos Reys, e Principes se devem perpetuar as escripturas porque assim perpetuadas naõ se perdem da memoria dos homens, e estejam presentes a todas as couzas que muitos annos antes passaraõ.   Por tanto, Eu D. Sancho pella graça de Deos Rey de Portugal juntamente com meo Filho El-Rey D. Affonso, e com os outros meos Filhos, e Filhas, faço carta a vós D. Lopo Fernandes Mestre da Milicia do Templo em nosso Reyno, e a vossos Freires assim prezentes como futuros de Azafa, o qual logar vos damos, e a todos vossos successores por direito hereditario para sempre ; e isto faso por Deos, e pello bom serviço, que temos recebido de vós, e de todos os Cavalleiros da Milicia do Templo, e cada dia recebemos ; e pellas Igrejas do Mugadouro, e Peñas roxas, as quaes nos destes bem paramentadas de tudo quanto pertence ao culto Ecclesiastico.   Cujos termos da Azafa saõ estes.   Parte com Berver como entra a agoa de Velleza no Tejo, e como ou donde entra a agoa de Paracana na Velleza, e dahi como vay a agoa de Paracana o caminho de Agitana a cabeça de Saxo, e dahi aonde entra a agoa do Saxo no Bostelin, daqui a fonte do Carvalho, dahi ao Recefe Mourisco como entra na corrente do Isna, dahi a cabeça que está entre o Isna, e o Tamoliam aos Pardineiros velhos, dahi pella grande serra que está entre o Isna, e o Tamoliam ; dahi desce a foz de Oleiros, e da foz de Oleiros á estrada de Covilham a foz do Cambas, dahi a cabeça de Moncaval ; dahi a cabeça de Asina como vay para Alpreada que he termo de Agitana.   Parte tambem com Agitana o Tejo athe o Ryo de Ponsul ; dahi á cabeça de M'cores como vay a cabeça de Cardoza.   Parte taõbem alem do Tejo pella foz de Frieiro como entra no Tejo dahi defronte de M'lica, e corre a Mongare, dahi as simalhas da agoa do Vidula, dahi ao Castello de Ferron como caminha ao Mosteiro de Alpalandro, e dahi ao Semedeiro de Bemfayam, dahi ao porto de Moha de Salor como correm as agoas para o Tejo.   Damos por isso a vós, e á vossa Ordem o sobredito logar por direito hereditario pello amor de Deos, e pellas sobreditas Igrejas que asima nomeamos, e a vós concedemos que povoeis o tal logar do melhor modo que poderes ; e termos por firme, e valiozo que se governem os moradores delle livremente pello Foral, que por vós lhe for dado ; e aquelles que herdares no tal logar fiquem herdados.   Vós porem sereis obrigados a nos receber em o tal logar, e a todos os que de nossa geraçaõ nos succederem como Reys, e Senhores vossos todas as vezes, que a elles quizermos hir.   Por tanto todo aquelle, que esta nossa Carta vos guardar inteiramente, e a todos os vossos successores seja bemdito do Senhor.   Amen.   E aquelle que presumir, ou intentar quebrantalo, ou diminuilo seja maldito, e tudo o que fizer seja irrito, e de nenhum vigor.   Foy esta Carta feita em Covilham, no quinto dia do mes de Julho da Era de mil duzentos trinta e sette.
Nós os Reys que esta Carta mandamos fazer a roboramos em prezença dos abaxo asignados nella, e fizemos estes signais -----I-----I-----I-----
Os que presentes se acharaõ &c.
D. Gonsalo Mendo Mordomo da Curia ........... Conf.
D. Paio Monis Alfers Mor .................................. Conf.
D. Raimundo Paio Governador de Covilham ..... Conf.
Martim Lopes Trancozo ................................... Conf.
D. Lourenço Soares Lamego ........................... Conf.
Egas Affonso Alafone ................................. Conf.
D. Joaõ Fernandes Trinchante mor ........... Conf.
Martim Arcebispo de Braga .................... Conf.
Martins Bispo do Porto .......................... Conf.
Pedro Bispo de Lamego ........................ Conf.
Nicolau Bispo de Vizeu ......................... Conf.
Pedro Bispo de Coimbra .................... Conf.
Soares Bispo de Lisboa ..................... Conf.
Paio Bispo de Ebora ...................... Conf.
D. Osorio ......................................test.
Rodrigues Pedro ......................test.
Pedro Nunes ......................... test.
Soeiro soares ....................... test.
Fernando Nunes.............. test.

sábado, 19 de maio de 2012

Um tesouro de pérolas


Irmão,
Apelo à tua tolerância.
Não rejeites as minhas crenças.
Convive antes comigo.
Aceita-me como eu sou.
A amizade está acima da divergência.
Vem...
Vamos falar do melhor que há em nós.
Não estamos ambos sob o mesmo Sol?
__________________________
(Parte de uma mensagem trocada entre um Templário e um Sufi, num apelo à convivência pacífica. Escrita em pleno século XII, um pouco antes da conquista da fortaleza árabe de Juromenha, Alandroal (Ribat de Julumanyia). Documento do nosso espólio e um dos que guardamos com mais carinho.)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Regra:cap.LIX


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que se naõ chamem todos os Religiosos para as Juntas secretas.

Capitulo LIX

Mandamos, que naõ chamem todos os Freires a Consulta ; mas sòmente aquelles, que ao Mestre parecerem de juizo, e prudencia.   Mas quando se tratarem cousas mayores, como dar huma Commenda, disputar sobre cousas da Ordem, ou receber algum Religioso ; entaõ chame o Mestre toda a Congregaçaõ, parecendolhe conveniente, e ouvido o parecer de todos, siga-se o que o Mestre julgar melhor.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O:nono:Mestre

U ququ Piwvri i ekiqew ap Piwvri. Ap guw uovu Baergouiw.
Pa Tefe fot Wenqmariot Qorwuhuetet dafa un fot oiwo Netwret huarfa pa tua danara qettoam una arda temafa.
Tewe femat etwao xaziat.
E uoveye fuqvip elaonu lai iwve e baerge gu ququ Piwvri i lai hez gini u Piwvri Kropfokeni.
Xe uqu xogu niu u e lele Diorbaoe merniu qfe cea yrolxkayabe muqe olyuraer.
Ap goe vepdip ini ore iwfuncir iqvri uw uavruw wivi, elaini lai u ore wafigir.
Luxxo oqyiro, u xuk o mruxulho bex eiyrex, aro niugror yebex ex xuqex box orhox u yrolxcuraro moro iko buqox e xui qudobe.
Gikuow wine:new:e e vugew quyepiqvi.
Dbanara a qarwe wofot ot ouwrot Netwret e tehrefar:mbet:a kue a wrapnittao goi egedwuafa.
To un femet tacera kue goi o etdombifo e kue a tua arda pao etwa xazia.
Etwa qrexitwo un nedapitno fe redurto qara o dato fo Qripdiqame pao qofer gazer a wraptnittao en xifa.
O yrolkaxxoe xuro cuayo oyrotux buxxu baye kuholaxke.

domingo, 6 de maio de 2012

O nono Mestre



" No Reyno de PortoGraal,
a Tavola na sala dos Cavalleiros
naõ he exactamente redonda... "

Tem oito lados.
Tantos quantos os Guardiões da Ordem que a ela se sentam.
Um deles é o nono Mestre.
Nenhum dos outros sabe qual deles é.
Sabem apenas que é o portador do Bastão que guarda e transmite o tesouro Templário.
O conhecimento oculto.

Regra:cap.LVIII



Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Como se haõ de receber os Soldados seculares.

Capítulo LVIII

Se algum Soldado de vida perdida, e estragada, ou outro qualquer secular, quizer deixar o Mundo, e as suas vaidades, desejando ser recebido na vossa companhia, naõ se diffira logo à sua petiçaõ ; senaõ, conforme ensina S. Paulo : Examine-se o espirito, se he de Deos, e deste modo seja recebido na Ordem.   Lea-se a Regra na sua presença, e offerecendo-se a obedecer com cuidado aos preceitos da Regra, que se lhe mostrou, entaõ [se ao Mestre, e Religiosos parecer bem recebello] convocados, e juntos os Irmaõs descubralhes a sua petiçaõ, e desejo.   Depois fique no arbitrio, e execuçaõ do Mestre o tempo da approvaçaõ, que houver de ter, como pedir a correspondencia da vida, do que pertender ser recebido.

domingo, 29 de abril de 2012

Um sonho dourado



O tesouro Templário existente na sede da Ordem em França, à data da conspiração de Filipe IV, era realmente considerável.
Na verdade existiam dois tesouros; o que estava confiado à guarda  da Ordem e o que era propriedade integral desta.
Vamos focar-nos no segundo; o que era seu património, parte dele trazido de Jerusalém nos primeiros tempos da Ordem e que era mantido em rigoroso segredo.

Muito se tem especulado sobre a natureza desse tesouro. Os pormenores dessa especulação são já, por demais, conhecidos de todos os que se têm debruçado sobre o assunto.
A ficção acabou por criar o mito.

Certo é que em Outubro de 1307, o ganancioso rei francês vasculha a sede da Ordem e encontra apenas migalhas.
Os bens existentes na sede dos Templários tinham desaparecido.
Certo é que a frota Templária baseada no porto de La Rochelle tinha zarpada para nunca mais ser vista.
Tinha-se esfumado!

Em Portugal reinava El-Rei D. Diniz e, pelas crónicas da Ordem, sabemos que recebeu parte dessa  frota no porto que erradamente chamam de El-Rey, mas que na época era conhecido por Salir.
Sabemos também que de bom grado permitiu que aí fosse descarregada parte da importante carga Templária que foi a guardar em Thomar.
Depois ordena misteriosamente aos Templários Portugueses:

"Ide, retirai-vos para as vossas ilhas, levai vossos segredos e esperai um sinal meu."

Quanta cumplicidade implícita nesta declaração!
D. Diniz sabia que os Templários utilizavam ilhas que ninguém mais conhecia e ordenou-lhes que se refugiassem nelas por algum tempo até que os episódios de perseguição e as acusações feitas à Ordem do Templo se resolvessem e as coisas acalmassem.

A esta altura já muitos perguntam:
Que segredos levavam os Templários, que eram do conhecimento do Rei? Que estratégia estava já deliniada na mente do soberano para que os Templários só precisassem de aguardar um sinal seu?
Que ilhas eram essas que ninguém mais conhecia?

Podemos dizer-lhes que os segredos continuaram a ser segredos da Ordem e que a quase totalidade do tesouro guardado em Thomar foi usado para financiar um dos maiores feitos da nação Portuguesa; a epopeia marítima que deu novos mundos ao mundo.

Mas isso, já vocês sabiam...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Balada de um condenado



" A nós,
Cavaleiros do Branco Manto
Roubaram a pureza da alva cor.
Pela tortura, nos reduziram a farrapos.
Como trapos, nos jogaram neste antro
Ensanguentados, a agonizar nesta dor.
                             ...
Do esplendor do Balsão de guerra
Roubaram a pureza da alva cor
Depois atiraram-no por terra
Em farrapos, como trapos...
Que visão dilacerante!
Pior que a morte, Senhor!
                             ...
Os Irmãos o ergueram e beijaram
E sobre ele juraram
Que da cor que todos temem e que sobrou
Faríam renascer a Ordem Sagrada
E nela, com o vermelho do nosso sangue marcaram
A rubra Cruz Templária, sobre o negro que restou.
                               ...
Sabemos que nosso sacrifício não é vão
Somos inocentes! Inocentes! Inocentes!
E do que nos acusam, nada se provará.
Das riquezas espera-os sonhos vazios, ilusão
Apenas nossos corpos flagelados levarão
Pois o Espírito Templário, indomável, esse perdurará.
                              ...
Para sempre... "
aos mártires de Chinon, França
_________________________________
Segundo o pergaminho de Chinon a Ordem do Templo foi suspensa, e não extinta.
Em França, a ignomínia do rei Filipe e do papa Clemente levou muitos Templários à fogueira.
Num canto de uma masmorra, um prisioneiro Templário gravou na parede fria e húmida esta mensagem:

"Não nos querem Cavaleiros Brancos, pois Cavaleiros Negros nos terão!"