domingo, 20 de maio de 2012

Documento XXVI


Doaçaõ da Azafa hoje vulgo Rodaõ
que fes o Senhor Rey D. Sancho I.
ao Mestre D. Lopo Fernandes.

Em nome de Deos. Como na verdade o costume tenha força de ley, e por authoridade da ley conhecemos as acções dos Reys, e Principes se devem perpetuar as escripturas porque assim perpetuadas naõ se perdem da memoria dos homens, e estejam presentes a todas as couzas que muitos annos antes passaraõ.   Por tanto, Eu D. Sancho pella graça de Deos Rey de Portugal juntamente com meo Filho El-Rey D. Affonso, e com os outros meos Filhos, e Filhas, faço carta a vós D. Lopo Fernandes Mestre da Milicia do Templo em nosso Reyno, e a vossos Freires assim prezentes como futuros de Azafa, o qual logar vos damos, e a todos vossos successores por direito hereditario para sempre ; e isto faso por Deos, e pello bom serviço, que temos recebido de vós, e de todos os Cavalleiros da Milicia do Templo, e cada dia recebemos ; e pellas Igrejas do Mugadouro, e Peñas roxas, as quaes nos destes bem paramentadas de tudo quanto pertence ao culto Ecclesiastico.   Cujos termos da Azafa saõ estes.   Parte com Berver como entra a agoa de Velleza no Tejo, e como ou donde entra a agoa de Paracana na Velleza, e dahi como vay a agoa de Paracana o caminho de Agitana a cabeça de Saxo, e dahi aonde entra a agoa do Saxo no Bostelin, daqui a fonte do Carvalho, dahi ao Recefe Mourisco como entra na corrente do Isna, dahi a cabeça que está entre o Isna, e o Tamoliam aos Pardineiros velhos, dahi pella grande serra que está entre o Isna, e o Tamoliam ; dahi desce a foz de Oleiros, e da foz de Oleiros á estrada de Covilham a foz do Cambas, dahi a cabeça de Moncaval ; dahi a cabeça de Asina como vay para Alpreada que he termo de Agitana.   Parte tambem com Agitana o Tejo athe o Ryo de Ponsul ; dahi á cabeça de M'cores como vay a cabeça de Cardoza.   Parte taõbem alem do Tejo pella foz de Frieiro como entra no Tejo dahi defronte de M'lica, e corre a Mongare, dahi as simalhas da agoa do Vidula, dahi ao Castello de Ferron como caminha ao Mosteiro de Alpalandro, e dahi ao Semedeiro de Bemfayam, dahi ao porto de Moha de Salor como correm as agoas para o Tejo.   Damos por isso a vós, e á vossa Ordem o sobredito logar por direito hereditario pello amor de Deos, e pellas sobreditas Igrejas que asima nomeamos, e a vós concedemos que povoeis o tal logar do melhor modo que poderes ; e termos por firme, e valiozo que se governem os moradores delle livremente pello Foral, que por vós lhe for dado ; e aquelles que herdares no tal logar fiquem herdados.   Vós porem sereis obrigados a nos receber em o tal logar, e a todos os que de nossa geraçaõ nos succederem como Reys, e Senhores vossos todas as vezes, que a elles quizermos hir.   Por tanto todo aquelle, que esta nossa Carta vos guardar inteiramente, e a todos os vossos successores seja bemdito do Senhor.   Amen.   E aquelle que presumir, ou intentar quebrantalo, ou diminuilo seja maldito, e tudo o que fizer seja irrito, e de nenhum vigor.   Foy esta Carta feita em Covilham, no quinto dia do mes de Julho da Era de mil duzentos trinta e sette.
Nós os Reys que esta Carta mandamos fazer a roboramos em prezença dos abaxo asignados nella, e fizemos estes signais -----I-----I-----I-----
Os que presentes se acharaõ &c.
D. Gonsalo Mendo Mordomo da Curia ........... Conf.
D. Paio Monis Alfers Mor .................................. Conf.
D. Raimundo Paio Governador de Covilham ..... Conf.
Martim Lopes Trancozo ................................... Conf.
D. Lourenço Soares Lamego ........................... Conf.
Egas Affonso Alafone ................................. Conf.
D. Joaõ Fernandes Trinchante mor ........... Conf.
Martim Arcebispo de Braga .................... Conf.
Martins Bispo do Porto .......................... Conf.
Pedro Bispo de Lamego ........................ Conf.
Nicolau Bispo de Vizeu ......................... Conf.
Pedro Bispo de Coimbra .................... Conf.
Soares Bispo de Lisboa ..................... Conf.
Paio Bispo de Ebora ...................... Conf.
D. Osorio ......................................test.
Rodrigues Pedro ......................test.
Pedro Nunes ......................... test.
Soeiro soares ....................... test.
Fernando Nunes.............. test.

sábado, 19 de maio de 2012

Um tesouro de pérolas


Irmão,
Apelo à tua tolerância.
Não rejeites as minhas crenças.
Convive antes comigo.
Aceita-me como eu sou.
A amizade está acima da divergência.
Vem...
Vamos falar do melhor que há em nós.
Não estamos ambos sob o mesmo Sol?
__________________________
(Parte de uma mensagem trocada entre um Templário e um Sufi, num apelo à convivência pacífica. Escrita em pleno século XII, um pouco antes da conquista da fortaleza árabe de Juromenha, Alandroal (Ribat de Julumanyia). Documento do nosso espólio e um dos que guardamos com mais carinho.)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Regra:cap.LIX


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que se naõ chamem todos os Religiosos para as Juntas secretas.

Capitulo LIX

Mandamos, que naõ chamem todos os Freires a Consulta ; mas sòmente aquelles, que ao Mestre parecerem de juizo, e prudencia.   Mas quando se tratarem cousas mayores, como dar huma Commenda, disputar sobre cousas da Ordem, ou receber algum Religioso ; entaõ chame o Mestre toda a Congregaçaõ, parecendolhe conveniente, e ouvido o parecer de todos, siga-se o que o Mestre julgar melhor.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O:nono:Mestre

U ququ Piwvri i ekiqew ap Piwvri. Ap guw uovu Baergouiw.
Pa Tefe fot Wenqmariot Qorwuhuetet dafa un fot oiwo Netwret huarfa pa tua danara qettoam una arda temafa.
Tewe femat etwao xaziat.
E uoveye fuqvip elaonu lai iwve e baerge gu ququ Piwvri i lai hez gini u Piwvri Kropfokeni.
Xe uqu xogu niu u e lele Diorbaoe merniu qfe cea yrolxkayabe muqe olyuraer.
Ap goe vepdip ini ore iwfuncir iqvri uw uavruw wivi, elaini lai u ore wafigir.
Luxxo oqyiro, u xuk o mruxulho bex eiyrex, aro niugror yebex ex xuqex box orhox u yrolxcuraro moro iko buqox e xui qudobe.
Gikuow wine:new:e e vugew quyepiqvi.
Dbanara a qarwe wofot ot ouwrot Netwret e tehrefar:mbet:a kue a wrapnittao goi egedwuafa.
To un femet tacera kue goi o etdombifo e kue a tua arda pao etwa xazia.
Etwa qrexitwo un nedapitno fe redurto qara o dato fo Qripdiqame pao qofer gazer a wraptnittao en xifa.
O yrolkaxxoe xuro cuayo oyrotux buxxu baye kuholaxke.

domingo, 6 de maio de 2012

O nono Mestre



" No Reyno de PortoGraal,
a Tavola na sala dos Cavalleiros
naõ he exactamente redonda... "

Tem oito lados.
Tantos quantos os Guardiões da Ordem que a ela se sentam.
Um deles é o nono Mestre.
Nenhum dos outros sabe qual deles é.
Sabem apenas que é o portador do Bastão que guarda e transmite o tesouro Templário.
O conhecimento oculto.

Regra:cap.LVIII



Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Como se haõ de receber os Soldados seculares.

Capítulo LVIII

Se algum Soldado de vida perdida, e estragada, ou outro qualquer secular, quizer deixar o Mundo, e as suas vaidades, desejando ser recebido na vossa companhia, naõ se diffira logo à sua petiçaõ ; senaõ, conforme ensina S. Paulo : Examine-se o espirito, se he de Deos, e deste modo seja recebido na Ordem.   Lea-se a Regra na sua presença, e offerecendo-se a obedecer com cuidado aos preceitos da Regra, que se lhe mostrou, entaõ [se ao Mestre, e Religiosos parecer bem recebello] convocados, e juntos os Irmaõs descubralhes a sua petiçaõ, e desejo.   Depois fique no arbitrio, e execuçaõ do Mestre o tempo da approvaçaõ, que houver de ter, como pedir a correspondencia da vida, do que pertender ser recebido.