terça-feira, 31 de julho de 2012

Santa Maria de "Foxes"


Na época da dita "reconquista", el-Rei D. Afonso I nosso Senhor e Irmão, estando em recuperação nas termas de Lafões por ter sido ferido com gravidade numa perna, declarou oficialmente que "de todo o território que ajudassem a conquistar a sul do Tejo, a terça parte seria propriedade dos Cavaleiros da  Ordem do Templo".

Efectivamente algumas praças de guerra foram tomadas no Alentejo com a importante ajuda dos Templários Portugueses.
Em alguns lugares, bem dentro do território ocupado pelos muçulmanos, os Templários atreveram-se a criar uma ou outra Comenda apesar da instabilidade militar que essa ocupação representava.
Essas Comendas permaneceram secretas devido ao tipo de pactos estratégicos existentes entre o Monarca português (com seus Irmãos Templários) e alguns comandantes árabes envolvidos na actividade bélica da região.

Santa Maria de Foxes (lê-se fôches) foi uma dessas comendas secretas.

" O pequeno castelo árabe de Al-Batun com a sua mesquita dentro de muros e envolvido por largos fossos de protecção, foi ocupado por uma força Templária durante 5 anos sem que a sua arquitectura militar ou o seu lugar de culto muçulmano tivesse sido tocado ou alterado. A população árabe, em paz e harmonia,  continuou a utilizá-los como se os Cavaleiros do Templo ali não estivessem aquartelados nas dependências mais humildes do castelo.
Ali cultivaram respeito e cortesia.
Ali criaram laços de amizade.
Quando os Templários se retiraram  para norte por questões de estratégia administrativa, a população de lágrimas nos olhos disse ao comandante da milícia portuguesa: "Oxalá naõ foxeis".

Sentido, o Comendador Templário assentou no seu livro de guerra o nome da Comenda que deixava para trás com mágoa: "Santa Maria de Foxes".
Significado que pretendeu dar ao nome com a desculpa da presença dos "fossos" que rodeavam e protegiam o castelo mas que mal disfarçadamente deixava revelar o peso daquelas palavras; "Oxalá naõ foxeis".
Deus quisera que não tivésseis de partir...

Da presença da Comenda secreta de Santa Maria de Foxes, ou Foxem, hoje Viana do Alentejo, ficou apenas esta pedra, cabeceira de sepultura de um Cavaleiro Templário Português, adaptada a seteira e visível numa das muralhas reconstruídas do velho castelo árabe de Al-Batun.

Em baixo, à direita, ainda é visível a cruz pátea dos Templários Portugueses

A igreja cristã edificada no lugar da antiga mesquita
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Por alguma razão "obscura" estão hoje representados no brasão da Vila dois escudetes com a cruz Templária...

Regra:cap.LXI


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que se tome Juramento aos que servem

Capitulo LXI

Sabemos, que muitos de diversas Provincias, assim escudeiros, como creados, desejaõ com pura intençaõ dedicarse por toda a sua vida ao serviço das almas nas vossas cazas ; e assim convem, que lhes tomeis a sua fee por juramento, e palavra ; e naõ succeda, que o inimigo exercitado em vos fazer guerra, lhes persuada cousa indigna do serviço de Deos, e os aparte do bom preposito.

domingo, 29 de julho de 2012

Tombo:II


Documentos da Ordem dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Março de 1129

Testamento de Godinho Soares pelo qual deixava à Ordem do Templo a terça parte de toda a sua fazenda.

Tombo:I


Documentos da Ordem dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


19 de Março de 1128

Carta de doação de  D. Teresa, Rainha de Portugal, do Castelo de Soure concedida ao Templo de Salomão

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Iniciamos aqui uma nova etiqueta com o nome de "Tombo". Trata-se de uma colectânea de documentos da Ordem dos Templários Portugueses existentes no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e de consulta pública.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Guardião de Memórias



Professor JOSÉ HERMANO SARAIVA

Leiria, 3 de Outubro de 1919
Setúbal, 20 de Julho de 2012


Faleceu hoje um dos maiores historiadores portugueses que dedicou a sua vida a estudar e transmitir a memória de Portugal.
Um símbolo da nossa cultura.

É com profundo respeito que lhe rendemos aqui a devida homenagem.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Regra:cap.LX


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que rezem sem fazer ruido

Capitulo LX

Mandamos de commum parecer, que rezem conforme o fervor, e devoçaõ de cada hum, sentados, ou em pé ; porém com summa reverencia, e modestia, e sem fazer ruido, para que hum naõ estorve o outro.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Enigmas de pedra




Muito raramente abriremos os nossos arquivos para revelar neste espaço dados classificados de reservados, mas que podem esclarecer alguns dos enigmas sobre vestígios Templários em Portugal.
Já outros pormenores têm sido escolhidos com cuidado e publicados de forma um pouco codificada.
Por um lado, procuramos "obrigar" os nossos leitores a decifrá-los. Por outro, tentamos precaver-nos daqueles que dizem não acreditar em nós mas que depois usam o que escrevemos como sendo da sua autoria.

O que aqui vamos revelar tem a ver com algo que insistentemente nos têm questionado e que se prende com um enigma de Tomar; a pedra que se encontra na base da torre sineira da igreja de S. João Baptista.


A actual igreja de S. João Baptista de Tomar.
A seta vermelha indica o local da "pedra dos leões"

Representação da Árvore da Vida
(Uma velha fábula oriental)


Trata-se da pedra lavrada do tímpano do portal da desaparecida igreja de Santa Maria do castelo Templário de Tomar que ficava situada intra-muros junto à Porta do Sol..

Esta pedra teve um percurso bastante acidentado desde que a referida igreja foi mandada destruir, ficando  esquecida na sua cripta, aparecendo mais tarde colocada no tímpano da porta frontal da primitiva igreja de S. João Baptista, até à estranha posição que ocupa actualmente.

A história de parte desse percurso encontra-se vertida no extraordinário relato de um mestre de obras quinhentista que salvou este testemunho de ser destruído e de ter assim desaparecido para sempre.

Contido no vasto volume que trata das obras executadas no património Templário ao longo da História, encontra-se o processo de um Mestre Pedro que esteve envolvido nas obras manuelinas de que resultou o desmantelamento do antigo templo dedicado a S. João Baptista para se construir o actual.
Em tom de revolta e laivos de conspiração nos descreve:


"...Triste sina a que condena hoje estas velhas pedras... muito mais triste desde que trouxeram o maldito Prior [...?!] para estas paragens Templárias... tudo tem destruído o raivoso!"


"...tenho ordens para retirar a pedra dos leões e lançá-la em pedaços no entulho do novo piso da base da torre da igreja. Que falta de respeito pela Ordem do Templo!".


"...correndo riscos emparedámos esta noite a laje Templária sob grosso reboco na base da torre do lado de fora... rogo a Deus que assim permaneça oculta e a salve no futuro..."


"...os demais ornamentos foram mandados lançar nas obras das muralhas do castelo...."

...e assim ficou até ter sido destapada numa das primeiras e não documentadas obras de restauro, por a sua origem e significado não terem sido compreendidos na altura.

Este Mestre Pedro faz-nos depois a descrição pormenorizada da "capela de S. João Baptista" e de Santa Maria do Olival na sua traça primitiva. O que nos confirma que ambas estavam afastadas das suas torres.


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Temos referências que nos dizem que esta pedra veio de Jerusalém trazida pelo Mestre Gualdim Pais. Não nos foi possível comprová-lo ainda apesar das investigações desenvolvidas até agora.
Podemos ver como seria o aspecto do tímpano por comparação com a imagem seguinte.


 O conjunto seria análogo, incluindo a representação simbólica da verga que suporta a laje.
Para os investigadores deixamos uma pista: Santa Maria do Castelo continua a existir. Parte dela à espera que o seu simbolismo volte a sentir o calor do Sol e a luz refletida da Lua. Parte dela, espalhada pelas muralhas do castelo Templário de Tomar...