quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Regra:cap.LXVII


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Dos peccados mortaes , e veniaes.

Capitulo LXVII

Se algum na conversaçaõ, ou na campanha cahir em alguma falta leve, elle por sua vontade a descubra ao Mestre, para satisfazer por ella.  Culpas leves senaõ forem muy frequentes, castiguemse com leve penitencia.  Porém se callando elle a sua culpa, outro a descubrir ao Mestre, castiguese com mayor, e mais rigorosa pena.  Mas se a culpa for grave, separem-no da communicaçaõ dos mais Religiosos, nem coma juntamente com elles, senaõ á parte, sogeito em tudo á disposiçaõ, e arbitrio do Mestre, para ficar livre, e seguro no dia do Juizo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sombras



"- Mestre, lá à frente, o caminho parece separar-se em dois.
- É verdade Irmão. Consegues descortinar o teu?
- Assim de noite é difícil distingui-los, ...parecem-me iguais. Como vou saber qual o caminho certo?
- Pergunta à Lua, Irmão. A Luz que ela reflecte dar-te-á a resposta.
- Mas não seria mais fácil escolher o caminho à luz do dia?
- Não, porque se perguntasses ao Sol, ele certamente te cegaria..."

...

"- Depreendo então, Mestre, que tenha de decidir entre o caminho do Bem e o caminho do mal.
- O mal, Irmão, é apenas a falta do Bem. O teu caminho, será sempre verdadeiro.
- Então o arbítrio será apenas meu.
- Sim Irmão. Tu decidirás se o teu Calice deve estar vazio ou a transbordar."

...

"- Agora que chegámos, Mestre, vejo que um dos caminhos é afinal a sombra projectada do outro.
- Sim, uma sombra fria como a noite. A tua missão é aquecer essa sombra com o fogo do teu coração e confortar os que nela se cruzarem.

A sombra do Cavaleiro não deverá reflectir outra coisa senão o próprio Cavaleiro.

Assim como tu serás sempre um reflexo de mim..."
(Iniciação)

Tombo:VIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



Fevereiro de 1142

Carta de Doação feita por Dona Goda à Ordem do Templo, de um terreno na Infesta, freguesia de S. Miguel, arrabalde de Montemor.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Grãos de areia




...jovem guerreiro,
que loucura é essa?...

Porque apressas o Tempo?

Pára um pouco.
O Tempo não tem pressa...

Vem...
Senta-te à minha sombra.
Descansa um pouco.

Pousa a tua espada.

Encosta a cabeça quente
na frescura da rocha
e acalma o teu espírito.

Solta-o...

Fecha os olhos.
Escuta o silêncio do deserto...
Ouves o murmurio do vento nas dunas?

Desprende-te.
Deixa-te levar na suave brisa.
És, como eu, um grão de areia!

Quando chegarmos ao mar
não reprimas a lágrima rebelde.
Solta-a..

Torna-te nela.

Agora és, como eu, uma gota cristalina.
Vem!
Mergulha comigo no Grande Oceano.

Abre os teus olhos.

...bem vindo Irmão
ao teu próprio Templo.

Entra.
Deixa o mundo lá fora...
(Iniciação)


[ "...o Mestre na sua simplicidade não hesita em se transmutar num grão de areia para reduzir o êxtase do guerreiro e chamar-lhe a atenção para a sua real dimensão. Depois ajuda-o a evoluir (espiritualmente) de grão de areia para lágrima cristalina (humildade e conhecimento), convidando-o a mergulhar com ele no Grande Oceano (busca da Sabedoria).
Vai, desta forma, buscá-lo ao 'quasi nada' e abre-lhe as portas do primeiro Templo." ]

Tombo:VII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Fevereiro de 1141

Tratado de Concórdia e Paz feito entre a Ordem do Templo e a Ordem do Hospital tanto no Continente como no Ultramar.

Regra:cap.LXVI


Regra dos pobres Cavaleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que os Cavalleiros Templarios possuaõ dizimos.

Capitulo LXVI

Cremos, que deixadas muitas riquezas vos sogeitastes à pobreza voluntaria.  E assim a vós, que viveis em Communidade, concedemos, que possais possuir dizimos na fórma seguinte : Se o Bispo vos quizer dar alguns dizimos da sua Igreja pelo amor de Deos de consentimento de todo o Cabido ; darsevoshaõ daquelles dizimos, que consta possue a Igreja ; porém se algum secular vos quizer dar a decima parte da sua fazenda, obrigando-a á tal quantidade, com licença do que preside, ou á sua vontade, e naõ do Capitulo, se deve distribuir.