sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Dádiva Sagrada




A Concepção é a verdadeira e derradeira dádiva Sagrada.
Todas as forças do Universo conspiram juntas neste acto.
Tal Graal que, oculto, se enche e transborda de mistério;
O segredo da simplicidade no seu máximo esplendor.

Dedicado a todas as mães do Mundo. De hoje e de sempre.
A todos os que nos têm acompanhado, desejamos um

FELIZ NATAL

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Essência


ANIMUS LIBER  :  ACTUS PURI  :  OMNE SECRETUM
 
 
Cuidai que o pensamento se mantenha livre como o vento
... e que vosso coração reflicta sempre a pureza do cristal.
Fazei o caminho, discretos, como a sombra da noite que cai.

 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Filhos do Templo, hoje quantos serão?




" Qualquer homem como eu tem quatro avós.
Esses quatro por força dezasseis.
Sessenta e quatro a estes contareis
em só três gerações, que expomos nós.

Se o cálculo procede, espertai vós,
que pela proa vêm cinquenta e seis.
Sobre duzentos mais lhe dareis,
qual chapéu de cardeal? Que espalha os nós?

Se um homem só, dá tanto cabedal
dos ascendentes seus, que farão mil?
Uma província? Todo o Portugal?

Por esta conta, amigo, ou nobre ou vil,
Sempre és parente do Marquês de tal,
e também do porteiro Afonso Gil. "

Abade de Jazente

Tombo:XXXIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



1202

Carta de Doação feita por Pedro Guterres à Ordem do Templo
da terça parte de Castelo Novo e de tudo que tinha
aquém e além serra, no termo da Covilhã.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O Universo numa flor




" Vós que, elevados nos bicos de pés
tentais alcançar os mistérios do Universo
colocai antes vossos joelhos em terra
e contemplai com admiração... uma flor.

Todas as filosofias do mundo
de nada valem ou significam
sem um gesto de humildade."

...do saudoso Irmão
Fr. Leote  de St. Maria

Tombo:XXXII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1202

Carta de Doação feita por Dona Urraca e seu filho Soeiro Pires
à Ordem do Templo
de toda a herdade que tinha entre Vouga e Douro.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

columna regnum


Pai,

Mais do que as palavras que possamos aqui verter,
São as lágrimas que vertemos junto de teu túmulo.
Mais do que as promessas que aqui te possamos fazer,
É a confirmação do nosso compromisso com vosso Sonho.

Emprestai-nos vossa força. Sois o pilar deste Reino.
Não do reino material que está minado de traidores.
Mas do Reino Espiritual onde nunca conseguirão entrar.
Onde nunca terão lugar os que não têm honra na palavra.

Que saudade dos velhos inimigos!
Esses tinham código de honra e valor.
Podíamos olhá-los de frente, respeitá-los.
Conquistá-los. Ou morrer com orgulho às suas mãos...

Emprestai-nos vossa força, Pai. Vossa espada.
Estamos aqui todos a vossos pés, em espírito,
Prontos para a luta, na defesa de vosso Sonho.
Soldados vertendo lágrimas de eterna saudade.

Até sempre, meu Rei!
Até sempre, Irmão.


_____________________________

Ao nosso Rei-Templário, Perº Afonso Moniz
28 de Setembro de 1110 - 6 de Dezembro de 1185

TEMPLUM IN AETERNUM

domingo, 1 de dezembro de 2013

1 de Dezembro de 1640



Nasceste de um sonho temperado em aço.
Enquanto houver Templários Portugueses
O sonho não morrerá.   Nunca!

Jurámos proteger-te, Por Tu Graal.
Serás restaurado sempre que preciso for.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tombo:XXXI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1202
Carta de doação feita por Dona Justa à Ordem do Templo
de umas casas na Vila de Thomar.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

"Corações na Atlântida"




O Elo que liga uma geração à seguinte
é feito das palavras mágicas:
Saudade e Esperança!
Nada o poderá quebrar.
Nada as fará esmorecer.

Na roda dos Tempos,
tudo tem o seu momento.
Por isso, esperaremos, pacientes.
Podemos até rendermo-nos ao Tempo.
Mas nunca desistiremos de Ti.

CMVIII Capítulo

domingo, 29 de setembro de 2013

Nota final



Chegado ao fim destes nove artigos sobre as navegações com marca Templária (sempre o número nove), gostaria de aqui deixar um sinal de esperança nas futuras gerações.
Que se apercebam da grandiosidade dos feitos portugueses, dos quais são os actuais herdeiros.
Que sintam sempre orgulho na sua História.
Na verdadeira História de Portugal.

A verdade vai sendo divulgada, aos poucos.
As consciências irão despertando, inevitavelmente.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

sábado, 28 de setembro de 2013

(IX) O "código 2"



Chegados a este ponto, resta falar propriamente do nosso personagem principal; Cristofõm Colon.
Como já foi dito nos artigos anteriores, este não era o verdadeiro nome do descobridor oficial da América.
Cristofõm Colon era o pseudónimo usado pelo Almirante.

Desde a primeira era Templária, todos os Irmãos que faziam parte do círculo mais interno da Ordem em Portugal usavam um nome fictício para encobrir o seu verdadeiro nome.
Era uma regra que cumpriam religiosamente. Regra essa que cumprem ainda hoje.

Cristofõm Colon significa "portador do sinal de Cristo", ou mais precisamente "membro dos portadores do sinal de Cristo".
Era um Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Durante anos foi um agente infiltrado em Espanha com a missão de atrair a atenção dos soberanos de Castela para um possível caminho marítimo para as Índias pelo Ocidente.
E conseguiu-o, deixando livre de pressões externas o projecto português de conquistar o caminho marítimo para a Índia, contornando o continente africano.
O resto faz parte da História conhecida.

Mas quem era este Cavaleiro da Ordem de Cristo, mestre em criptografia e contra-informação?
Será que a sua verdadeira identidade pode ser hoje revelada por nós?
Claro que sim. Até porque já o fizeram alguns investigadores que acabaram por a descobrir.
Cristofõm Colon era Fr. Salvador Fernandes Zarco, filho bastardo do Infante D. Fernando (1433-1470) que foi, por sua vez, sexto Condestável de Portugal e Mestre da Ordem de Cristo.

Muitos dos seus documentos foram assinados de três formas diferentes e por vezes em simultâneo com o seu pseudónimo, as iniciais da sua verdadeira identidade e com a sigla codificada que descrevia a sua actividade secreta.
Da primeira, o seu pseudónimo, já falámos mais acima.
Quanto ao monograma que engloba as iniciais da sua verdadeira identidade, podemos decompô-lo de forma a obter as letras S, F e Z de Salvador Fernandes Zarco, conforme a imagem seguinte:

Finalmente, vamos desvendar o significado da sigla que tanto tem intrigado os investigadores. Sigla essa que é cifrada em "código 2", um código utilizado na época pela Ordem.
Este código consiste em utilizar apenas as iniciais das principais palavras de uma frase completa e dispô-las numa posição triangular em que se oculta o número dois.
Passamos a explicar:
Se começarmos pela letra A, seguindo para a letra X, depois subindo para o primeiro S à esquerda, depois para o S seguinte, descendo depois para o terceiro S, flectindo para a Letra M e finalmente recuando para a letra Y, praticamente desenhamos o número dois.
Obtemos assim as iniciais pela seguinte ordem: A X S S S M Y
Os dois pontos que estão presentes nos S serviam para os Irmãos reconhecerem na sigla, o código 2.

A sigla de Cristofõm Colon, aliás Salvador Fernandes Zarco, dizia:
Almirante Xpoferens, (ao) Serviço Secreto (Sigillum) (da) Serena Magestade Yoanes (D. João II)

Fr. Salvador, terminada a sua missão, foi substituído em segredo por aquele que assumiu a sua personagem e que a História conheceu até ao fim como Cristofõm Colon.
O nosso Irmão repousa em paz, em Cuba (Alentejo), sua terra natal, em local conhecido apenas pelos Guardiões da Ordem dos Cavaleiros Templários Portugueses.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

(VIII) Américo Vespúcio



Esta é uma das perguntas proibidas da História:
- Se o Novo Mundo foi descoberto por Cristovõm Colon, porque se chamou América?
Porque nunca chegou a tomar o derivado do seu nome, como o descobridor queria:  Colónia ?

Para esta pergunta poder ser cabalmente respondida teríamos que ressuscitar demasiados fantasmas, voltar a atar demasiadas pontas, desfazer a pirâmide de mentiras em que a História oficial se faz coroar.
Por isso, resta-nos apontar de uma forma muito resumida para alguns factos que poderão abalar, ou não, os pilares da monstruosa farsa que suportaram a história da descoberta da América.

Poderíamos aqui apontar como factos:
... que Cristofõm Colon não era o verdadeiro nome do Almirante que oficialmente descobriu o novo Continente, mas apenas o seu pseudónimo.
... que participou num vasto plano de desinformação, ao serviço de alguém que não os soberanos de Espanha.
... que pouco depois da sua última viagem transatlântica teve de se deixar substituir por alguém que assumiu a sua identidade e ficou depositário do espólio "oficial" do Almirante.
... que essa documentação incluía o relato das viagens realizadas. Relatos esses que caíram "acidentalmente" nas mãos de outrem por supostas dificuldades económicas do novo "velho Almirante".

E nesta que foi designada a maior "comédia de enganos" de sempre entra, por ironia do destino, uma nova personagem cujo rosto tem um nome:
Américo Vespúcio.

Américo Vespúcio nasceu em Florença a 9 de Maio de 1451 e foi o terceiro filho do notário Cernastasio Vespuci.
Enquanto Cristofõm Colon desembarcava no Novo Mundo, Américo Vespúcio estava no porto de Sevilha a desempenhar o lugar de "factor" no estabelecimento comercial de Juanoto Beraldi, filial bancária dos Medici.
Isto foi o mais perto que Vespúcio alguma vez esteve do mar.
Nunca escreveu o "Mundus Novus" nem o "Quattuor Navegationes".
Nunca descobriu a América.

Charlatão? Achamos que não. Pelo menos intencionalmente.
Que os documentos sobre as viagens estiveram na sua posse, é um facto.
Que se aproveitou deles? Talvez.
A verdade é que depois, forças poderosas manipularam a situação, usando-se do seu nome para baptizar o novo Continente e com isso ganharem fama e poder, aproveitando-se do secretismo dos outros.
Ontem, tal como hoje.
As mesmas que se dedicam ainda hoje a ocultar e a alterar a veracidade dos mais importantes acontecimentos históricos da humanidade.
À sua conveniência.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

(VII) A estátua do Corvo



Ao longo do tempo vários foram os exemplos da tentativa de branquear a História oficial para a ocultação da verdade, a fim de apagar definitivamente a memória Templária.
Este que lhes vamos contar é um desses exemplos.

A partir do ano do Senhor de 1200, ano em que alcançaram uma vasta massa de terra desconhecida, os Templários sediados na ilha Atlântica de S. Miguel fizeram várias expedições ao que consideraram o Novo Mundo (a actual América do Norte e Canadá) e exploraram por diversas vezes a sua costa mantendo estreitos contactos com alguns dos nativos.
Em 1247, um mestre canteiro de nome Gonçalo Davo (ou de Avô, vila beirã) propôs a construção, na ponta da última ilha (Ponta do Marco, na ilha do Corvo) de uma estátua que simbolicamente sinalizasse a rota Templária.
Queria assim deixar um testemunho Templário para quem ali passasse em direcção ao Ocidente.
Foi esculpida na forma de um Cavaleiro do Templo que, montado no seu cavalo, apontava com o dedo esticado da mão direita, o caminho para um novo Mundo.
Ali permaneceu por mais dois séculos, altiva no cimo do rochedo, até que o véu da inveja e da mentira a envolveu, ditando o seu destino.

O rei D. Manuel I, cedo mostrou vontade de ficar com os louros da epopeia marítima portuguesa só para si.
Era o administrador da Ordem de Cristo mas o núcleo Templário da Ordem mantinha-se fora do seu alcance e da sua influência. E isso foi uma espinha entalada na sua garganta e na do seu sucessor D. João III.
Assim que soube da existência da estátua da Ilha do Corvo, sua Majestade viu nela "signal muy curioso" e, reza a História oficial que a mandou desmontar por "gente sua muy capaz" e trazê-la para Lisboa.
Diz também a História que quando chegaram ao local onde estava a estátua, esta já se encontrava derrubada "devido a huma gran tormenta que ali sofreu".
A verdade, que a História omitiu, é que sua Majestade a mandou destruir e trazer para Lisboa "a prova do trabalho feito".
Diz também a História oficial, pela pena do seu cronista, que as provas (que não passavam de pequenos pedaços da estátua) guardadas no Paço real, desapareceram misteriosamente dias depois de ali chegarem.
Muito conveniente, Majestade.
Estátua de um Cavaleiro Templário a apontar, no meio do oceano, para uma nova terra? Que estátua?
Diz ainda a crónica oficial, que havia na base da dita estátua uma inscrição feita numa língua que não conseguiram decifrar ou entender.
Desde quando é que a língua portuguesa antiga era indecifrável para portugueses da época?
Desde quando é que a frase " Além é Qahuata, o outro lado do mundo. E este é o caminho português." custava a entender?

A distorção destes factos foi tal, a nível oficial, que ainda hoje há quem defenda que a estátua do Cavaleiro Templário da Ilha do Corvo nunca existiu.

O que sua Majestade Manuel não contava é que sobrevivesse-mos  para testemunhar o contrário...

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

(VI) A Escola Náutica


( a suposta Escola Náutica de Sagres )

... mas recuemos um pouco.

Não podemos avançar sem falar no que foi o centro nevrálgico da nossa epopeia marítima; a Escola Náutica do Infante D. Henrique.
A História oficial diz (mais uma vez erradamente) que o Infante tinha a Escola Náutica em Sagres, no Algarve.
Os historiadores ignoram ou omitem propositadamente a verdade (?)
O que Sagres tinha era um Observatório ao dispor de D. Henrique.
Era um lugar onde este se recolhia e reflectia sobre o "orbem sphaericum".
Ali se faziam os "cálculos" mentais das direcções e das distâncias.

Quem já esteve na ponta de Sagres ou no pico da Fóia, na serra de Monchique certamente ficou com a certeza da esfericidade do planeta.
Virando-se para Sudoeste e girando a cabeça desde o Norte até Sudeste consegue ver que o mar na linha do horizonte é completamente redondo.
Fica quase todo à nossa volta.
Pela amplitude do que se avista (com bom tempo, claro), também se tem uma ideia relativa das distâncias entre os pontos terrestres.
Daí aos cálculos mentais, inevitáveis, vai um passo.
Mas, se a Escola Náutica não era em Sagres então onde estava situada?
E a resposta é: ...em Tomar.
Tomar era a Sede da Ordem de Cristo.
Tomar guardava os segredos marítimos dos velhos Templários.
E o Infante era o administrador da Ordem de Cristo.
" ...e como seu administrador, ali mandou construir a primeira "Universidade do Mar".
A sua Escola Náutica.
E ao complexo que mandou construir na margem do rio Nabão, chamou de "Estaus".
E ali se ensinaram os segredos do mar.
Ali se estudou, projectou e desenvolveu a arte que seria o suporte técnico e científico da grande epopeia marítima dos portugueses.

E de tudo se fez sigilo absoluto."

( tentativa de reconstituição dos Estaus em Tomar )

( vestígios da antiga Escola Náutica do Infante D. Henrique em Tomar )

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

sábado, 14 de setembro de 2013

(V) Fantasmas na neblina



Durante anos a frota Templária explorou e documentou a costa do novo mundo.
Quanto mais os nossos antepassados a percorriam mais convencidos ficavam de que aquele vasto continente nada tinha a ver com as Índias conhecidas.
A análise do "orbem sphaericum" dizia-lhes que a distância percorrida para as alcançar a Oriente nunca poderia corresponder à distância, muitíssimo maior, necessária para o fazer por Ocidente.
Aquela era outra terra que se interpunha e com uma costa tão vasta para Sul que só poderia ser outro continente.
Mas para o explorar mais a Sul teriam de traçar uma nova rota a partir do Reino de Portugal.
Desta vez, os ventos seriam favoráveis.

Este conjunto de preciosas informações guardadas em absoluto segredo foi mais tarde depositado nas mãos de El-Rei D. João II que iria usá-lo magistralmente num colossal jogo de enganos com a colaboração dos Templários Portugueses da Ordem de Cristo *.
O Príncipe Perfeito compreendeu que para afastar a Espanha, o seu concorrente mais directo à corrida pela rota das Índias, teria de criar uma manobra de diversão que os levasse no sentido oposto.
Os velhos Templários, mestres em estratégia, fizeram o resto.

Foi montada uma falsa política de secretismo com o fim de atrair os espiões ao serviço de Espanha e para melhor "espalhar o segredo" foi chamada a participar desta aventura a nata da marinhagem genoveza...
Deixaram-se roubar propositadamente "alguns" portulanos náuticos e para que não houvesse dúvidas ou hesitações que dessincronizassem o plano português foi nomeado para desempenhar o papel principal desta farsa, um dos melhores agentes Templários Portugueses da época.
Um homem que ficaria na História como o primeiro marinheiro a tocar a terra do novo mundo ao serviço de Espanha.
De seu pseudónimo: Christovõm Colon.

Estava assim deixado livre, o caminho para a descoberta da rota das Índias.
Começava agora verdadeiramente a epopeia marítima dos portugueses sob o signo da Ordem de Cristo.

_________________________________

* -   "Templários da Ordem de Cristo". Talvez vos pareça estranha esta designação mas há muito que a usamos, uma vez que a Ordem de Cristo não era mais que outro nome para a Ordem dos Templários Portugueses.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

(IV) A frota de La Rochelle



França, 4 de Outubro de 1307.

O "Lupus", um pequeno barco Templário de navegação costeira parte do porto de Dieppe em direcção a Inglaterra para um encontro secreto.
Pouco depois regressa, rumando ao porto Templário de La Rochelle.
Ali, tudo parece normal não fosse a ânsia mal contida nos olhos dos que acabam de chegar.
O tempo parece escassear.


12 de Outubro.

O que ouvem é demasiado cruel para ser verdade.
O Templo não pode correr riscos.
Se for verdade, poderá ser o fim.
Com todo o seu espólio a bordo, a frota zarpa pela calada da noite rumo a Oeste.
Foi a última vez que os franceses a viram.


13 de Outubro.

É madrugada. Os verdugos de Filipe o Belo, obedecendo a um plano sinistro do soberano, prendem de surpresa todos os que encontram nas comendadorias e casas da Ordem em França.
Com a ganância estampada nos rostos dirigem-se ao Templo de Paris, sede da Ordem, a fim de se apoderarem dos bens Templários.
Mas encontram tudo vazio.
Correm a La Rochelle, ansiosos. Já lá não está ninguém.
Mandam alertar todos os portos próximos, mas nada!
A frota Templária tinha-se esfumado.


Porto de Salir, reino de Portugal.

Ao largo contam-se diversos navios.
Parecem os mesmos mas as velas estão modificadas.
Alguns aproximam-se e entram na enseada.
O movimento no pequeno porto de pescadores é rápido e eficaz.
Em pouco tempo, a carga é transferida para terra e parte rumo a Tomar.
Depois juntam-se aos restantes e toda a frota mete proa ao alto mar.
Rumam para Ocidente.
Contra o vento.
A favor do destino.

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Em 1312, mais navios se juntaram à frota Templária.
Alguns foram convertidos. Outros desmantelados ou afundados.
Só começariam a regressar a partir de 1319, trazendo nas velas o sinal da nova Ordem.
Ao contrário do que a História oficial conta, as ilhas dos Açores já estavam povoadas por descendentes destes Templários refugiados de França, quando se deu o arquipélago como oficialmente descoberto.
Os novos povoadores sempre pensaram que os franceses tinham chegado pouco antes deles. Por isso não questionaram a sua presença nas ilhas.
O sigilo Templário e a cumplicidade régia fizeram o resto.
Ainda hoje se nota na fala e no sotaque dos açorianos a influência da língua francesa.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

(III) As Ilhas Azuis



Na sua aventura oceânica, os marinheiros Templários Portugueses navegaram para o Ocidente desconhecido, descrevendo pequenos arcos para Sudoeste flectindo sempre para Norte.
Avistaram a primeira ilha à qual deram o nome de Santa Maria por esta lhes ter dado a graça de os ter guiado até terra firme.
Ali construíram a primeira atalaia para poderem controlar qualquer movimento marítimo do lado do velho mundo.
Por outras palavras, vigiar-lhes a retaguarda.
Pouco depois chegaram à segunda ilha à qual deram o nome de São Miguel Arcanjo por considerarem necessitar da sua coragem e protecção para seguir mar dentro, rumo à nova costa.
Nesta ilha estabeleceram o primeiro porto Templário, guarda avançada da sua rota secreta.
Uma a uma, todas as nove ilhas foram exploradas e devidamente cartografadas.
Dos registos da época consta esta curiosa anotação :
 (traduzido para português moderno)

"...subindo aos pontos mais altos podemos ver no interior delas grandes lagos da cor do céu diurno. Sem dúvida que encontrámos as lendárias Ilhas Azuis de que os velhos pergaminhos falavam".

À mais ocidental deram o nome de Ilha dos Corvos, por se concentrar nas falésias dos seus lanchões grande quantidade destes pássaros conhecidos por corvos marinhos. A sua presença ali era indicação clara de que para lá desta ilha existia ainda um vasto oceano.
E para ele avançaram. Sem temor.
E a sua temeridade foi recompensada.
Em 1200 da era de Nosso Senhor Jesus Cristo chegaram à costa de um vasto Continente.
Por mais 107 anos os Cavaleiros do Mar revisitaram as ilhas e as costas da terra nova vezes sem conta levando como símbolo nas suas velas a cruz orbicular do Templo Português e consolidando os conhecimentos marítimos e a arte de navegar.

Até que o precipitar dos acontecimentos do século XIV levou a que um dos segredos mais bem guardados no círculo interno do velhos Templários tivesse que ser revelado...

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo
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Nota:
Mais tarde, em reconhecimento por estes feitos desconhecidos da História, o Infante D. Henrique doou à Ordem de Cristo precisamente as ilhas de Santa Maria e de S. Miguel.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

(II) A rota secreta



Após anos de recolha de informação naval, os nossos Irmãos Templários passaram à compilação dos relatos, registos e dados cartográficos de que resultou a riquíssima colecção de tratados da arte de marear que guardamos até hoje.
"Navalica"  resume o que de melhor contêm esses tratados e conta a História das Navegações com Marca templária.
Era pensamento comum, nesta época tão recuada como era o século XII, que "contra o vento não se podia fazer navegação oceânica com proveito". Dizia a prática que os ventos predominantes não permitiam navegar directamente para Ocidente com os existentes navios de vela quadrada.
A única solução que parecia viável era rumar a Sul.
Era a única porta aberta.
Os Templários viram neste impedimento uma oportunidade única.
Possuidores de extraordinário sentido de inovação, decidiram que iriam tomar partido das dificuldades e fazer o que a todos parecia impossível.
Se mais ninguém o sabia ou podia fazer, então isso era bom para o sigilo Templário.
Adaptaram as velhas velas árabes triangulares a barcos preparados para o alto mar, melhorando as suas características técnicas e o desempenho em deslocação.
Apuraram o sistema de orientação e posicionamento 'sem a costa à vista', que os árabes usavam regularmente e na posse de todo este conjunto de melhorias, os agora Cavaleiros do Mar partiram para a navegação à bolina, contra o vento e sempre para Ocidente.
Após algumas tentativas, chegaram finalmente em Agosto de 1198 ao grupo de ilhas que haveriam de ser conhecidas mais tarde pelo nome de Açores.
Dois anos mais tarde atingiriam a costa norte do grande Continente desconhecido.

Estava assim criada, graças ao espírito aventureiro dos Cavaleiros do Templo Português, a rota secreta para o outro lado do mundo.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

(I) Recolhendo dados



O surgimento do reino de Portugal e a sua expansão territorial obedeceu a um projecto do Templo cuja planificação foi demorada e minuciosamente executada.
Os nossos antepassados sabiam que, uma vez conquistado o território, logo as fronteiras por eles idealizadas tenderiam a estabilizar.
Mas um problema surgia lentamente na consciência dos mentores do projecto do novo reino.
A sua localização periférica iria deixá-lo 'entalado' entre o continente... e o grande oceano.
Conquistar toda a Península hispânica era impensável.
Restava-nos conquistar o Mar.
...e o que nele se encontrasse, que fosse terra firme e desconhecida do resto do mundo.
Por uma questão de precaução.

Assim, desde muito cedo, foi planeado procurar, encontrar e guardar em segredo, toda a informação que se  relacionasse com a navegação atlântica desde os primórdios até à altura (meados do séc. XII).
Na época, os nossos antepassados sabiam que partes do Atlântico já tinham sido exploradas e documentadas tanto na antiguidade como pelos navegadores árabes que já se aventuravam em águas profundas há séculos e de cuja 'arte de marear sem terra à vista tinham conhecimento e mestria' .
Em face disto, tiveram os nossos antepassados o cuidado de recolher discretamente todos os dados guardados nos centros documentais locais, aquando da conquista das cidades árabes mais importantes e relacionadas com o mar.
Ao contrário do que era de esperar foi uma tarefa relativamente simples.
Fizeram-no em relação a Santarém, Lisboa, Alcácer do Sal e, mais tarde, Mértola,Tavira e Faro.
E foi sem grande surpresa que souberam da localização das ilhas atlânticas e do que ficava para além delas.

Os Templários Portugueses estavam a fixar um pé e já ensaiavam onde colocar o outro...

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

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Esclarecimento prévio:
- Iremos abordar o tema das navegações Templárias de uma forma sintética e numa óptica unicamente Portuguesa. O que para a Ordem está classificado de secreto, assim permanecerá. O que aqui for divulgado terá o peso e o valor histórico que o leitor lhe quiser dar.
- Queremos deixar aqui bem claro que fora do contexto deste blog nenhum Irmão estará "visível"  publicamente.
Só o estará, dentro do contexto do mesmo, sob o seu pseudónimo Templário. É o caso do Irmão Fr. José da Anunciação que aceitou o desafio de, em nome da Irmandade, colaborar no tema 'Navegações'. Este pseudónimo nunca corresponderá a alguém que se declare Templário publicamente ou terá sequer alguma ligação aos Templários Portugueses fora deste blog.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Marca Atlântica



Além é Cahuata
O outro lado do Mundo


...e o Mundo mudou.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Navalica



Aproveitámos este período de descanso para rever alguns processos do nosso Arquivo.
Detivémo-nos no volumoso "Navalica" que contém os registos gerais das 'Navegaçoens com marca do Templo'.

Curiosamente deparámos com informação que pensávamos classificada de secreta mas que afinal poderá ser divulgada, não só por ser do interesse público, como por serem dados históricos inéditos.

Durante o próximo mês de Setembro serão publicados diversos artigos sobre a frota Templária Portuguesa, as suas navegações sigilosas às ilhas e terras do Ocidente, desconhecidas da cristandade.
Para tal será criada uma nova 'etiqueta ' a que chamaremos "Navegações".
Divulgaremos, pela primeira vez, dados históricos polémicos sobre a 'rota Templária ' e 'descobrimento' do novo Continente sob a supervisão da Ordem de Cristo, feito num ambiente de secretismo e cumplicidade régia.

- Onde se recolheu a frota Templária que zarpou de La Rochelle e que dizem ter-se esfumado na História?

- Qual a verdadeira história da estátua da Ilha do Corvo?

- Se o novo continente foi oficialmente descoberto por "Cristovõm Colon" porque acabaram por lhe chamar América em vez do nome que deveria ter tido?

- Qual era o verdadeiro nome do Almirante Templário da Ordem de Cristo que assinava as suas cartas e diários de bordo com a misteriosa sigla A.X.S.S.S.M.Y. e qual o significado desta cifra Templária?

Estes serão alguns dos tópicos que iremos abordar no nosso blog em reconhecimento público pelo carinho e respeito com que temos sido acolhidos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Dúvidas


"Um dia irei voltar..."

Se Ele voltasse hoje, agora...
Quantos se sentariam para O ouvir de novo?
Quantos O desdenhariam e voltariam a cara para o lado?
Quantos O voltariam a crucificar?


Tu, que te dizes no Caminho mas sentes a Luz ficar mais fraca...
Perguntas, o que há de errado?
Duvidas...
Sentes vontade de voltar para trás...
Mas quando te viras, só vês ...escuridão.
Não consegues ver o caminho de volta.

Não consegues regressar?
Mas o teu caminho não foi feito até então de passos seguros?
Então deverias conseguir fazer o trajecto de volta.
Mesmo às escuras!
Mas não...

Caminhaste sem sentido.
Por isso não consegues regressar.
Continuar? Como? ...se a Luz para diante enfraquece rápido?
Então sentas-te.
Queres fechar os olhos.
"Tanto faz", pensas tu.
"De olhos fechados ou com eles abertos, vejo o mesmo..."
Mesmo assim, fechas os olhos e...
Estranho...
De olhos fechados a Luz é mais forte...!

________________________________

Muitos duvidam quando dizemos ser Guardiões da Tradição.
Os verdadeiros Templários.
Os sobreviventes.

Quantos de vós também o serão, sem o saberem...
Desconhecendo que o impossível, afinal, é tão possível.

A nós resta-nos a esperança de que em vós, pelo menos, permaneça a dúvida...

Tombo:XXX


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1202

Carta de Convenção entre a Ordem do Templo e Lourenço e sua mulher D. Elvira, pela qual lhes aprouve que, se morressem sem filhos, ficassem à dita Ordem as duas partes de toda a sua fazenda e se tivessem filhos, apenas um terço.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mãe Verdade



"... de pluma a fogo
de fogo a sangue
de sangue a osso
de osso a tutano
de tutano a cinzas
de cinzas a neve... "


Pela Luz das Estrelas...!
Como nos afastámos de ti, Mãe...
Como nos afastámos da tua Verdade...

video

Video de Gregory Colbert

A mensagem chegará seguramente ao coração de alguns.
Como gostaríamos que chegasse ao coração de todos...!


____________________________________________

( Se não conseguir visualizar o video no nosso blog, siga o link
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=gSX444hQ5Vo )

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Valores humanos



" Um dia destes desloquei-me a um serviço público para resolver um assunto pendente.
Encontrei tudo calmo. Demasiado calmo.
Por entre seres humanos que se arrastavam languidamente numa tentativa de "mostrar serviço" e outros que desesperavam pela demora no atendimento, encontrei um ser bastante idoso que depois de algum tempo de manifesta paciência, começou a demonstrar alguma inquietação.
Olhei-o nos olhos e vi medo.
Era o olhar de uma criança assustada.
Acerquei-me dele e sem rodeios perguntei-lhe o que o angustiava.
Se lhe podia valer.
O ancião, contou-me com as lágrimas a aflorarem-lhe os olhos, que já tinha sido atendido  e feito o pagamento mas que continuava ali porque "as meninas" ainda não tinham o troco de 50 euros para lhe dar.
Disseram-lhe para esperar.
...Simplesmente.

" Já aqui estou há tanto tempo à espera do troco e tenho o remédio em casa para tomar".

Olhei em redor e inteirei-me do tipo de gente que ali estava.
Alguns dos presentes mostravam-se até divertidos com a situação, a julgar pelos comentários jocosos que faziam.
Fui ao café ali perto e pedi para me trocarem 50 euros.
Voltei e fomos ambos ao balcão refazer o pagamento.
Obtivemos apenas um comentário de alívio por parte da empregada por lhe termos fornecido mais algumas moedas "para os trocos".
Insensibilidade total.
O problema afinal resumia-se a uma falta de trocos!
Dei o braço ao meu amigo idoso e saímos dali tagarelando sobre o calor, praias e belas jovens.
Ajudei-o a entrar no autocarro e despediu-se de mim com um sorriso infantil.
Apertou-se-me o coração  ao sentir a solidão daquele ser indefeso.
O seu mal disfarçado desencanto pela vida.
Carreguei nos meus ombros o peso da sua humilhação.
Que mundo insensível e desumano!
Cada vez mais desumano... "
____________________________________

Este episódio foi-nos contado por um dos Irmãos na nossa última reunião, o que provocou um longo e doloroso silêncio na Sala dos Cavaleiros.
Tanto que há ainda por fazer.
O Projecto Templário vai ser uma tarefa gigantesca.

Que Santa Maria nos ajude!

Tombo:XXIX


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1202

Carta de Composição feita entre a Ordem do Templo e Luís Mendes
pela qual este deu à dita Ordem umas casas no lugar de Sisa
e uma almoinha no lugar do Paraíso.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Simplicidade



Já os velhos Sábios usavam dizer
Na Simplicidade que lhes era vulgar
Que o Homem para sobreviver
Precisava só de Terra, Fogo, Água e Ar.

Mais tarde vieram uns "iluminados"
Querendo a todos a Simplicidade ocultar
Escreveram dela imensos tratados
Dizendo-se donos de segredo milenar.

E tudo o que era Simples eles ocultaram
Querendo desses "segredos" riqueza ganhar
Ocultistas, filósofos, alquimistas se tornaram
Deixando a Verdade mais difícil de alcançar.

Mas a Verdade está ali mesmo à mão
Daquele que a Simplicidade sabe usar
Bastando para tanto abrir-se de coração
E ser sempre, sempre livre de pensar...
Frei João de São Lourenço
Cavaleiro da OrCa TemPo

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Tombo:XXVIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1201

Carta de doação feita por Aires Dias e sua mulher, Maria Mendes
à Ordem do Templo, de Almourol e da terça parte de seus bens.

domingo, 23 de junho de 2013

A Fonte da Lua



No outro lado do Tempo,
Os homens velhos
Bebiam a Eterna Juventude
Todas as noites na Fonte da Lua
No alto do Monte Sagrado
Onde as Grandes Pedras
Falavam a Língua dos Deuses.

Para a Deusa da Noite
Os homens velhos
Construíram um Templo
No coração de cada um.
E ali beberam o conhecimento
E a sabedoria da Fonte da Lua.
Nela deixaram escrito
Os mais secretos poderes
Nas folhas do Livro de Prata.

Depois, os homens velhos partiram.


Junto das Grandes Pedras
Da Fonte do Monte Sagrado
Os novos homens velhos
Encontraram o Livro de Prata
E leram-no à sua maneira.
E fizeram sobre a Fonte da Lua
Um Templo de adoração
A um Deus que não entendiam.
E encheram o Templo de luzes.
E beberam avidamente da Fonte.
Mas os novos homens velhos
Não ficavam mais jovens.

Então os novos homens velhos
Julgaram que aquela
Não era a Fonte verdadeira
Nem a Luz apropriada.
E pensaram ir procurá-las
Lá onde a Luz nascia, a Oriente.
Ali iriam construir um novo Templo
Ao Deus que lhes daria a Juventude.

E os novos homens velhos
Esqueceram a Fonte da Lua
O Monte Sagrado e as Pedras
Que falavam a língua dos Deuses
Que não conseguiam ouvir.
Pegaram no Livro de Prata e...

Os novos homens velhos partiram.


No lado de cá do Tempo
Os velhos homens novos
Souberam das Grandes Pedras
Que falavam a Língua dos Deuses
E do Templo que lá longe
Guardava o Livro de Prata
E o poder da Fonte da Lua
Onde os que bebiam dela
Achavam a Eterna Juventude.
Criaram o seu próprio Templo
E foram então procurá-la...

E os velhos homens novos partiram.


Não acharam a Fonte da Lua
Nem a Eterna Juventude.
Mas acharam o Livro de Prata
Que lhes revelou o Segredo.

"No centro da Terra da Luz nocturna
Onde o Grande Mar começa
E se extingue a Luz do Dia
Existe um Monte Sagrado.
Nele, por entre as Grandes Pedras
Que falam a Língua dos Deuses
Está a Fonte da Lua.
Constrói-lhe no teu peito um Templo
E à noite, bebe a Luz do Universo
Que nela se reflecte.
Ela te mostrará a ciência de tudo."

Agora, os velhos homens novos vão partir.
Têm a esperança que os novos homens
Saibam achar a velha Fonte da Lua
Derrubar o falso Templo que a oculta
E devolver-lhe a Luz do Grande Universo.
Para continuarem a beber dela as Estrelas
E a conquistarem a Eterna Juventude.

Até lá, seremos os seus dedicados Guardiões.

Extraído de: "O Livro de Prata".
(O mais antigo Codex Templário)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Tombo:XXVII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Novembro de 1200

Carta de Doação feita por Pedro Gonçalves e Dona Godinha, sua mulher, à Ordem do Templo de quanto possuíssem à hora da sua morte. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O primeiro mosteiro


Têm-nos perguntado como teria sido a primeira Casa da Ordem do Templo em Jerusalém.
Temos a descrição pormenorizada numa das mais antigas crónicas do nosso arquivo mas seria fastidioso publicá-la aqui na íntegra.
Costuma-se dizer que uma imagem vale por mil palavras. Por isso optámos por uma imagem que mostra alguns vestígios da parte do palácio que o rei Balduíno cedeu aos Templários e que foi a primeira Sede da Ordem.

(clique na imagem para ampliar)


" Jerusalem - Os muros de suporte da mesquita de Aksa dando sobre o fundo vale de Josaphat. Junto da palmeira, jazem as ruínas acasteladas do antigo mosteiro da Ordem dos Templários, fundado em 1118/9 por Hugo de Payens e seus oito companheiros. À direita vê-se a encosta ocidental do monte das Oliveiras."

(A seta indica as ruínas mencionadas na primeira foto)


"...a mesquita de Aksa, passando para o domínio dos christãos, durante o reino latino, foi transformada em residência real e ocupada por Balduino I que a designou pelo nome de Palácio de Salomão. 
Por esta época foi creada a Ordem simultaneamente religiosa e militar dos Templários que, ao lado do palacio real, edificaram o seu mosteiro de que ainda restam ruinas grandiosas na vertente do Cedron.   [...] esta grande sala abobadada, é chamada ainda hoje a Sala d'Armas dos Templários. A eles pertencia. 
Das colunas e muros dela, como na Torre de David, estavam pendentes as armaduras dos combatentes e a sala servia-lhes de campo de torneio para os exercícios de guerra. 
Receberam o nome de Templários por terem a sua séde, ou casa-mater, junto do antigo templo de Salomão."

____________________
Templários Portugueses

Tombo:XXVI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Agosto de 1200

Carta de doação, feita por Teresa Mendes à Ordem do Templo de uma herdade em Penafiel.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Agradecimento



A todos os que nos têm contactado:

Ainda bem que a nossa mensagem está a chegar aos vossos corações.
Honra-nos e orgulha-nos muito que o nosso trabalho não seja  em vão.
A nossa missão é transmitir a todos a perspectiva do livre pensador.
Ajudar a libertar o ser humano de todas as amarras que o limitam.
Os nossos velhos Irmãos de há nove séculos atrás já tinham na altura conhecimentos de tal ordem avançados que ainda hoje nos faz estar muito à frente do nosso tempo.
Mesmo comungando de um projecto com 900 anos.

Porque o conhecimento e a sabedoria ancestral são intemporais.
O tempo faz-se de ciclos que se repetem apenas em dimensões diferentes...

Abraço fraterno.
____________________
Templários Portugueses

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Velada de Armas




Irmão
Esta noite ficarás só.
... será a última vez.

Prepara-te.

Agora que as duas cores do Balsão
são para ti uma só,
o símbolo da Ordem
já não representa um enigma.

Prepara-te.

( ... )

Agora que sentes a seiva letal da serpente
misturada no teu sangue...
coloca sem medo a mão
no bafo ardente do Dragão.

Veste a tua alma de branco,
desce ao mais negro de ti.
Traça o círculo sagrado ao teu redor
e inscreve nele o teu sinal.

Deixa o mal do lado de fora.
Do lado de dentro, purifica-te.
Fecha os olhos e adormece...
sonha o 'não sonho'
e eleva-te numa espiral de Luz.

Acorda,
e escuta o silêncio.
Tens de escutar o silêncio...

Ouves o pulsar do Templo?
Prepara-te.

Dentro em breve serás um de nós.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Tombo:XXV


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo.


Julho de 1199

Carta pela qual a Ordem do Templo deu a Pedro Garcia a Albergaria de Ourém

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Castelo Templário de Punhete




Na confluência do rio Zêzere com o Tejo, na vila que hoje se chama Constância, existiu até princípios do século passado uma grande torre, sobrevivente do desaparecido castelo Templário de Punhete.
Os textos mais antigos que possuímos falam de uma torre primitiva, possivelmente de construção romana, edificada sobre um ilhéu rochoso, junto à margem, tal como o de Almourol mas mais pequeno.
Há quem afirme que aqui existiu a Pugna Tagi romana.
Documentos da Ordem do Templo descrevem-nos a tomada pacífica do castelo mouro de al-Mutriqah, neste local, pelas forças de el-Rei Dom Afonso I, no mesmo ano da conquista da praça forte de Santarém, em 1147.

"...o castelo de Al-Mutrica é mais pequeno que o da Cardica e tem a sua torre principal fora dele numa ilhota junto à margem e unida a este por uma forte e alta ponte suspensa de madeira. Serve esta torre de atalaia para vigiar quem passa no Tejo e quem quer entrar as águas rebeldes do Zezere. Por ter este singelo aspecto já os arabes lhe chamavam o "Pequeno Martelo" ou Al-Mutrica e por isso se determinou chamar-lhe de Punhete que é o nome que damos a esses instrumentos de ferreiro. Na margem do Tejo e virado a nascente tem um pequeno porto natural de resguardo com um bom embarcadouro todo em estacas e tabuado. É deste lado do castelo e fora dele que a pequena aldeia arabe se fixou. O primeiro grupo que aqui ficou destinado a montar guarda foi dos nossos Irmãos do Templo."
(Pergaminho da Ordem do Templo datado de 1150)
(Transcrição nossa)                     .

Segundo os nossos arquivos, o Comandante do destacamento Templário, Fr. Dom Miguel Paes recuperou o castelo, adossou um contraforte na torre e aumentou-a em altura.
Alguns anos mais tarde, em 1152, a torre já se encontrava unida ao castelo através de uma ponte em pedra à maneira das torres albarrans.
Sabe-se que numa enxurrada de proporções bíblicas, o Tejo provocou entre outras destruições, a derrocada desta ponte ou passadiço. Depois disso, optou-se por criar um aterro que uniu definitivamente o ilhéu à margem e o castelo ficou ligado à torre por uma muralha forte do tipo couraça com arcadas.

Em 1169, el-Rei Dom Afonso I faz doação oficial do castelo de Punhete à Ordem do Templo.
D. Dinis confirma-a à Ordem de Cristo.
Nos princípios do século XVI o castelo ainda estava na posse dos Sande, senhores de Punhete, na pessoa de Dom João de Sande, que lhe fez obras de vulto, introduzindo-lhe profundas alterações.
Foi aqui que el-Rei Dom Sebastião, então com 15 anos, se acoitou fugindo à peste que grassava em Lisboa e foi também aqui que Luis de Camões se apaixonou pela bela Isabel Freire, irmã do mesmo Dom João de Sande.


Na foto de cima ainda se pode ver o que restava da velha torre.
Em baixo, a torre já estava demolida, restando apenas as fundações.

Hoje nada resta desta primitiva estrutura defensiva nem do palácio seiscentista que aqui existiu depois.
A velha torre, que resistiu heroicamente até inícios do século XX, desapareceu para sempre, mandada derrubar pela autarquia em 1905.

Tombo:XXIV


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo




Fevereiro de 1194

Carta de Doação feita por Maria Mendes à Ordem do Templo,
de toda a sua herdade, de uma vinha e todos os bens que tivesse
à hora da morte.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Vasos Sagrados


A Regra geral da Ordem previa que todos os Cavaleiros Templários observassem, entre outros votos, o da castidade.
Sabe-se, no entanto, que não o respeitavam.
E tinham as suas razões.

Muito menos o respeitavam os membros do clero, de onde este preceito provinha.
São conhecidos os incontáveis casos de padres, bispos e até sumo-Pontífices que à margem da lei canónica espalhavam a sua descendência clandestina.
Desta prole, uns poucos eram mantidos discretamente sob sua protecção e até constituídos mais tarde, herdeiros e sucessores de seus cargos ou direitos.
Muitos outros porém, eram gerados para logo serem rejeitados e abandonados à sua sorte juntamente com as progenitoras, num mundo impiedoso e cruel.
Outros ainda (infelizmente a maioria), diga-se com pesar, eram mortos logo à nascença.

Esta situação era vista pelos nossos antigos Irmãos como desumana.
E como gentis homens, os Cavaleiros Templários contornaram o problema.

A autonomia do Templo em Portugal a par do seu extraordinário poder de inovação - resultado da liberdade de pensamento que sempre foi um incentivo secreto dentro da Ordem - permitiu que se tomassem certas resoluções,  avançadas demais para a época (daí terem sido executadas num ambiente de secretismo) e difíceis até de compreender actualmente, no sentido de ultrapassar o problema da transmissão segura dos seus ideais e, principalmente, aquilo que era um dos pilares do Projecto Português; gerar uma corrente de transmissão hereditária.

Assim, em determinadas Comendas, eram criados pequenos conventus femininos, conhecidos por prestarem auxílio humanitário e darem principalmente, apoio aos enjeitados acima mencionados.
Chamávam-lhes irmãs Tempreiras (Templárias) por afinidade.
Nunca foram oficialmente reconhecidas como tal.
Assim como nunca foi publicamente conhecido o seu papel fundamental no Projecto Templário.
Porque eram elas que em segredo, geravam e criavam os descendentes dos Cavaleiros do Templo.
Esta linhagem, que a Ordem protegia e ajudava a instruir, era posteriormente integrada no seu seio assegurando a sucessão hereditária de muitos dos seus Cavaleiros.

A todas essas mães e companheiras Templárias secretas, verdadeiras heroínas, a nossa homenagem e veneração.

Por vós, Santa Maria!

Tombo:XXIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Dezembro de 1184

Carta de Aforamento de uma herdade junto de Tomar feita pela Ordem do Templo a Salvador Penício e Pelágio Mouro.

terça-feira, 23 de abril de 2013

S. Jorge




A todos os Cavaleiros Portugueses da Ordem do Templo
Honra Coragem Dedicação!

Hoje é o nosso dia.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Tombo:XXII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo

Setembro de 1169

Carta de Doação feita por D. Afonso I, nosso Senhor,
à Ordem do Templo, da terça de tudo o que ganhássemos dos mouros no Alentejo.