domingo, 29 de setembro de 2013

Nota final



Chegado ao fim destes nove artigos sobre as navegações com marca Templária (sempre o número nove), gostaria de aqui deixar um sinal de esperança nas futuras gerações.
Que se apercebam da grandiosidade dos feitos portugueses, dos quais são os actuais herdeiros.
Que sintam sempre orgulho na sua História.
Na verdadeira História de Portugal.

A verdade vai sendo divulgada, aos poucos.
As consciências irão despertando, inevitavelmente.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

sábado, 28 de setembro de 2013

(IX) O "código 2"



Chegados a este ponto, resta falar propriamente do nosso personagem principal; Cristofõm Colon.
Como já foi dito nos artigos anteriores, este não era o verdadeiro nome do descobridor oficial da América.
Cristofõm Colon era o pseudónimo usado pelo Almirante.

Desde a primeira era Templária, todos os Irmãos que faziam parte do círculo mais interno da Ordem em Portugal usavam um nome fictício para encobrir o seu verdadeiro nome.
Era uma regra que cumpriam religiosamente. Regra essa que cumprem ainda hoje.

Cristofõm Colon significa "portador do sinal de Cristo", ou mais precisamente "membro dos portadores do sinal de Cristo".
Era um Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Durante anos foi um agente infiltrado em Espanha com a missão de atrair a atenção dos soberanos de Castela para um possível caminho marítimo para as Índias pelo Ocidente.
E conseguiu-o, deixando livre de pressões externas o projecto português de conquistar o caminho marítimo para a Índia, contornando o continente africano.
O resto faz parte da História conhecida.

Mas quem era este Cavaleiro da Ordem de Cristo, mestre em criptografia e contra-informação?
Será que a sua verdadeira identidade pode ser hoje revelada por nós?
Claro que sim. Até porque já o fizeram alguns investigadores que acabaram por a descobrir.
Cristofõm Colon era Fr. Salvador Fernandes Zarco, filho bastardo do Infante D. Fernando (1433-1470) que foi, por sua vez, sexto Condestável de Portugal e Mestre da Ordem de Cristo.

Muitos dos seus documentos foram assinados de três formas diferentes e por vezes em simultâneo com o seu pseudónimo, as iniciais da sua verdadeira identidade e com a sigla codificada que descrevia a sua actividade secreta.
Da primeira, o seu pseudónimo, já falámos mais acima.
Quanto ao monograma que engloba as iniciais da sua verdadeira identidade, podemos decompô-lo de forma a obter as letras S, F e Z de Salvador Fernandes Zarco, conforme a imagem seguinte:

Finalmente, vamos desvendar o significado da sigla que tanto tem intrigado os investigadores. Sigla essa que é cifrada em "código 2", um código utilizado na época pela Ordem.
Este código consiste em utilizar apenas as iniciais das principais palavras de uma frase completa e dispô-las numa posição triangular em que se oculta o número dois.
Passamos a explicar:
Se começarmos pela letra A, seguindo para a letra X, depois subindo para o primeiro S à esquerda, depois para o S seguinte, descendo depois para o terceiro S, flectindo para a Letra M e finalmente recuando para a letra Y, praticamente desenhamos o número dois.
Obtemos assim as iniciais pela seguinte ordem: A X S S S M Y
Os dois pontos que estão presentes nos S serviam para os Irmãos reconhecerem na sigla, o código 2.

A sigla de Cristofõm Colon, aliás Salvador Fernandes Zarco, dizia:
Almirante Xpoferens, (ao) Serviço Secreto (Sigillum) (da) Serena Magestade Yoanes (D. João II)

Fr. Salvador, terminada a sua missão, foi substituído em segredo por aquele que assumiu a sua personagem e que a História conheceu até ao fim como Cristofõm Colon.
O nosso Irmão repousa em paz, em Cuba (Alentejo), sua terra natal, em local conhecido apenas pelos Guardiões da Ordem dos Cavaleiros Templários Portugueses.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

(VIII) Américo Vespúcio



Esta é uma das perguntas proibidas da História:
- Se o Novo Mundo foi descoberto por Cristovõm Colon, porque se chamou América?
Porque nunca chegou a tomar o derivado do seu nome, como o descobridor queria:  Colónia ?

Para esta pergunta poder ser cabalmente respondida teríamos que ressuscitar demasiados fantasmas, voltar a atar demasiadas pontas, desfazer a pirâmide de mentiras em que a História oficial se faz coroar.
Por isso, resta-nos apontar de uma forma muito resumida para alguns factos que poderão abalar, ou não, os pilares da monstruosa farsa que suportaram a história da descoberta da América.

Poderíamos aqui apontar como factos:
... que Cristofõm Colon não era o verdadeiro nome do Almirante que oficialmente descobriu o novo Continente, mas apenas o seu pseudónimo.
... que participou num vasto plano de desinformação, ao serviço de alguém que não os soberanos de Espanha.
... que pouco depois da sua última viagem transatlântica teve de se deixar substituir por alguém que assumiu a sua identidade e ficou depositário do espólio "oficial" do Almirante.
... que essa documentação incluía o relato das viagens realizadas. Relatos esses que caíram "acidentalmente" nas mãos de outrem por supostas dificuldades económicas do novo "velho Almirante".

E nesta que foi designada a maior "comédia de enganos" de sempre entra, por ironia do destino, uma nova personagem cujo rosto tem um nome:
Américo Vespúcio.

Américo Vespúcio nasceu em Florença a 9 de Maio de 1451 e foi o terceiro filho do notário Cernastasio Vespuci.
Enquanto Cristofõm Colon desembarcava no Novo Mundo, Américo Vespúcio estava no porto de Sevilha a desempenhar o lugar de "factor" no estabelecimento comercial de Juanoto Beraldi, filial bancária dos Medici.
Isto foi o mais perto que Vespúcio alguma vez esteve do mar.
Nunca escreveu o "Mundus Novus" nem o "Quattuor Navegationes".
Nunca descobriu a América.

Charlatão? Achamos que não. Pelo menos intencionalmente.
Que os documentos sobre as viagens estiveram na sua posse, é um facto.
Que se aproveitou deles? Talvez.
A verdade é que depois, forças poderosas manipularam a situação, usando-se do seu nome para baptizar o novo Continente e com isso ganharem fama e poder, aproveitando-se do secretismo dos outros.
Ontem, tal como hoje.
As mesmas que se dedicam ainda hoje a ocultar e a alterar a veracidade dos mais importantes acontecimentos históricos da humanidade.
À sua conveniência.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

(VII) A estátua do Corvo



Ao longo do tempo vários foram os exemplos da tentativa de branquear a História oficial para a ocultação da verdade, a fim de apagar definitivamente a memória Templária.
Este que lhes vamos contar é um desses exemplos.

A partir do ano do Senhor de 1200, ano em que alcançaram uma vasta massa de terra desconhecida, os Templários sediados na ilha Atlântica de S. Miguel fizeram várias expedições ao que consideraram o Novo Mundo (a actual América do Norte e Canadá) e exploraram por diversas vezes a sua costa mantendo estreitos contactos com alguns dos nativos.
Em 1247, um mestre canteiro de nome Gonçalo Davo (ou de Avô, vila beirã) propôs a construção, na ponta da última ilha (Ponta do Marco, na ilha do Corvo) de uma estátua que simbolicamente sinalizasse a rota Templária.
Queria assim deixar um testemunho Templário para quem ali passasse em direcção ao Ocidente.
Foi esculpida na forma de um Cavaleiro do Templo que, montado no seu cavalo, apontava com o dedo esticado da mão direita, o caminho para um novo Mundo.
Ali permaneceu por mais dois séculos, altiva no cimo do rochedo, até que o véu da inveja e da mentira a envolveu, ditando o seu destino.

O rei D. Manuel I, cedo mostrou vontade de ficar com os louros da epopeia marítima portuguesa só para si.
Era o administrador da Ordem de Cristo mas o núcleo Templário da Ordem mantinha-se fora do seu alcance e da sua influência. E isso foi uma espinha entalada na sua garganta e na do seu sucessor D. João III.
Assim que soube da existência da estátua da Ilha do Corvo, sua Majestade viu nela "signal muy curioso" e, reza a História oficial que a mandou desmontar por "gente sua muy capaz" e trazê-la para Lisboa.
Diz também a História que quando chegaram ao local onde estava a estátua, esta já se encontrava derrubada "devido a huma gran tormenta que ali sofreu".
A verdade, que a História omitiu, é que sua Majestade a mandou destruir e trazer para Lisboa "a prova do trabalho feito".
Diz também a História oficial, pela pena do seu cronista, que as provas (que não passavam de pequenos pedaços da estátua) guardadas no Paço real, desapareceram misteriosamente dias depois de ali chegarem.
Muito conveniente, Majestade.
Estátua de um Cavaleiro Templário a apontar, no meio do oceano, para uma nova terra? Que estátua?
Diz ainda a crónica oficial, que havia na base da dita estátua uma inscrição feita numa língua que não conseguiram decifrar ou entender.
Desde quando é que a língua portuguesa antiga era indecifrável para portugueses da época?
Desde quando é que a frase " Além é Qahuata, o outro lado do mundo. E este é o caminho português." custava a entender?

A distorção destes factos foi tal, a nível oficial, que ainda hoje há quem defenda que a estátua do Cavaleiro Templário da Ilha do Corvo nunca existiu.

O que sua Majestade Manuel não contava é que sobrevivesse-mos  para testemunhar o contrário...

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

(VI) A Escola Náutica


( a suposta Escola Náutica de Sagres )

... mas recuemos um pouco.

Não podemos avançar sem falar no que foi o centro nevrálgico da nossa epopeia marítima; a Escola Náutica do Infante D. Henrique.
A História oficial diz (mais uma vez erradamente) que o Infante tinha a Escola Náutica em Sagres, no Algarve.
Os historiadores ignoram ou omitem propositadamente a verdade (?)
O que Sagres tinha era um Observatório ao dispor de D. Henrique.
Era um lugar onde este se recolhia e reflectia sobre o "orbem sphaericum".
Ali se faziam os "cálculos" mentais das direcções e das distâncias.

Quem já esteve na ponta de Sagres ou no pico da Fóia, na serra de Monchique certamente ficou com a certeza da esfericidade do planeta.
Virando-se para Sudoeste e girando a cabeça desde o Norte até Sudeste consegue ver que o mar na linha do horizonte é completamente redondo.
Fica quase todo à nossa volta.
Pela amplitude do que se avista (com bom tempo, claro), também se tem uma ideia relativa das distâncias entre os pontos terrestres.
Daí aos cálculos mentais, inevitáveis, vai um passo.
Mas, se a Escola Náutica não era em Sagres então onde estava situada?
E a resposta é: ...em Tomar.
Tomar era a Sede da Ordem de Cristo.
Tomar guardava os segredos marítimos dos velhos Templários.
E o Infante era o administrador da Ordem de Cristo.
" ...e como seu administrador, ali mandou construir a primeira "Universidade do Mar".
A sua Escola Náutica.
E ao complexo que mandou construir na margem do rio Nabão, chamou de "Estaus".
E ali se ensinaram os segredos do mar.
Ali se estudou, projectou e desenvolveu a arte que seria o suporte técnico e científico da grande epopeia marítima dos portugueses.

E de tudo se fez sigilo absoluto."

( tentativa de reconstituição dos Estaus em Tomar )

( vestígios da antiga Escola Náutica do Infante D. Henrique em Tomar )

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

sábado, 14 de setembro de 2013

(V) Fantasmas na neblina



Durante anos a frota Templária explorou e documentou a costa do novo mundo.
Quanto mais os nossos antepassados a percorriam mais convencidos ficavam de que aquele vasto continente nada tinha a ver com as Índias conhecidas.
A análise do "orbem sphaericum" dizia-lhes que a distância percorrida para as alcançar a Oriente nunca poderia corresponder à distância, muitíssimo maior, necessária para o fazer por Ocidente.
Aquela era outra terra que se interpunha e com uma costa tão vasta para Sul que só poderia ser outro continente.
Mas para o explorar mais a Sul teriam de traçar uma nova rota a partir do Reino de Portugal.
Desta vez, os ventos seriam favoráveis.

Este conjunto de preciosas informações guardadas em absoluto segredo foi mais tarde depositado nas mãos de El-Rei D. João II que iria usá-lo magistralmente num colossal jogo de enganos com a colaboração dos Templários Portugueses da Ordem de Cristo *.
O Príncipe Perfeito compreendeu que para afastar a Espanha, o seu concorrente mais directo à corrida pela rota das Índias, teria de criar uma manobra de diversão que os levasse no sentido oposto.
Os velhos Templários, mestres em estratégia, fizeram o resto.

Foi montada uma falsa política de secretismo com o fim de atrair os espiões ao serviço de Espanha e para melhor "espalhar o segredo" foi chamada a participar desta aventura a nata da marinhagem genoveza...
Deixaram-se roubar propositadamente "alguns" portulanos náuticos e para que não houvesse dúvidas ou hesitações que dessincronizassem o plano português foi nomeado para desempenhar o papel principal desta farsa, um dos melhores agentes Templários Portugueses da época.
Um homem que ficaria na História como o primeiro marinheiro a tocar a terra do novo mundo ao serviço de Espanha.
De seu pseudónimo: Christovõm Colon.

Estava assim deixado livre, o caminho para a descoberta da rota das Índias.
Começava agora verdadeiramente a epopeia marítima dos portugueses sob o signo da Ordem de Cristo.

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* -   "Templários da Ordem de Cristo". Talvez vos pareça estranha esta designação mas há muito que a usamos, uma vez que a Ordem de Cristo não era mais que outro nome para a Ordem dos Templários Portugueses.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

(IV) A frota de La Rochelle



França, 4 de Outubro de 1307.

O "Lupus", um pequeno barco Templário de navegação costeira parte do porto de Dieppe em direcção a Inglaterra para um encontro secreto.
Pouco depois regressa, rumando ao porto Templário de La Rochelle.
Ali, tudo parece normal não fosse a ânsia mal contida nos olhos dos que acabam de chegar.
O tempo parece escassear.


12 de Outubro.

O que ouvem é demasiado cruel para ser verdade.
O Templo não pode correr riscos.
Se for verdade, poderá ser o fim.
Com todo o seu espólio a bordo, a frota zarpa pela calada da noite rumo a Oeste.
Foi a última vez que os franceses a viram.


13 de Outubro.

É madrugada. Os verdugos de Filipe o Belo, obedecendo a um plano sinistro do soberano, prendem de surpresa todos os que encontram nas comendadorias e casas da Ordem em França.
Com a ganância estampada nos rostos dirigem-se ao Templo de Paris, sede da Ordem, a fim de se apoderarem dos bens Templários.
Mas encontram tudo vazio.
Correm a La Rochelle, ansiosos. Já lá não está ninguém.
Mandam alertar todos os portos próximos, mas nada!
A frota Templária tinha-se esfumado.


Porto de Salir, reino de Portugal.

Ao largo contam-se diversos navios.
Parecem os mesmos mas as velas estão modificadas.
Alguns aproximam-se e entram na enseada.
O movimento no pequeno porto de pescadores é rápido e eficaz.
Em pouco tempo, a carga é transferida para terra e parte rumo a Tomar.
Depois juntam-se aos restantes e toda a frota mete proa ao alto mar.
Rumam para Ocidente.
Contra o vento.
A favor do destino.

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Em 1312, mais navios se juntaram à frota Templária.
Alguns foram convertidos. Outros desmantelados ou afundados.
Só começariam a regressar a partir de 1319, trazendo nas velas o sinal da nova Ordem.
Ao contrário do que a História oficial conta, as ilhas dos Açores já estavam povoadas por descendentes destes Templários refugiados de França, quando se deu o arquipélago como oficialmente descoberto.
Os novos povoadores sempre pensaram que os franceses tinham chegado pouco antes deles. Por isso não questionaram a sua presença nas ilhas.
O sigilo Templário e a cumplicidade régia fizeram o resto.
Ainda hoje se nota na fala e no sotaque dos açorianos a influência da língua francesa.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

(III) As Ilhas Azuis



Na sua aventura oceânica, os marinheiros Templários Portugueses navegaram para o Ocidente desconhecido, descrevendo pequenos arcos para Sudoeste flectindo sempre para Norte.
Avistaram a primeira ilha à qual deram o nome de Santa Maria por esta lhes ter dado a graça de os ter guiado até terra firme.
Ali construíram a primeira atalaia para poderem controlar qualquer movimento marítimo do lado do velho mundo.
Por outras palavras, vigiar-lhes a retaguarda.
Pouco depois chegaram à segunda ilha à qual deram o nome de São Miguel Arcanjo por considerarem necessitar da sua coragem e protecção para seguir mar dentro, rumo à nova costa.
Nesta ilha estabeleceram o primeiro porto Templário, guarda avançada da sua rota secreta.
Uma a uma, todas as nove ilhas foram exploradas e devidamente cartografadas.
Dos registos da época consta esta curiosa anotação :
 (traduzido para português moderno)

"...subindo aos pontos mais altos podemos ver no interior delas grandes lagos da cor do céu diurno. Sem dúvida que encontrámos as lendárias Ilhas Azuis de que os velhos pergaminhos falavam".

À mais ocidental deram o nome de Ilha dos Corvos, por se concentrar nas falésias dos seus lanchões grande quantidade destes pássaros conhecidos por corvos marinhos. A sua presença ali era indicação clara de que para lá desta ilha existia ainda um vasto oceano.
E para ele avançaram. Sem temor.
E a sua temeridade foi recompensada.
Em 1200 da era de Nosso Senhor Jesus Cristo chegaram à costa de um vasto Continente.
Por mais 107 anos os Cavaleiros do Mar revisitaram as ilhas e as costas da terra nova vezes sem conta levando como símbolo nas suas velas a cruz orbicular do Templo Português e consolidando os conhecimentos marítimos e a arte de navegar.

Até que o precipitar dos acontecimentos do século XIV levou a que um dos segredos mais bem guardados no círculo interno do velhos Templários tivesse que ser revelado...

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo
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Nota:
Mais tarde, em reconhecimento por estes feitos desconhecidos da História, o Infante D. Henrique doou à Ordem de Cristo precisamente as ilhas de Santa Maria e de S. Miguel.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

(II) A rota secreta



Após anos de recolha de informação naval, os nossos Irmãos Templários passaram à compilação dos relatos, registos e dados cartográficos de que resultou a riquíssima colecção de tratados da arte de marear que guardamos até hoje.
"Navalica"  resume o que de melhor contêm esses tratados e conta a História das Navegações com Marca templária.
Era pensamento comum, nesta época tão recuada como era o século XII, que "contra o vento não se podia fazer navegação oceânica com proveito". Dizia a prática que os ventos predominantes não permitiam navegar directamente para Ocidente com os existentes navios de vela quadrada.
A única solução que parecia viável era rumar a Sul.
Era a única porta aberta.
Os Templários viram neste impedimento uma oportunidade única.
Possuidores de extraordinário sentido de inovação, decidiram que iriam tomar partido das dificuldades e fazer o que a todos parecia impossível.
Se mais ninguém o sabia ou podia fazer, então isso era bom para o sigilo Templário.
Adaptaram as velhas velas árabes triangulares a barcos preparados para o alto mar, melhorando as suas características técnicas e o desempenho em deslocação.
Apuraram o sistema de orientação e posicionamento 'sem a costa à vista', que os árabes usavam regularmente e na posse de todo este conjunto de melhorias, os agora Cavaleiros do Mar partiram para a navegação à bolina, contra o vento e sempre para Ocidente.
Após algumas tentativas, chegaram finalmente em Agosto de 1198 ao grupo de ilhas que haveriam de ser conhecidas mais tarde pelo nome de Açores.
Dois anos mais tarde atingiriam a costa norte do grande Continente desconhecido.

Estava assim criada, graças ao espírito aventureiro dos Cavaleiros do Templo Português, a rota secreta para o outro lado do mundo.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

(I) Recolhendo dados



O surgimento do reino de Portugal e a sua expansão territorial obedeceu a um projecto do Templo cuja planificação foi demorada e minuciosamente executada.
Os nossos antepassados sabiam que, uma vez conquistado o território, logo as fronteiras por eles idealizadas tenderiam a estabilizar.
Mas um problema surgia lentamente na consciência dos mentores do projecto do novo reino.
A sua localização periférica iria deixá-lo 'entalado' entre o continente... e o grande oceano.
Conquistar toda a Península hispânica era impensável.
Restava-nos conquistar o Mar.
...e o que nele se encontrasse, que fosse terra firme e desconhecida do resto do mundo.
Por uma questão de precaução.

Assim, desde muito cedo, foi planeado procurar, encontrar e guardar em segredo, toda a informação que se  relacionasse com a navegação atlântica desde os primórdios até à altura (meados do séc. XII).
Na época, os nossos antepassados sabiam que partes do Atlântico já tinham sido exploradas e documentadas tanto na antiguidade como pelos navegadores árabes que já se aventuravam em águas profundas há séculos e de cuja 'arte de marear sem terra à vista tinham conhecimento e mestria' .
Em face disto, tiveram os nossos antepassados o cuidado de recolher discretamente todos os dados guardados nos centros documentais locais, aquando da conquista das cidades árabes mais importantes e relacionadas com o mar.
Ao contrário do que era de esperar foi uma tarefa relativamente simples.
Fizeram-no em relação a Santarém, Lisboa, Alcácer do Sal e, mais tarde, Mértola,Tavira e Faro.
E foi sem grande surpresa que souberam da localização das ilhas atlânticas e do que ficava para além delas.

Os Templários Portugueses estavam a fixar um pé e já ensaiavam onde colocar o outro...

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

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Esclarecimento prévio:
- Iremos abordar o tema das navegações Templárias de uma forma sintética e numa óptica unicamente Portuguesa. O que para a Ordem está classificado de secreto, assim permanecerá. O que aqui for divulgado terá o peso e o valor histórico que o leitor lhe quiser dar.
- Queremos deixar aqui bem claro que fora do contexto deste blog nenhum Irmão estará "visível"  publicamente.
Só o estará, dentro do contexto do mesmo, sob o seu pseudónimo Templário. É o caso do Irmão Fr. José da Anunciação que aceitou o desafio de, em nome da Irmandade, colaborar no tema 'Navegações'. Este pseudónimo nunca corresponderá a alguém que se declare Templário publicamente ou terá sequer alguma ligação aos Templários Portugueses fora deste blog.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Marca Atlântica



Além é Cahuata
O outro lado do Mundo


...e o Mundo mudou.