sábado, 28 de junho de 2014

Horizontes de tempo





"Quando estudava documentos antigos, tinha sempre a sensação de que tudo tinha acontecido há muito, muito tempo atrás.
Depois, com o passar do tempo, comecei a aperceber-me que o tempo tem sempre tendência para nos enganar.

Recebi os ensinamentos Templários directamente do meu avô antes de a Ordem me acolher.
Hoje, sou eu que entrego esses mesmos ensinamentos aos meus netos.
Assim é feita a transmissão.
Um dia irei partir mas a semente fica cá.

Do meu avô aos meus netos vai um espaço de cinco gerações.
Tive a fortuna de os conhecer a todos em vida.
A este "horizonte de tempo" chamamos nós de Elo Geracional.
Tendo em conta que as gerações são renovadas a cada 25 anos, do meu avô aos meus netos vai um período de 125 anos e eu sou o testemunho vivo deste horizonte temporal.
O elo que liga o passado ao futuro.

Com a idade apercebi-me que afinal, não passou assim tanto tempo desde a formação da Ordem.
Foi apenas há 7 destes horizontes de tempo."

Frei Martim Gomes
Cav. da OrCaTemPo

Tombo:XLVIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Outubro de 1210

Carta de doação feita por Gomes Pais à Ordem do Templo,
de quinze casais em Benavela.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A chave L


( PentaCripta pertencente ao espólio histórico da OrCaTemPo )


Desde sempre os Cavaleiros Templários Portugueses usaram formas de encriptar as mensagens de teor mais sensível a fim de proteger o seu conteúdo de olhares curiosos.
Já fizemos referência a duas dessas chaves e temos usado inclusive uma delas para codificar alguns dos nossos textos, embora o façamos com uma intenção puramente lúdica, utilizando uma versão adaptada à actualidade.

Falamos da PentaCripta.

Entre outros, este sistema criptográfico foi inventado e utilizado pelo círculo interno da Ordem de Christo no período entre 1324 e 1370 existindo em duas versões: a L e a P.
A primeira codificava uma linha inteira até ao ponto final e a segunda codificava-a palavra a palavra.
A mesma chave servia para ambas as versões e a indicação para a sua correcta utilização era dada no próprio texto cifrado.

Esta 'ferramenta' Templária era usada apenas por determinados Cavaleiros (os Falcões) que a guardavam bem dissimulada na bainha da espada, a sua inseparável companheira.
Mesmo que o desarmassem ou tivesse de entregar a espada por qualquer motivo, a 'chave' permaneceria escondida na sua bainha.

Que tenhamos conhecimento, apenas uma PentaCripta chegou aos nossos dias.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Tombo:XLVII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Julho de 1210

Carta de doação feita por Fernando Anes e Godinho Pires
à Ordem do Templo, da igreja de Vilar de Cide
com todo o seu couto e pertenças.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Umbrais de Luz



- Mestre, conforme indicaste achei o equilíbrio.
  Mas como consigo finalmente encontrar-me?

- O teu equilíbrio era apenas uma passagem, Irmão.
  Doravante acharás em tudo, só beleza e harmonia.
 
  Bem-vindo ao Templo.
(Final de Iniciação)

terça-feira, 17 de junho de 2014

Tombo:XLVI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Abril de 1209

Carta de doação feita por Pero Galego ao mosteiro de Tomar,
da Ordem do Templo, de metade de todos os seus  bens.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Turcopolos





Quem eram estes guerreiros e de onde provinham?
Qual o seu papel na defesa da terra santa ao lado da milícia cristã?

Devido à escassez de notícias da época, os historiadores têm sentido alguma dificuldade em os descrever.
Diz-se frequentemente que eram oriundos de famílias mistas turco-cristãs mas não será exactamente assim.

Segundo os nossos registos, os turcopolos eram tropas recrutadas pelos cristãos entre as populações locais, mas independentemente das suas características étnicas ou religiosas.

Eram seleccionados por os seus peões serem bons batedores e excelentes sapadores que levavam a cabo missões de infiltração nas linhas inimigas e acções de guerrilha em geral.

Em batalha, a sua cavalaria ligeira alinhava com as tropas cristãs, normalmente nas fileiras das Ordens militares, entre elas a do Hospital e do Templo. No entanto usavam de técnicas de luta próprias.

Mas o que melhor os caracterizava (e tinha um peso decisivo na sua escolha) era a sua honestidade, honradez e verticalidade, a par de uma disciplina militar e uma formação espiritual em tudo semelhante à da cavalaria Templária.

A sua reputação tornou-se quase lendária, não sendo por isso de admirar que o nosso querido Mestre Gualdim (que fez escola na terra santa) se fizesse acompanhar de três destes guerreiros no seu regresso a terras lusitanas.

Nos "Livros de Guerra" da Ordem constam inclusive os nomes portugueses que adoptaram quando passaram a fazer parte da nossa Irmandade, já como Cavaleiros Templários.

Eram eles Martim Preto, Novo Paio e Pedro Sirão.

Martim Preto, devido a um certo grau de conhecimento da arquitectura oriental teve um papel decisivo na recuperação do templo árabe, conhecido hoje por Charola do Convento de Tomar, que na fase de arranque da 'construção' do castelo Templário se situava fora dos muros da alcáçova mourisca, ambas (igreja e fortaleza) 'achadas' em ruínas pelos Templários Portugueses.

Os outros dois teriam instruído uma boa parte dos sargentos Templários Portugueses nas suas técnicas de guerrilha, tornando mais rico o valor destes em batalha.

"Livros de Guerra" IV-V
Arquivos OrCa:TemPo
(fundo antigo)

domingo, 8 de junho de 2014

Tombo:XLV


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Janeiro de 1209

Carta onde consta que D. João Domingues, Comendador da Ordem do Templo, levou consigo por herança para a dita Ordem um casal situado na Maia, com metade de uma quinta em Vilarinho e outras propriedades.

terça-feira, 3 de junho de 2014

O rato e o falcão



- Que se passa Irmão?  Tenho vos visto ultimamente de sobrolho franzido. Quereis por ventura partilhar vossas preocupações?

- É que quanto mais aprendo convosco, Mestre, mais me apercebo do perigo de todo este conhecimento um dia cair em mãos erradas. Isto para não falar de todos os nossos outros tesouros que guardamos.
Muitos nos cobiçam e alguns até já andam com o nosso manto branco, fazendo-se passar por nós, à revelia do estabelecido no capítulo XXI da nossa Regra!

- Sossegai Irmão. Já vos contei a história do rato e do falcão? Não? Então escutai...

" O rato, querendo o conhecimento da Terra só para si, explorou-a minuciosamente, construindo nela uma rede de túneis.
Assenhorando-se dela, logo se tornou líder de outros ratos.
Vaidoso e convencido como era, veio à superfície guinchar para que todos os outros animais o ouvissem: - Ninguém conhece a Terra como eu a conheço!
Eufórico, sentiu-se elevar de repente no ar e, lá bem no alto, experimentou pela primeira vez uma fugaz visão da Terra real, antes de morrer entre as garras do falcão que o capturara."

- Por isso não vos preocupeis, Irmão. Assim como o falcão tem a verdadeira noção da Terra vista do alto do seu voo, assim o verdadeiro Templário tem o amplo conhecimento da Verdade que todos procuram.

Já não sois apenas Cavaleiro do Templo.
Hoje sois falcão. Amanhã sereis Guardião desse conhecimento.

Os "ratos" que vos apoquentam, esses, conhecerão apenas a face exterior dos nossos muros.
...ou o poder das nossas garras, se ousarem transgredi-los.

Tombo:XLIV


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Maio de 1208

Carta de doação feita por Maria Martins à Ordem do Templo,
de duas partes dos seus bens.