quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Tombo:LVI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



Outubro de 1217

Carta de doação que fez D. Pedro Alvo à Ordem do Templo
da quinta e herança que tinha no termo da Cardiga e Torres Novas.

domingo, 16 de novembro de 2014

A pedreira subterrânea de Alvito



A propósito da nossa publicação sobre D. Fr. Pedro Álvares, 8º Mestre do Templo em Portugal, demos na altura uma pequena introdução à razão porque lhe foi atribuído o cognome de 'o de Alvito'.
Vamos hoje dar-lhe o merecido desenvolvimento.

Fr. Pedro nasceu em Santarém no ano de Cristo de 1164.
Foi admitido na ordem em 1181 com 17 anos de idade e, desde logo, protegido de Mestre Gualdim.
Este nosso Irmão era conhecido pela sua bravura e apurado sentido de estratégia a par de uma bondade e inteligência que o tornaram carismático dentro da Ordem dos Templários.
Destemido, era excelente a executar missões de espionagem e sabotagem para lá das linhas inimigas integrando um grupo de guerreiros do Templo que, por falarem árabe fluentemente, se misturavam com facilidade entre os muçulmanos.

Tomado o castelo de Silves em 1189 por D. Sancho I, logo os sarracenos reagiram e, numa enorme contra-ofensiva, não só retomaram Silves como grande parte da região do Alentejo, até à margem esquerda do rio Tejo. Apenas Évora permaneceu em poder dos cristãos.
Entre 1190 e 1191, Ya'qub al-Mansur tomou as cidades de Alcácer do Sal, Palmela, Almada, Torres Novas e Abrantes, tentando invadir Tomar, sem sucesso, por lhe termos resistido e travado a sua onda invasora.

Da tomada de todas estas praças fortes, grande foi a mortandade cometida pela sanha sarracena nas populações cristãs, tendo muitos sido levados prisioneiros e feitos escravos nas minas e pedreiras alentejanas, sendo uma das mais famosas a pedreira subterrânea de Alvito.

Não se conformando o jovem Pedro Álvares com o destino desta pobre gente escravizada, apresentou ao Mestre Gualdim o audacioso plano de os resgatar fazendo-se passar, ele e o seu pequeno grupo de "batedores", por uma patrulha muçulmana e internaram-se noite dentro pelo Alentejo.
Foi tão ligeira e bem executada a missão (talvez porque o inimigo nunca esperasse tal ousadia), que todos os escravos foram libertados e escoltados pela "patrulha" de volta a terras portuguesas, tendo só de manhã os mouros do castelo de Alvito dado pela falta dos prisioneiros e de todos os cavalos das cavalariças.

Conforme nos relatam os Livros de Guerra e as Crónicas da Ordem, Mestre Gualdim em reconhecimento pela astúcia e coragem de Pedro Álvares, nomeou-o Chefe de Fossado dos guerreiros Templários, o equivalente a um Comandante de Companhia de Comandos actual.

Desde aí, Fr. Pedro Álvares ficou também conhecido, como (herói) 'de Alvito'.


video


Neste pequeno video do nosso arquivo podeis ver o interior da pedreira subterrânea de Alvito, situada por debaixo da ermida de S. Sebastião, onde os muçulmanos escravizavam tantos dos nossos.
São várias as galerias e um túnel, hoje fechado,  que ligava à antiga cadeia e daí ao castelo.