Contacto



A pergunta mais frequente que nos têm feito é:
Como aderir à Ordem?
Não duvidamos das intenções daqueles que comungam dos nossos ideais mas também não desejamos que haja ilusões.
O caminho é longo e difícil.

"Velhos e esfarrapados, continuamos por cá" .
Estamos todos os dias entre vós.
Por isso observamos, julgamos e fazemos a nossa escolha tendo sempre em conta que o que define o verdadeiro Templário é a sua conduta.

Uma outra opção, embora temporária e excepcional, é acompanhar-nos através do blogue, ler-nos com atenção e questionar-nos sobre a nossa mensagem.
Talvez habite em vós o espírito Templário necessário para poderdes um dia fazer parte da nossa irmandade.
Quem sabe se, do nosso círculo mais interno.

Acompanhai-nos por agora.


Para nos contactar, usai o endereço directo de email:

templar.portug@gmail.com



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Extratos de alguns contactos






F. P. - Que pensam os Irmãos de toda a situação actual no médio oriente, do avanço do Estado Islâmico, da situação dos migrantes e da atitude do Mundo face a essa situação? Não pretendia um olhar jornalístico mas sim "pessoal" dos Irmãos Templários. Qual a visão no coração da Ordem.


T. P. - A nossa Irmandade tem estado atenta ao desenrolar dos recentes acontecimentos em relação à vaga de refugiados e ao perigo que representam os radicais islâmicos que se têm infiltrado junto com eles. Continuamos a manter a nossa tão característica tolerância com os que professam outras religiões mas não admitimos em circunstância alguma que nos desrespeitem na nossa própria casa.
Se por um lado somos solidários com as pobres famílias que fogem dos conflitos, nunca seremos permissivos com os que querem trazer os ventos de guerra e de terror com eles. Há que saber separar o trigo do joio. Pensamos que ninguém poderá esquecer que dentro de portas temos os nossos que padecem de carências diversas.
Esses terão de ser ajudados em primeiro lugar, como sempre temos feito e incentivado. Primeiro os nossos. Há quem afirme que se poderá ajudar todos ao mesmo tempo. Pois que seja.
Mas sejamos selectivos. Dêmos a mão aos que fogem. Não aos que os perseguem com o ódio no coração.
Que nunca confundam a nossa benevolência com algum tipo de fraqueza.

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B. L. - Ha ja algum tempo que procuro integrar a vossa Ordem. Ha muito que procuro os verdadeiros herdeiros de tao nobre mensagem, e como vocês devem adivinhar o que não falta por ai e' gente a professar que eles sim são os verdadeiros, vestem túnicas e fardas e juram a pés juntos que são eles e que por uma modica quantia de dinheiro também eu me poderei tornar um deles, e ate quem paga mais ascende mais alto e ainda recebo uma toalha de luxo com os dois cavaleiros bordados.
Como todos sabemos essa não e' a verdadeira matriz de um cavaleiro desta ordem e se os questionamos por isso depressa encontramos o silencio e nunca mais nos escrevem de volta. Espero que vocês não são o mesmo e se são verdadeiramente os herdeiros da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão saberão ver que la porque não tenho ninguem que me indique a vos, tenho dentro de mim desde tenra idade a vontade de o ser.
Vivemos hoje tempos obscuros onde muitos de nos procuramos a luz dentro de templos vazios de ideia, eu procuro a intemploralidade do ser.


T. P. - Tem sido para nós, nestes últimos dois séculos, uma fonte de preocupação o facto de grupos e seitas se fazerem passar pelos verdadeiros Templários.
Preocupa-nos sobremaneira saber que muitos dos que gostariam de seguir o nosso caminho acabem no seio desses mesmos grupos e seitas, como acontece actualmente.
Cabe a cada um seguir o seu coração e achar o verdadeiro espírito do Templo.
Mesmo passando por esses antros de ilusão.
Não há que ter vergonha por passar pelo engano.
E mesmo que pela vastidão do mundo e brevidade da vida se não ache o velho Templo, há sempre a reconfortante possibilidade de o acharmos dentro de nós.
Sempre que precisar e quiser, estaremos aqui para lhe indicar o caminho.


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J.R. - Caros irmãos,

Fui visitar o centro de interpretação da batalha de Aljubarrota, foi uma forma de conhecer um pouco mais da nossa história e ao mesmo tempo prestar homenagem aos meus antepassados. 
É notável como tão poucos contra tantos fizeram tanto pela nação e pela identidade e soberania do nosso país. Definitivamente já não temos gente assim no nosso país, o contraste com os actuais governantes chega a ser no mínimo vergonhoso e patético. Que papel teve a ordem de Cristo ( templários) na batalha de Aljubarrota em 1385 ? Não vi nenhuma referencia ...


T.P. - Realmente a História é omissa quanto à participação dos cavaleiros-freires da Ordem de Cristo na batalha de Aljubarrota.
Aliás, ela é omissa no geral e talvez a culpa seja nossa por retermos connosco tantos detalhes históricos da nossa actividade militar, mas essa foi/é uma opção da Ordem.
Quando a 10 de Agosto de 1385 (4 dias antes da batalha) se dá em Tomar a junção das forças de D. João I e de D. Nuno Álvares Pereira, ali se foi incorporar nelas a restante falange da Ordem de Cristo.
Segundo os nossos registos, a milícia Templária (Templários portugueses da Ordem de Cristo) teve um papel importante na batalha de Aljubarrota destacando-se nela a nossa ala de arqueiros denominada os "vespas".
Também importante e talvez decisiva, a participação dos nossos cavaleiros que decidiram lutar apeados empunhando as suas lanças na técnica do "finca-pé" junto às covas dos lobos contra a cavalaria espanhola, dizimando-a depois à espada.
Milagrosamente ou não, perdemos ali e naquele dia glorioso para as páginas da nossa História, apenas 1 cavaleiro e 9 sargentos.


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P.N.- A cada dia que passa, tenho conseguido com a vossa ajuda vos conhecer um pouco melhor e a cada dia que passa maior é o meu fascínio para convosco.
Há algo Irmãos que me suscitou também curiosidade, que se refere a bula Vox in excelso de 22 de Março de 1312 que determina o fim da Ordem dos Templários.
Através de voz Irmãos e do vosso blog, sei que os Templários que estavam em la Rochele foram recolhidos em Portugal.
Mas  o que aconteceu com esses Irmãos entre 1312 e 1319,altura em que Dº Dinis conseguiu a bula Ad ea ex quibus para a formação da Nova Ordem de Cristo?
Poderão esses Irmãos vindos de outro Pais fazerem parte da Nossa ordem de Cristo, não sendo eles Portugueses?

T.P.- Em 1312 a Ordem do Templo foi suspensa e não extinta.
Ela acabou por extinguir-se mais tarde e aos poucos.
Estamos a falar da Ordem geral.
Nós continuámos como Ordem de Cristo, como já sabe.
Os Irmãos de outros países (principalmente franceses) que procuraram refugiar-se entre nós, foram levados para as ilhas atlânticas cujo arquipélago se viria a chamar de Açores.
Outros, poucos, formaram uma pequena comunidade que se estabeleceu em Tavira, no então reino do Algarve.
Todos se estabeleceram localmente mudando de nome ou aportuguesando-o e, nesse processo, foram sendo incluídos na nossa Ordem de Cristo.
Circunstância especial, que exigiu grande flexibilidade da Ordem e permitiu uma excepção que não voltou a repetir-se.

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F.- Já vos contactei há algum tempo atrás e gostaria, se me for permitido, pôr algumas questões:
-que é um templário nos dias de hoje? 
-Será possível falar com alguém pessoalmente? 
-Existe algum local de encontro?
-O que se espera de um templário? 
-O que é necessário para integrar a ordem?

T.P.- Um Templário hoje é alguém que professa numa Ordem quase milenar, que pratica uma conduta particular e rigorosa e que por força das circunstâncias não se pode expôr publicamente.
Daí não ser possível falar particularmente com um Templário, enquanto tal.
No caso de se estar a falar ocasionalmente com um verdadeiro Cavaleiro do Templo, nunca se saberá que o mesmo é Templário.
Poder-se-á apenas "pressentir" o Cavaleiro através de um sorriso sincero, de uma palavra amiga, de um gesto afável, porque essa é a sua conduta diária, mas nunca se terá a certeza da sua identidade Templária.
E se lhe fizer directamente a pergunta se ele é Templário, ele vai-lhe certamente responder que: "mesmo que fosse não lho dizia".
Se alguém lhe afirmar que é um Cavaleiro do Templo então pode ter a certeza de que está perante um impostor.
Não existem "locais de encontro" para os não Templários. A Ordem estará sempre atenta ao comportamento dos candidatos, em qualquer lugar, a qualquer hora. Nunca se sabe quando ela andará por perto.
O que se espera hoje de um Templário? Espera-se que ele simplesmente honre o compromisso que tomou com a Ordem e se empenhe totalmente no projecto que a anima.
No entanto, para integrar a Ordem é necessário muito mais do que querer ser Templário.
É preciso pensar e actuar, no dia-a-dia, como um verdadeiro Cavaleiro espiritual.
Só depois virá o reconhecimento e o respectivo acolhimento.

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J.P.- Tendo eu o idealismo de templário e como a vossa ordem esta muito fechada à entrada de novos elementos e vejo que muitas pessoas estão com o mesmo sentimento e nestes núcleo que os mesmo se unem tentando formalizar o sentimento e ideais Templário que neles existe. 
Desde ja os meus agradecimentos e um abraço fraterno irmão.

T.P.- Efectivamente a Ordem sempre foi muito restrita quanto à entrada de novos Irmãos mas, como certamente compreenderá, é uma Ordem quase milenar que já passou por muitas vicissitudes, as quais lhe deixaram marcas  profundas.
No entanto, está em marcha um projecto para a criação de uma nova Ordem de Cavalaria portuguesa que será uma extensão da Ordem do Templo e que estará aberta a todos os bons portugueses que a queiram integrar.
Esta nova Ordem, que assenta nos valores Templários, será vocacionada para a defesa da cultura e do património nacional assim como para o renascer da alma lusa e do sentimento de Pátria. Talvez para a refundação espiritual de Portugal.
Assim Santa Maria nos ajude!


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S...: 
Texto: "... alicerçada na vasta documentação herdada e nas muitas Crónicas entretanto recuperadas... O seu espólio histórico, assim como o seus registos actuais (com mais de cem anos)..."

Pergunta: "Mas a Ordem não sobreviveu oculta? Então qual a razão de terem apenas registos dos últimos 100 anos? O que aconteceu aos registos e espólio anteriores?"

T.P. : Repare bem no texto: "...registos actuais" e não, 'registos antigos'. Os registos actuais têm mais de cem anos. Mais precisamente 139 anos. Os antigos têm 765 anos (1110-1875).
A Ordem sobreviveu oculta.
O espólio documental e material da primeira Era Templária (da Ordem geral e da portuguesa) foi na sua quase totalidade, recuperado e guardado.
Da segunda Era (Ordem de Cristo), foi recuperado e guardado apenas o que interessava ao núcleo interno da Ordem, nomeadamente o processo referente à epopeia marítima.
Todo este espólio estava guardado sem qualquer tratamento arquivístico nem método de estudo. Apenas guardado.
Em 1834, aquando da abolição das Ordens religiosas em Portugal, uma grande quantidade de material deu entrada na Sede da ORCATEMPO (Ordem dos Cavaleiros Templários Portugueses) vinda de várias Casas da Ordem de Cristo mas principalmente de Tomar, evitando que fosse cair em mãos particulares, como acabou por acontecer com muito espólio religioso.
A partir daí e até 1875 (durante 40 anos, portanto) a Ordem organizou todo o espólio que já mantinha guardado, mais o que agora se havia acumulado nos anos a seguir a 1834. Intensificou as reuniões do Capítulo, renovou Estatutos, regularizou as Cerimónias da Irmandade, organizou os métodos tradicionais de Iniciação e admitiu novos membros.
Paralelamente, iniciou um estudo profundo sobre a genealogia das famílias de todos os antigos Irmãos que constavam nos arquivos e começou a contactá-las, não só para lhes dar a conhecer o percurso histórico dos seus familiares dentro da Ordem mas também para colher novos elementos que conduzissem à descoberta de mais espólio Templário (referente às duas Eras já referidas).
Daí dizermos que 'ressurgimos há quatro gerações', que na prática já são quase cinco.

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O que aconteceu aos ensinamentos dos antigos? À sua sabedoria? Como se perderam? Quem foram os responsáveis? Parece que a entrada na Idade Média fez uma razia a esses ensinamentos.

T.P. - Os ensinamentos dos antigos foram sendo sempre transmitidos de geração em geração para a sabedoria ancestral sobreviver sempre.
Esses ensinamentos não se perderam. Por vezes tiveram de ser disfarçados em romances e alegorias, outras vezes em forma de parábolas, mas o seu conteúdo não se perdeu.
Ainda hoje estão ocultos por força da necessidade de proteger os que querem iniciar-se neles dos que se querem apropriar deles para os fins contrários. Por isso só se ensinam os que estão preparados para compreender esses ensinamentos.
Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece...
Agora, tal como aconteceu na idade média, alguns desses ensinamentos estão a ser esquecidos novamente por força da perda de valores na sociedade actual. É para os recuperar de novo e os manter vivos para as gerações presentes e futuras que a Ordem dos Cavaleiros Templários Portugueses luta.

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Qual a importância, qual o papel, dos Templários e do seu espírito na formação, na fundação e no desenvolvimento de Portugal?

T.P. - Portugal nasceu de um projecto da Ordem do Templo.
Não era fácil para os Templários implantar esse projecto em território já cristão e governado pelo feudalismo.
A solução era começar do nada. Construir um País de raiz, onde o espírito Templário fosse implantado sem entraves. Os Templários viram essa oportunidade aqui neste cantinho lusitano.
Combateram os muçulmanos para conquistar esse território. Com esse intuito, e só esse.
E Portugal nasceu, sob o símbolo da nossa Ordem, impregnado da alma lusitana tão carente de liberdade, independência e humanismo. De amor à terra e devoção à natureza.

Por isso, uma nova onda de patriotismo vai nascer nos próximos tempos. Um sentir saudável e pulsante que irá manter viva a sabedoria dos antigos e a sua boa memória.
A Luz será novamente derramada sobre nós e sobre todos os que, espalhados pelo mundo, alguma vez receberam o sagrado toque da lusitanidade.

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"Há ja algum tempo que não vos escrevo....
Tem sido bastante importante o esclarecimento das minhas dúvidas em relação à Ordem suscitadas apenas por tanta informação errónea que "pulula" pela internet e alguns livros que mais não passam de romances e novelas que nada têm a ver com a realidade. Pretendo mais que isso, sim aprender mais convosco. Quero a Luz..."

T. P. - Gratos por continuar connosco.
Ainda bem que não se deixa ofuscar pelo "dourado" da informação que grassa por aí. Informação que reconhece (e bem) errónea.
Tem sido uma dura luta contra a mentira, a invenção e a distorção histórica de que a Ordem tem sofrido nestes últimos tempos.
Como se não bastasse a ficção criada à volta dos Cavaleiros Templários, ainda temos de suportar o abuso e a usurpação dos nossos símbolos, usos e costumes por parte de organizações neo-templárias, alheias à originalidade da Ordem, mas que ridiculamente se reclamam de suas herdeiras. Estas verdadeiras seitas capitaneadas por comerciantes de História, ainda por cima arrogam-se no direito de utilizar os lugares e monumentos dos nossos antepassados para ali produzirem todo o tipo de pseudo-cerimónias Templárias.
Como poderá compreender, esta gente nunca poderá granjear a nossa simpatia.
Assim o seu interesse na Ordem seja genuíno, J., a nossa porta estará sempre aberta.
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"Falam em ajudar os outros, como?". 

T. P. - Cada um de nós, no dia-a-dia, tem a obrigação de ser tolerante e cortês para com o próximo. A vida é toda ela um processo de aprendizagem e do que aprendemos devemos partilhar para ajudar os que têm dificuldades nesse mesmo processo. Nós estamos longe de saber tudo mas há gente que sabe muito menos que nós. Daí a importância de partilhar.
Pode ser um pequeno gesto, um sorriso, um diálogo, a resposta a uma dúvida, um qualquer tipo de amparo. Tudo é válido.
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"Estão ligados a Cristo?"

T. P.  - Respeitamos os credos de cada um. Um dos nossos pontos de honra é a tolerância. Alguns de nós são cristãos, praticantes ou não. Temos Irmãos islâmicos e de outros credos. Alguns de nós prefere seguir vias de filosofia de vida a que não chamamos propriamente de religião. Todos unidos à volta de algo muito importante: o respeito pelo próximo e pela sua liberdade de pensamento.
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"A igualdade entre pessoas, de acordo, mas falar é facil, como se faz na pratica?".

 T. P. - Não confundamos igualdade entre pessoas e igualdade de oportunidades.  Enquanto que uma não passa de utopia a outra é de carácter obrigatório para nós.
Todos devem ter as mesmas oportunidades de evolução material e espiritual. A ninguém deve ser retirado esse direito. Já a igualdade entre pessoas nunca existirá. cada pessoa é um mundo e todos evoluem de formas diferentes por caminhos diferentes. Tentar igualizar as pessoas é, por si, um atentado às suas personalidades e individualidade.
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"Quem financia as despesas? Onde fica as vossas instalações?"

T. P.  - Cada um financia-se a si próprio e os que podem, contribuem para um fundo que se destina a ajudar os que não podem financiar-se. E ainda sobra para ajudar terceiros. Todos os dias.
O segredo? Boa vontade e empenho no Projecto Templário.
As nossas instalações? As "Casas da Ordem" são na casa de cada um. São na rua, em casa dos que necessitam de ajuda. 
A nossa Sede, no entanto, é do conhecimento restrito da Irmandade, por questões de privacidade e de segurança.
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"Como é o dia a dia de um templário?"

T. P.  - É como o dia-a-dia de qualquer um. Somos pessoas simples. A diferença é que pomos em prática todos os ensinamentos recebidos na Ordem: o Bem Fazer e o Código de Honra (humildade, cordialidade, honradez, tolerância, respeito, presteza, etc.; a protecção e ajuda aos mais necessitados, aos mais novos e aos idosos.) E aplicamos estes princípios individualmente ou em colectivo mas sempre de uma forma discreta.
Para além disso temos sempre presente a necessidade de investigar todos os vestígios de antiguidade da Ordem, protegê-la, cuidar dos nossos espólios, efectuar as nossas reuniões e cerimónias, etc. de acordo com as nossas regras e estatutos. É toda uma conduta própria de quem se dedica a dar continuidade à Ordem do Templo.
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- "Irmãos, a minha questão está relacionada com um símbolo usado no blogue com bastante frequência e que representa um círculo "trespassado" por uma espada.
O que eu pretendia que os Irmãos me dissessem é qual o significado do símbolo para os Templários?"

T. P. - Em "Origens", publicado em 18 de Setembro de 2009, falamos de uma Ordem que foi a primitiva. A que foi a impulsionadora da Ordem do Templo. Essa Ordem nasceu muito antes da formação dos Templários. Esteve sempre por detrás deles e foi a que sobreviveu até hoje.
Essa foi a verdadeira Ordem do Templo. A Ordem esotérica. A que protegia, orientava e acarinhava os Cavaleiros Templários.
Essa Ordem, de que todos fazemos hoje parte, sempre usou este símbolo. Este foi o original.
Para lá do seu significado profundo e mágico, que um dia lhe explicaremos, mantém uma simplicidade (como sempre) desconcertante.
E é na sua simplicidade que podemos ver o "O" da Ordem e o "T" dos Templários, formado pela espada sobre a letra "O". Estão lá ambos no símbolo. Poucos o vêm mas está lá, bem visível. Como tudo o que os Templários mantêm "escondido" à frente dos nossos olhos.
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- "Tenho aprendido a ser mais paciente,se assim posso definir o meu estado de espirito actual. O vosso exemplo de humanismo em relação ao "inimigo" tem me ensinado a ser mais sereno e tentar entender todos as vertentes dos problemas. A ligação a Terra que me ensinam é de primordial importancia para mim( não o era) . Tenho conseguido me abstrair de assuntos que eu considerava importantes e que afinal não o eram. As passagem no vosso blogue de exemplos de humanidade e de sabedoria têm-me aberto o espirito para algo que não conseguia ver e que afinal sempre me faltou. 
A minha pergunta é: Qual o objectivo da Ordem nos dias de hoje e de amanhã?"

T. P. - A Ordem procura repor os valores de honra, lealdade, dedicação ao próximo, simplicidade, livre pensamento, assim como o respeito pela memória e identidade Templária, pela tradição, entre muitos outros bons valores que a sociedade portuguesa esqueceu.
A Ordem propõe-se a acolher todos os que comungam desses valores, numa Irmandade sábia e esclarecida, cujo conhecimento sirva para ajudar a sociedade e guiar de volta à Natureza, todos os que da Natureza se desligaram.
A Ordem despreza toda e qualquer luta pelo poder político ou económico tão característico das seitas e sociedades secretas modernas que se dizem defensoras da igualdade, fraternidade e liberdade, mas que não respeitam.
A Ordem recruta homens bons que queiram participar no projecto que os velhos Templários nos legaram. Que queiram aprender e partilhar os seus ensinamentos.
Quanto à nossa luta actual, ela é de uma dimensão que certamente escapará à comum compreensão.
Há todo um mundo para mudar.
Muito mais haveria a dizer sobre a obra Templária.
Compete-lhe a si questionar-nos.
Ficamos honrados e muito satisfeitos por saber que na nossa simples correspondência conseguimos transmitir-lhe novos e nobres sentimentos.
É o sinal de que estamos todos no caminho da Luz.
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- "Vejo os Templários Portugueses  por dois prismas: são estudiosos da herança templária e de Portugal por um lado. Por outro têm uma vocação espiritual bastante forte ( foi-me frisado este ponte num e-mail anterior em que me falavam da Futuwwa). As duas são importantes para mim. O conhecimento histórico é algo  de essencial ao desenvolvimento de uma sociedade. A vertente espiritual é a que mais me surpreendeu. Não estava a espera de algo tão profundo. ( não posso deixar de citar  o texto " renascer" num dos muitos exemplos ) Pergunto: O que me podem dizer  mais sobre o ideal da cavalaria espiritual? Qual a sua importancia, qual o seu objectivo, e finalmente poderei um dia ...entrar, e deixar o mundo lá fora?"

T. P. - Responder de uma só vez ao que é a verdadeira Cavalaria Espiritual não é na verdade possível.
Trata-se do apuramento milenar do que de melhor o ser humano possui e pode partilhar; o Bem.
"A simplicidade das coisas na liberdade dos espíritos"
Apesar de não parecer, esta é uma frase poderosa, que resume a missão da Cavalaria Espiritual: libertar o Homem.
Foi sempre essa a missão secreta dos Templários e da força oculta que sempre os impulsionou:
Libertar o Homem.
Iluminar-lhe o caminho.
Permitir-lhe ser o dono do seu próprio destino.
Sem ilusões.
Um trabalho árduo que uma vez iniciado, não deve ser abandonado.
Sempre que entra e deixa o mundo lá fora, é um de nós.
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- "No vosso blog, na secção "Quem somos", é dito que os "Os Templários Portugueses são uma Irmandade de Cavaleiros da Ordem do Templo que ressurgiu há quatro gerações.". No entanto, noutras secções do blog falam da "Ordem" como algo que terá existido sempre.
 A questão que gostaria de colocar é se ao falar da Ordem estão a falar de uma irmandade que surgiu  aquando da fundação dos Templários, e que depois se manteve discreta até há quatro gerações atrás quando foi decidido ressurgir com o nome de Templários Portugueses ou se é mais do que isto?"

T. P. - A ORDEM, da qual não podemos dar o nome, nasceu em 1110 no então Condado Portucalense e esteve na origem do ideal Templário.
Em 1118, dos nove Cavaleiros que apresentaram o projecto ( ) ao rei Balduino em Jerusalém, dois eram efectivamente naturais do referido Condado Portucalense.
O que poucos sabem é que o projecto foi primeiro apresentado a Bernardo de Claraval, solicitando o seu apoio, e destinava-se inicialmente a ser aplicado apenas na Península Ibérica, ocupada pelos árabes.
Sobre esta matéria, pouco mais nos é permitido dizer, pois trata-se de História não oficial.
A ORDEM esteve sempre por detrás dos Templários em Portugal. ...Sobretudo em Portugal.
Esteve por detrás da Ordem de Cristo até que esta colapsou em pleno século XVI.
A partir daí  a ORDEM prosseguiu como começou, com a diferença de que arrastou consigo todo o peso histórico das duas eras TEMPLÁRIAS, que sempre apoiou e das quais sempre fez parte.
No século XVII organizou as suas memórias e reuniu os seus espólios mantendo o esquema de organização dos Templários e continuando o registo da sua actividade, agora oculta.
A partir de 1895, a Ordem inicia uma campanha discreta de contactos com famílias identificadas na lista dos últimos Grandes Mestres, recuando até ao ano de 1642 com registos genealógicos confirmados.
Daí dizermos que "ressurgimos" há quatro gerações.
Hoje, felizmente conseguimos recuar muito mais no tempo, com toda a segurança, até ao ultimo Mestre Templário português D. Vasco Fernandes.
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- "Gostava de ter, se possível mais dados sobre a vossa Ordem e se têm delegações no norte do país."

T. P. - Os dados que poderá obter sobre nós encontra-os no nosso blogue (o qual vamos actualizando periodicamente) a que teve a amabilidade de aceder e cujo conteúdo incentiva e propociona este diálogo entre nós.
Para além deste endereço de email, nenhum outro meio de contacto estará disponível de momento, pelas razões descritas no blogue.
Apesar da nossa estrutura estar funcional, não estamos directamente acessíveis ao exterior, através de nenhuma das nossas Comendadorias.
Como compreenderá e poderá confirmar nas páginas do blogue, não estamos expostos publicamente.
Damo-nos a conhecer através do mesmo blogue e mantemos esta "janela" de comunicação usando este contacto de email.
É através dele que avaliamos o interesse e o perfil dos potenciais candidatos a ingressar na Ordem.
Após algum tempo, se o interessado mostar possuir o verdadeiro espírito Templário, será decidido pelos nossos superiores se é contactado pessoalmente ou não.
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- "Existe várias irmandades de neo templários pelo mundo. E realmente, os pontos em comum são variadíssimos excluindo alguns que me deixam ...na dúvida. Por exemplo, The Grand Priory of the Knights Templar sita na Escócia,avisa logo que para ser membro tem que se  ter posses ( Ao contrário da vossa apresentação que sublinha : Não nos move riqueza-somos Pobres Cavaleiros). ...sendo um homem pobre mas com valores morais , terei um dia a possibilidade de me juntar a vós? Obrigado."


T. P. - Como era de esperar, encontrou algumas irmandades neo-templárias que de templárias só têm as citações históricas das quais se usam. Essas são quase todas de conotação maçónica e vivem do dinheiro dos outros.
Como diz e bem, não nos move a riqueza. Não nos move quaisquer bens materiais.
Na Ordem cada um financia-se a si mesmo como pode (como o faz no dia-a-dia) e alguns financiam como podem os que precisam. É assim o verdadeiro espírito Templário.
O F. não sendo pobre espiritualmente terá sempre a possibilidade de um dia se juntar a nós.
A porta não está aberta nem fechada. Porque não existe porta.
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- "O mundo actual está conturbado. A minha pergunta é: os Templários Portugueses referem-se ao Velho Projecto Templário : em que consiste este plano e qual a sua interligação com o dia-a-dia? A Obra do Templo pode influenciar nos  neste mundo de loucos?"

T. P. - O projecto Templário pode influenciar beneficamente os que vivem neste mundo louco, sim.
São muitas as soluções. Assim as pessoas estejam receptivas.
No passado os Templários tentaram acabar com o sistema feudal que escravizava as populações.
Nas suas Comendas aprendia-se e trabalhava-se em comunidade e em completa liberdade.
As pessoas distinguiam-se pelo resultado da sua força de vontade e não pelas aparências. Numa Comenda nunca houve necessidade de pedir; trabalhava-se e tinha-se tudo o era necessário. Os excedentes até eram vendidos ou serviam para ajudar outras Comendas.
E os pobres não eram deixados de fora.
Não era por acaso que as populações gostavam tanto dos monges-guerreiros do Templo.
Por isso o velho projecto continua a ser tão actual hoje como o foi na época.
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 - "A minha pergunta é a seguinte: vários artigos falam da protecção  dada aos Templários , entre eles o Grão Mestre de Auvergne, Pierre d' Aumont  e mais alguns irmãos, na Escócia, aquando da disssolução da Ordem. Porque se interpreta que estes Irmãos se tenham tornado maçons - livres e daí o início da ligação à maçonaria até aos dias de hoje?"

T. P. - Não há nem nunca houve ligação alguma entre os Templários e a maçonaria. Não passa tudo de uma invenção criada no século XVIII pelos maçons para lhes dar credibilidade histórica.
Houve Templários que se deslocaram a Londres antes de a frota partir do porto de La Rochelle. Apenas um barco com a missão de sondar a situação em Inglaterra e cujo resultado foi desfavorável.
Mestre Pierre nunca foi nele.
Pouco depois esse barco veio juntar-se aos demais. Não faltava ninguém a bordo.
A frota partiu e veio depois sempre para Oeste. O último porto onde parou foi o de Salir (erradamente chamado de porto de El-Rey) no reino de Portugal.
De seguida "esfumou-se".
 A Escócia nunca teve Templários estabelecidos. Confundiu-se propositadamente os túmulos dos cruzados com Templários.
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- "Onde se perdeu Portugal? Na terceira dinastia ou na quarta? Onde se quebrou o elo com o propósito fundador ?"

T. P. - Portugal começou a "perder-se", conforme expressão sua, na segunda dinastia, com o assassinato de D. João II.
D. Manuel I e depois seu filho D. João III iniciaram o declínio do Portugal onde até então imperava o espírito fundador. Com estes dois reis de má memória para nós, estava acabado o amor à terra sagrada da Lusitânia. Começava uma nova era de luxúria, corrupção e falta de valores nacionais.
Quando mais tarde, esta raça de usurpadores lançaram D. Sebastião na campanha africana, num ambiente de ilusão, loucura e alta traição, Portugal perdeu-se.
Para desgosto de todos nós.
Talvez o velho Portugal um dia se encontre. Quando o numero de traidores for mínimo. Quando o reaprendermos a amar e a respeitar a sua História.
Em memória dos que deram as suas vidas ao longo destes 900 anos de existência como Nação.
De momento, depende tão só e apenas ... de nós.
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- "Ainda em relação as linhas mestres e visiveis das quais vos regeis,o termo " tolerancia religiosa" tambem é realçado, pergunto: Sabendo da intolerancia que existe no mundo em relação a religião como deveremos estar preparados para ela?"

T. P. - A resposta é simples: tolerância.
 Convivemos com as várias religiões numa base de respeito.
Obtemos, assim, o respeito de todas elas.
Muitos de nós são cristãos. Muito poucos são católicos, praticantes ou não.
A maioria optou por mergulhar nas raízes do cristianismo puro, primário, e ficar por lá.
Compreende-se, depois da grande lição que foi para nós a suspensão da Ordem no século XIV.
Outros de nós não seguem religião alguma. São praticantes do que consideram ser boas filosofias de vida.
Não interferimos nas crenças de ninguém. Nem tomamos partido por ninguém.
A crença é algo de muito íntimo e para os Templários Portugueses o respeito pela intimidade religiosa é ponto de honra.
Uma coisa temos em comum: todos amamos Portugal.
Somos Cavaleiros do Templo. Um Templo que nasceu Lusitano e que é cada vez mais Português.
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- "Desde que há uns meses os Templários Portugueses entraram na minha vida,tenho tido várias fases de entendimento (...) que me levaram a ter outra perpectiva acerca do Templário.
... Como vejo os Templários Portugueses é um pouco diferente ( agora! ) : São pessoas com uma ligação intima a terra e a natureza. A relação com a Igreja é praticamente nula dado que honram defender Portugal ( reino ) e o Templo. E não se coímbem de aceitar outras culturas ( a menção do sufismo, a lealdade na batalha pelo inimigo, momentâneo, árabe) e o mais importante: aceitam o ensinamento multicultural sem restrições ideológicas bacocas.
Pergunto: estou no bom caminho?"

T. P. - A maior parte das pessoas hoje, nem sequer "vêem" os Templários. Incluindo os historiadores. Nem como eram nem como são.
Os Templários não eram tão religiosos como os religiosos escreviam sobre eles e toda a literatura oficial baseia-se na religiosa.
A religião estava eivada de vícios e transbordava de injustiças morais e sociais, o que ia contra a filosofia e os ideais dos Cavaleiros do Templo.
Os Templários estavam a nadar em águas infestadas de tubarões.
Por isso eram guerreiros disfarçados de religiosos. Muitos eram cristãos mas não aceitavam a corrupção da igreja. O mesmo se passava com os nossos reis que estavam constantemente a ser excomungados. Daí o juramento de fidelidade feito pelos Templários Portugueses aos nossos soberanos.
Claro que a relação com a igreja era artificial e acabou por ter uma rotura definitiva quando da suspensão da Ordem. Rotura que dura até hoje pois o Vaticano recusa-se ainda hoje a reconhecer formalmente o crime cometido sobre os Templários.
Quanto à actuação Templária nas cruzadas e em Jerusalém, a sua missão foi mais de pacificar do que guerrear, no meio de toda aquela confusão. Muitas das vezes tiveram de proteger árabes de outros árabes. Tudo isso foi mais notório aqui em Portugal.
Por isso o entendimento que o F. começa a ter sobre nós indica que está no caminho certo, sim.
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