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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Entre Tempos



Como costumamos dizer:

"Não existe tempo no caminho do Templo."

Por isso parecerá estranho a todos vós este intervalo de tempo que medeia entre as últimas publicações de Julho de 2017 e a última de Junho deste ano de 2018.

Um interregnum de um ano, portanto.

Acontece que, neste entre-tempo, temos procedido prioritariamente ao intensivo estudo, transcrição e arquivamento do material histórico já acumulado e do que nos tem chegado ultimamente vindo das nossas fontes do Norte de África (principalmente), o que nos obrigou a esta suspensão de edição no blogue dos Templários Portugueses.

Estamos agora, em melhores condições para prosseguir, retomando a prometida série de artigos sobre o Al-Faghar assim como iremos criar uma nova etiqueta a que chamaremos 'Actualização', onde serão, de facto, actualizados alguns dos artigos já publicados, mediante as novas leituras que se nos depararam ao longo deste penoso ano de silêncio.

Apresentando aqui as nossas mais humildes desculpas, rogamos a vossa compreensão, esperando que continuem connosco.

Abraço fraterno.

o irmão Principalis

domingo, 14 de maio de 2017

Pontes caídas




Pobre pomba branca
que te mantêm no escuro
envolta em manto tão negro

deixando-te em grilhões presa
por detrás de grades púrpura
que encerram teu degredo


Presa mas não esquecida
que eu o corvo mais velho
fiel sombra e leal amigo

usando o tempo farei questão
de partir as grades que te retêm
para te libertar e levar comigo


Levar-te para longe da mentira
dos que dizem hoje com falsidade
serem os que vestem tuas alvas penas

tentando na vã futilidade da vida
tornar grandes as minguadas almas
soprando tal vida em vidas tão pequenas


Tu, a ponte de entre todas a eleita
podias em teus feitos ter escrito hoje
que do negro manto a alva pomba soltaste

mas deixaste somente palavras ao vento
que no seu esquecimento já o vento leva
deixando apenas na memória a justiça que negaste

Fr. Salvador
1965, Dezembro



"...a Igreja Católica deverá ser 'missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor' "

Esqueceste o 'justa' e 'libertadora'.

Que Santa Maria te perdoe, proteja e continue a guiar, Irmão Jorge.

Irmão Principalis
+++ Maio, 2017

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Boas Festas queridos Irmãos


Nestes tempos conturbados que vivemos e em que assistimos ao retalhar do País que tanto nos custou a fundar e a consolidar é imperioso reflectirmos todos sobre o caminho a tomar.

Temos o dever de evitar que a nossa herança seja a breve prazo reduzida a pó em consequência do abandono do "sentir Português" das gerações de hoje. Evitar que a riqueza dessa mesma herança seja completamente esquecida pelas gerações vindouras.

Nesta quadra festiva que nos aproxima mais uns dos outros, nos torna mais humanos, mais fraternos, mais conscientes dos sacrifícios do passado, há um presente que podemos e devemos oferecer: um futuro melhor para os nossos filhos.

Para que eles nos recordem com carinho e orgulho.


Um Santo Natal e um Ano Novo próspero
para todos vós.

Irmão Principalis

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Salão dos murmúrios




Entramos silenciosos nas caves do Templo.
Reconhecemos imediatamente cada parede...
cada tecto... cada porta... cada escada... cada recanto...

Propaga-se o som ambiente pelos amplos espaços.
Porém, o eco devolvido por cada uma daquelas pedras
parece divergente, difuso, intemporal.
É-nos familiar. Estamos em casa...

Paramos no meio do grande salão. Inclinamo-nos.
Colocamos um joelho naquele chão sagrado.
Baixamos a cabeça e de olhos fechados, escutamos...

Mentalmente, penetramos a matéria até ao coração da Masjid.
Abstraídos de tudo, tentamos ouvi-la.
A princípio custa a perceber o seu longínquo murmúrio.
Mas, aos poucos, ele se torna num suave e nítido sussurro:


"... a luta entre o bem e o mal não se faz com exércitos.
Ela é feita de vidas. Pode durar uma ou mil.
Ou toda a tua eternidade.
Por isso volta sempre que quiseres, velho Espírito.
O teu guerreiro da Luz será sempre bem vindo."

segunda-feira, 4 de maio de 2015

primum domum




Casa mãe da Ordem.
Nosso segundo Templo.

Pela enésima vez estivémos presentes
no salão dos suaves murmúrios.
Cumprimos mais um ciclo de nove anos
sentindo de novo sob os nossos pés a antiga força.
E connosco, presentes em espírito,
estiveram todos os nossos Irmãos dos séculos idos.

Uma vez mais ficáste plena de nós, Al-Aqsa.

Voltámos diferentes? Quem sabe?
Continuas a ser um misto de sensações que nos atordoa.
Uma mistura de mel e fel.
De presença e distância.
Revigorante e nostálgica.

De constante mistério...

Sem ti, teríamos escrito uma História diferente.
Sim, teríamos existido monges-guerreiros
mas... nunca teríamos sido Cavaleiros Templários.

Se tudo valeu a pena?
Nunca duvidámos!

Gratos por tudo o que nos deste, velha Amiga.

Cavaleiros Templários Portugueses
presentes em Al-Aqsa, Jerusalém

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Silêncios



Intriga-te o silêncio, irmão?
Não te regules no tempo como os demais.
Não te superaste já?
Não és tu um Cavaleiro do Templo?

Quando nele te recolhes, tudo pára à tua volta.
Talvez seja isso a que chamas de silêncio.
Como o quantificas?
Mede-lo em unidades de tempo?

Isso são coisas mundanas. Ignora-as.
Sabes bem que para lá delas,
aquilo a que chamas de tempo
e que usas para medir silêncios, não existe!

Pelas regras da matéria e não do Espírito,
o silêncio pode ser um curto e surdo intervalo
entre duas batidas do coração.
No teu, ele é dificilmente perceptível.
No do Templo, será dolorosamente infinito.

Agora, se para ti o tempo não existe,
porque te há-de intrigar o silêncio?

Aproveita e escuta-o...

quarta-feira, 11 de março de 2015

De frente para a vida



Quando as contrariedades
surgem em catadupa, 
tentando derrubar-te,
não te retraias.
Não te feches no desânimo.
Ergue-te de frente para a vida
e luta com dignidade.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Os espinhos da Rosa



Só se agitam os espíritos tocados pela verdade.

Seja ela qual for.

Sejam eles quais forem.


Fr. Leote de Santa Maria

domingo, 25 de janeiro de 2015

Sombras geladas



Está muito frio no mundo de hoje.
Um frio cortante.

Temos estado recolhidos em silêncio no calor das nossas memórias.
No conforto dos nossos ideais.
Protegidos do mundo que tem sido para nós, uma profunda desilusão.

À volta do Templo, a grande floresta da indiferença, egoísmo e falsidade, continua a cercar-nos de sombras geladas.
Sentimo-las mais do que nunca nestas noites frias.

Pensámos esquecer de novo este mundo gélido.
Fechar-lhe simplesmente os portões.
Deixar adensar-se a neblina.

Mas não conseguimos. Não podemos.

Porque existe algo mais lá fora.
Existem os que precisam de nós.
Os nossos outros Irmãos.

Renovamos assim o fogo que nos aquece, não para nós Senhor mas para todos os que tentam fugir a esse gelo mortal.

Por eles e para eles, manteremos acesa a chama.

Em nome do Templo,
o Irmão Principalis+++
___________________
Templários Portugueses

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Calor humano



Dar, participando da alegria de receber,
motiva diariamente os Cavaleiros do Templo Português.

Boas Festas 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Pátria imortal



Quando o homem sai para enfrentar as tempestades da vida, ele sempre retorna a casa.
Física ou mentalmente, ele sempre regressa.

É nesse momento que sabe dar o valor ao tecto que é seu.
Ao torrão sagrado que o viu nascer.

E quando ele, por vezes, regressa e encontra a sua casa destruída, ele a reconstrói.
Com o mesmo fervor da primeira vez.
Com o mesmo carinho.

1640 será repetido pelos bons portugueses as vezes necessárias.
Porque Portugral é eterno por destino.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Para sempre, no coração do Templo




Há dois dias que nos fazem a mesma pergunta:
"Vocês este ano não recordam Jaques de Molay?"

Continuaremos a recordar esta data e este acontecimento como sempre o fizemos; em recolhimento.
Celebrámo-lo, aqui, as vezes mais do que necessárias. Não voltaremos a fazê-lo em público.

Como lhes é característico, as carpideiras neo-templárias encarregar-se-ão de continuar a fazê-lo de forma bem mediática, na sua já conhecida dança burlesca de falso pesar.


Jaques de Molay não morreu sozinho. Foram assassinados com ele, muitos mais, cuja memória também honramos.

E é em memória destes nossos irmãos, e em honra do seu sonho, que existimos e procedemos todos os dias como Cavaleiros do Templo.

Não apenas uma vez por ano.

terça-feira, 3 de junho de 2014

O rato e o falcão



- Que se passa Irmão?  Tenho vos visto ultimamente de sobrolho franzido. Quereis por ventura partilhar vossas preocupações?

- É que quanto mais aprendo convosco, Mestre, mais me apercebo do perigo de todo este conhecimento um dia cair em mãos erradas. Isto para não falar de todos os nossos outros tesouros que guardamos.
Muitos nos cobiçam e alguns até já andam com o nosso manto branco, fazendo-se passar por nós, à revelia do estabelecido no capítulo XXI da nossa Regra!

- Sossegai Irmão. Já vos contei a história do rato e do falcão? Não? Então escutai...

" O rato, querendo o conhecimento da Terra só para si, explorou-a minuciosamente, construindo nela uma rede de túneis.
Assenhorando-se dela, logo se tornou líder de outros ratos.
Vaidoso e convencido como era, veio à superfície guinchar para que todos os outros animais o ouvissem: - Ninguém conhece a Terra como eu a conheço!
Eufórico, sentiu-se elevar de repente no ar e, lá bem no alto, experimentou pela primeira vez uma fugaz visão da Terra real, antes de morrer entre as garras do falcão que o capturara."

- Por isso não vos preocupeis, Irmão. Assim como o falcão tem a verdadeira noção da Terra vista do alto do seu voo, assim o verdadeiro Templário tem o amplo conhecimento da Verdade que todos procuram.

Já não sois apenas Cavaleiro do Templo.
Hoje sois falcão. Amanhã sereis Guardião desse conhecimento.

Os "ratos" que vos apoquentam, esses, conhecerão apenas a face exterior dos nossos muros.
...ou o poder das nossas garras, se ousarem transgredi-los.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Vós, estranhos ao Templo



"Vós que vos fazeis passar por Templários,
que sabeis da Alma e dos Sonhos do Templo?

Vós que cobiçais o nosso legado e
desrespeitais a intimidade da Ordem,
porque teimais em usurpar-nos a identidade?

Deixai-vos de ilusões.
Continuais tão cegos como sempre fosteis.

De nós, vereis apenas as sombras."

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Gratos


100.000 visitas e 11.000 contactos depois...


Velhos e esfarrapados, continuamos por cá.

Gratos a todos os que nos têm acompanhado.
Ordem dos Cavaleiros Templários Portugueses

segunda-feira, 17 de março de 2014

Fénix Templária



Jacques de Molay
Vitrey-sur-Mance, 1244 - Paris, 18 de Março de 1314

Penúltimo Mestre Geral da Ordem dos Templários
1298 - 1314

(assassinado pelo rei de França e pela igreja católica)


Setecentos anos e parece que foi ontem.
Todos os anos a tua dor renasce em nós, qual Fénix das cinzas.
Uma dor que só a nós é permitida.

Os que quiseram silenciar-te não entenderam que já tinhas lançado os dados do destino. Do teu e do deles.
Deixaste a maldição Templária gravada na testa das bestas que te martirizaram. E nós executámo-la.

Malditos os que violam a inocência humana. Os que prometem solidariedade, igualdade, liberdade ...e mentem.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Passagem



Dai-me uma dúvida
e eu dou-vos um segredo.
Sabei que, ao aceitá-lo,
não mais vos encontrareis.
Pois ninguém passa duas vezes
a mesma água do rio.

(Passagem do Iniciado)
Templários Portugueses

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Latim versus ...latim



Continuam a chegar-nos reparos sobre alegados erros no Latim usado no nosso blog.
Quanto a este assunto, cabe-nos explicar o seguinte:

Como sabem, o Latim passou por várias fazes ao longo do tempo, desde que começou a ser falado até que se tornou uma língua morta.
Foi amplamente difundido na Europa como língua oficial do império romano e, após a conversão deste ao cristianismo, língua oficial da igreja católica.
Através da igreja, tornou-se a língua dos académicos e filósofos europeus medievais.

Embora o latim seja hoje uma língua morta, ou seja, uma língua que não mais possui falantes nativos, ele ainda é empregue pela igreja católica para fins rituais e burocráticos. Exerceu enorme influência sobre diversas línguas vivas, ao servir de fonte vocabular para a ciência, o mundo académico e o direito.
O latim vulgar, nome dado ao latim no seu uso popular inculto, é o ancestral das línguas neolatinas (italiano, francês, espanhol, português, romeno, catalão, etc.

Os antigos escritos que fazem parte da biblioteca secreta dos Templários atravessam várias Eras históricas que vão desde a antiga escrita do Oeste Peninsular, passando pelos idiomas Lusitanos (proto-Português), assim como pelo Grego, Latim pré-literário, arcaico, clássico, imperial, vulgar, tardio ou medieval, o Português arcaico, o árabe e o moçárabe.

No que respeita ao Latim, os Templários Portugueses usavam duas versões dependendo se efectuavam registos oficiais da Ordem externa ou documentos e transcrições da Ordem interna.
Os Irmãos amanuenses ou copistas da Ordem interna, usavam de um Latim aportuguesado a que hoje muitos académicos chamariam de vulgar, popular ou inculto.

Por isso, optámos por transcrever fielmente para o nosso blog esse tipo de Latim, tal como se apresenta originalmente nos documentos históricos.

Convém ainda, não esquecer a escrita cifrada dos Templários.
No caso particular de TEMPLUM IN AETERNUM e ao contrário de que alguns puristas possam ter julgado inicialmente, o IN não está mal colocado.
Ele "apenas" liga, de uma forma especial, duas palavras-chave.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

"Corações na Atlântida"




O Elo que liga uma geração à seguinte
é feito das palavras mágicas:
Saudade e Esperança!
Nada o poderá quebrar.
Nada as fará esmorecer.

Na roda dos Tempos,
tudo tem o seu momento.
Por isso, esperaremos, pacientes.
Podemos até rendermo-nos ao Tempo.
Mas nunca desistiremos de Ti.

CMVIII Capítulo

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Agradecimento



A todos os que nos têm contactado:

Ainda bem que a nossa mensagem está a chegar aos vossos corações.
Honra-nos e orgulha-nos muito que o nosso trabalho não seja  em vão.
A nossa missão é transmitir a todos a perspectiva do livre pensador.
Ajudar a libertar o ser humano de todas as amarras que o limitam.
Os nossos velhos Irmãos de há nove séculos atrás já tinham na altura conhecimentos de tal ordem avançados que ainda hoje nos faz estar muito à frente do nosso tempo.
Mesmo comungando de um projecto com 900 anos.

Porque o conhecimento e a sabedoria ancestral são intemporais.
O tempo faz-se de ciclos que se repetem apenas em dimensões diferentes...

Abraço fraterno.
____________________
Templários Portugueses