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sábado, 24 de dezembro de 2016

Um Natal diferente




Neste ano de 2016, que ora finda, assistimos com alguma tristeza  ao incompreensível crescendo da desumanização e do consequente retrocesso de uma civilização que cremos e queremos nossa.

Que a indiferença pese, relativa, na consciência de cada um.

Da nossa parte, velhos e esfarrapados, solidários com quem sofre os males do mundo, cá estaremos no próximo ano para mais uma batalha surda, continuando com toda a fé a apostar na existência do lado bom de cada um.

Que tenhais umas Boas e Fraternais Festas são os votos de toda a irmandade dos Cavaleiros Templários Portugueses.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Dragão-Miguel



"Ah, meu Irmão!

Ele há coisas que não se consegue explicar ao comum dos mortais, se totalmente reveladas.
Por isso, apenas se desvela o necessário. Quando necessário.
E nisso, guardas em mim os velados segredos que a Ordem confia.
Segredos mais valiosos que a vida; que perdê-los será perder a Alma.
Por isso os escondemos na própria sombra...

Sim, é isso que tu és, pequeno Dragão.
Tu és na realidade a minha sombra.
A minha projecção humana, plena de virtude e... defeitos.
Vivo apontando minha lança à tua boca, lembrando-te em continuum a letal necessidade do sigillum.
Ciente que, se tiver que a trespassar, o segredo morrerá... connosco.

O silêncio, Irmão, diz muito mais que todas as palavras mundanas."

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A preto e branco



...em maior ou menor grau o mal não existe fora do Bem pois ele é deste uma sua lacuna.
O mal é pois, uma relativa ausência de Bem.
Assim, tudo o que Há tem de coexistir numa espécie de equilíbrio ou harmonia.

Santo Agostinho

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O verdadeiro inimigo


Esta noite uma voz misteriosa disse-me baixinho:
- Ama o teu inimigo!

...e acordei com muito mais amor próprio.



"Velhos e 'esfarrapados' continuamos por cá"

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A sombra do Cavaleiro




Há algum tempo que procuro um velho amigo.
Sempre soube que costuma recolher-se em determinados lugares sagrados da Ordem.
Por isso procurei-o em todos os templos dedicados a Santa Maria.
Encontrei-o recentemente, contemplando em silêncio a imagem de São Miguel dominando o dragão.
Sentei-me em silêncio ao seu lado e saudei-o.

- Estás bem? Há quanto tempo Irmão...

- Há demasiado tempo... como deste comigo?

- Sempre tive a esperança de um dia te encontrar numa das Casas de Maria.

- Também o são de João e de Miguel, não te esqueças. Como estão os outros Irmãos?

- Reunimos regularmente. Todos sentem a tua falta.

Deixou-se ficar em silêncio, pensativo.
Depois baixando a cabeça acrescentou baixinho...

- Sabes que sempre fui contra a decisão de nos expormos. Há muita coisa que nunca será entendida fora do círculo interno. Muito menos o será no exterior da Ordem. Queres um exemplo? Olha para a figura de Miguel ali representado a matar o dragão. O dragão que sempre caminhou fielmente ao seu lado e que é afinal a sua própria sombra. Como tiveram a coragem de adulterar tal simbolismo?

- É preciso dar a conhecer esta e outras verdades também aos Irmãos que estão lá fora. Temos o dever de lhes contar a verdade...

- A verdade? E quem está hoje interessado na nossa Verdade? Todos procuram a verdade, mas a deles. A que lhes convém. Aquela que mais se ajusta aos seus interesses. Como lhes vais contar a verdade de Miguel? A de Maria e a de João? A da própria Ordem? Alguém te dará ouvidos e entenderá essa Verdade? Olha para todas estas figuras aqui representadas. Tu e eu sabemos quem realmente são. Tenta revelar a verdade e serás no mínimo tomado por louco.

- Alguém irá ouvir-nos. Tenhamos essa esperança.

Meneando a cabeça ligeiramente levantou-se devagar e colocou paternalmente a sua mão no meu ombro.

- Pode ser que sim. Isso seria sem dúvida um verdadeiro milagre... O nosso mundo está a desaparecer, Irmão. Estão a perder-se os valores fundamentais pelos quais tanto lutámos mas a que ninguém dá valor. Sabes, sinto-me cansado. Mas tal como tu não vou desistir, se é isso que estás a pensar.
Estarei sempre contigo, com todos vós, e com todos eles.
Agora deixa-me ir ...até à próxima, Irmão.

E afastou-se com um visível pesar.
Irmão, companheiro, Cavaleiro acompanhado da sua fiel sombra que num último vislumbre me pareceu tomar a forma volátil de um dragão.

Até à próxima Miguel...
+   Fr. João de Avis   +
Cavaleiro OrCaTemPo

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Coração de Dragão




Cavaleiro,

tens o velho Código escrito no teu próprio coração.
Segue-o e  servirás a força que te guia e emana do Templo.
O teu Espírito voará livre, bem acima da fraqueza humana.
A tua Alma brilhará como um cristal puro à luz das estrelas.

Segue o Código  e faz cumprir teu destino.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Silêncios



Intriga-te o silêncio, irmão?
Não te regules no tempo como os demais.
Não te superaste já?
Não és tu um Cavaleiro do Templo?

Quando nele te recolhes, tudo pára à tua volta.
Talvez seja isso a que chamas de silêncio.
Como o quantificas?
Mede-lo em unidades de tempo?

Isso são coisas mundanas. Ignora-as.
Sabes bem que para lá delas,
aquilo a que chamas de tempo
e que usas para medir silêncios, não existe!

Pelas regras da matéria e não do Espírito,
o silêncio pode ser um curto e surdo intervalo
entre duas batidas do coração.
No teu, ele é dificilmente perceptível.
No do Templo, será dolorosamente infinito.

Agora, se para ti o tempo não existe,
porque te há-de intrigar o silêncio?

Aproveita e escuta-o...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Os espinhos da Rosa



Só se agitam os espíritos tocados pela verdade.

Seja ela qual for.

Sejam eles quais forem.


Fr. Leote de Santa Maria

domingo, 25 de janeiro de 2015

Sombras geladas



Está muito frio no mundo de hoje.
Um frio cortante.

Temos estado recolhidos em silêncio no calor das nossas memórias.
No conforto dos nossos ideais.
Protegidos do mundo que tem sido para nós, uma profunda desilusão.

À volta do Templo, a grande floresta da indiferença, egoísmo e falsidade, continua a cercar-nos de sombras geladas.
Sentimo-las mais do que nunca nestas noites frias.

Pensámos esquecer de novo este mundo gélido.
Fechar-lhe simplesmente os portões.
Deixar adensar-se a neblina.

Mas não conseguimos. Não podemos.

Porque existe algo mais lá fora.
Existem os que precisam de nós.
Os nossos outros Irmãos.

Renovamos assim o fogo que nos aquece, não para nós Senhor mas para todos os que tentam fugir a esse gelo mortal.

Por eles e para eles, manteremos acesa a chama.

Em nome do Templo,
o Irmão Principalis+++
___________________
Templários Portugueses

sábado, 18 de outubro de 2014

Templários, mestres do simples












Irmão, para adquirir a sabedoria não precisas de te aprofundar no conhecimento da cabala, ou nos segredos da magia, ou ainda, nos meandros das coisas ocultas, pois isso só alimenta a vaidade do ego que poderá afastar-te da tua humanidade.

Antes, conhece-te a ti próprio.
Começa pelo que é simples...

Sorri para uma criança e ela recordará o teu sorriso.
Divide o teu pão com o faminto e ele, saciado, repetirá o gesto.
Dá atenção e conforto aos que desesperam. Quanta alma destroçada, daí renasce!

Abraça. Protege. Ama. Perdoa.

Como discípulo, praticarás tudo isto com sinceridade e acabarás achando em ti próprio o Mestre que tanto procuras.
Sem essa leveza no coração, nunca serás um Cavaleiro do Graal.

Pois não existe grandeza onde falha a simplicidade e a bondade.

Irmão Principalis +++
Templários Portugueses

sábado, 28 de junho de 2014

Horizontes de tempo





"Quando estudava documentos antigos, tinha sempre a sensação de que tudo tinha acontecido há muito, muito tempo atrás.
Depois, com o passar do tempo, comecei a aperceber-me que o tempo tem sempre tendência para nos enganar.

Recebi os ensinamentos Templários directamente do meu avô antes de a Ordem me acolher.
Hoje, sou eu que entrego esses mesmos ensinamentos aos meus netos.
Assim é feita a transmissão.
Um dia irei partir mas a semente fica cá.

Do meu avô aos meus netos vai um espaço de cinco gerações.
Tive a fortuna de os conhecer a todos em vida.
A este "horizonte de tempo" chamamos nós de Elo Geracional.
Tendo em conta que as gerações são renovadas a cada 25 anos, do meu avô aos meus netos vai um período de 125 anos e eu sou o testemunho vivo deste horizonte temporal.
O elo que liga o passado ao futuro.

Com a idade apercebi-me que afinal, não passou assim tanto tempo desde a formação da Ordem.
Foi apenas há 7 destes horizontes de tempo."

Frei Martim Gomes
Cav. da OrCaTemPo

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Umbrais de Luz



- Mestre, conforme indicaste achei o equilíbrio.
  Mas como consigo finalmente encontrar-me?

- O teu equilíbrio era apenas uma passagem, Irmão.
  Doravante acharás em tudo, só beleza e harmonia.
 
  Bem-vindo ao Templo.
(Final de Iniciação)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Sementes de espírito



"Eles não sabem nem sonham
que o sonho comanda a vida..."


Vestimos cota de malha, criámos redutos de pedra e,
partimos à reconquista.

Limpámos terra bravia e, na segurança fugaz,
semeámo-la de Amor.

Construímos nossa Casa, demos-lhe dignidade e,
com Amor oferecemo-la...

...a todos os que acreditaram e connosco partilharam
a realização de um sonho.

Porque o sonho...

"... é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer.

Como esta Pedra Cinzenta
em que me sento e descanso..."

Como a vontade gritante de repetir o milagre
do agigantar da alma.

De voltar a semear os férteis jardins da mente...
De renovar o Império.

Que seja o Quinto e não o último...

Porque da espiga dourada que vês ondear na seara
agitada pelo vento,

não sai só a farinha da qual fazes teu pão.
Dela também resta o grão,

a semente que guardamos para quando precisares
de renovar o teu sonho...


Porque...

"...sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança,
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."
Fr. J.Estêvão
OrCa:TemPo

sábado, 8 de março de 2014

O copo cheio de nada



O Mestre observava atento o grupo recém chegado de Iniciados.
Um deles falava, parecendo captar a atenção dos restantes.
O velho Cavaleiro escutava com interesse.
O grupo entretanto dispersara a atenção e o Mestre veio sentar-se junto do 'orador'.

- Pareceis saber já muito sobre a Ordem para a qual pretendeis entrar. Onde aprendestes tudo isso?
- Li muitos livros e frequentei as melhores escolas iniciáticas antes de decidir pedir para ser aceite entre vós. Penso estar bem preparado, senhor.

Após alguns instantes de silêncio, o Mestre colocou um copo e um cântaro de água em frente do aluno.
-  Vazai então água nesse copo, em proporção do conhecimento que pensais ter sobre a Ordem.

O aluno, disposto a impressionar, encheu o copo até acima.

O Mestre pegou num outro cântaro que continha vinho.
- Isso, é o que pensais saber e isto, é o que tenho para vos ensinar...
E fez o gesto de quem ia despejar o vinho no copo já cheio de água.

O aluno, percebendo a intenção do Mestre, rapidamente atirou fora a água oferecendo o copo vazio.
- Perdoai-me a arrogância, Mestre. Afinal, o copo estava cheio de nada. Podemos começar de novo?

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Dualidade


Acorda na noite ainda cerrada.
Os fantasmas de vidas ceifadas
custam a dissipar na madrugada fria.

Sente ainda na pele o peso da máscara
do duro guerreiro que acabara de ser.
O corpo rude suportou mais um embate
mas é agora a alma que se ressente.

Daqui a pouco irá de novo colocar
a máscara fingida do monge...
Como se a súplica vazia da oração
redimisse todo o sangue derramado.

E é neste intervalo entre máscaras
que existe o verdadeiro Templário.
Sem capas, mantos ou maldições,
ele se recolhe...
Não nos templos fingidos do mundo
mas no seu próprio Templo.

Distante, ele observa o vil mundo, em baixo.
Fecha os olhos cansados e agradece.
Que bênção poder ser uno, por instantes...

Mas a maldição da dual existência, reclama-o.
Está na hora de colocar de novo a máscara
...e voltar a descer.

Pedro M
Templários Portugueses

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O Universo numa flor




" Vós que, elevados nos bicos de pés
tentais alcançar os mistérios do Universo
colocai antes vossos joelhos em terra
e contemplai com admiração... uma flor.

Todas as filosofias do mundo
de nada valem ou significam
sem um gesto de humildade."

...do saudoso Irmão
Fr. Leote  de St. Maria

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Dúvidas


"Um dia irei voltar..."

Se Ele voltasse hoje, agora...
Quantos se sentariam para O ouvir de novo?
Quantos O desdenhariam e voltariam a cara para o lado?
Quantos O voltariam a crucificar?


Tu, que te dizes no Caminho mas sentes a Luz ficar mais fraca...
Perguntas, o que há de errado?
Duvidas...
Sentes vontade de voltar para trás...
Mas quando te viras, só vês ...escuridão.
Não consegues ver o caminho de volta.

Não consegues regressar?
Mas o teu caminho não foi feito até então de passos seguros?
Então deverias conseguir fazer o trajecto de volta.
Mesmo às escuras!
Mas não...

Caminhaste sem sentido.
Por isso não consegues regressar.
Continuar? Como? ...se a Luz para diante enfraquece rápido?
Então sentas-te.
Queres fechar os olhos.
"Tanto faz", pensas tu.
"De olhos fechados ou com eles abertos, vejo o mesmo..."
Mesmo assim, fechas os olhos e...
Estranho...
De olhos fechados a Luz é mais forte...!

________________________________

Muitos duvidam quando dizemos ser Guardiões da Tradição.
Os verdadeiros Templários.
Os sobreviventes.

Quantos de vós também o serão, sem o saberem...
Desconhecendo que o impossível, afinal, é tão possível.

A nós resta-nos a esperança de que em vós, pelo menos, permaneça a dúvida...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Valores humanos



" Um dia destes desloquei-me a um serviço público para resolver um assunto pendente.
Encontrei tudo calmo. Demasiado calmo.
Por entre seres humanos que se arrastavam languidamente numa tentativa de "mostrar serviço" e outros que desesperavam pela demora no atendimento, encontrei um ser bastante idoso que depois de algum tempo de manifesta paciência, começou a demonstrar alguma inquietação.
Olhei-o nos olhos e vi medo.
Era o olhar de uma criança assustada.
Acerquei-me dele e sem rodeios perguntei-lhe o que o angustiava.
Se lhe podia valer.
O ancião, contou-me com as lágrimas a aflorarem-lhe os olhos, que já tinha sido atendido  e feito o pagamento mas que continuava ali porque "as meninas" ainda não tinham o troco de 50 euros para lhe dar.
Disseram-lhe para esperar.
...Simplesmente.

" Já aqui estou há tanto tempo à espera do troco e tenho o remédio em casa para tomar".

Olhei em redor e inteirei-me do tipo de gente que ali estava.
Alguns dos presentes mostravam-se até divertidos com a situação, a julgar pelos comentários jocosos que faziam.
Fui ao café ali perto e pedi para me trocarem 50 euros.
Voltei e fomos ambos ao balcão refazer o pagamento.
Obtivemos apenas um comentário de alívio por parte da empregada por lhe termos fornecido mais algumas moedas "para os trocos".
Insensibilidade total.
O problema afinal resumia-se a uma falta de trocos!
Dei o braço ao meu amigo idoso e saímos dali tagarelando sobre o calor, praias e belas jovens.
Ajudei-o a entrar no autocarro e despediu-se de mim com um sorriso infantil.
Apertou-se-me o coração  ao sentir a solidão daquele ser indefeso.
O seu mal disfarçado desencanto pela vida.
Carreguei nos meus ombros o peso da sua humilhação.
Que mundo insensível e desumano!
Cada vez mais desumano... "
____________________________________

Este episódio foi-nos contado por um dos Irmãos na nossa última reunião, o que provocou um longo e doloroso silêncio na Sala dos Cavaleiros.
Tanto que há ainda por fazer.
O Projecto Templário vai ser uma tarefa gigantesca.

Que Santa Maria nos ajude!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Velada de Armas




Irmão
Esta noite ficarás só.
... será a última vez.

Prepara-te.

Agora que as duas cores do Balsão
são para ti uma só,
o símbolo da Ordem
já não representa um enigma.

Prepara-te.

( ... )

Agora que sentes a seiva letal da serpente
misturada no teu sangue...
coloca sem medo a mão
no bafo ardente do Dragão.

Veste a tua alma de branco,
desce ao mais negro de ti.
Traça o círculo sagrado ao teu redor
e inscreve nele o teu sinal.

Deixa o mal do lado de fora.
Do lado de dentro, purifica-te.
Fecha os olhos e adormece...
sonha o 'não sonho'
e eleva-te numa espiral de Luz.

Acorda,
e escuta o silêncio.
Tens de escutar o silêncio...

Ouves o pulsar do Templo?
Prepara-te.

Dentro em breve serás um de nós.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Intocável




" Podem derrubar todas as muralhas
que nunca tomarão nossos castelos. "

" Baixai vosso olhar perante o Templo.
Podeis sentir o seu pulsar
mas nunca conseguireis tocar-lhe. "

Livros de Guerra, v. IV e XII
O.C. Templários Portugueses