sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O Amuleto-Chave

Os Templários prestavam um serviço aos peregrinos que se deslocavam aos lugares santos e que receavam transportar consigo os seus valores, necessários para custear a viagem e a estadia nesses lugares.
Os Cavaleiros do Templo guardavam esses valores no local de partida e, mediante um comprovativo, restituiam-nos no destino ao seu legítimo dono, cobrando uma pequena quantia pelo serviço prestado.
Os interessados podiam assim viajar sem o receio de se verem despojados dos seus valores e até mesmo das suas vidas, pois não havia nada para roubar durante a viagem. Os assaltos eram minimizados devido à protecção fornecida também pelos Templários.
Para além disso, os assaltantes tinham em conta que um documento codificado não lhes servia para nada e que um amuleto era algo que protegia apenas o seu dono. Por isso, mesmo que o assalto se concretizasse, geralmente não lhe tocavam pois era comum na época acreditar que isso lhes trazia azar.
O comprovativo dos valores depositados nos cofres do Templo, era lavrado num documento cifrado em código e acompanhado por uma "chave" para a sua descodificação. Ambos ficavam na posse do peregrino que os transportava sempre consigo até ao destino.
A chave era chamada de "Amuleto" e era gravada numa pequena medalha de pedra, colocada num fio e transportada geralmente ao pescoço.
Este "Amuleto" continha símbolos identificativos e letras que eram a "Chave" para a descodificação do documento.
A esta chave davam também o nome de "Rosa de Luz".
 

Regra:cap.X

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Do comer carne

Capitulo X

Naõ se coma mais que tres vezes carne na semana, excepto nas Festas do Nascimento, da Virgem Maria Nossa Senhora, e de Todos os Santos; porque o comer ordinariamente carne he hum estrago dissimulado do corpo.  Porém se na terça feira cahir algum jejum da Igreja, em que se prohibe comer carne, no dia seguinte se dê com mais abundancia a todos.  Nos Domingos aos Religiosos perpetuos, e Capellaens, se lhes dem dous pratos em honra da Sagrada Resurreiçaõ de Nosso Senhor Jesu Christo.  Os demais, como saõ os escudeiros, e creados contentem-se com hum, e o recebaõ com acçaõ de graças.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

sigillum militum xpisti



O famoso e de certa forma polémico selo Templário do Mestre Geral da Ordem, Pierre de Montaigu, tradicionalmente representado por dois cavaleiros numa só montada, não passa de uma deformação histórica que chegou até aos nossos dias.
Em 2006, numa das nossas visitas à zona da Flandres, pudémos observar na catedral de Ipres, (na exposição que comemorava a fundação da abadia beneditina), um livro do século XIII cuja iluminura mostrava o selo do Mestre Geral, constando de um cavaleiro em primeiro plano com outro ao seu lado, mas não no mesmo cavalo.
O selo, representado no fim da página (que por muita pena nossa, o guia que nos acompanhava não permitiu fotografar), é em tudo semelhante ao reproduzido em cima.

Catedral de Ipres

Regra:cap.IX

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Da Leitura.

Capitulo IX

Ao jantar, e cea se lea sempre algum livro sagrado.  E se amamos ao Senhor, com muita attençaõ devemos escutar os seus saudaveis conselhos, e preceitos : e o que ler faça sinal, para que todos se calem.

Regra:cap.VIII

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Da refeiçaõ commua.

Capitulo VIII

Entendemos, que todos comeis em Comunidade em huma casa, ou Refeitorio; aonde se faltar alguma cousa [ignorando o sinal com que se ha de pedir] se pedirá particularmente, e sem fazer ruido, porque sempre, ainda as cousas, que saõ precisas, haveis de buscar com humildade, e sugeiçaõ, e mais particularmente na mesa, pois diz o Apostolo: "Come o teu paõ com silencio"; e vos deve animar o Psalmista, quando dizia: "Puz guardas à minha boca"; isto he, determiney naõ offender a Deos; e vem a ser, com a lingoa; ou, terey muito cuidado de naõ fallar mal.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

5 de Outubro de 1143

El-Rey Dom Afonso I de Portugal

5 de Outubro de 1143

Comemora-se hoje, dia 5 de Outubro, 867 anos sobre o reconhecimento de El-Rei D. Afonso I como soberano do reino de Portugal por parte de seu 'primo', o Imperador da Hispânia, El-Rei D. Afonso VII de Leão e Castela.
O encontro deu-se em Zamora, na presença do cardeal Guido de Vico, nos dias 4 e 5 de Outubro de 1143, patrocinado pelo arcebispo de Braga D. João Peculiar.
Dele resultou a assinatura do documento que ficou para a História como o Tratado de Zamora e que podemos considerar como o Dia da nossa Independência.
Portugal já existia como Reino apesar de referido muitas vezes como Condado. As crónicas da época atestam D. Tereza como Rainha de Portugal, casada com um Conde da Borgonha, D. Henrique.
Uma rainha reina no seu reino. Não um Conde. O seu 'filho' primogénito varão sucede-lhe naturalmente como Rei.
Em 1179, o papa Alexandre III finalmente reconhece oficialmente El-Rei D. Afonso I de Portugal como rei e envia-lhe a bula Manifestis Probatum como confirmação em troca de vassalagem e ouro.
Na prática, o Reino de Portugal tinha sido sempre independente, apesar de muito diplomaticamente, se deixar "vassalar", sempre por conveniência e estratégia.
A independência foi-nos tirada em diversas ocasiões e sempre recuperada.

"... se longe no futuro, o Reyno sofrer a perda de soberania esperamos, nós os primeiros de Portugal, que a vontade ferrea de a manter, chegue intacta aos portuguezes de entaõ para prontamente a reaverem..."

Nos tempos de hoje, é urgente reavê-la!

domingo, 3 de outubro de 2010

Regra:cap.VII

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Da demasia de estar em pé no Officio Divino

Capitulo VII

Porque temos sabido por noticia segura, que ouvis o Officio Divino com assistencia excessiva em pé; naõ só mandamos se prosiga tal cerimonia; antes a condemnamos, ordenando, que acabado o Psalmo Venite exultemos Domino, com o Invitatorio, e o Hymno, se sentem todos, assim os achacados, como os vigorosos por evitar escandalo.  Sentados pois todos até se acabar o Psalmo, ao rezar o Gloria Patri, se levantaraõ dos assentos, inclinando-se ao Altar, em honra da Santissima Trindade, que ali se nomea; e os enfermos façaõ alguma inclinaçaõ.  E tambem, que estejaes em pé ao lerse o Evangelho, e no Te Deum laudamus, e em todas as Laudes até dizer o Benedictus, e o mesmo nas Matinas do Officio de Nossa Senhora.

Regra:cap.VI

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que nenhum dos Religiosos perpetuos offereça esta offerta.

Capitulo VI.

Determinamos, como dissemos acima, que nenhum dos Religiosos perpetuos pertenda fazer outras offertas, e esmolas, senaõ que em todo o tempo com puro coraçaõ, se conserve na sua vocaçaõ, para se fazer semelhante ao mais sabio dos profetas, que dizia: 'Bebereyo o Caliz da Salbaçaõ, e na minha morte imitarey a do Senhor. Porque assim como Christo Senhor Nosso deu a sua vida por mim; assim devo estar disposto a offerecella por meus Irmaõs'. E esta he a melhor offerta, e a victima mais agradavel a Deos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

S. Miguel da Barreira


Casas da Comenda

S. Miguel da Barreira foi uma das Comendas secretas da Ordem.
Após a conquista de Lisboa, em que participam os Templários Portugueses, D. Afonso I faz doação ao Mestre Gualdim Pais de um lugar perto de Sintra.

"... fazemos Carta de Doaçaõ, e firmeza a vós Mestre Gualdim das cazas, e herdades cultivadas, e por cultivar, as quaes estão junto de Cintra, pela boa vontade, que sempre nos mostrastes, e fiel serviço, que nos fizestes. As quaes cazas vos damos com suas herdades, para que as pessuais, e tinhais poder para vender, doar, e testar, e tambem em vossa vida a quem quizerdes, e melhor vos parecer. E se alguma pessoa de qualquer Ordem, e dignidade com temerario atrevimento presumir tirarvos as tais cazas com suas herdades..."

Pelo conteúdo deste fragmento da doação podemos perceber que os bens são atribuídos a Mestre Gualdim a título privado, podendo em sua vida (sendo ainda Mestre ou não) dispôr delas como entendesse.
Percebe-se também que o lugar é junto de Sintra e não em Sintra, sendo distinto dos bens que el-Rei doa igualmente à Ordem do Templo, estes em Sintra.

Os Templários em geral, e os Templários Portugueses em particular, procuraram sempre ocupar locais sagrados e com vestígios de antiguidade, onde construíam as suas fortalezas e Templos.
S. Miguel da Barreira é um claro exemplo disso.
No lugar, além de uma necrópole pré-histórica situada na colina vizinha, existem ainda hoje vestígios de ocupação romana visíveis nos restos de um pequeno templo e pavimento de mosaicos, vestígios de uma basílica visigótica com batistério e cemitério no seu interior, templo esse que foi recuperado e utilizado pelo Mestre Templário.
D. Gualdim aqui habitou por longos períodos e aqui enterrou alguns dos seus mais destacados Irmãos monges-cavaleiros da Ordem.

A necrópole megalítica

O templo romano

Cabeceira de sepultura de um Templário

O baptistério da basílica visigótica

São visíveis aqui as fundações do templo

Panorâmica da área ocupada pelo cemitério medieval dentro do templo

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Regra:cap.V

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem.

Quando morre algum dos Cavalleiros, que servem por tempo certo.

Capitulo V.

Ha Cavalleiros, que por tempo certo, e determinado vivem em uniaõ com nós outros na Casa de Deos, e Templo de Salomaõ. Pelo que com especial compaixaõ vos pedimos, rogamos, e finalmente com todo o encarecimento vos mandamos, que quando a temerosa Maõ de Deos tirar alguma desta vida, deis pela alma do defunto a hum pobre de comer por sete dias.

Regra:cap.IV

Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Aos Capellaens se dará sòmente de comer e de vestir.

Capitulo IV

As offertas, e todo o genero de esmolas, que se fizerem de qualquer sorte aos Capellaens, e aos demais, que por tempo certo assistem, com especial cuidado mandamos se dem à Communidade de todo o Capitulo. Aos Ministros pois, e criados da Igreja se lhes dê sómente o sustento, e vestido com a decencia conveniente; e naõ poderaõ elles pertender, que se lhes dê mais; senaõ quando os Mestres por sua graciosa vontade lhes quizerem dar alguma cousa demais.

Documento X

De huma grande mercê, que fes o Senhor Rey D. Affonso I. ao Mestre D. Pedro Arnal, e à Ordem do Templo.

Ego Alfonsus Portugalentium Rex una cum Uxore mea Regina Mafalda, & Filiis meis hanc K vobis Petro Arnaldo Militiae Templi in istis partibus Procuratori, & religioso Templo Salomonis propiis manibus roboramus, & hoc signum -|-|-|-| facimus.

Ego quoque Joannes Dei gratia Bracharensis Archiepiscopus una cum Canonicorum concesu hanc K semper stabilem illibatam, & inviolatam permanere concedo : quod qui in suo thenore, & suo robore servaverit beniditionibus repleatur, & benedicat eum, qui benedixit Abram, Izac, & Jacob, litet in coelis cum Sanctis Angelis, & electis; quod contra qui eam perturbare, inquietare, aut intrigere voluerit sit maledictus & anathemisatus, & cum Juda traditore, & gehenali pena cruciatus.

Ego Petrus Pelagij signifier Regis --------------- Conf.
Ego Petrus Portugalensis Episcopus ----------- Conf.
Ego Mendus Visensis Episcopus ----------------- Conf.
Ego Odorius ... Episcopus ------------------------- Conf.
Ego Gilbertus Lisbonensis Episcopus ---------- Conf.
Johanes ---------- test.        Petrus Fernandi ----- test.
Pelagius --------- test.         Rodiricus Munis ----- test.
Santus Monis --- test.        Valascus Sñcis ------- test.
Donus njiozus -- test.        Egas Faville --------- test.
Menendos Alfonsi - test.   Laurentinus Egee -- test.
Gunsalus de Sousa-test.   Pelagius Zapata ---- test.
Magister Albertus regalis Curiae Cancellarius novatit K, br.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Arcanjo Miguel


Comemoramos hoje o teu dia, Irmão Maior.

Quando o perigo passa ao lado sem razão aparente,
Quando o inimigo é poupado com misericórdia,
Quando a cura aparece contrariando o destino,
Quando a Luz surge no mais completo desespero,
Quando o mal parece triunfar mas acaba cerceado,

Sentimos que estás presente.
Sejas tu quem na realidade fores.

D. fr. Pedro Arnaldo

3º Mestre em Portugal
1156 - 1158


Ao Mestre D. Ugo Martonio ou Martins, sucedeu D. Pedro Arnaldo, eleito por reunião do Capítulo, terceiro Mestre da Ordem, com o título de Procurador do Templo.
Natural de Gondomar, filho de um dos grandes de Portugal, era muito ligado à rainha D. Teresa. Foi um dos nove cavaleiros fundadores da Ordem, em Jerusalém, usando o nome de Arnaldo da Rocha.
Homem de grande ciência e humanidade, foi adorado pelos Irmãos da Ordem como guerreiro valente. Companheiro de jornada, tanto em França como na Palestina, de Hugo de Payns, André de Montbard e Godofredo de St. Omer, foi como cavaleiro cruzado para a Terra Santa, onde ajudou a patrulhar os caminhos dos peregrinos para Jerusalém.
Em 1123 regressa a França na comitiva de Hugo de Payns e no ano seguinte chega a Portugal, integrando a pequena hoste da Milícia do Templo, comandada por D. fr. Guilherme Ricardo, devendo-se a ele, a causa principal desta vinda tão temperana.
Consta de uma doação ou previlégio que lhe deu o Senhor Rei D. Afonso I, em Abril de 1155. Nesta escritura podemos ler:

Ego Alfonsus Portugalentium Rex &c.
una cum uxore mea Regina Mafalda,
& Filiis meis hanc K. vobis Petro Arnaldo
Templi in istis partibus Procuratori,
& Fratribus vestris &c.

É ampla a doação que dela consta, confirmando não só o domínio da Ordem nas vilas, fortalezas, herdades, igrejas, rendas, etc., que à Ordem se tinham doado, não só pelo nosso Rei, mas também as que os seus vassalos livremente lhe quisessem fazer em qualquer altura. E não só as que os Templários tinhão adquirido com o consenso de El Rei e das quais eram próprios e legítimos senhores, mas do quanto eles pudessem adquirir, absolvendo juntamente a quantos servissem à Ordem do Templo, de todo o tributo, penas e gabelas.

" O Rei outorga a todos os lugares, igrejas, bens e a todos os súbditos que a Ordem possuir no Reino, ou vier a possuir, liberdade e imunidade."

" Ego Alfonsus, Petri vobis Fratribus Templi, ut me quasi Fratrem teneant sempre..."

Foi sem duvida D. Pedro Arnaldo o que desfrutou primeiro desta grande regalia, que no seu mestrado lhe concedeu D. Afonso I.
Outros documentos atestam o governo do Mestre, como o que diz uma escritura de um fidalgo, feita nas Kalendas de Abril de 1157:

"Placuit nobis &c. ut tibi Petro Arnaldo
P. do Templo &c. Facta Carta &c. K.
Aprilis. Era M.CXCIIIIJ."

(A data desta carta é a de César que corresponde à de 1157).

Após a conquista de Santarém, na qual toma parte activa, acompanhando o Rei desde Coimbra, é feito Comendador da cidade, pelo monarca. É ele que superintende na construção da igreja de Santa Maria da Alcáçova, terminada em 1154.
A Ordem compra a Egas Soares, por 23 maravedis de ouro, uma herdade na terra da Feira, em Agosto de 1155.
Em 1157, os Templários portugueses, sob a chefia do Mestre, ajudam na primeira conquista de Santiago do Cacém
Consta dos registos antigos, que o Mestre concluiu o seu governo da Ordem ainda com vida, vindo a morrer em combate contra os muçulmanos, a 24 de Junho de 1158, na primeira tentativa da conquista de Alcacer do Sal, fortíssima praça de guerra na altura, durante a escalada das muralhas.
É sepultado na igreja de Santa Maria da Alcáçova, em Santarém.
O Mestre D. Gualdim Pais, seu sucessor, para recordar o seu mestrado e o de D. fr. Hugo Martónio, fez inscrever numa lápide colocada sobre a porta desta igreja, os seguintes dizeres:

ANNO AB INCARNATINE M.C.L.IV. AB URBE ISTA CAPTA VII.
REGNANTE D. ALFONSO REGE COMITIS HENRICI FILIO, ET
UXORE EJUS REGINA MAHALDA : HAEC ECCLESIA FUNDATA EST
IN HONOREM S. MARIAE VIRGINIS, MATRIS CHRISTI, A MILITIBUS
TEMPLI HIEROSOLOMITANI, JUSSU MAGISTRI UGONIS :
PETRO ARNALDO AEDIFICII CURAM GERENTE.
ANIME EORUM REQUIESCANT IN PACE. AMEN.

("No ano do Senhor de 1154, e havendo sete anos que esta cidade se ganhara, reinando el-rei Dom Afonso, filho do Conde D. Henrique, e sua mulher a rainha D. Mafalda, foi fundada esta igreja em honra de Santa Maria Virgem Mãe de Cristo, pelos cavaleiros do Templo de Jerusalém, mandando o Mestre Hugo, e tendo dirigido a construção Pedro Arnaldo. Suas almas descansem em paz. Amen.")

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Apenas...um sonho.


28 de Setembro de 1187.
A Cidade Santa de Jerusalém cai nas mãos de Saladino, depois de cristianizada oitenta e oito anos, oito meses e dez dias.
Cai por terra o sonho do Reino Espiritual.

" Ouvindo a severidade do tremendo Juizo, que a Magestade Divina executou sobre Jerusalem, &c. Chegou o Saladino com multidaõ de homens armados áquellas partes, e saindo-lhe ao encontro ElRey, Bispos, Templarios, e Hospitalarios, Baroens, e outros muitos com o povo da terra, travando-se a batalha, foy vencida a nossa gente, apanhada a Cruz do Senhor, degollados os Bispos, cativo ElRey, e quasi todos, ou passados à espada, ou prisioneiros, pela maõ inimiga, de modo, que escaparaõ pouquissimos. Os do Templo, e Hospital foraõ degollados diante dos seus olhos, &c."

O projecto secreto do Templo fica condenado a não ver a luz do dia.
Muito do sangue dos nossos Irmãos terá sido derramado em vão, devido à arrogância e intolerância dos senhores feudais.
Jerusalém Templária continuou no espírito e no coração de todos nós.