1184 - …afforamento original de huma herdade em Thomar, no sitio chamado Curraes das Egoas, feito no anno de 1184 a Salvador Penisio, e a sua molher Maria Pires, a Pelagio Mouro, e a sua molher Comba Gonçalves, o qual assim principia: “Ego Magister Garsia, una cum fratribus meis…” e conclue: “Ego Magister domnus Garsia confirmo”; pois sendo D. Garcia Commendador de Thomar, naõ lhe era impróprio o titulo de Mestre por urbanidade, e costume.
domingo, 24 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Morte Branca
13 de Julho de 1190. Castelo de Thomar.
A notícia da mortal vaga muçulmana era conhecida há vários dias.
Agora a maré verde e negra tinha chegado.
A razia só parara, junto ao poderoso alambor da fortaleza Templária.
Perante a enorme diferença numérica todos davam como inevitável a destruição de Thomar.
"Nem todo o nosso valor guerreiro chegaria para travar os constantes assaltos à porta sul do castelo.
Os assaltantes morriam às centenas sob os golpes certeiros dos cavaleiros do Templo. Mas os nossos também iam sucumbindo.
E éramos tão poucos..."
Mestre Gualdim Pais tomou então a decisão que pensara nunca vir a tomar. Era isso ou perecer.
Os poços de água que se encontravam na vertente sul do monte já haviam sido usados pelos árabes nos primeiros dias sem problemas. Bebiam a água à confiança.
O que não sabiam é que dentro do castelo, perto do Oratório havia uma fonte que se infiltrava numa corrente subterrânea e que por sua vez alimentava esses poços.
"E os Mestres boticários fabricaram a temível "Candida Puella" a que chamavam a 'morte branca'.
E o exterior do castelo de Thomar tornou-se um vasto campo de agonia e morte..."
"vitulum binarium"
Tema:
Thomar
terça-feira, 12 de julho de 2011
Regra:cap.XL
Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem
De Malha, e Cota
Capítulo XL
A ninguem se concede ter Cota, ou Malha em prioridade. Manifestarsehaõ de sorte, que nenhum possa usar de ellas sem licença do Mestre, ou de quem tem o seu lugar nos negocios da Casa. Nestra Regra naõ se comprehendem os Procuradores, e os que vivem em varias terras, nem aos Mestres Provinciais.
Tema:
Regra
Regra:cap.XXXIX
Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem
Do poder do Mestre
Capítulo XXXIX
Pode o Mestre dar cavallos, e armas, e todo o que quizerem a quem lhe parecer.
Tema:
Regra
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Fonte de S. Lourenço
Ao contemplar o seu conteúdo, decidimos:
- Se vamos criar um tópico sobre Thomar, comecemos por aqui...
Mestre Domingos foi um dos mais activos e bem sucedidos investigadores da Ordem. O êxito do seu trabalho imprimiu-lhe um carisma difícil de ultrapassar até hoje.
Toda a sua vida foi dedicada a procurar e a recolher documentos e artefactos Templários dos quais se tornou incansável estudioso e feroz guardião.
Escreveu minuciosos relatórios sobre os resultados alcançados e manteve todos os artefactos identificados e catalogados.
Lavrados pelo seu próprio punho, seguem-se excertos da descrição de uma das suas descobertas:
" Relatório nº 408/29
- ... conheci D. Antonio (...) em Lisboa na Primavera de 27 (1927). Encontrámo-nos por acaso na Igreja de Santa Luzia. Elle estava de vizita ao Castello e eu aos túmulos dos Mestres da dita Igreja que dizem Malteza e se encontra em estado de abandono. Nessa data reparámos ter ambos o mesmo interesse pella Historia e suas antiguidades.
Com elle vinha o seu filho Francisco, hum rapaz enfezado e com problemas graves no apparelho respiratorio e digestivo. Aconselhei-o a levar o petiz a huma localidade costeira a norte de Cintra, afamada neste tipo de curas devido ao iodo das suas praias e às ágoas medicinais de huma das suas fontes.
D. Antonio he hum cavalheiro de trato fino e agradavel. Homem simples e grande fazendeiro nos campos de Santarem. Iniciámos troca de correspondencia e no anno seguinte recebi a alegre notícia das grandes melhoras do seu filho Francisco.
Nessa missiva incluía hum convite para que o visitasse na sua herdade de Almeirim, onde se encontrava na altura, acrescentando de forma enigmática que tinha 'algo' para mim.
D. Antonio acolheu-me com todas as honras e mordomias e mostrou-me algo que me deixou pregado ao chaõ; huma pedra com incripçaõ em latim e hum manuscripto datado de 1611 que indicava a sua proveniencia :
" ... após a entrega do carregamento de vinho em Coimbra regressámos a Santarem. Ao passarmos novamente por Thomar parámos na fonte de Saõ Lourenço, junto da Ermida, para descansar os animais e reabastecer de agoa. Reparámos que huma das pedras no chaõ da fonte tinha huma inscripção dos antigos latinos e carregámo-la numa das carroças."
Quiz adquiri-la a D. Antonio mas este, sabendo do valor que para mim representava, já havia decidido ofertar-ma em agradecimento pellas melhoras de Francisco. Pedi-lhe entaõ mais hum favor; que me autorizasse a fazer cópia do manuscripto, mas este fez questaõ de tambem mo offerecer. Ambos trouxe comigo, documentei e arquivei com a nota que se segue:
- Pedra proveniente de Thomar, recolhida na fonte de S. Lourenço. Calcária com huma inscripção: FLUMEN.NABIA
Nada menos que a mais antiga mençaõ que se conhece ao nome do rio que banha aquella cidade Templaria."
_____________________________________
Tornaremos a falar de Nabia.
Em 2008 voltámos à fonte de S. Lourenço para um novo registo fotográfico. Desta vez sob uma nova perspectiva. Sabíamos, por estudos recentes, que esta foi feita com materiais trazidos das ruínas da cidade romana de Nabância. Sabemos igualmente que de início foi chamada 'Fonte de D. Nuno' e que pouco havia sido modificada para além da colocação da placa de 1746, aquando da reforma da ermida de S. Lourenço.
Com elle vinha o seu filho Francisco, hum rapaz enfezado e com problemas graves no apparelho respiratorio e digestivo. Aconselhei-o a levar o petiz a huma localidade costeira a norte de Cintra, afamada neste tipo de curas devido ao iodo das suas praias e às ágoas medicinais de huma das suas fontes.
D. Antonio he hum cavalheiro de trato fino e agradavel. Homem simples e grande fazendeiro nos campos de Santarem. Iniciámos troca de correspondencia e no anno seguinte recebi a alegre notícia das grandes melhoras do seu filho Francisco.
Nessa missiva incluía hum convite para que o visitasse na sua herdade de Almeirim, onde se encontrava na altura, acrescentando de forma enigmática que tinha 'algo' para mim.
D. Antonio acolheu-me com todas as honras e mordomias e mostrou-me algo que me deixou pregado ao chaõ; huma pedra com incripçaõ em latim e hum manuscripto datado de 1611 que indicava a sua proveniencia :
" ... após a entrega do carregamento de vinho em Coimbra regressámos a Santarem. Ao passarmos novamente por Thomar parámos na fonte de Saõ Lourenço, junto da Ermida, para descansar os animais e reabastecer de agoa. Reparámos que huma das pedras no chaõ da fonte tinha huma inscripção dos antigos latinos e carregámo-la numa das carroças."
Quiz adquiri-la a D. Antonio mas este, sabendo do valor que para mim representava, já havia decidido ofertar-ma em agradecimento pellas melhoras de Francisco. Pedi-lhe entaõ mais hum favor; que me autorizasse a fazer cópia do manuscripto, mas este fez questaõ de tambem mo offerecer. Ambos trouxe comigo, documentei e arquivei com a nota que se segue:
- Pedra proveniente de Thomar, recolhida na fonte de S. Lourenço. Calcária com huma inscripção: FLUMEN.NABIA
Nada menos que a mais antiga mençaõ que se conhece ao nome do rio que banha aquella cidade Templaria."
Fr. Domingos B.
10 de Março de 1929
_____________________________________
Tornaremos a falar de Nabia.
Em 2008 voltámos à fonte de S. Lourenço para um novo registo fotográfico. Desta vez sob uma nova perspectiva. Sabíamos, por estudos recentes, que esta foi feita com materiais trazidos das ruínas da cidade romana de Nabância. Sabemos igualmente que de início foi chamada 'Fonte de D. Nuno' e que pouco havia sido modificada para além da colocação da placa de 1746, aquando da reforma da ermida de S. Lourenço.
... ainda lhe falta a 'pedra do meio'.
Tema:
Thomar
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Para lá do véu...
João sabia o segredo das Estrelas
e ensinava os Mistérios
às Almas que purificava,
no ritual da Água.João conhecia os segredos da Água,
os segredos da Terra,
do Fogo,
do Ar.
...e as Almas seguiam João.
João tinha um Cordeiro,
fiel discípulo
a quem ensinou o segredo
do Tempo passado
...e futuro
E João disse-lhe:
-Quando morrer, faz-me voltar
às minhas origens, à Terrae Ofiusa
...a Terra da Serpente
Promete-me!
E o fiel Cordeiro prometeu.
E João olhou as Estrelas
...uma última vez.
João morreu como previra,
às mãos do traidor
que lhe roubou a Obra
...decapitado
E o Cordeiro levou a cabeça de João
e guardou-a no lugar mais sagrado
...e gritou ao vento:
- Baptista Homo Est !
e pediu ao Tempo
que a viesse buscar
e o Tempo foi
...e trouxe-a de volta.
...João um dia olhou as Estrelas,
as mesmas que hoje contemplamos
daqui, da Terra da Serpente
... João está em Casa.
Tema:
Memórias ocultas
quinta-feira, 23 de junho de 2011
A noite mais curta
Hoje, dedicamos a noite mais curta à memória de todos os que velaram armas antes das batalhas.
Aos que nelas pereceram e aos que delas se lembraram até ao fim dos seus dias.
Tema:
Reflexos
Ligando as pontas
Em 1099, Gondemar participa na tomada de Jerusalém. No ano seguinte regressa ao condado portucalense e traz consigo as primeiras relíquias da Terra Santa que deposita no castelo de Penha Alva deixando-as à guarda dos freires da Ordem do Santo Sepulcro. O alto clero reclama-as mas os monges conseguem escondê-las.
Em 1118, regressa à Terra Santa integrando o grupo de 9 cavaleiros que vão apresentar ao rei cristão de Jerusalém o projecto Templário. Curiosamente, o projecto tinha outro nome mas acabou denominado "Pobres Cavaleiros de Christo na Cidade de Jerusalém".
Em 1130, Gondemar morre aos 53 anos de idade e, segundo as crónicas da Ordem, é sepultado em Penha Alva, no interior da pequena igreja do Santo Sepulcro. Os frades recolhem as relíquias que se encontravam escondidas no Penedo dos Mouros e depositam-nas no túmulo de Gondemar.
Em 1164, o Mestre dos Templários Portugueses Fr. D. Gualdim Pais tomando conhecimento da existência das relíquias e do lugar onde se encontravam, recolhe-as e leva-as consigo para Thomar, declarando aos pés do túmulo de Gondemar, ser aquele o lugar mais sagrado do reino.
Em 1193 morre o velho Mestre Gualdim em Thomar e é sepultado na cripta da igreja de Santa Maria do Castelo, situada ao lado da denominada Porta do Sol, no castelo Templário.
Acabada em 1195 a construção da igreja de Santa Maria dos Olivais, os restos mortais do Mestre Gualdim são trasladados para este Templo, na margem esquerda do Nabão, ficando a partir daí conhecida como o Panteão dos Mestres do Templo em Portugal.
No reinado de D. João III (séc.XVI), Fr. António de Lisboa é designado para efectuar a reforma da Ordem de Christo e, entre outras barbaridades, manda destruir todos os túmulos dos Mestres Templários sepultados no Panteão de Santa Maria dos Olivais.
Antecipando-se, os Irmãos da Ordem fazem o levantamento dos restos mortais de Fr. Gualdim e (respeitando um antigo desejo do Mestre) colocam-nos em quatro vasos funerários selados.
Estas urnas serão por sua vez enterradas em segredo em quatro lugares distintos, tão queridos do Mestre: em Marecos (de onde era natural), nas cazas junto a Sintra, no castelo de Thomar e na igreja do Santo Sepulcro de Penha Alva.
Em 1981, através da descrição lavrada nos Tombos da antiga Ordem do Santo Sepulcro, o túmulo de Gondemar é identificado e o seu conteúdo resgatado.
Tema:
Memórias ocultas
Regra:cap.XXXVIII
Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem
Que as lanças e escudos naõ tenhaõ guarniçoens.
Capítulo XXXVIII
Naõ se ponhaõ guarniçoens nas lanças, nem escudos ; porque isto naõ só naõ he de utilidade alguma, porém se reputa por damnosa a todos.
Tema:
Regra
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Regra:cap.XXXVII
Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem
Dos freos, e esporas.
Capítulo XXXVII
Mandamos, que de nenhuma sorte se leve ouro, ou prata [que he o especialmente precioso] nos freos, peitoraes, esporas, e estribos : nem seja licito a algum dos Militares perpetuos, comprallos. Porém se de esmola lhes derem alguns destes instrumentos velhos, e usados, cubraõ o ouro, e a prata de sorte, que o seu luzimento, e riqueza a ninguem pareça vaidade. Porém se os que se derem, forem novos, o Mestre disponha delles a seu arbitrio.
Tema:
Regra
sexta-feira, 17 de junho de 2011
O Castelo de Penha Alva
Castendo é, actualmente, Penalva do Castelo.
Em tempos recuados foi também conhecida por Vila Nova de Santo Sepulcro.
Enquanto que de uma retirou o nome da Ordem, donatária de toda a região (Ordem do Santo Sepulcro), da outra retirou não só o nome do castelo que ficava a pouca distância, como dele retirou, uma por uma, todas as suas pedras. O desaparecido castelo de Penha Alva.
Divide estes dois lugares o rio Dão. Une-os, para além da História, uma ponte antiga conhecida por Ponte do Castelo.
Ponte do Castelo
Hoje, existem no lugar do velho castelo, os restos do antigo mosteiro do Santo Sepulcro. Algumas casas à volta de um pátio fechado onde facilmente se imagina a muralha que as circundava e protegia. À entrada, a inigmática igreja do Santo Sepulcro.
É nela que vamos basear o nosso relato histórico, com imensa pena pelo que de tão pouco nos é permitido contar.
Casas do Mosteiro
- Gondomar, foi um dos dois cavaleiros portucalenses que fizeram parte dos nove fundadores da Ordem dos Templários e que em 1118 apresentaram a Balduíno, monarca cristão na Cidade Santa, o projecto da Ordem.
Moçarabe, conhecido pelos Irmãos como Conde Omar (Omar ibn-Akim) e popularmente como Gondemar, participou no dia 15 de Julho de 1099 na tomada cristã de Jerusalem, sendo dos primeiros a atravessar a antiga Porta dos Peregrinos e também dos primeiros a ficar impressionado com a matança que se seguiu.
De Jerusalém, recolheu as primeiras relíquias que trouxe para o condado portucalense e que, em segredo, entregou à guarda dos freires da Ordem do Santo Sepulcro do Castelo da Penha Alva.
Pequena igreja do Santo Sepulcro
- Em 1110, e após anos de tentativas por parte das altas autoridades eclesiásticas para descobrirem o paradeiro das ditas relíquias, os freires viram-se obrigados a escondê-las nas proximidades, num local que sabemos hoje chamar-se de Penedo dos Mouros, pouco antes de todo o castelo ter sido completamente revirado em consequência da referida busca.
Ainda na época, as tão assediadas relíquias foram novamente recuperadas pelos monges e escondidas (podemos hoje dizê-lo) no túmulo do nosso querido Irmão Gondemar, sepultado no interior da igrejinha do Santo Sepulcro.
Dalí, após tomar conhecimento do seu paradeiro, o saudoso Mestre Gualdim as recuperou, no longínquo dia 8 de Agosto de 1164 e as levou para Thomar.
Por tal acontecimento ficou conhecido na época, dentro da Ordem, como o lugar mais sagrado do reino.
Por tal acontecimento ficou conhecido na época, dentro da Ordem, como o lugar mais sagrado do reino.
Ainda por tal facto, e já no decurso das ruinosas obras de Fr. António de Lisboa efectuadas na igreja de Santa Maria dos Olivais em Thomar (no reinado de D. João III), foi para ali trasladado (para o mesmo túmulo, na pequena igreja do Santo Sepulcro) um dos quatro vasos funerários contendo os restos mortais do velho Mestre Dom Gualdim.
Umas e outras, ambas as relíquias foram resgatadas e descansam hoje sob a protecção atenta dos velhos Guardiães da Ordem…
(3 imagens exclusivas do nosso arquivo)
Tema:
Memórias ocultas
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Pêro Baragaõ e Sancha Soares
1177 – Pêro Baragaõ, e sua molher Sancha Soares, venderam aos Freires de Thomar, e ao seu Commendador Joaõ Domingues, a quinta parte, que tinhaõ no “Poço, e Salinas de Rio mayor.” O qual Poço partia pelo Oriente com albergaria do Rey, pelo Occidente com D. Pardo, e o Hospital, do Norte tinha Marinas de Espitalle, e do Sul Marinas de D. Pardo. “…E. M.CC.XV.”
Tema:
Compras e Doações
Regra:cap.XXXVI
Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem
Que nenhum busque singularmente o que lhe for neccessario.
Capitulo XXXVI
Mandamos, que entre os mais se observe este costume, por evitar o vicio de cada hum diligenciar para si as suas conveniencias. Nenhum pois dos Militares perpetuos busque para si cavallos, ou armas. Como pois se ha de portar? Se os seus achaques, ou as poucas forças do cavallo, ou o pezo das armas, he de tal sorte, que o ir com ellas será damno commum; represente-o ao Mestre, ou ao que tiver o seu lugar, e proponha-lhe com synceridade o inconveniente. E assim fique à disposiçaõ do Mestre, e na sua falta, do Mordomo.
Tema:
Regra
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Dia de PORTUGAL
... do nada construímos um País
e fizemos dEle o nosso Templo.
900 anos depois...
velhos e esfarrapados, continuamos por cá.
Cavaleiros Templários Portugueses
Tema:
Raízes
terça-feira, 7 de junho de 2011
Almourol
Se nos perguntassem, a nós Templários Portugueses, se existe no Reino um Castelo do Graal, de pronto responderíamos: Almourol
Terra de Moron.
Edificado sobre uma pequena ilha de rocha granítica em pleno curso do Tejo, Almourol é um dos nove Selos que encerram a Mística Templária de Portugal. ...Por Tu Graal.
Originalmente um pequeno castro Lusitano, evoluiu em época romana para uma torre fortificada cujo subterrâneo escavado na rocha serviu de masmorra ou prisão.
Sob ocupação árabe foi usada como atalaia, altura em que se construíu o primeiro perímetro de muralhas.
Já como castelo e perante as conquistas cristãs das fortalezas principais do Tejo, foi entregue intacto, devido à rendição amigável do seu Alcaide, o que levou o nosso Rei D. Afonso I a permitir a permanência de toda a população moura que aí habitava e tratava as terras envolventes.
Já como castelo e perante as conquistas cristãs das fortalezas principais do Tejo, foi entregue intacto, devido à rendição amigável do seu Alcaide, o que levou o nosso Rei D. Afonso I a permitir a permanência de toda a população moura que aí habitava e tratava as terras envolventes.
Doado a Dom Gualdim Pais, foi por este adaptado à arquitectura militar Templária que com poucas diferenças se pode ver hoje, apesar dos restauros que sofreu em diversas épocas.
Não foi, no entanto, com intuitos defensivos que o velho Mestre lhe imprimiu a forma bélica. Digamos que os motivos foram mais... espirituais.
Quem o visita, não deixa de sentir aquela sensação esquisita de forte ligação ao local.
Quem percorre as suas muralhas e sobe ao cimo da torre de menagem, olhando para baixo e ao seu redor, perceberá a magia. O encantamento.
E se escutar com atenção o ruído rouco do que parece ser o suave deslizar do Tejo na base das suas pedras, conseguirá ouvir o velho Espírito Templário murmurar:
"Bem vindo, Irmão, ao Reino do Graal.
Contempla estas pedras que pisas.
Vê para além delas.
Aí estará o que procuras..."
Contempla estas pedras que pisas.
Vê para além delas.
Aí estará o que procuras..."
Sobre a porta da torre de menagem, mandaram os Templários lavrar e colocar uma lápide, que evocava a construção de várias fortalezas pelo Mestre Gualdim, entre elas a de Almourol:
"...feito Procurador da caza do Templo em Portugal edificou este Castello, Pombal, Thomar, Zezere, e este que se chama Almeirol, e Monte Sancto."
Esta lápide foi dalí arrancada e levada para Thomar em época posterior apenas porque nela se mencionava também o castelo desta cidade.
Quem olhar com atenção, verificará que a porta da torre de menagem não é a original e que por cima dela se vê o remendo que fizeram de pedras toscas, depois de retirada a referida inscrição.
O castelo de Almourol aguarda que este erro histórico seja reparado.
A inscrição pertencente a Almourol e que está presentemente em Thomar
Uma outra inscrição que se encontrava colocada na entrada da pequena igreja de Santa Maria, que existiu no exterior do castelo, foi dali igualmente levada, tendo entretanto desaparecido.
...assim como fizeram desaparecer a dita igreja
Tema:
Enclaves
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