Quando os pelouros da cultura são governados por incultos...
(Convento de Cristo - Tomar)
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Os Templários Portugueses tentam dar, neste blog, uma imagem de respeito, paz e tolerância.
O Templário é capaz do gesto humano mais magnânimo para com o seu semelhante.
No entanto, como é da sua natureza, o Templário é antes do mais, um guerreiro.
A determinada altura da nossa vida, colocamos um joelho no chão para nos tocarem no ombro, ao de leve com a espada cerimonial, enquanto proclamam:
" - ... eu te faço Cavaleiro Templário, agora, e para sempre!".
Depois dão-nos a "pescoçada", o equivalente ao velho "bofetão", e afirmam-nos:
" - Que esta seja a última ofensa que toleras, vinda de outro homem, sem que seja feita a justiça do teu braço!".
Depois mandam-nos levantar, já Cavaleiros do Templo.
Ninguém faz ideia da carga emocional que comporta este momento e do que ele representa para um Templário.
A foto publicada neste artigo representa uma ofensa aos Templários. Uma ofensa grave!
Justifica o que escrevemos atrás, noutro artigo, em que dizemos que a nossa relação com Thomar é uma relação Amor-Ódio.
Amor pelo património, que é nosso.
Amor pela memória dos nossos antepassados e pela herança que nos deixaram. Herança que temos o dever de honrar e proteger.
E repulsa, indignação pelos constantes ataques de que esse mesmo património que, repito, é Templário e é nosso, tem sofrido às mãos daqueles que, supostamente, também o deveriam respeitar e proteger.
Parte do alambor da velha muralha do castelo foi destruído, vítima de puro vandalismo institucional.
Uma vez mais profanaram as velhas pedras Templárias.
Não trataremos os responsáveis por 'senhores', porque o não são. Os Templários não tratam por senhores os imbecis. Muito menos os boçais deste reino.
Há gente que não merece pisar o chão sagrado de Thomar.
Muito menos deveria profaná-lo.
Este foi mais um "bofetão".
Desenganem-se aqueles que esperam que demos "a outra face".
Um Templário nunca dá a outra face; desembainha a espada e clama justiça!
A mesma justiça que o Mestre de Molay reclamou e que se abateu sobre os seus carrascos.
E todos sabemos que foi tudo menos divina...
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"Não confundam benevolência com fraqueza".
Estas muralhas e respectivo alambor são PATRIMÓNIO MUNDIAL
fotos de António Rebelo
tomaradianteira.blogspot.com
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De tudo o que se escreve, de tudo o que se lê sobre os Templários nossos antepassados, a única memória real, palpável, que vos chegou desses dias longínquos e que podeis hoje olhar e tocar com as vossas mãos, são estas velhas pedras...