segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Presenças ocultas





- ... Mestre podeis falar-me sobre a nossa Cruz Pátea?
O que significa?

- Tendes a certeza que é uma cruz o que vossos olhos vêem?
Olhai com atenção...

- Vejo uma cruz inscrita dentro de um círculo...
Deveria ver algo mais?

- Olhai para além dela.
Deverieis ver o verdadeiro símbolo oculto no círculo... 

- Mas, Mestre não vejo mais nada...
...esperai... Sim! Vejo o seu complemento!
Mas é claro! Como é que não reparei antes?

- Porque estáveis a procurar com os olhos e não com o coração.

- Mas Mestre, assim a cruz desaparece !

- Nunca lá esteve, Irmão.
Eram vossos olhos que criavam a ilusão e não viam a essência do Símbolo.

- Mas este novo símbolo... o que representa?

- A essência do Cavaleiro Templário. A essência da Ordem.

Esse será um dos muitos segredos que vos serão confiados quando fordes investido.

Que guardareis com vossa honra e transmitireis aos que vierem depois...
( Iniciação )

sábado, 22 de setembro de 2012

Regra:cap.LXIV


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Dos que andaõ por diversas Provincias.

Capitulo LXIV

Os que forem mandados a diversas Provincias guardem a Regra, quanto lhes for possivel no comer, e beber, e em tudo o mais, vivendo irreprehensivelmente, para dar bom exemplo aos seculares.   Naõ desdourem como palavra, ou obra o Instituto da Religiaõ ; e especialmente aos que tratarem, e communicarem, procurem dar mostras de virtude, e boas obras.   A Casa, em que se hospedarem seja de boa fama, e segura ; e se poder ser, naõ falte luz de noite no seu quarto, e naõ succeda, que às escuras [o que Deos naõ permitta] algum inimigo, fiado nas trevas, o mate.   Mandamos, que vaõ aonde souberem, se juntaõ os Militares excommungados, pertendendo nisto, naõ tanto a sua consolaçaõ espiritual, como a salvaçaõ das suas almas.   Constituido pois assim os Irmaõs, que mandamos às partes Ultramarinas, com esperança de aproveitamento, temos por louvavel, que aos que quizerem entrar nesta Ordem Militar, os recebaõ na fórma seguinte : Juntem-se ambos diante do Bispo daquella Provincia, e o Prelado ouça as suplicas, do que deseja entrar na Ordem.   Ouvida a petiçaõ, o Religioso o mande ao Mestre, e aos Freires, que vivam no Templo de Jerusalem ; e se a sua vida he ajustada, e merecedora de tal companhia, o recebaõ com toda a piedade, parecendo assim ao Mestre, e Religiosos.   E se morrer neste tempo, façaõlhe os suffragios como a Irmaõ, pelo trabalho que teve.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tombo:V


Documentos da Ordem dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Agosto de 1139


Carta de Doação feita por Boa Soares à Ordem do Templo, de um terço da herdade da Maçaneira.

D. Fr. Fernão Dias


6º Mestre em Portugal
1199 - 1206

Cavaleiro Português da Ordem do Templo, no reinado de D. Sancho I

Mestre Fernando Dias foi eleito por reunião do Capítulo e confirmação régia em Outubro de 1199 , sucedendo no Mestrado a  D. Fr. Lopo Fernandes.

No dia 4 de Março de 1200, na sequência de uma invasão almohada vinda do sul do território, é tomado o castelo de Torres Novas pelas forças árabes.
No contra-ataque cristão a fortaleza é reconquistada a 25 de Agosto de 1200, tendo el-Rei D. Sancho I tido nos Templários Portugueses, a principal força de assalto, que determinou o sucesso da retoma do castelo.

Neste mesmo ano de 1200, o reino é assolado por uma grande penúria e a fome instala-se.
Em resultado desta calamidade, sucede-se outra ainda maior e mais mortífera ; a peste.
É Comendador de Tomar, D. Fr. Paio Pigeiro.

Em 1202, encontramos como Comendador de Tomar, D. Fr. Simão Mendes.

Em 1204, 44 anos após o seu início, fica definitivamente edificado o castelo de Tomar e grande parte da Vila.

Em Janeiro de 1205, o alcaide da Covilhã D. Pedro Gutierres declara numa escritura, doar à Ordem do Templo " ...tudo quanto se achar por sua morte ser seu, assim de bens móveis, como de raiz."

Em 21 de Janeiro de 1206, el-Rei D. Sancho I faz escritura de doação à Ordem do Templo, de Idanha-a-Nova e todo o seu território e castelo cuja data de construção remonta a 1197.

" Ego Sancius Dei gratia Portugallentium Rex &c. Facio Cartam donationis, consessionis, & perpetuae firmitudinis vobis D. Fernando Didaci, & universis Fratribus Militiae Templi presentibus, & futuris de Civitate illa, quae dicitur Agitania &c. Hanc dictam Civitatem damus Deo, & domui Militiae Templi, & vobis Magistro D. Fernando Didaci &c. Propterea damus vobis Magistro D. Fernando Didaci, & Fratribus Templi &c. Facta fuit haec Carta apud Collimbriam X Calendas Februarii. Era M.CCXLIV. " (1206)

Neste mesmo ano de 1206, estala a controvérsia entre a Ordem do Templo e o bispo de Coimbra, D. Pedro Soares, sobre os direitos a receber das igrejas de Pombal, Ega e Redinha.
Neste diferendo intervêem como juízes árbitros o bispo de Lisboa e o eleito de Évora, entre outros Senhores.
Em Abril deste mesmo ano, foi lavrada uma escritura de compromisso, ficando o Mestre e freires da Ordem obrigados a pagar anualmente, ao bispo de Coimbra e seus sucessores, 30 maravedis por Pombal, 10 por Ega, e 10 por Redinha. No caso de incumprimeno obrigavam-se a pagar 50 moedas de ouro.

" In Dei nomine haec composito facta est inter L. Episcopum Collimbriensem, & ejus Canonicos, & Dominum F. Didaci Magistrum Templi Portugaliae, & Fratres ejus &c. Facta Carta conventionis, & compositionis mense Aprilis regnante Rege Sancio, & ad hanc compositionem laborante. Era M.CCXLIV . " (1206)

A peste chega a Tomar em Agosto deste mesmo ano, matando muitos dos seus habitantes.
Mestre Fernando Dias e alguns dos nossos Irmãos Templários perecem desse terrível flagelo que assolou o reino de Portugal.

Morreu no dia 28 de Agosto de 1206.
Foi sepultado na igreja de Santa Maria dos Olivais, em Tomar.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Regra:cap.LXIII


Regra dos pobres Cavaleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que se tenha sempre respeito aos velhos.

Capitulo LXIII

Convem respeitar com pia attençaõ aos velhos, e ajudar a fraqueza das suas forças, e naõ lhe dem com miseria o necessario com observancia da Regra.

Tombo:IV


Documentos da Ordem dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



1 de Março de 1135

Carta de Escambo feito pela Ordem do Templo com Mendo Nunes e sua mulher Cristina Gonçalves, pelo qual a dita Ordem recebeu a herdade de Escariz e deu a de Holdrianes.

Valor supremo





O vasto tesouro dos Templários era composto na sua grande maioria por valores confiados à sua guarda e pertencentes a instituições e particulares.
Esse espólio não era património dos Templários. Afirmar o contrário é desonesto.
Quando a Ordem foi suspensa e os seus elementos perseguidos em França, a maior parte do tesouro foi embarcado na frota Templária e mantido longe do alcance do ganancioso rei francês.
Aos poucos e em segredo, muitos desses valores foram restituidos aos seus proprietários legais a partir do reino de Portugal, onde tinham ficado depositados.
Os Cavaleiros do Templo apesar de perseguidos e vilipendiados mantiveram o seu bem supremo: a Honra.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tombo:III


Documentos da Ordem dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


14 de Março de 1130

Carta de confirmação feita pelo infante D. Afonso, nosso Irmão e a Rainha D. Teresa, do castelo de Soure doado à Ordem do Templo em 19 de Março de 1128.

Regra:cap.LXII


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem


Que os moços durante a pouca edade, se naõ recebaõ para Religiosos.

Capitulo LXII

Ainda que a Regra dos Santos Padres permitte receber aos moços nos Mosteiros ; naõ he conveniente, que vós outros vos encarregueis delles. Porém se algum quizer dedicar filho seu, ou parente nesta Religiaõ Militar, o crie, até idade competente, em que esforçadamente com as armas possa lançar fóra de toda a Terra Santa aos inimigos de Christo. Depois o pay, ou os parentes, o levem aos Religiosos, e apresentem a sua pertençaõ. Porque he melhor naõ fazer os votos na primeira edade, que faltar a elles na madura.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Santa Maria de "Foxes"


Na época da dita "reconquista", el-Rei D. Afonso I nosso Senhor e Irmão, estando em recuperação nas termas de Lafões por ter sido ferido com gravidade numa perna, declarou oficialmente que "de todo o território que ajudassem a conquistar a sul do Tejo, a terça parte seria propriedade dos Cavaleiros da  Ordem do Templo".

Efectivamente algumas praças de guerra foram tomadas no Alentejo com a importante ajuda dos Templários Portugueses.
Em alguns lugares, bem dentro do território ocupado pelos muçulmanos, os Templários atreveram-se a criar uma ou outra Comenda apesar da instabilidade militar que essa ocupação representava.
Essas Comendas permaneceram secretas devido ao tipo de pactos estratégicos existentes entre o Monarca português (com seus Irmãos Templários) e alguns comandantes árabes envolvidos na actividade bélica da região.

Santa Maria de Foxes (lê-se fôches) foi uma dessas comendas secretas.

" O pequeno castelo árabe de Al-Batun com a sua mesquita dentro de muros e envolvido por largos fossos de protecção, foi ocupado por uma força Templária durante 5 anos sem que a sua arquitectura militar ou o seu lugar de culto muçulmano tivesse sido tocado ou alterado. A população árabe, em paz e harmonia,  continuou a utilizá-los como se os Cavaleiros do Templo ali não estivessem aquartelados nas dependências mais humildes do castelo.
Ali cultivaram respeito e cortesia.
Ali criaram laços de amizade.
Quando os Templários se retiraram  para norte por questões de estratégia administrativa, a população de lágrimas nos olhos disse ao comandante da milícia portuguesa: "Oxalá naõ foxeis".

Sentido, o Comendador Templário assentou no seu livro de guerra o nome da Comenda que deixava para trás com mágoa: "Santa Maria de Foxes".
Significado que pretendeu dar ao nome com a desculpa da presença dos "fossos" que rodeavam e protegiam o castelo mas que mal disfarçadamente deixava revelar o peso daquelas palavras; "Oxalá naõ foxeis".
Deus quisera que não tivésseis de partir...

Da presença da Comenda secreta de Santa Maria de Foxes, ou Foxem, hoje Viana do Alentejo, ficou apenas esta pedra, cabeceira de sepultura de um Cavaleiro Templário Português, adaptada a seteira e visível numa das muralhas reconstruídas do velho castelo árabe de Al-Batun.

Em baixo, à direita, ainda é visível a cruz pátea dos Templários Portugueses

A igreja cristã edificada no lugar da antiga mesquita
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Por alguma razão "obscura" estão hoje representados no brasão da Vila dois escudetes com a cruz Templária...

Regra:cap.LXI


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que se tome Juramento aos que servem

Capitulo LXI

Sabemos, que muitos de diversas Provincias, assim escudeiros, como creados, desejaõ com pura intençaõ dedicarse por toda a sua vida ao serviço das almas nas vossas cazas ; e assim convem, que lhes tomeis a sua fee por juramento, e palavra ; e naõ succeda, que o inimigo exercitado em vos fazer guerra, lhes persuada cousa indigna do serviço de Deos, e os aparte do bom preposito.

domingo, 29 de julho de 2012

Tombo:II


Documentos da Ordem dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Março de 1129

Testamento de Godinho Soares pelo qual deixava à Ordem do Templo a terça parte de toda a sua fazenda.

Tombo:I


Documentos da Ordem dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


19 de Março de 1128

Carta de doação de  D. Teresa, Rainha de Portugal, do Castelo de Soure concedida ao Templo de Salomão

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Iniciamos aqui uma nova etiqueta com o nome de "Tombo". Trata-se de uma colectânea de documentos da Ordem dos Templários Portugueses existentes no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e de consulta pública.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Guardião de Memórias



Professor JOSÉ HERMANO SARAIVA

Leiria, 3 de Outubro de 1919
Setúbal, 20 de Julho de 2012


Faleceu hoje um dos maiores historiadores portugueses que dedicou a sua vida a estudar e transmitir a memória de Portugal.
Um símbolo da nossa cultura.

É com profundo respeito que lhe rendemos aqui a devida homenagem.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Regra:cap.LX


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que rezem sem fazer ruido

Capitulo LX

Mandamos de commum parecer, que rezem conforme o fervor, e devoçaõ de cada hum, sentados, ou em pé ; porém com summa reverencia, e modestia, e sem fazer ruido, para que hum naõ estorve o outro.