quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Regra:cap.LXVIII


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Porque delictos haõ de ser despedidos.

Capítulo LXVIII

Ha de prevenirse primeiramente, que nenhum fraco, esforçado, poderoso, ou pobre se pertender adiantarse, ou avantejarse aos mais fique sem castigo ; e senaõ emendar, dê-selhe mayor penitencia.  Porém se com avisos suaves, e Oraçoens naõ quizer emendarse, antes se desvanecer mais, e mais se ensoberbecer, lance-se entaõ do rebanho de Christo, seguindo ao Apostolo, que diz : "Lancay da vossa companhia o mao".  He forçoso separar a ovelha empestada da communicaçaõ dos Fieis.  O Mestre pois, que tem o baculo, e a vara [baculo para sustentar os fracos, vara para castigar com zelo santo os delictos] naõ se resolva a castigar, senaõ com o parecer do Patriarcha, e havendo-o encomendado a Deos ; e naõ seja, diz S. Maximo : "Que a demasiada brandura relaxe o justo rigor, ou a demasiada aspereza desespere os delinquentes".

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Origem do nome Tomar




No velho território de Scalabis, os romanos fizeram florescer nas margens do FLUMEN NABIA,  a  cidade luso-romana de Nabância.

Muitos séculos depois, os árabes iriam rebaptizar o rio que daria o nome à actual Tomar.
Por duas vezes e em épocas distintas, o mesmo rio, iria emprestar o seu nome à Cidade.

Neste lugar, e por volta de 1143, dá-se uma mudança política e militar quando os árabes almóadas tomam o governo aos almorávidas. No entanto, a população mantem-se maioritariamente moçárabe.

Nos nossos arquivos, uma crónica beneditina, refere o ano de 1145 e relata-nos o que a seguir transcrevemos:

"... estes dois lugares coexistiam pacificamente; um do lado da colina, habitado pelos árabes almóadas, novos senhores da terra e do castelo de Moçadar  e outro do lado oposto do rio onde a nossa sagrada Ordem possuía o mosteiro de S. Bento de Cellas..."

Em homenagem a Ibn-Tumart, fundador do seu movimento, os almóadas passam a chamar rio Tumart ao Nábia.
Em  documentos de origem árabe encontramos a seguinte descrição:

"... no interior da al-qashbah (a Alcáçova) de Moçab-d'har (terra de moçárabes),  no ponto mais elevado, há uma antiga e forte torre de atalaia que pela sua grande dimensão é usada pelo chefe militar como aposento particular.
Em frente, e numa menor elevação, está a masjid-d'ahriad (templo circular), onde nós, os adeptos (os muridin), nos prostramos perante Allah, o misericordioso.
... nas ruínas da abandonada cidade dos romi , há um mosteiro do santo cristão Benedito, cujos religiosos convivem em paz connosco.
... divide-nos o rio Túmart."

Sabemos pelos nossos registos, que ambos os lugares estavam abandonados já no ano de 1146, um ano antes da tomada de Santarém.
Suspeitamos que, numa estratégia militar sem precedentes, os muridin simulando ter sofrido um ataque cristão, inutilizaram o alcácer de Moçabd'har criando o pretexto para se recolherem em Santarém onde, em pouco menos de um ano, iriam colaborar com as forças portuguesas na tomada da praça forte.

Nada sabemos sobre o destino dos beneditinos que ocupavam a margem contrária do rio Tumart (curiosamente o T final não se pronuncia).
Talvez para evitarem o "fogo cruzado" tenham dado o mesmo fim ao seu mosteiro e partido para norte. Sobre isso não temos registos.
____________________________________

Treze anos mais tarde, em 1159, a região de Ceras (Cellas ou Sellum) é doada à Ordem do Templo.
O Mestre dos Templários Portugueses, D. Gualdim Pais, encontra o alcácer e a 'rotunda' árabe semi-derrubados e "cobertos de mato", iniciando de imediato a sua recuperação.
Do nome do rio deram mais tarde o nome à povoação e ao castelo.
De Tumart evoluiria para Tomar.
Ao rio, devolveram o nome da velha Nábia  lusitana.
Tornou-se com o tempo,  rio Nabão.
O rio que banha actualmente a cidade Templária de Tomar.

Tombo:IX


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


9 de Janeiro de 1143

Testamento de Afonso Viegas e sua mulher Eldara Patrício, pelo qual deixavam à Ordem do Templo uma herdade na Vila de Canelas.


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O verdadeiro Templário




Os bons têm medo e são fracos.
Os maus  usam o terror como arma.

Os monges guerreiros são a linha que divide os dois.

A uns tentam aliviar o inferno da vida.
Aos outros farão a vida num inferno.

Para os que nos procuram conhecer,
Estes são os verdadeiros Templários.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Regra:cap.LXVII


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Dos peccados mortaes , e veniaes.

Capitulo LXVII

Se algum na conversaçaõ, ou na campanha cahir em alguma falta leve, elle por sua vontade a descubra ao Mestre, para satisfazer por ella.  Culpas leves senaõ forem muy frequentes, castiguemse com leve penitencia.  Porém se callando elle a sua culpa, outro a descubrir ao Mestre, castiguese com mayor, e mais rigorosa pena.  Mas se a culpa for grave, separem-no da communicaçaõ dos mais Religiosos, nem coma juntamente com elles, senaõ á parte, sogeito em tudo á disposiçaõ, e arbitrio do Mestre, para ficar livre, e seguro no dia do Juizo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sombras



"- Mestre, lá à frente, o caminho parece separar-se em dois.
- É verdade Irmão. Consegues descortinar o teu?
- Assim de noite é difícil distingui-los, ...parecem-me iguais. Como vou saber qual o caminho certo?
- Pergunta à Lua, Irmão. A Luz que ela reflecte dar-te-á a resposta.
- Mas não seria mais fácil escolher o caminho à luz do dia?
- Não, porque se perguntasses ao Sol, ele certamente te cegaria..."

...

"- Depreendo então, Mestre, que tenha de decidir entre o caminho do Bem e o caminho do mal.
- O mal, Irmão, é apenas a falta do Bem. O teu caminho, será sempre verdadeiro.
- Então o arbítrio será apenas meu.
- Sim Irmão. Tu decidirás se o teu Calice deve estar vazio ou a transbordar."

...

"- Agora que chegámos, Mestre, vejo que um dos caminhos é afinal a sombra projectada do outro.
- Sim, uma sombra fria como a noite. A tua missão é aquecer essa sombra com o fogo do teu coração e confortar os que nela se cruzarem.

A sombra do Cavaleiro não deverá reflectir outra coisa senão o próprio Cavaleiro.

Assim como tu serás sempre um reflexo de mim..."
(Iniciação)

Tombo:VIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



Fevereiro de 1142

Carta de Doação feita por Dona Goda à Ordem do Templo, de um terreno na Infesta, freguesia de S. Miguel, arrabalde de Montemor.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Grãos de areia




...jovem guerreiro,
que loucura é essa?...

Porque apressas o Tempo?

Pára um pouco.
O Tempo não tem pressa...

Vem...
Senta-te à minha sombra.
Descansa um pouco.

Pousa a tua espada.

Encosta a cabeça quente
na frescura da rocha
e acalma o teu espírito.

Solta-o...

Fecha os olhos.
Escuta o silêncio do deserto...
Ouves o murmurio do vento nas dunas?

Desprende-te.
Deixa-te levar na suave brisa.
És, como eu, um grão de areia!

Quando chegarmos ao mar
não reprimas a lágrima rebelde.
Solta-a..

Torna-te nela.

Agora és, como eu, uma gota cristalina.
Vem!
Mergulha comigo no Grande Oceano.

Abre os teus olhos.

...bem vindo Irmão
ao teu próprio Templo.

Entra.
Deixa o mundo lá fora...
(Iniciação)


[ "...o Mestre na sua simplicidade não hesita em se transmutar num grão de areia para reduzir o êxtase do guerreiro e chamar-lhe a atenção para a sua real dimensão. Depois ajuda-o a evoluir (espiritualmente) de grão de areia para lágrima cristalina (humildade e conhecimento), convidando-o a mergulhar com ele no Grande Oceano (busca da Sabedoria).
Vai, desta forma, buscá-lo ao 'quasi nada' e abre-lhe as portas do primeiro Templo." ]

Tombo:VII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Fevereiro de 1141

Tratado de Concórdia e Paz feito entre a Ordem do Templo e a Ordem do Hospital tanto no Continente como no Ultramar.

Regra:cap.LXVI


Regra dos pobres Cavaleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que os Cavalleiros Templarios possuaõ dizimos.

Capitulo LXVI

Cremos, que deixadas muitas riquezas vos sogeitastes à pobreza voluntaria.  E assim a vós, que viveis em Communidade, concedemos, que possais possuir dizimos na fórma seguinte : Se o Bispo vos quizer dar alguns dizimos da sua Igreja pelo amor de Deos de consentimento de todo o Cabido ; darsevoshaõ daquelles dizimos, que consta possue a Igreja ; porém se algum secular vos quizer dar a decima parte da sua fazenda, obrigando-a á tal quantidade, com licença do que preside, ou á sua vontade, e naõ do Capitulo, se deve distribuir.

sábado, 29 de setembro de 2012

Sinal dos Tempos


Arcanjo Miguel, velai por nós


Aviva-se a Chama Eterna
A Hora vai chegar...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tombo:VI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


17 de Setembro de 1140

Carta de doação, feita por Egas Mendes e seus irmãos,
à Ordem do Templo, de uma herdade em Matados.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Regra:cap.LXV


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que o sustento se dê a todos com igualdade.

Capitulo LXV

A todos os Religiosos se dê o sustento necessario com igualdade, conforme a possibilidade da Casa ; porque naõ he justa a accepçaõ das pessoas, e muita attençaõ às enfermidades.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Presenças:ocultas


E weq:bai fa het:wa mu:ta í e har:hi:qe tur:ku:qfe.
Ex nio:yre ux:hi:bex grol:hex at gor:dat lai kru:vi:bip.
A broz qu:we:a a a:qi:xoe lai ex o:dum:wa.
(hebade 1)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Presenças ocultas





- ... Mestre podeis falar-me sobre a nossa Cruz Pátea?
O que significa?

- Tendes a certeza que é uma cruz o que vossos olhos vêem?
Olhai com atenção...

- Vejo uma cruz inscrita dentro de um círculo...
Deveria ver algo mais?

- Olhai para além dela.
Deverieis ver o verdadeiro símbolo oculto no círculo... 

- Mas, Mestre não vejo mais nada...
...esperai... Sim! Vejo o seu complemento!
Mas é claro! Como é que não reparei antes?

- Porque estáveis a procurar com os olhos e não com o coração.

- Mas Mestre, assim a cruz desaparece !

- Nunca lá esteve, Irmão.
Eram vossos olhos que criavam a ilusão e não viam a essência do Símbolo.

- Mas este novo símbolo... o que representa?

- A essência do Cavaleiro Templário. A essência da Ordem.

Esse será um dos muitos segredos que vos serão confiados quando fordes investido.

Que guardareis com vossa honra e transmitireis aos que vierem depois...
( Iniciação )