sábado, 15 de dezembro de 2012

Tombo:XII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



Junho de 1145

Testamento feito por Mem Vermudes
pelo qual deixava à Ordem do Templo
toda a sua parte na herdade de São Pedro de Sindianes.

Regra:cap.LXX


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Qual seja o necessario para as camas.

Capitulo LXX

De commum parecer mandamos, que naõ sendo com grave occasiaõ, durma cada hum em cama à parte.  Tenha cada hum seu leito decente, conforme a disposiçaõ do Mestre.  Parece-nos, que basta a cada hum hum colchaõ, almofada, e manta.  A quem faltar alguma destas tres cousas, de-selhe hum cobertor, ou sobre-cama, e em todo o tempo se lhe permite hum lançol de linho.  Naõ durmaõ sem camiza, nem seroulas : e naõ falte luz toda a noite no dormitorio dos Irmaõs.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A lenda de Alconchel



De Alconchel, conta-se uma lenda Templária que o mundo apagou da memória mas que os Cavaleiros do Templo Português guardaram carinhosamente.
A história é-nos contada num velho pergaminho árabe, escrito por um ermitão 'morabito' (homem santo muçulmano), coevo dos acontecimentos.

" Havia tempo que o castelo de Alcoucel fora tomado aos muçulmanos pelos Templários, tornando-se o seu Castelo de Ferro, num enclave permanentemente em guerra.
A Ordem do Templo tinha tomado sob sua protecção a população moçárabe mesmo sabendo que entre ela havia os que espiavam e conspiravam contra a presença cristã.

Entre os conspiradores havia um jovem moçárabe por quem uma bela moura se havia apaixonado.
Este mantinha o seu amor por ela em segredo para não a comprometer se algo corresse mal e fosse apanhado.
Sem o saber, há algum tempo que o jovem era alvo da atenção de um Cavaleiro Templário que sabia do seu amor pela linda moura e que estava também ele, por ela secretamente apaixonado.
Ao Cavaleiro restava-lhe calar fundo a dor daquele amor impossível, pois era-lhe vedado pela Regra exteriorizar a sua paixão.

Todos os dias o jovem ia trabalhar às escondidas, na minagem de uma das muralhas do castelo, sabendo que se preparava um ataque muçulmano para breve.

Nas vésperas desse ataque caiu uma tempestade medonha e o jovem conspirador empenhou-se afincadamente na sua missão de sabotagem ao coberto dos enormes aguaceiros que naquela noite se abatiam sobre a região.

Dentro da mina, o destino jogava um drama.
Vindo, não se sabe de onde, uma torrente de lama acumulava-se por detrás do tabique que protegia o trabalho do jovem. Este ao aperceber-se do perigo jogou as costas de encontro às tábuas para tentar conter   a barreira que começava a ceder.
Devia ter fugido e não o fez.
Depressa entendeu que aquele acto irreflectido o levara a uma armadilha mortal. Se tentasse agora fugir seria apanhado pelo desmoronamento imediato. Se ficasse, aguentaria até mais não poder, mas acabaria por morrer subterrado.
Em pânico, começou a gritar por ajuda.
Já sem forças, despedindo-se da vida num adeus desesperado, gritou o nome da bela moura.

Por entre a lama que lhe toldava a vista, descortinou a figura altiva do guerreiro Templário.
- Ajuda-me, por favor...

Sentindo ao seu lado a força das robustas costas do Cavaleiro abrandar a pressão da barreira, o jovem gritou aliviado:
- Juntos vamos conseguir!

Mas o Templário sabia que não havia saída daquela armadilha para os dois e gritou para o jovem:
Vai-te sem demora! Salva-te!

O jovem moçárabe tentando retribuir algum altruísmo, ainda contestou a decisão do Cavaleiro:
- Então morreremos aqui os dois! Não te abandono! A culpa disto é minha, não é justo que te arrisques por um sabotador!

Com a dureza do aço na voz e um gelo intenso no olhar, o Templário encarou o jovem e ordenou-lhe:
- Vai! Um grande amor espera-te lá fora! Volta para a tua moura!
Depois, murmurando baixinho, acrescentou.
- Não suportaria vê-la infeliz por ti...


Na manhã do dia seguinte, enquanto os sinos de alarme batiam a rebate perante a eminência do ataque e a população se refugiava no castelo, um velho ermitão que ali também procurava protecção encontra o jovem que escavava desesperadamente com as mãos um monte de lama e destroços que tinham deslizado monte abaixo naquela noite.
- O que fazes, jovem louco? Isso é hora de escavar na lama? Vamos ser atacados!
Mas o jovem parecia não o ouvir e só dizia:
- Tenho de lhe dar digna sepultura! Tenho de lhe dar digna...

Durante o ataque, os muçulmanos passaram pelo jovem moçárabe que, ignorando-os, continuou, com as mãos já ensanguentadas, a escavar no local como um louco. E, tomado por louco, também foi ignorado pelas tropas árabes.
O corpo do Templário foi encontrado muitas horas depois e resgatado pelos Irmãos da Ordem.
 O velho ermitão, comovido por este acto de amor e abnegação, registou mais tarde a história do que aconteceu."

O Cavaleiro Templário de Alconchel foi sepultado com toda a dignidade no seu Castelo de Ferro enquanto que a Lenda da sua coragem ficou viva para sempre na memória do Templo.

Documento XXVII


Uma Doaçaõ que fez o Senhor Rey D. Sancho I. à
Ordem do Templo ; e he da Idanha a nova ; e
se prova ser Mestre do Templo a quem a
fez, D. Fernando Dias.

Em nome de Deos. Eu D. Sancho por graça de Deos Rey de Portugal, juntamente com minha mulher a Rainha D. Dulce, e com meos Filhos, e Filhas, faso Carta de doaçaõ, e concepçaõ, e perpetua firmeza a vós Mestre D. Fernando Dias, e a todos os Freires da Milicia do Templo presentes, e futuros daquella Cidade, que se chama Idanha, a qual meu Pay o Illustrissimo Rey D. Affonso de boa memoria tinha dado antigamente a vossos Freires para a povoarem : a qual está cituada junto a Monsanto, e entre a Covilham, e o rio Elgia, e entre a serra de Veloza, e o Tejo.   Esta dicta Cidade damos a Deos, e a caza da Milicia do Templo, e a vós Mestre D. Fernando Dias, e aos Freires do Templo por direito hereditario, para que a tenhais, e possuais para sempre com seus termos novos, e velhos assim, e da maneira que melhor os possais ter, e haver com toda a inteireza, e direito que na tal terra nos pertencia.   Alem disto damos a vós Mestre D. Fernando Dias, e aos vossos Freires do Templo assim presentes, como futuros pelo amor de Deos, e remiçaõ dos nossos peccados, e de nossos Pays, e pelo bom serviço, que de vós temos recebido, huma Villa, que se chama Idanha a nova, que a possuais com seus termos novos, e antigos, assim como melhor os possais achar, e ter ; e em todo o direito que em ella nos podia pertencer.   Por tanto todo aquelle, que vos guardar inteiramente, e a todos os vossos successores esta nossa confirmaçaõ, e doaçaõ seja bendito do Senhor.   Amen.   E aquelle que intentar quebrala, ou diminuila, incorra na ira de Deos Omnipotente, e assim elle como toda a sua geraçaõ, que sejaõ malditos de Deos.  Amen.   Foi esta Carta feita em Coimbra aos vinte e hum de Janeiro da Era de mil duzentos e quarenta e quatro.   Em o vigecimo anno do nosso Reinado.   Nós os Reis acima nomeados, que mandamos fazer esta Carta de perpetua doaçaõ, e confirmaçaõ em prezença dos abaxo asignados a roboramos, e fizemos em ella estes signais. ).).).).).).).).).).
Os que prezentes foraõ
D. João Mendes Mordomo mór .................. conf.
D. Martinho Alfers mór .............................. conf.
D. Lourenço Suares ..................................... conf.
D. João Fernandes ..................................... conf.
D. Fernando Fernandes ............................ conf.
D. Nuno Sanches ...................................... conf.
D. Martinho Pires .................................... conf.
D. Rodrigo Mendes ................................. conf.
Martinho Arcebispo de Braga ................ conf.
Martinho Bispo do Porto ...................... conf.
Pedro Bispo de Coimbra ....................... conf.
Niculao Bispo de Vizeo .......................... conf.
Sueiro Bispo de Lisboa ......................... conf.
Pedro Bispo de Lamego ...................... conf.
Martinho Bispo da Guarda ................. conf.
Sueiro Bispo de Evora ........................ conf.
D. Lourenço Egas .............................. conf.
Pedro Gomes ..................................... test.
Soeiro Suares ..................................... test.
Pedro Monis ....................................... test.
Pedro Mendes .................................... test.
João Raymud ..................................... test.
João Notario da Carta

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Alconchel




O "Castelo de Ferro" dos Templários.


Quando se estudam os castelos Templários Portugueses, há a tendência para esquecer os fronteiriços, que estão actualmente em território espanhol.
Devemos esclarecer que tanto este que aqui hoje abordamos como o que iremos publicar proximamente, são casos especiais, uma vez que continuam portugueses, em território ocupado ilegalmente por Espanha.

Assim, vamos encontrar a sul de Olivença, o castelo Templário de Miraflores, na localidade de Alconchel.





No século XI os muçulmanos aqui reedificaram, sobre as ruínas de uma velha fortaleza, o hisn al-Hadid. O "Castelo de Ferro".

É conquistado em 1166 por el-Rei D. Afonso I de Portugal com a ajuda dos Templários Portugueses aos quais é confiada a sua defesa, assim como a protecção da população moçarabe.
Nesse mesmo ano o soberano faz dele doação à Ordem do Templo, tendo o Mestre D. Gualdim Pais mandado "recompor" o castelo, a que passa a chamar de Alconchel. Diz-se que tal nome se deve às características do terreno envolvente, onde as colinas faziam lembrar conchas do mar mas, na verdade deriva do arábico Alcoucel que significa "cúpula" ou "coruchéu", tal é a forma do monte onde o castelo se situa.




Em 1264 passou para a Coroa de Castela embora continuasse sob o controle dos Templários Portugueses cujos Mestres o foram dos três reinos (Portugal, Castela e Leão), assim permanecendo até 1312.

Ao cabo de século e meio de permanência no território os Comendadores Templários deixaram-nos, nos seus Livros de Guerra, uma vasta e riquíssima memória narrativa plena de casos de luta, disciplina, heroísmo, sacrifício, abnegação, convivência e benevolência.

Mas nem tudo ficou registado nesses diários militares da Ordem.
Existe uma curiosa lenda Templária, relatada num pergaminho datado do século XII por um velho morabito árabe (homem pio, rodeado de uma certa áurea de santidade) que habitava uma colina vizinha.
Uma lenda que publicaremos proximamente.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Tombo:XI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1143

Carta de Doação de uma herdade por Mendo Monis e sua mulher à Ordem do Templo.

Regra:cap.LXIX


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Que da Paschoa até Todos os Santos naõ vistaõ se naõ huma camiza de linho.

Capítulo LXIX

Por attender ao muito calor das partes Orientaes, da Paschoa da Ressurreiçaõ até a Festa de Todos os Santos, se dê huma camiza de linho, e naõ mais ; naõ por obrigaçaõ, mas por graça, ou Indulgencia a cada hum, á aquelle digo, que quizer usar. Porém no mais tempo todos vistaõ camizas de lãa.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Restauração





1º de Dezembro de 1640

Dia da Restauração
da Independência Nacional

O dia em que Portugal justiçou os Traidores

...

Hoje, a História repete-se.
Os traidores terão de voltar a ser justiçados!

...até que sejam repostos o equilíbrio moral
e o bem estar dos portugueses.

...até que ninguém tenha,
de lágrimas nos olhos,
de ver os seus filhos adormecerem
de barriga vazia.


A História repetir-se-á.
A Justiça também.
Inevitavelmente...

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Somos por natureza tolerantes. A tolerância e a prudência evitam que nos precipitemos e cometamos injustamente alguns erros de juízo e de procedimento. Mas se há algo que um Templário não tolera, é a traição. Por isso não pensem que nos contradizemos quando apelamos à tolerância por um lado e, por outro, exigimos que os traidores sejam justiçados.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Tombo:X


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Outubro de 1143

Carta de Doação
feita por Mendo Dias e Bona, sua mulher, à Ordem do Templo,
da herança que tinham em Azevedo, e da terça de S. Lourenço.

Regra:cap.LXVIII


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Porque delictos haõ de ser despedidos.

Capítulo LXVIII

Ha de prevenirse primeiramente, que nenhum fraco, esforçado, poderoso, ou pobre se pertender adiantarse, ou avantejarse aos mais fique sem castigo ; e senaõ emendar, dê-selhe mayor penitencia.  Porém se com avisos suaves, e Oraçoens naõ quizer emendarse, antes se desvanecer mais, e mais se ensoberbecer, lance-se entaõ do rebanho de Christo, seguindo ao Apostolo, que diz : "Lancay da vossa companhia o mao".  He forçoso separar a ovelha empestada da communicaçaõ dos Fieis.  O Mestre pois, que tem o baculo, e a vara [baculo para sustentar os fracos, vara para castigar com zelo santo os delictos] naõ se resolva a castigar, senaõ com o parecer do Patriarcha, e havendo-o encomendado a Deos ; e naõ seja, diz S. Maximo : "Que a demasiada brandura relaxe o justo rigor, ou a demasiada aspereza desespere os delinquentes".

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Origem do nome Tomar




No velho território de Scalabis, os romanos fizeram florescer nas margens do FLUMEN NABIA,  a  cidade luso-romana de Nabância.

Muitos séculos depois, os árabes iriam rebaptizar o rio que daria o nome à actual Tomar.
Por duas vezes e em épocas distintas, o mesmo rio, iria emprestar o seu nome à Cidade.

Neste lugar, e por volta de 1143, dá-se uma mudança política e militar quando os árabes almóadas tomam o governo aos almorávidas. No entanto, a população mantem-se maioritariamente moçárabe.

Nos nossos arquivos, uma crónica beneditina, refere o ano de 1145 e relata-nos o que a seguir transcrevemos:

"... estes dois lugares coexistiam pacificamente; um do lado da colina, habitado pelos árabes almóadas, novos senhores da terra e do castelo de Moçadar  e outro do lado oposto do rio onde a nossa sagrada Ordem possuía o mosteiro de S. Bento de Cellas..."

Em homenagem a Ibn-Tumart, fundador do seu movimento, os almóadas passam a chamar rio Tumart ao Nábia.
Em  documentos de origem árabe encontramos a seguinte descrição:

"... no interior da al-qashbah (a Alcáçova) de Moçab-d'har (terra de moçárabes),  no ponto mais elevado, há uma antiga e forte torre de atalaia que pela sua grande dimensão é usada pelo chefe militar como aposento particular.
Em frente, e numa menor elevação, está a masjid-d'ahriad (templo circular), onde nós, os adeptos (os muridin), nos prostramos perante Allah, o misericordioso.
... nas ruínas da abandonada cidade dos romi , há um mosteiro do santo cristão Benedito, cujos religiosos convivem em paz connosco.
... divide-nos o rio Túmart."

Sabemos pelos nossos registos, que ambos os lugares estavam abandonados já no ano de 1146, um ano antes da tomada de Santarém.
Suspeitamos que, numa estratégia militar sem precedentes, os muridin simulando ter sofrido um ataque cristão, inutilizaram o alcácer de Moçabd'har criando o pretexto para se recolherem em Santarém onde, em pouco menos de um ano, iriam colaborar com as forças portuguesas na tomada da praça forte.

Nada sabemos sobre o destino dos beneditinos que ocupavam a margem contrária do rio Tumart (curiosamente o T final não se pronuncia).
Talvez para evitarem o "fogo cruzado" tenham dado o mesmo fim ao seu mosteiro e partido para norte. Sobre isso não temos registos.
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Treze anos mais tarde, em 1159, a região de Ceras (Cellas ou Sellum) é doada à Ordem do Templo.
O Mestre dos Templários Portugueses, D. Gualdim Pais, encontra o alcácer e a 'rotunda' árabe semi-derrubados e "cobertos de mato", iniciando de imediato a sua recuperação.
Do nome do rio deram mais tarde o nome à povoação e ao castelo.
De Tumart evoluiria para Tomar.
Ao rio, devolveram o nome da velha Nábia  lusitana.
Tornou-se com o tempo,  rio Nabão.
O rio que banha actualmente a cidade Templária de Tomar.

Tombo:IX


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


9 de Janeiro de 1143

Testamento de Afonso Viegas e sua mulher Eldara Patrício, pelo qual deixavam à Ordem do Templo uma herdade na Vila de Canelas.


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O verdadeiro Templário




Os bons têm medo e são fracos.
Os maus  usam o terror como arma.

Os monges guerreiros são a linha que divide os dois.

A uns tentam aliviar o inferno da vida.
Aos outros farão a vida num inferno.

Para os que nos procuram conhecer,
Estes são os verdadeiros Templários.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Regra:cap.LXVII


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem

Dos peccados mortaes , e veniaes.

Capitulo LXVII

Se algum na conversaçaõ, ou na campanha cahir em alguma falta leve, elle por sua vontade a descubra ao Mestre, para satisfazer por ella.  Culpas leves senaõ forem muy frequentes, castiguemse com leve penitencia.  Porém se callando elle a sua culpa, outro a descubrir ao Mestre, castiguese com mayor, e mais rigorosa pena.  Mas se a culpa for grave, separem-no da communicaçaõ dos mais Religiosos, nem coma juntamente com elles, senaõ á parte, sogeito em tudo á disposiçaõ, e arbitrio do Mestre, para ficar livre, e seguro no dia do Juizo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sombras



"- Mestre, lá à frente, o caminho parece separar-se em dois.
- É verdade Irmão. Consegues descortinar o teu?
- Assim de noite é difícil distingui-los, ...parecem-me iguais. Como vou saber qual o caminho certo?
- Pergunta à Lua, Irmão. A Luz que ela reflecte dar-te-á a resposta.
- Mas não seria mais fácil escolher o caminho à luz do dia?
- Não, porque se perguntasses ao Sol, ele certamente te cegaria..."

...

"- Depreendo então, Mestre, que tenha de decidir entre o caminho do Bem e o caminho do mal.
- O mal, Irmão, é apenas a falta do Bem. O teu caminho, será sempre verdadeiro.
- Então o arbítrio será apenas meu.
- Sim Irmão. Tu decidirás se o teu Calice deve estar vazio ou a transbordar."

...

"- Agora que chegámos, Mestre, vejo que um dos caminhos é afinal a sombra projectada do outro.
- Sim, uma sombra fria como a noite. A tua missão é aquecer essa sombra com o fogo do teu coração e confortar os que nela se cruzarem.

A sombra do Cavaleiro não deverá reflectir outra coisa senão o próprio Cavaleiro.

Assim como tu serás sempre um reflexo de mim..."
(Iniciação)