sexta-feira, 15 de março de 2013

Dois anos depois...



Conforme aqui publicámos há dois anos atrás, parte do alambor do século XII do castelo Templário de Tomar foi destruído na sequência das obras de "requalificação" envolvente do castelo e do convento de Cristo.
Puro acto de vandalismo institucional perpetrado por aqueles que se vendem por trinta dinheiros. Os mesmos que tinham o dever de proteger o património e que o traíram.
Destruíram, lucraram e abandonaram.
Poucos foram os que se indignaram e denunciaram o crime.
A maioria preferiu assobiar para o lado.
O mal está feito. Há que o reparar.

Dizem que o convento de Cristo é património da humanidade desde 1983. Onde estava a "humanidade" quando foi cometido o crime contra o património?
O que fizeram o Igespar e a Unesco para o impedir? Nada!
Pelo contrário, deram o seu aval ao atentado e ficaram impunes até hoje.
Ninguém assumiu responsabilidades.
Dois anos depois, tudo está na mesma.

Conduta desonrosa que vai contra os valores que defendemos.

Os Templários Portugueses aguardam que o seu património histórico seja reparado, nos moldes em que se encontrava originalmente, antes das obras que o destruíram.
Toda a envolvente do castelo e do convento deve ser preservada respeitando a arquitectura original e o ambiente histórico em que se insere.
O modernismo nestes contextos é contra-natura.
Que prevaleça o bom senso e o respeito pela nossa memória.

É tudo o que pedimos.

Tombo:XVIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Julho de 1155

Carta de Doação feita por Paio Godins à Ordem do Templo
de metade de todos os seus bens.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Esperança



Jorge Bergoglio é o novo Sumo Pontífice do Catolicismo.
Diz quem o conhece que é um bom homem.
Recai agora sobre os seus ombros a pesada tarefa da mudança.
No entanto, todos sabemos que a nação Vaticana é demasiado poderosa para ser mudada pela vontade  de um homem só.
Apesar de poderem soprar novos ventos, está ainda longe a Redenção.
São demasiados pecados para a a remissão total.

Os Templários Portugueses não reivindicam nada à Igreja de Roma.
Cabe-lhe a  nobre iniciativa de quebrar o secular silêncio e o gesto magnânimo da admissão de culpa.
Nada mais esperamos dela.

Boa sorte Francisco.
Esperamos que a tua humildade seja sincera e que nos possas ajudar a mitigar o sofrimento do Mundo.
Que Santa Maria te acompanhe e ilumine o caminho de todos nós.

Templários Portugueses

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Onde procurar




O Cavaleiro procurou Deus em todas as religiões
...e não O encontrando,
olhou os céus e perguntou:
- Deus, quem és Tu?
... e Deus respondeu-lhe:
Tu!

Procura-Me dentro de Ti...
Porque é em Ti que Eu vivo!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

De novo a tradição



Quando as adversidades do dia-a-dia se agravam e a sobrevivência das comunidades começa a estar em risco, a Alma Lusitana revela-se espontânea, reavivando as tradições ancestrais.

Nas terras do interior de Portugal, tão deixadas ao abandono, volta-se a utilizar os fornos comunitários.
Afinal nada está perdido.
Façamos renascer as nossas searas!
Voltemos a fazer o nosso pão!

Nunca deixámos de ser o que somos.
O que sempre fomos.
O povo da Lusitânia!

O projecto Templário cumpre-se, per si.
Não para nós, Portugal, mas para a tua glória!

Tombo:XVII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Janeiro de 1154

Testamento de D. Godinha Raimondes pelo qual deixava à Ordem do Templo a terça parte de seus bens.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Beleza interior





Os idosos sempre mereceram o devido respeito da Ordem e é com muito carinho que publicamos sobre eles.
Chamam sempre a nossa atenção casos como este que corre na internet e que passamos a relatar.

--- 

“Quando um velho homem morreu na enfermaria de um lar de idosos numa cidade do interior julgou-se que não teria com ele nada de valor.
Mais tarde quando as enfermeiras recolheram os seus poucos pertences encontraram este poema que impressionou toda a equipa.


VELHO RANZINZA...

O que  vês tu enfermeiro?
O que pensas
quando estás a olhar para mim?
O que vês tu?
Um homem casmurro,
não muito sábio,
incerto de hábitos,
de olhar distante?

Que goteja a comida
sem fazer  comentários,
quando dizes em voz alta
“Eu gostava que você tentasse!”
que parece não perceber
as coisas que dizes,
e está sempre a perder
uma meia ou um sapato?

Que, resistindo ou não,
permite fazer o que queres,
como se o banho e a alimentação
preenchesse o meu dia inteiro?
É nisso que estás pensando?
É isso ... o que tu vês?
Então abre os olhos enfermeiro,
porque  não estás a olhar para mim.

Vou-te contar quem eu sou.
Continuo, ainda, aqui sentado,
obedecendo como posso ao teu comando,
comendo conforme a tua vontade.
Mas...
Eu sou uma pequena criança de dez anos
com um pai e uma mãe,
irmãos e irmãs... que se amam.
Um rapaz de dezasseis... com asas nos pés,
sonhando encontrar em breve sua amante.

Um noivo logo aos vinte... o coração dá-me um salto.
Lembrando os votos... que prometi manter.
Aos vinte e cinco... tenho agora a minha própria juventude.
Quem precise de mim para o guiar... e um lar seguro, feliz.

Um homem de trinta... a juventude avançou rápida,
ligados um ao outro... com laços que devem durar.
Aos quarenta, meus filhinhos pequenos... cresceram e se foram.
Minha mulher está ao meu lado... e vê que eu não lamento.

Aos cinquenta, outra vez,... bebês a brincar no joelho.
Mais uma vez, as crianças... minha única amada e eu.
Dias sombrios sobre mim... minha mulher está morta.
Olho o futuro... tremo de pavor.
Meus jovens estão todos criados... na sua própria juventude.
E penso nos anos... e no amor que vivi.
Sou agora um velho homem... e a natureza é cruel.
É doloroso ver fazerem a velhice... parecer uma tolice.
O corpo desintegra-se... a graça e o vigor, partem.

Existe agora uma pedra... onde houve antes um coração.
Mas dentro desta velha carcaça... habita ainda um jovem,
E agora e de novo... meu maltratado coração bate forte
Lembro as alegrias... eu me lembro da dor.
E  estou amando e vivendo... a vida outra vez.
Acho que os anos, muito poucos... foram embora muito rápido.
E aceito o facto gritante...de  que nada pode durar.

Então abre os olhos... abre-os e vê.
Eu não sou  um homem casmurro.
Olha mais de perto... e vê-me... A MIM!

---

Lembrai este poema da próxima vez que vos cruzardes com um idoso. Olhai-o na alma jovem que subsiste dentro dele.
Só o corpo envelhece...

As coisas mais belas deste mundo não podem ser tocadas.
Devem ser contempladas apenas com o coração.

Tombo:XVI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


25 de Novembro de 1152

Carta de Doação feita por Guivano e sua mulher Ermesenda,
à Ordem do Templo de metade de uma herdade no termo de Leiria.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Procurai a verdade



"...os Templários tiveram sempre como projecto secreto, unir as três religiões principais numa fraternidade universal.
Os Capelães Templários não têm por missão evangelizar.
A sua função é a de apoiar os Irmãos internamente e exclusivamente em privado.
Na Ordem, exercem três tipos de Capelães; cristãos, islâmicos e judaicos.
Cada um assiste os Irmãos na respectiva fé.
Na sua actividade geral não fazem distinções dentro da Irmandade e cada um deles participa nos cerimoniais da Ordem como Capelão, individualmente ou em conjunto, indiferentemente do culto e credo de cada um.
Comungando os ideais da Ordem deixam, assim, as suas crenças religiosas para segundo plano.
Os Templários nunca proclamam a religião tanto no seio da Irmandade como no exterior da mesma, para não colidir com as crenças de cada um.
Cumpre-se assim uma das Regras de ouro do Templo: a Tolerância."

---

Este procedimento já vem de há muitos séculos atrás e continua a ser usado pelos Templários Portugueses.
Não é verdade, portanto, que a Ordem seja de inspiração exclusivamente cristã.
Não o foi no passado, não o é e nunca o será de obediência católica.
Por isso, quando procurais identificar a verdadeira Ordem, lembrai-vos disto: 
O Cavaleiro Templário nunca proclama publicamente a religião que professa.
A fé é do foro privado e íntimo de cada um, cabendo a todos respeitá-la.

Assim é o verdadeiro Templário.

________________________________
No entanto, o elemento unificador no Projecto baseia-se na ancestral sabedoria dos nossos antepassados, que conheciam o poder do Bom Espírito e da força que, uma vez nele concentrada, irradia à sua volta, como um intenso ponto luz.
Não é por acaso que os nossos Templos são redondos.

Tombo:XV


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



Abril de 1146

Carta de Doação feita por Pelágio Fructesindis à Ordem do Templo
pela sua parte na herdade de Cadima e da terça de seus bens.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A tempestade



Começou...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Tombo:XIV


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Agosto de 1145

Carta pela qual o Arcebispo de Braga confirmou uma doação do seu antecessor, em que fora feita mercê à Ordem do Templo de umas casas, e acrescentou mais metade dos dízimos das feiras da mesma cidade de Braga.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Invenções tardias



A tendência para mistificar os Cavaleiros Templários levou a que, ao longo do tempo, se criassem autênticas fraudes históricas.

O selo do Mestre Geral da Ordem, Pedro de Montagudo, não apresenta dois cavaleiros na mesma montada mas sim lado a lado. O segundo cavalo não foi incluído, para simplificar o desenho.

É este o verdadeiro símbolo.

Nenhum Templário se deslocava sozinho a pé ou a cavalo, quando em serviço. Andava sempre acompanhado de um Irmão por razões que a Regra de Cavalaria especifica.
Contudo, nunca foi norma andarem dois cavaleiros num mesmo cavalo.
Como a Regra de Cavalaria Templária nunca foi do conhecimento público, inventaram (principalmente a partir do século XVIII) a história dos dois cavaleiros na mesma montada e deram-lhe todo o tipo de interpretações esotéricas. Atribuíram-na inclusive aos selos de outros Mestres Gerais, falsificando-os.

Uma das explicações mais comuns que hoje lhe dão é a de que, como os Templários foram conhecidos   por "pobres Cavaleiros de Cristo", eram obrigados a andar dois numa só montada, por falta de cavalos.
Nada mais falso.
A verdade é que o Cavaleiro Templário tinha normalmente à sua disposição nunca menos de três montadas.
O selo do Mestre nada tem, assim, de esotérico.
Também é uma verdade, que a simbologia oculta dos Templários, era e é, precisamente isso: OCULTA.

Regra:cap.LXXII


Regra dos pobres Cavalleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalem.

Que se fujaõ os abraços, e osculos de qualquer mulher.

Capítulo LXXII

He muy perigoso, e arriscado attender com curiosidade, e cuidado ao rosto das mulheres.   E assim nenhum se streva a dar osculo a viuva, nem donzela, nem a mulher alguma, ainda que muy chegada em parentesco, como mãy, irmãa, ou tia.   Fuja o Cavalleiro de Christo dos affagos da mulher, que poem ao homem no ultimo risco ; para que com pura vida, e segura consciencia chegue a gozar de Deos para sempre.   Amen.

Fim da Regra.
________________________
Termina aqui a Regra dos pobres Cavaleiros do Templo na Cidade Santa de Jerusalém, constituída por 72 capítulos.
Esta foi a Regra escrita para encobrir o falso vínculo dos Templários à igreja católica.
Os Soldados do Templo regeram-se no passado (e ainda se regem) não por uma regra monástica mas por uma Regra de Cavalaria Espiritual muito diferente.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Pequenos e Grandes




A  arrogância terá sempre dificuldade
 em alcançar o batente da nossa porta.

A humildade não precisará de o fazer.
Para ela a porta está sempre aberta.