sábado, 14 de setembro de 2013

(V) Fantasmas na neblina



Durante anos a frota Templária explorou e documentou a costa do novo mundo.
Quanto mais os nossos antepassados a percorriam mais convencidos ficavam de que aquele vasto continente nada tinha a ver com as Índias conhecidas.
A análise do "orbem sphaericum" dizia-lhes que a distância percorrida para as alcançar a Oriente nunca poderia corresponder à distância, muitíssimo maior, necessária para o fazer por Ocidente.
Aquela era outra terra que se interpunha e com uma costa tão vasta para Sul que só poderia ser outro continente.
Mas para o explorar mais a Sul teriam de traçar uma nova rota a partir do Reino de Portugal.
Desta vez, os ventos seriam favoráveis.

Este conjunto de preciosas informações guardadas em absoluto segredo foi mais tarde depositado nas mãos de El-Rei D. João II que iria usá-lo magistralmente num colossal jogo de enganos com a colaboração dos Templários Portugueses da Ordem de Cristo *.
O Príncipe Perfeito compreendeu que para afastar a Espanha, o seu concorrente mais directo à corrida pela rota das Índias, teria de criar uma manobra de diversão que os levasse no sentido oposto.
Os velhos Templários, mestres em estratégia, fizeram o resto.

Foi montada uma falsa política de secretismo com o fim de atrair os espiões ao serviço de Espanha e para melhor "espalhar o segredo" foi chamada a participar desta aventura a nata da marinhagem genoveza...
Deixaram-se roubar propositadamente "alguns" portulanos náuticos e para que não houvesse dúvidas ou hesitações que dessincronizassem o plano português foi nomeado para desempenhar o papel principal desta farsa, um dos melhores agentes Templários Portugueses da época.
Um homem que ficaria na História como o primeiro marinheiro a tocar a terra do novo mundo ao serviço de Espanha.
De seu pseudónimo: Christovõm Colon.

Estava assim deixado livre, o caminho para a descoberta da rota das Índias.
Começava agora verdadeiramente a epopeia marítima dos portugueses sob o signo da Ordem de Cristo.

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* -   "Templários da Ordem de Cristo". Talvez vos pareça estranha esta designação mas há muito que a usamos, uma vez que a Ordem de Cristo não era mais que outro nome para a Ordem dos Templários Portugueses.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

(IV) A frota de La Rochelle



França, 4 de Outubro de 1307.

O "Lupus", um pequeno barco Templário de navegação costeira parte do porto de Dieppe em direcção a Inglaterra para um encontro secreto.
Pouco depois regressa, rumando ao porto Templário de La Rochelle.
Ali, tudo parece normal não fosse a ânsia mal contida nos olhos dos que acabam de chegar.
O tempo parece escassear.


12 de Outubro.

O que ouvem é demasiado cruel para ser verdade.
O Templo não pode correr riscos.
Se for verdade, poderá ser o fim.
Com todo o seu espólio a bordo, a frota zarpa pela calada da noite rumo a Oeste.
Foi a última vez que os franceses a viram.


13 de Outubro.

É madrugada. Os verdugos de Filipe "o Pérfido", obedecendo a um plano sinistro do soberano, prendem de surpresa todos os que encontram nas comendadorias e casas da Ordem em França.
Com a ganância estampada nos rostos dirigem-se ao Templo de Paris, sede da Ordem, a fim de se apoderarem dos bens Templários.
Mas encontram tudo vazio.
Correm a La Rochelle, ansiosos. Já lá não está ninguém.
Mandam alertar todos os portos próximos, mas nada!
A frota Templária tinha-se esfumado.


Porto de Salir, reino de Portugal.

Ao largo contam-se diversos navios.
Parecem os mesmos mas as velas estão modificadas.
Alguns aproximam-se e entram na enseada.
O movimento no pequeno porto de pescadores é rápido e eficaz.
Em pouco tempo, a carga é transferida para terra e parte rumo a Tomar.
Depois juntam-se aos restantes e toda a frota mete proa ao alto mar.
Rumam para Ocidente.
Contra o vento.
A favor do destino.

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Em 1312, mais navios se juntaram à frota Templária.
Alguns foram convertidos. Outros desmantelados ou afundados.
Só começariam a regressar entre 1315 e 1319, trazendo nas velas o sinal da nova Ordem.
Ao contrário do que a História oficial conta, as ilhas dos Açores já estavam povoadas por descendentes destes Templários refugiados de França, quando se deu o arquipélago como oficialmente descoberto.
Os novos povoadores sempre pensaram que os franceses tinham chegado pouco antes deles. Por isso não questionaram a sua presença nas ilhas.
O sigilo Templário e a cumplicidade régia fizeram o resto.
Ainda hoje se nota na fala e no sotaque dos açorianos a influência da língua francesa.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

(III) As Ilhas Azuis



Na sua aventura oceânica, os marinheiros Templários Portugueses navegaram para o Ocidente desconhecido, descrevendo pequenos arcos para Sudoeste flectindo sempre para Norte.
Avistaram a primeira ilha à qual deram o nome de Santa Maria por esta lhes ter dado a graça de os ter guiado até terra firme.
Ali construíram a primeira atalaia para poderem controlar qualquer movimento marítimo do lado do velho mundo.
Por outras palavras, vigiar-lhes a retaguarda.
Pouco depois chegaram à segunda ilha à qual deram o nome de São Miguel Arcanjo por considerarem necessitar da sua coragem e protecção para seguir mar dentro, rumo à nova costa.
Nesta ilha estabeleceram o primeiro porto Templário, guarda avançada da sua rota secreta.
Uma a uma, todas as nove ilhas foram exploradas e devidamente cartografadas.
Dos registos da época consta esta curiosa anotação :
 (traduzido para português moderno)

"...subindo aos pontos mais altos podemos ver no interior delas grandes lagos da cor do céu diurno. Sem dúvida que encontrámos as lendárias Ilhas Azuis de que os velhos pergaminhos falavam".

À mais ocidental deram o nome de Ilha dos Corvos, por se concentrar nas falésias dos seus lanchões grande quantidade destes pássaros conhecidos por corvos marinhos. A sua presença ali era indicação clara de que para lá desta ilha existia ainda um vasto oceano.
E para ele avançaram. Sem temor.
E a sua temeridade foi recompensada.
Em 1200 da era de Nosso Senhor Jesus Cristo chegaram à costa de um vasto Continente.
Por mais 107 anos os Cavaleiros do Mar revisitaram as ilhas e as costas da terra nova vezes sem conta levando como símbolo nas suas velas a cruz orbicular do Templo Português e consolidando os conhecimentos marítimos e a arte de navegar.

Até que o precipitar dos acontecimentos do século XIV levou a que um dos segredos mais bem guardados no círculo interno do velhos Templários tivesse que ser revelado...

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo
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Nota:
Mais tarde, em reconhecimento por estes feitos desconhecidos da História, o Infante D. Henrique doou à Ordem de Cristo precisamente as ilhas de Santa Maria e de S. Miguel.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

(II) A rota secreta



Após anos de recolha de informação naval, os nossos Irmãos Templários passaram à compilação dos relatos, registos e dados cartográficos de que resultou a riquíssima colecção de tratados da arte de marear que guardamos até hoje.
"Navalica"  resume o que de melhor contêm esses tratados e conta a História das Navegações com Marca templária.
Era pensamento comum, nesta época tão recuada como era o século XII, que "contra o vento não se podia fazer navegação oceânica com proveito". Dizia a prática que os ventos predominantes não permitiam navegar directamente para Ocidente com os existentes navios de vela quadrada.
A única solução que parecia viável era rumar a Sul.
Era a única porta aberta.
Os Templários viram neste impedimento uma oportunidade única.
Possuidores de extraordinário sentido de inovação, decidiram que iriam tomar partido das dificuldades e fazer o que a todos parecia impossível.
Se mais ninguém o sabia ou podia fazer, então isso era bom para o sigilo Templário.
Adaptaram as velhas velas árabes triangulares a barcos preparados para o alto mar, melhorando as suas características técnicas e o desempenho em deslocação.
Apuraram o sistema de orientação e posicionamento 'sem a costa à vista', que os árabes usavam regularmente e na posse de todo este conjunto de melhorias, os agora Cavaleiros do Mar partiram para a navegação à bolina, contra o vento e sempre para Ocidente.
Após algumas tentativas, chegaram finalmente em Agosto de 1198 ao grupo de ilhas que haveriam de ser conhecidas mais tarde pelo nome de Açores.
Dois anos mais tarde atingiriam a costa norte do grande Continente desconhecido.

Estava assim criada, graças ao espírito aventureiro dos Cavaleiros do Templo Português, a rota secreta para o outro lado do mundo.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

(I) Recolhendo dados



O surgimento do reino de Portugal e a sua expansão territorial obedeceu a um projecto do Templo cuja planificação foi demorada e minuciosamente executada.
Os nossos antepassados sabiam que, uma vez conquistado o território, logo as fronteiras por eles idealizadas tenderiam a estabilizar.
Mas um problema surgia lentamente na consciência dos mentores do projecto do novo reino.
A sua localização periférica iria deixá-lo 'entalado' entre o continente... e o grande oceano.
Conquistar toda a Península hispânica era impensável.
Restava-nos conquistar o Mar.
...e o que nele se encontrasse, que fosse terra firme e desconhecida do resto do mundo.
Por uma questão de precaução.

Assim, desde muito cedo, foi planeado procurar, encontrar e guardar em segredo, toda a informação que se  relacionasse com a navegação atlântica desde os primórdios até à altura (meados do séc. XII).
Na época, os nossos antepassados sabiam que partes do Atlântico já tinham sido exploradas e documentadas tanto na antiguidade como pelos navegadores árabes que já se aventuravam em águas profundas há séculos e de cuja 'arte de marear sem terra à vista tinham conhecimento e mestria' .
Em face disto, tiveram os nossos antepassados o cuidado de recolher discretamente todos os dados guardados nos centros documentais locais, aquando da conquista das cidades árabes mais importantes e relacionadas com o mar.
Ao contrário do que era de esperar foi uma tarefa relativamente simples.
Fizeram-no em relação a Santarém, Lisboa, Alcácer do Sal e, mais tarde, Mértola,Tavira e Faro.
E foi sem grande surpresa que souberam da localização das ilhas atlânticas e do que ficava para além delas.

Os Templários Portugueses estavam a fixar um pé e já ensaiavam onde colocar o outro...

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

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Esclarecimento prévio:
- Iremos abordar o tema das navegações Templárias de uma forma sintética e numa óptica unicamente Portuguesa. O que para a Ordem está classificado de secreto, assim permanecerá. O que aqui for divulgado terá o peso e o valor histórico que o leitor lhe quiser dar.
- Queremos deixar aqui bem claro que fora do contexto deste blog nenhum Irmão estará "visível"  publicamente.
Só o estará, dentro do contexto do mesmo, sob o seu pseudónimo Templário. É o caso do Irmão Fr. José da Anunciação que aceitou o desafio de, em nome da Irmandade, colaborar no tema 'Navegações'. Este pseudónimo nunca corresponderá a alguém que se declare Templário publicamente ou terá sequer alguma ligação aos Templários Portugueses fora deste blog.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Marca Atlântica



Além é Cahuata
O outro lado do Mundo


...e o Mundo mudou.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Navalica



Aproveitámos este período de descanso para rever alguns processos do nosso Arquivo.
Detivémo-nos no volumoso "Navalica" que contém os registos gerais das 'Navegaçoens com marca do Templo'.

Curiosamente deparámos com informação que pensávamos classificada de secreta mas que afinal poderá ser divulgada, não só por ser do interesse público, como por serem dados históricos inéditos.

Durante o próximo mês de Setembro serão publicados diversos artigos sobre a frota Templária Portuguesa, as suas navegações sigilosas às ilhas e terras do Ocidente, desconhecidas da cristandade.
Para tal será criada uma nova 'etiqueta ' a que chamaremos "Navegações".
Divulgaremos, pela primeira vez, dados históricos polémicos sobre a 'rota Templária ' e 'descobrimento' do novo Continente sob a supervisão da Ordem de Cristo, feito num ambiente de secretismo e cumplicidade régia.

- Onde se recolheu a frota Templária que zarpou de La Rochelle e que dizem ter-se esfumado na História?

- Qual a verdadeira história da estátua da Ilha do Corvo?

- Se o novo continente foi oficialmente descoberto por "Cristovõm Colon" porque acabaram por lhe chamar América em vez do nome que deveria ter tido?

- Qual era o verdadeiro nome do Almirante Templário da Ordem de Cristo que assinava as suas cartas e diários de bordo com a misteriosa sigla A.X.S.S.S.M.Y. e qual o significado desta cifra Templária?

Estes serão alguns dos tópicos que iremos abordar no nosso blog em reconhecimento público pelo carinho e respeito com que temos sido acolhidos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Dúvidas


"Um dia irei voltar..."

Se Ele voltasse hoje, agora...
Quantos se sentariam para O ouvir de novo?
Quantos O desdenhariam e voltariam a cara para o lado?
Quantos O voltariam a crucificar?


Tu, que te dizes no Caminho mas sentes a Luz ficar mais fraca...
Perguntas, o que há de errado?
Duvidas...
Sentes vontade de voltar para trás...
Mas quando te viras, só vês ...escuridão.
Não consegues ver o caminho de volta.

Não consegues regressar?
Mas o teu caminho não foi feito até então de passos seguros?
Então deverias conseguir fazer o trajecto de volta.
Mesmo às escuras!
Mas não...

Caminhaste sem sentido.
Por isso não consegues regressar.
Continuar? Como? ...se a Luz para diante enfraquece rápido?
Então sentas-te.
Queres fechar os olhos.
"Tanto faz", pensas tu.
"De olhos fechados ou com eles abertos, vejo o mesmo..."
Mesmo assim, fechas os olhos e...
Estranho...
De olhos fechados a Luz é mais forte...!

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Muitos duvidam quando dizemos ser Guardiões da Tradição.
Os verdadeiros Templários.
Os sobreviventes.

Quantos de vós também o serão, sem o saberem...
Desconhecendo que o impossível, afinal, é tão possível.

A nós resta-nos a esperança de que em vós, pelo menos, permaneça a dúvida...

Tombo:XXX


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1202

Carta de Convenção entre a Ordem do Templo e Lourenço e sua mulher D. Elvira, pela qual lhes aprouve que, se morressem sem filhos, ficassem à dita Ordem as duas partes de toda a sua fazenda e se tivessem filhos, apenas um terço.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mãe Verdade



"... de pluma a fogo
de fogo a sangue
de sangue a osso
de osso a tutano
de tutano a cinzas
de cinzas a neve... "


Pela Luz das Estrelas...!
Como nos afastámos de ti, Mãe...
Como nos afastámos da tua Verdade...


Video de Gregory Colbert

A mensagem chegará seguramente ao coração de alguns.
Como gostaríamos que chegasse ao coração de todos...!


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( Se não conseguir visualizar o video no nosso blog, siga o link
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=gSX444hQ5Vo )

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Valores humanos



" Um dia destes desloquei-me a um serviço público para resolver um assunto pendente.
Encontrei tudo calmo. Demasiado calmo.
Por entre seres humanos que se arrastavam languidamente numa tentativa de "mostrar serviço" e outros que desesperavam pela demora no atendimento, encontrei um ser bastante idoso que depois de algum tempo de manifesta paciência, começou a demonstrar alguma inquietação.
Olhei-o nos olhos e vi medo.
Era o olhar de uma criança assustada.
Acerquei-me dele e sem rodeios perguntei-lhe o que o angustiava.
Se lhe podia valer.
O ancião, contou-me com as lágrimas a aflorarem-lhe os olhos, que já tinha sido atendido  e feito o pagamento mas que continuava ali porque "as meninas" ainda não tinham o troco de 50 euros para lhe dar.
Disseram-lhe para esperar.
...Simplesmente.

" Já aqui estou há tanto tempo à espera do troco e tenho o remédio em casa para tomar".

Olhei em redor e inteirei-me do tipo de gente que ali estava.
Alguns dos presentes mostravam-se até divertidos com a situação, a julgar pelos comentários jocosos que faziam.
Fui ao café ali perto e pedi para me trocarem 50 euros.
Voltei e fomos ambos ao balcão refazer o pagamento.
Obtivemos apenas um comentário de alívio por parte da empregada por lhe termos fornecido mais algumas moedas "para os trocos".
Insensibilidade total.
O problema afinal resumia-se a uma falta de trocos!
Dei o braço ao meu amigo idoso e saímos dali tagarelando sobre o calor, praias e belas jovens.
Ajudei-o a entrar no autocarro e despediu-se de mim com um sorriso infantil.
Apertou-se-me o coração  ao sentir a solidão daquele ser indefeso.
O seu mal disfarçado desencanto pela vida.
Carreguei nos meus ombros o peso da sua humilhação.
Que mundo insensível e desumano!
Cada vez mais desumano... "
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Este episódio foi-nos contado por um dos Irmãos na nossa última reunião, o que provocou um longo e doloroso silêncio na Sala dos Cavaleiros.
Tanto que há ainda por fazer.
O Projecto Templário vai ser uma tarefa gigantesca.

Que Santa Maria nos ajude!

Tombo:XXIX


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1202

Carta de Composição feita entre a Ordem do Templo e Luís Mendes
pela qual este deu à dita Ordem umas casas no lugar de Sisa
e uma almoinha no lugar do Paraíso.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Simplicidade



Já os velhos Sábios usavam dizer
Na Simplicidade que lhes era vulgar
Que o Homem para sobreviver
Precisava só de Terra, Fogo, Água e Ar.

Mais tarde vieram uns "iluminados"
Querendo a todos a Simplicidade ocultar
Escreveram dela imensos tratados
Dizendo-se donos de segredo milenar.

E tudo o que era Simples eles ocultaram
Querendo desses "segredos" riqueza ganhar
Ocultistas, filósofos, alquimistas se tornaram
Deixando a Verdade mais difícil de alcançar.

Mas a Verdade está ali mesmo à mão
Daquele que a Simplicidade sabe usar
Bastando para tanto abrir-se de coração
E ser sempre, sempre livre de pensar...
Frei João de São Lourenço
Cavaleiro da OrCa TemPo

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Tombo:XXVIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1201

Carta de doação feita por Aires Dias e sua mulher, Maria Mendes
à Ordem do Templo, de Almourol e da terça parte de seus bens.

domingo, 23 de junho de 2013

A Fonte da Lua



No outro lado do Tempo,
Os homens velhos
Bebiam a Eterna Juventude
Todas as noites na Fonte da Lua
No alto do Monte Sagrado
Onde as Grandes Pedras
Falavam a Língua dos Deuses.

Para a Deusa da Noite
Os homens velhos
Construíram um Templo
No coração de cada um.
E ali beberam o conhecimento
E a sabedoria da Fonte da Lua.
Nela deixaram escrito
Os mais secretos poderes
Nas folhas do Livro de Prata.

Depois, os homens velhos partiram.


Junto das Grandes Pedras
Da Fonte do Monte Sagrado
Os novos homens velhos
Encontraram o Livro de Prata
E leram-no à sua maneira.
E fizeram sobre a Fonte da Lua
Um Templo de adoração
A um Deus que não entendiam.
E encheram o Templo de luzes.
E beberam avidamente da Fonte.
Mas os novos homens velhos
Não ficavam mais jovens.

Então os novos homens velhos
Julgaram que aquela
Não era a Fonte verdadeira
Nem a Luz apropriada.
E pensaram ir procurá-las
Lá onde a Luz nascia, a Oriente.
Ali iriam construir um novo Templo
Ao Deus que lhes daria a Juventude.

E os novos homens velhos
Esqueceram a Fonte da Lua
O Monte Sagrado e as Pedras
Que falavam a língua dos Deuses
Que não conseguiam ouvir.
Pegaram no Livro de Prata e...

Os novos homens velhos partiram.


No lado de cá do Tempo
Os velhos homens novos
Souberam das Grandes Pedras
Que falavam a Língua dos Deuses
E do Templo que lá longe
Guardava o Livro de Prata
E o poder da Fonte da Lua
Onde os que bebiam dela
Achavam a Eterna Juventude.
Criaram o seu próprio Templo
E foram então procurá-la...

E os velhos homens novos partiram.


Não acharam a Fonte da Lua
Nem a Eterna Juventude.
Mas acharam o Livro de Prata
Que lhes revelou o Segredo.

"No centro da Terra da Luz nocturna
Onde o Grande Mar começa
E se extingue a Luz do Dia
Existe um Monte Sagrado.
Nele, por entre as Grandes Pedras
Que falam a Língua dos Deuses
Está a Fonte da Lua.
Constrói-lhe no teu peito um Templo
E à noite, bebe a Luz do Universo
Que nela se reflecte.
Ela te mostrará a ciência de tudo."

Agora, os velhos homens novos vão partir.
Têm a esperança que os novos homens
Saibam achar a velha Fonte da Lua
Derrubar o falso Templo que a oculta
E devolver-lhe a Luz do Grande Universo.
Para continuarem a beber dela as Estrelas
E a conquistarem a Eterna Juventude.

Até lá, seremos os seus dedicados Guardiões.

Extraído de: "O Livro de Prata".
(O mais antigo Codex Templário)