terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Essência


ANIMUS LIBER  :  ACTUS PURI  :  OMNE SECRETUM
 
 
Cuidai que o pensamento se mantenha livre como o vento
... e que vosso coração reflicta sempre a pureza do cristal.
Fazei o caminho, discretos, como a sombra da noite que cai.

 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Filhos do Templo, hoje quantos serão?




" Qualquer homem como eu tem quatro avós.
Esses quatro por força dezasseis.
Sessenta e quatro a estes contareis
em só três gerações, que expomos nós.

Se o cálculo procede, espertai vós,
que pela proa vêm cinquenta e seis.
Sobre duzentos mais lhe dareis,
qual chapéu de cardeal? Que espalha os nós?

Se um homem só, dá tanto cabedal
dos ascendentes seus, que farão mil?
Uma província? Todo o Portugal?

Por esta conta, amigo, ou nobre ou vil,
Sempre és parente do Marquês de tal,
e também do porteiro Afonso Gil. "

Abade de Jazente

Tombo:XXXIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



1202

Carta de Doação feita por Pedro Guterres à Ordem do Templo
da terça parte de Castelo Novo e de tudo que tinha
aquém e além serra, no termo da Covilhã.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O Universo numa flor




" Vós que, elevados nos bicos de pés
tentais alcançar os mistérios do Universo
colocai antes vossos joelhos em terra
e contemplai com admiração... uma flor.

Todas as filosofias do mundo
de nada valem ou significam
sem um gesto de humildade."

...do saudoso Irmão
Fr. Leote  de St. Maria

Tombo:XXXII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1202

Carta de Doação feita por Dona Urraca e seu filho Soeiro Pires
à Ordem do Templo
de toda a herdade que tinha entre Vouga e Douro.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

columna regnum


Pai,

Mais do que as palavras que possamos aqui verter,
São as lágrimas que vertemos junto de teu túmulo.
Mais do que as promessas que aqui te possamos fazer,
É a confirmação do nosso compromisso com vosso Sonho.

Emprestai-nos vossa força. Sois o pilar deste Reino.
Não do reino material que está minado de traidores.
Mas do Reino Espiritual onde nunca conseguirão entrar.
Onde nunca terão lugar os que não têm honra na palavra.

Que saudade dos velhos inimigos!
Esses tinham código de honra e valor.
Podíamos olhá-los de frente, respeitá-los.
Conquistá-los. Ou morrer com orgulho às suas mãos...

Emprestai-nos vossa força, Pai. Vossa espada.
Estamos aqui todos a vossos pés, em espírito,
Prontos para a luta, na defesa de vosso Sonho.
Soldados vertendo lágrimas de eterna saudade.

Até sempre, meu Rei!
Até sempre, Irmão.


_____________________________

Ao nosso Rei-Templário, Perº Afonso Moniz
28 de Setembro de 1110 - 6 de Dezembro de 1185

TEMPLUM IN AETERNUM

domingo, 1 de dezembro de 2013

1 de Dezembro de 1640



Nasceste de um sonho temperado em aço.
Enquanto houver Templários Portugueses
O sonho não morrerá.   Nunca!

Jurámos proteger-te, Por Tu Graal.
Serás restaurado sempre que preciso for.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tombo:XXXI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1202
Carta de doação feita por Dona Justa à Ordem do Templo
de umas casas na Vila de Thomar.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

"Corações na Atlântida"




O Elo que liga uma geração à seguinte
é feito das palavras mágicas:
Saudade e Esperança!
Nada o poderá quebrar.
Nada as fará esmorecer.

Na roda dos Tempos,
tudo tem o seu momento.
Por isso, esperaremos, pacientes.
Podemos até rendermo-nos ao Tempo.
Mas nunca desistiremos de Ti.

CMVIII Capítulo

domingo, 29 de setembro de 2013

Nota final



Chegado ao fim destes nove artigos sobre as navegações com marca Templária (sempre o número nove), gostaria de aqui deixar um sinal de esperança nas futuras gerações.
Que se apercebam da grandiosidade dos feitos portugueses, dos quais são os actuais herdeiros.
Que sintam sempre orgulho na sua História.
Na verdadeira História de Portugal.

A verdade vai sendo divulgada, aos poucos.
As consciências irão despertando, inevitavelmente.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

sábado, 28 de setembro de 2013

(IX) O "código 2"



Chegados a este ponto, resta falar propriamente do nosso personagem principal; Cristofõm Colon.
Como já foi dito nos artigos anteriores, este não era o verdadeiro nome do descobridor oficial da América.
Cristofõm Colon era o pseudónimo usado pelo Almirante.

Desde a primeira era Templária, todos os Irmãos que faziam parte do círculo mais interno da Ordem em Portugal usavam um nome fictício para encobrir o seu verdadeiro nome.
Era uma regra que cumpriam religiosamente. Regra essa que cumprem ainda hoje.

Cristofõm Colon significa "portador do sinal de Cristo", ou mais precisamente "membro dos portadores do sinal de Cristo".
Era um Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Durante anos foi um agente infiltrado em Espanha com a missão de atrair a atenção dos soberanos de Castela para um possível caminho marítimo para as Índias pelo Ocidente.
E conseguiu-o, deixando livre de pressões externas o projecto português de conquistar o caminho marítimo para a Índia, contornando o continente africano.
O resto faz parte da História conhecida.

Mas quem era este Cavaleiro da Ordem de Cristo, mestre em criptografia e contra-informação?
Será que a sua verdadeira identidade pode ser hoje revelada por nós?
Claro que sim. Até porque já o fizeram alguns investigadores que acabaram por a descobrir.
Cristofõm Colon era Fr. Salvador Fernandes Zarco, filho bastardo do Infante D. Fernando (1433-1470) que foi, por sua vez, sexto Condestável de Portugal e Mestre da Ordem de Cristo.

Muitos dos seus documentos foram assinados de três formas diferentes e por vezes em simultâneo com o seu pseudónimo, as iniciais da sua verdadeira identidade e com a sigla codificada que descrevia a sua actividade secreta.
Da primeira, o seu pseudónimo, já falámos mais acima.
Quanto ao monograma que engloba as iniciais da sua verdadeira identidade, podemos decompô-lo de forma a obter as letras S, F e Z de Salvador Fernandes Zarco, conforme a imagem seguinte:

Finalmente, vamos desvendar o significado da sigla que tanto tem intrigado os investigadores. Sigla essa que é cifrada em "código 2", um código utilizado na época pela Ordem.
Este código consiste em utilizar apenas as iniciais das principais palavras de uma frase completa e dispô-las numa posição triangular em que se oculta o número dois.
Passamos a explicar:
Se começarmos pela letra A, seguindo para a letra X, depois subindo para o primeiro S à esquerda, depois para o S seguinte, descendo depois para o terceiro S, flectindo para a Letra M e finalmente recuando para a letra Y, praticamente desenhamos o número dois.
Obtemos assim as iniciais pela seguinte ordem: A X S S S M Y
Os dois pontos que estão presentes nos S serviam para os Irmãos reconhecerem na sigla, o código 2.

A sigla de Cristofõm Colon, aliás Salvador Fernandes Zarco, dizia:
Almirante Xpoferens, (ao) Serviço Secreto (Sigillum) (da) Serena Magestade Yoanes (D. João II)

Fr. Salvador, terminada a sua missão, foi substituído em segredo por aquele que assumiu a sua personagem e que a História conheceu até ao fim como Cristofõm Colon.
O nosso Irmão repousa em paz, em Cuba (Alentejo), sua terra natal, em local conhecido apenas pelos Guardiões da Ordem dos Cavaleiros Templários Portugueses.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

(VIII) Américo Vespúcio



Esta é uma das perguntas proibidas da História:
- Se o Novo Mundo foi descoberto por Cristovõm Colon, porque se chamou América?
Porque nunca chegou a tomar o derivado do seu nome, como o descobridor queria:  Colónia ?

Para esta pergunta poder ser cabalmente respondida teríamos que ressuscitar demasiados fantasmas, voltar a atar demasiadas pontas, desfazer a pirâmide de mentiras em que a História oficial se faz coroar.
Por isso, resta-nos apontar de uma forma muito resumida para alguns factos que poderão abalar, ou não, os pilares da monstruosa farsa que suportaram a história da descoberta da América.

Poderíamos aqui apontar como factos:
... que Cristofõm Colon não era o verdadeiro nome do Almirante que oficialmente descobriu o novo Continente, mas apenas o seu pseudónimo.
... que participou num vasto plano de desinformação, ao serviço de alguém que não os soberanos de Espanha.
... que pouco depois da sua última viagem transatlântica teve de se deixar substituir por alguém que assumiu a sua identidade e ficou depositário do espólio "oficial" do Almirante.
... que essa documentação incluía o relato das viagens realizadas. Relatos esses que caíram "acidentalmente" nas mãos de outrem por supostas dificuldades económicas do novo "velho Almirante".

E nesta que foi designada a maior "comédia de enganos" de sempre entra, por ironia do destino, uma nova personagem cujo rosto tem um nome:
Américo Vespúcio.

Américo Vespúcio nasceu em Florença a 9 de Maio de 1451 e foi o terceiro filho do notário Cernastasio Vespuci.
Enquanto Cristofõm Colon desembarcava no Novo Mundo, Américo Vespúcio estava no porto de Sevilha a desempenhar o lugar de "factor" no estabelecimento comercial de Juanoto Beraldi, filial bancária dos Medici.
Isto foi o mais perto que Vespúcio alguma vez esteve do mar.
Nunca escreveu o "Mundus Novus" nem o "Quattuor Navegationes".
Nunca descobriu a América.

Charlatão? Achamos que não. Pelo menos intencionalmente.
Que os documentos sobre as viagens estiveram na sua posse, é um facto.
Que se aproveitou deles? Talvez.
A verdade é que depois, forças poderosas manipularam a situação, usando-se do seu nome para baptizar o novo Continente e com isso ganharem fama e poder, aproveitando-se do secretismo dos outros.
Ontem, tal como hoje.
As mesmas que se dedicam ainda hoje a ocultar e a alterar a veracidade dos mais importantes acontecimentos históricos da humanidade.
À sua conveniência.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

(VII) A estátua do Corvo



Ao longo do tempo vários foram os exemplos da tentativa de branquear a História oficial para a ocultação da verdade, a fim de apagar definitivamente a memória Templária.
Este que lhes vamos contar é um desses exemplos.

A partir do ano do Senhor de 1200, ano em que alcançaram uma vasta massa de terra desconhecida, os Templários sediados na ilha Atlântica de S. Miguel fizeram várias expedições ao que consideraram o Novo Mundo (a actual América do Norte e Canadá) e exploraram por diversas vezes a sua costa mantendo estreitos contactos com alguns dos nativos.
Em 1247, um mestre canteiro de nome Gonçalo Davo (ou de Avô, vila beirã) propôs a construção, na ponta da última ilha (Ponta do Marco, na ilha do Corvo) de uma estátua que simbolicamente sinalizasse a rota Templária.
Queria assim deixar um testemunho Templário para quem ali passasse em direcção ao Ocidente.
Foi esculpida na forma de um Cavaleiro do Templo que, montado no seu cavalo, apontava com o dedo esticado da mão direita, o caminho para um novo Mundo.
Ali permaneceu por mais dois séculos, altiva no cimo do rochedo, até que o véu da inveja e da mentira a envolveu, ditando o seu destino.

O rei D. Manuel I, cedo mostrou vontade de ficar com os louros da epopeia marítima portuguesa só para si.
Era o administrador da Ordem de Cristo mas o núcleo Templário da Ordem mantinha-se fora do seu alcance e da sua influência. E isso foi uma espinha entalada na sua garganta e na do seu sucessor D. João III.
Assim que soube da existência da estátua da Ilha do Corvo, sua Majestade viu nela "signal muy curioso" e, reza a História oficial que a mandou desmontar por "gente sua muy capaz" e trazê-la para Lisboa.
Diz também a História que quando chegaram ao local onde estava a estátua, esta já se encontrava derrubada "devido a huma gran tormenta que ali sofreu".
A verdade, que a História omitiu, é que sua Majestade a mandou destruir e trazer para Lisboa "a prova do trabalho feito".
Diz também a História oficial, pela pena do seu cronista, que as provas (que não passavam de pequenos pedaços da estátua) guardadas no Paço real, desapareceram misteriosamente dias depois de ali chegarem.
Muito conveniente, Majestade.
Estátua de um Cavaleiro Templário a apontar, no meio do oceano, para uma nova terra? Que estátua?
Diz ainda a crónica oficial, que havia na base da dita estátua uma inscrição feita numa língua que não conseguiram decifrar ou entender.
Desde quando é que a língua portuguesa antiga era indecifrável para portugueses da época?
Desde quando é que a frase " Além é Qahuata, o outro lado do mundo. E este é o caminho português." custava a entender?

A distorção destes factos foi tal, a nível oficial, que ainda hoje há quem defenda que a estátua do Cavaleiro Templário da Ilha do Corvo nunca existiu.

O que sua Majestade Manuel não contava é que sobrevivesse-mos  para testemunhar o contrário...

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

(VI) A Escola Náutica


( a suposta Escola Náutica de Sagres )

... mas recuemos um pouco.

Não podemos avançar sem falar no que foi o centro nevrálgico da nossa epopeia marítima; a Escola Náutica do Infante D. Henrique.
A História oficial diz (mais uma vez erradamente) que o Infante tinha a Escola Náutica em Sagres, no Algarve.
Os historiadores ignoram ou omitem propositadamente a verdade (?)
O que Sagres tinha era um Observatório ao dispor de D. Henrique.
Era um lugar onde este se recolhia e reflectia sobre o "orbem sphaericum".
Ali se faziam os "cálculos" mentais das direcções e das distâncias.

Quem já esteve na ponta de Sagres ou no pico da Fóia, na serra de Monchique certamente ficou com a certeza da esfericidade do planeta.
Virando-se para Sudoeste e girando a cabeça desde o Norte até Sudeste consegue ver que o mar na linha do horizonte é completamente redondo.
Fica quase todo à nossa volta.
Pela amplitude do que se avista (com bom tempo, claro), também se tem uma ideia relativa das distâncias entre os pontos terrestres.
Daí aos cálculos mentais, inevitáveis, vai um passo.
Mas, se a Escola Náutica não era em Sagres então onde estava situada?
E a resposta é: ...em Tomar.
Tomar era a Sede da Ordem de Cristo.
Tomar guardava os segredos marítimos dos velhos Templários.
E o Infante era o administrador da Ordem de Cristo.
" ...e como seu administrador, ali mandou construir a primeira "Universidade do Mar".
A sua Escola Náutica.
E ao complexo que mandou construir na margem do rio Nabão, chamou de "Estaus".
E ali se ensinaram os segredos do mar.
Ali se estudou, projectou e desenvolveu a arte que seria o suporte técnico e científico da grande epopeia marítima dos portugueses.

E de tudo se fez sigilo absoluto."

( tentativa de reconstituição dos Estaus em Tomar )

( vestígios da antiga Escola Náutica do Infante D. Henrique em Tomar )

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

sábado, 14 de setembro de 2013

(V) Fantasmas na neblina



Durante anos a frota Templária explorou e documentou a costa do novo mundo.
Quanto mais os nossos antepassados a percorriam mais convencidos ficavam de que aquele vasto continente nada tinha a ver com as Índias conhecidas.
A análise do "orbem sphaericum" dizia-lhes que a distância percorrida para as alcançar a Oriente nunca poderia corresponder à distância, muitíssimo maior, necessária para o fazer por Ocidente.
Aquela era outra terra que se interpunha e com uma costa tão vasta para Sul que só poderia ser outro continente.
Mas para o explorar mais a Sul teriam de traçar uma nova rota a partir do Reino de Portugal.
Desta vez, os ventos seriam favoráveis.

Este conjunto de preciosas informações guardadas em absoluto segredo foi mais tarde depositado nas mãos de El-Rei D. João II que iria usá-lo magistralmente num colossal jogo de enganos com a colaboração dos Templários Portugueses da Ordem de Cristo *.
O Príncipe Perfeito compreendeu que para afastar a Espanha, o seu concorrente mais directo à corrida pela rota das Índias, teria de criar uma manobra de diversão que os levasse no sentido oposto.
Os velhos Templários, mestres em estratégia, fizeram o resto.

Foi montada uma falsa política de secretismo com o fim de atrair os espiões ao serviço de Espanha e para melhor "espalhar o segredo" foi chamada a participar desta aventura a nata da marinhagem genoveza...
Deixaram-se roubar propositadamente "alguns" portulanos náuticos e para que não houvesse dúvidas ou hesitações que dessincronizassem o plano português foi nomeado para desempenhar o papel principal desta farsa, um dos melhores agentes Templários Portugueses da época.
Um homem que ficaria na História como o primeiro marinheiro a tocar a terra do novo mundo ao serviço de Espanha.
De seu pseudónimo: Christovõm Colon.

Estava assim deixado livre, o caminho para a descoberta da rota das Índias.
Começava agora verdadeiramente a epopeia marítima dos portugueses sob o signo da Ordem de Cristo.

_________________________________

* -   "Templários da Ordem de Cristo". Talvez vos pareça estranha esta designação mas há muito que a usamos, uma vez que a Ordem de Cristo não era mais que outro nome para a Ordem dos Templários Portugueses.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo