sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

D. Fr. Pedro Alvares


8º Mestre em Portugal
Agosto 1212 - Dezembro 1221

Cavaleiro português da Ordem do Templo no reinado de D. Afonso II

D. Fr. Pedro Alvares foi eleito por Capítulo da Ordem a 18 de Agosto de 1212. Sucedeu ao Mestre D. Fr. Gomes Ramires.
Foi o segundo Mestre nos três reinos de Portugal, Castela e Leão.

Descendente da nobreza árabe de Santarém, cujos pais se haviam convertido à fé cristã, cedo entrou para a Irmandade Templária apadrinhado e protegido pelo velho Mestre D. Gualdim Pais.
Em 1191, no rescaldo da grande invasão de Yacub Al-Mansur e ainda sob o governo do saudoso Mestre, Fr. Pedro Alvares distinguiu-se pela sua valentia e inteligente estratégia no resgate de cristãos cativos e escravizados pelos mouros na pedreira subterrânea de Alvito, Alentejo. Tinha apenas 27 anos.
Por esse facto ficou conhecido por Fr. Pedro Alvito.

No dia 9 de Abril de 1214, já como Mestre do Templo, recebe de D. Afonso II a confirmação das doações de Idanha-a-Velha e Idanha-a-Nova.
A 1 de Novembro desse mesmo ano de 1214, o soberano português faz-lhe a doação definitiva de Vila Franca da Cardosa.
Um ano depois, a 2 de Outubro de 1215, o Mestre dá Foral à povoação, mencionando-a já pelo nome de Castelo Branco.
Em Abril de 1216, Mestre Pedro Alvares faz doação do local de Asseiceira a Paio Farpado para a instituição de uma albergaria e hospital de apoio aos caminhantes.

É durante o seu Mestrado que a Ordem do Templo em Portugal sofre uma continuada pressão por parte do bispado de Lisboa para que as igrejas edificadas em Thomar lhe prestem contas, apesar de estas se encontrarem isentas pela abdicação que fez em 1159 o então bispo de Lisboa, Gilberto de Hastings, de todo o território de Ceras (Thomar), em concordata com os Templários Portugueses pelo eclesiástico de Santarém.
O Mestre enfrenta a ganância do bispo que parece ter memória curta.
Serão precisas, neste mesmo ano de 1216, mais três bulas papais a confirmar os direitos da Ordem do Templo para refrear as "dúvidas" do bispo de Lisboa.
A atitude corajosa do Mestre valeu-lhe a hostilidade de sectores da igreja que tudo fizeram para o desacreditar e derrubar.

Em Novembro de 1220, os senhores de Cicinio de Feria fazem ao Mestre a doação do castelo de Touro, tendo este, nesse mesmo ano, feito Foral à dita Vila.
D. Afonso II nomeia-o um dos seus testamenteiros ordenando aos infantes, seus filhos, que quando tivessem idade para administrar os seus bens, fizessem doação à Ordem do Templo de uma determinada parte das suas riquezas.
Recebe ainda em 1221, uma doação dos habitantes da Guarda.

Neste mesmo ano de 1221, a 30 de Dezembro e por razões de saúde, D. Fr. Pedro Alvares renuncia ao Mestrado, passando a simples Cavaleiro da Ordem.

Vítima da continuada calúnia que a igreja alimentara até então contra si, acusando-o inclusivamente de operações fraudulentas de dinheiros, morre a 12 de Janeiro de 1224, com a idade de 60 anos e 9 de Mestrado, triste e desiludido com a maldade dos homens que se dizem representantes de Deus na Terra.
É sepultado na igreja circular de S. João Baptista, na fortaleza Templária de Castelo Branco.

Pouco tempo depois e por imposição da Ordem, os seus restos mortais foram trasladados e merecidamente depositados no Panteão dos Mestres, na igreja de Santa Maria dos Olivais em Thomar.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Dádiva Sagrada




A Concepção é a verdadeira e derradeira dádiva Sagrada.
Todas as forças do Universo conspiram juntas neste acto.
Tal Graal que, oculto, se enche e transborda de mistério;
O segredo da simplicidade no seu máximo esplendor.

Dedicado a todas as mães do Mundo. De hoje e de sempre.
A todos os que nos têm acompanhado, desejamos um

FELIZ NATAL

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Essência


ANIMUS LIBER  :  ACTUS PURI  :  OMNE SECRETUM
 
 
Cuidai que o pensamento se mantenha livre como o vento
... e que vosso coração reflicta sempre a pureza do cristal.
Fazei o caminho, discretos, como a sombra da noite que cai.

 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Filhos do Templo, hoje quantos serão?




" Qualquer homem como eu tem quatro avós.
Esses quatro por força dezasseis.
Sessenta e quatro a estes contareis
em só três gerações, que expomos nós.

Se o cálculo procede, espertai vós,
que pela proa vêm cinquenta e seis.
Sobre duzentos mais lhe dareis,
qual chapéu de cardeal? Que espalha os nós?

Se um homem só, dá tanto cabedal
dos ascendentes seus, que farão mil?
Uma província? Todo o Portugal?

Por esta conta, amigo, ou nobre ou vil,
Sempre és parente do Marquês de tal,
e também do porteiro Afonso Gil. "

Abade de Jazente

Tombo:XXXIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



1202

Carta de Doação feita por Pedro Guterres à Ordem do Templo
da terça parte de Castelo Novo e de tudo que tinha
aquém e além serra, no termo da Covilhã.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O Universo numa flor




" Vós que, elevados nos bicos de pés
tentais alcançar os mistérios do Universo
colocai antes vossos joelhos em terra
e contemplai com admiração... uma flor.

Todas as filosofias do mundo
de nada valem ou significam
sem um gesto de humildade."

...do saudoso Irmão
Fr. Leote  de St. Maria

Tombo:XXXII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1202

Carta de Doação feita por Dona Urraca e seu filho Soeiro Pires
à Ordem do Templo
de toda a herdade que tinha entre Vouga e Douro.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

columna regnum


Pai,

Mais do que as palavras que possamos aqui verter,
São as lágrimas que vertemos junto de teu túmulo.
Mais do que as promessas que aqui te possamos fazer,
É a confirmação do nosso compromisso com vosso Sonho.

Emprestai-nos vossa força. Sois o pilar deste Reino.
Não do reino material que está minado de traidores.
Mas do Reino Espiritual onde nunca conseguirão entrar.
Onde nunca terão lugar os que não têm honra na palavra.

Que saudade dos velhos inimigos!
Esses tinham código de honra e valor.
Podíamos olhá-los de frente, respeitá-los.
Conquistá-los. Ou morrer com orgulho às suas mãos...

Emprestai-nos vossa força, Pai. Vossa espada.
Estamos aqui todos a vossos pés, em espírito,
Prontos para a luta, na defesa de vosso Sonho.
Soldados vertendo lágrimas de eterna saudade.

Até sempre, meu Rei!
Até sempre, Irmão.


_____________________________

Ao nosso Rei-Templário, Perº Afonso Moniz
28 de Setembro de 1110 - 6 de Dezembro de 1185

TEMPLUM IN AETERNUM

domingo, 1 de dezembro de 2013

1 de Dezembro de 1640



Nasceste de um sonho temperado em aço.
Enquanto houver Templários Portugueses
O sonho não morrerá.   Nunca!

Jurámos proteger-te, Por Tu Graal.
Serás restaurado sempre que preciso for.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tombo:XXXI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1202
Carta de doação feita por Dona Justa à Ordem do Templo
de umas casas na Vila de Thomar.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

"Corações na Atlântida"




O Elo que liga uma geração à seguinte
é feito das palavras mágicas:
Saudade e Esperança!
Nada o poderá quebrar.
Nada as fará esmorecer.

Na roda dos Tempos,
tudo tem o seu momento.
Por isso, esperaremos, pacientes.
Podemos até rendermo-nos ao Tempo.
Mas nunca desistiremos de Ti.

CMVIII Capítulo

domingo, 29 de setembro de 2013

Nota final



Chegado ao fim destes nove artigos sobre as navegações com marca Templária (sempre o número nove), gostaria de aqui deixar um sinal de esperança nas futuras gerações.
Que se apercebam da grandiosidade dos feitos portugueses, dos quais são os actuais herdeiros.
Que sintam sempre orgulho na sua História.
Na verdadeira História de Portugal.

A verdade vai sendo divulgada, aos poucos.
As consciências irão despertando, inevitavelmente.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

sábado, 28 de setembro de 2013

(IX) O "código 2"



Chegados a este ponto, resta falar propriamente do nosso personagem principal; Cristofõm Colon.
Como já foi dito nos artigos anteriores, este não era o verdadeiro nome do descobridor oficial da América.
Cristofõm Colon era o pseudónimo usado pelo Almirante.

Desde a primeira era Templária, todos os Irmãos que faziam parte do círculo mais interno da Ordem em Portugal usavam um nome fictício para encobrir o seu verdadeiro nome.
Era uma regra que cumpriam religiosamente. Regra essa que cumprem ainda hoje.

Cristofõm Colon significa "portador do sinal de Cristo", ou mais precisamente "membro dos portadores do sinal de Cristo".
Era um Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Durante anos foi um agente infiltrado em Espanha com a missão de atrair a atenção dos soberanos de Castela para um possível caminho marítimo para as Índias pelo Ocidente.
E conseguiu-o, deixando livre de pressões externas o projecto português de conquistar o caminho marítimo para a Índia, contornando o continente africano.
O resto faz parte da História conhecida.

Mas quem era este Cavaleiro da Ordem de Cristo, mestre em criptografia e contra-informação?
Será que a sua verdadeira identidade pode ser hoje revelada por nós?
Claro que sim. Até porque já o fizeram alguns investigadores que acabaram por a descobrir.
Cristofõm Colon era Fr. Salvador Fernandes Zarco, filho bastardo do Infante D. Fernando (1433-1470) que foi, por sua vez, sexto Condestável de Portugal e Mestre da Ordem de Cristo.

Muitos dos seus documentos foram assinados de três formas diferentes e por vezes em simultâneo com o seu pseudónimo, as iniciais da sua verdadeira identidade e com a sigla codificada que descrevia a sua actividade secreta.
Da primeira, o seu pseudónimo, já falámos mais acima.
Quanto ao monograma que engloba as iniciais da sua verdadeira identidade, podemos decompô-lo de forma a obter as letras S, F e Z de Salvador Fernandes Zarco, conforme a imagem seguinte:

Finalmente, vamos desvendar o significado da sigla que tanto tem intrigado os investigadores. Sigla essa que é cifrada em "código 2", um código utilizado na época pela Ordem.
Este código consiste em utilizar apenas as iniciais das principais palavras de uma frase completa e dispô-las numa posição triangular em que se oculta o número dois.
Passamos a explicar:
Se começarmos pela letra A, seguindo para a letra X, depois subindo para o primeiro S à esquerda, depois para o S seguinte, descendo depois para o terceiro S, flectindo para a Letra M e finalmente recuando para a letra Y, praticamente desenhamos o número dois.
Obtemos assim as iniciais pela seguinte ordem: A X S S S M Y
Os dois pontos que estão presentes nos S serviam para os Irmãos reconhecerem na sigla, o código 2.

A sigla de Cristofõm Colon, aliás Salvador Fernandes Zarco, dizia:
Almirante Xpoferens, (ao) Serviço Secreto (Sigillum) (da) Serena Magestade Yoanes (D. João II)

Fr. Salvador, terminada a sua missão, foi substituído em segredo por aquele que assumiu a sua personagem e que a História conheceu até ao fim como Cristofõm Colon.
O nosso Irmão repousa em paz, em Cuba (Alentejo), sua terra natal, em local conhecido apenas pelos Guardiões da Ordem dos Cavaleiros Templários Portugueses.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

(VIII) Américo Vespúcio



Esta é uma das perguntas proibidas da História:
- Se o Novo Mundo foi descoberto por Cristovõm Colon, porque se chamou América?
Porque nunca chegou a tomar o derivado do seu nome, como o descobridor queria:  Colónia ?

Para esta pergunta poder ser cabalmente respondida teríamos que ressuscitar demasiados fantasmas, voltar a atar demasiadas pontas, desfazer a pirâmide de mentiras em que a História oficial se faz coroar.
Por isso, resta-nos apontar de uma forma muito resumida para alguns factos que poderão abalar, ou não, os pilares da monstruosa farsa que suportaram a história da descoberta da América.

Poderíamos aqui apontar como factos:
... que Cristofõm Colon não era o verdadeiro nome do Almirante que oficialmente descobriu o novo Continente, mas apenas o seu pseudónimo.
... que participou num vasto plano de desinformação, ao serviço de alguém que não os soberanos de Espanha.
... que pouco depois da sua última viagem transatlântica teve de se deixar substituir por alguém que assumiu a sua identidade e ficou depositário do espólio "oficial" do Almirante.
... que essa documentação incluía o relato das viagens realizadas. Relatos esses que caíram "acidentalmente" nas mãos de outrem por supostas dificuldades económicas do novo "velho Almirante".

E nesta que foi designada a maior "comédia de enganos" de sempre entra, por ironia do destino, uma nova personagem cujo rosto tem um nome:
Américo Vespúcio.

Américo Vespúcio nasceu em Florença a 9 de Maio de 1451 e foi o terceiro filho do notário Cernastasio Vespuci.
Enquanto Cristofõm Colon desembarcava no Novo Mundo, Américo Vespúcio estava no porto de Sevilha a desempenhar o lugar de "factor" no estabelecimento comercial de Juanoto Beraldi, filial bancária dos Medici.
Isto foi o mais perto que Vespúcio alguma vez esteve do mar.
Nunca escreveu o "Mundus Novus" nem o "Quattuor Navegationes".
Nunca descobriu a América.

Charlatão? Achamos que não. Pelo menos intencionalmente.
Que os documentos sobre as viagens estiveram na sua posse, é um facto.
Que se aproveitou deles? Talvez.
A verdade é que depois, forças poderosas manipularam a situação, usando-se do seu nome para baptizar o novo Continente e com isso ganharem fama e poder, aproveitando-se do secretismo dos outros.
Ontem, tal como hoje.
As mesmas que se dedicam ainda hoje a ocultar e a alterar a veracidade dos mais importantes acontecimentos históricos da humanidade.
À sua conveniência.

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

(VII) A estátua do Corvo



Ao longo do tempo vários foram os exemplos da tentativa de branquear a História oficial para a ocultação da verdade, a fim de apagar definitivamente a memória Templária.
Este que lhes vamos contar é um desses exemplos.

A partir do ano do Senhor de 1200, ano em que alcançaram uma vasta massa de terra desconhecida, os Templários sediados na ilha Atlântica de S. Miguel fizeram várias expedições ao que consideraram o Novo Mundo (a actual América do Norte e Canadá) e exploraram por diversas vezes a sua costa mantendo estreitos contactos com alguns dos nativos.
Em 1247, um mestre canteiro de nome Gonçalo Davo (ou de Avô, vila beirã) propôs a construção, na ponta da última ilha (Ponta do Marco, na ilha do Corvo) de uma estátua que simbolicamente sinalizasse a rota Templária.
Queria assim deixar um testemunho Templário para quem ali passasse em direcção ao Ocidente.
Foi esculpida na forma de um Cavaleiro do Templo que, montado no seu cavalo, apontava com o dedo esticado da mão direita, o caminho para um novo Mundo.
Ali permaneceu por mais dois séculos, altiva no cimo do rochedo, até que o véu da inveja e da mentira a envolveu, ditando o seu destino.

O rei D. Manuel I, cedo mostrou vontade de ficar com os louros da epopeia marítima portuguesa só para si.
Era o administrador da Ordem de Cristo mas o núcleo Templário da Ordem mantinha-se fora do seu alcance e da sua influência. E isso foi uma espinha entalada na sua garganta e na do seu sucessor D. João III.
Assim que soube da existência da estátua da Ilha do Corvo, sua Majestade viu nela "signal muy curioso" e, reza a História oficial que a mandou desmontar por "gente sua muy capaz" e trazê-la para Lisboa.
Diz também a História que quando chegaram ao local onde estava a estátua, esta já se encontrava derrubada "devido a huma gran tormenta que ali sofreu".
A verdade, que a História omitiu, é que sua Majestade a mandou destruir e trazer para Lisboa "a prova do trabalho feito".
Diz também a História oficial, pela pena do seu cronista, que as provas (que não passavam de pequenos pedaços da estátua) guardadas no Paço real, desapareceram misteriosamente dias depois de ali chegarem.
Muito conveniente, Majestade.
Estátua de um Cavaleiro Templário a apontar, no meio do oceano, para uma nova terra? Que estátua?
Diz ainda a crónica oficial, que havia na base da dita estátua uma inscrição feita numa língua que não conseguiram decifrar ou entender.
Desde quando é que a língua portuguesa antiga era indecifrável para portugueses da época?
Desde quando é que a frase " Além é Qahuata, o outro lado do mundo. E este é o caminho português." custava a entender?

A distorção destes factos foi tal, a nível oficial, que ainda hoje há quem defenda que a estátua do Cavaleiro Templário da Ilha do Corvo nunca existiu.

O que sua Majestade Manuel não contava é que sobrevivesse-mos  para testemunhar o contrário...

Fr. José da Anunciação
Cavaleiro d'OrCa:TemPo