quinta-feira, 24 de abril de 2014

Sementes de espírito



"Eles não sabem nem sonham
que o sonho comanda a vida..."


Vestimos cota de malha, criámos redutos de pedra e,
partimos à reconquista.

Limpámos terra bravia e, na segurança fugaz,
semeámo-la de Amor.

Construímos nossa Casa, demos-lhe dignidade e,
com Amor oferecemo-la...

...a todos os que acreditaram e connosco partilharam
a realização de um sonho.

Porque o sonho...

"... é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer.

Como esta Pedra Cinzenta
em que me sento e descanso..."

Como a vontade gritante de repetir o milagre
do agigantar da alma.

De voltar a semear os férteis jardins da mente...
De renovar o Império.

Que seja o Quinto e não o último...

Porque da espiga dourada que vês ondear na seara
agitada pelo vento,

não sai só a farinha da qual fazes teu pão.
Dela também resta o grão,

a semente que guardamos para quando precisares
de renovar o teu sonho...


Porque...

"...sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança,
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."
Fr. J.Estêvão
OrCa:TemPo

quarta-feira, 23 de abril de 2014

DIE EQUITES


S. Jorge
Patrono dos Cavaleiros Templários Portugueses


Mantém a honra no fio da minha espada
e a justiça na ponta da minha lança.

Que o meu escudo consiga sempre travar
o ímpeto da ignorância arrogante.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Tombo:XLI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Novembro de 1205

Carta de doação de seis Casais
feita por D. Urraca Pires à Ordem do Templo.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

A "caixa de pedra" de S. Juliam



"E com o Sal das tuas Lágrimas selas as Caixas de Pedra"


Hekuh,ei mer xur urkayurae.
Huo e neke via endirbai.
Poa yao soloki ukharfio. 


Cea xui yikiqe buxhegurye.
A sicu u beambeu ubikgao.


Goi o efigidio fefidafo en nenoria.
Tocre a maqa ahora odumva, o tipam.
A diepdia wemba tamwa e huarfafa.

_________________________________
O hequhh,oe bu qasrex u murdokalfex be yikiqe bu X. Daõe : cozuk odero moryu be yuxeire Yukmqorae. Odrobuhukex o Jeõe Gomyaxyo yur-lex helcaobe e xui ohfobe.

(Para vosso conhecimento Irmãos.)

terça-feira, 1 de abril de 2014

Tombo:XL


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Janeiro de 1205

Testamento de Pedro Guterres no qual deixa à Ordem do Templo
a terça parte de todos os seus bens, e a terça parte de Castelo Novo.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Último Mestre Geral



Devido ao anterior artigo publicado, em que mencionamos o Irmão Jacques de Molay como penúltimo Mestre Geral da Ordem dos Templários, o nosso correio electrónico foi literalmente inundado de pedidos de esclarecimento sobre este assunto.

"Então Jacques de Molay não foi o último Mestre Geral da Ordem dos Templários, conforme rezam as crónicas?"

Não.

Devido aos acontecimentos que se perspectivavam (e que infelizmente acabaram por ser um facto), a cúpula da Ordem elegeu um novo Mestre Geral e manteve essa nomeação em segredo.
Mesmo que a Ordem tivesse sido ilibada de todas as acusações e Jacques de Molay tivesse sido libertado, ele não continuaria como Mestre Geral da ordem e teria sido substituído pelo Irmão eleito.

Este novo Mestre Geral viajou incógnito na frota Templária que se refugiou nas ilhas atlânticas, conforme já referimos em artigos anteriores (ver a série "Navegações").

O nome e a nacionalidade deste que foi efectivamente o último Mestre Geral da Ordem (externa) dos Templários, o seu percurso e a influência que manteve nesta fase conturbada de transição da Irmandade Templária, faz hoje parte da História secreta da Ordem interna.

Podemos apenas adiantar que, com a cumplicidade de el-Rei D. Dinis, este Irmão entrou depois no reino com identidade portuguesa e integrou discretamente a nova Ordem de Cristo.

________________________________
Razão da foto: Nesta fase de transição os Templários tiveram de passar despercebidos na tentativa de escapar à ordem de detenção do rei francês. Para isso mudaram as cores do uniforme apesar de manterem as insígnias que tapavam com um manto negro. Demos a entendê-lo no nosso artigo de 17 de Abril de 2012 intitulado "Balada de um condenado".

segunda-feira, 17 de março de 2014

Fénix Templária



Jacques de Molay
Vitrey-sur-Mance, 1244 - Paris, 18 de Março de 1314

Penúltimo Mestre Geral da Ordem dos Templários
1298 - 1314

(assassinado pelo rei de França e pela igreja católica)


Setecentos anos e parece que foi ontem.
Todos os anos a tua dor renasce em nós, qual Fénix das cinzas.
Uma dor que só a nós é permitida.

Os que quiseram silenciar-te não entenderam que já tinhas lançado os dados do destino. Do teu e do deles.
Deixaste a maldição Templária gravada na testa das bestas que te martirizaram. E nós executámo-la.

Malditos os que violam a inocência humana. Os que prometem solidariedade, igualdade, liberdade ...e mentem.

Tombo:XXXIX


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Fevereiro de 1203

Carta de doação feita por D. Oiro e Toda Mendes, sua mulher,
à Ordem do Templo, de uma herdade em Moinhos de Prados.

sábado, 8 de março de 2014

Egos cheios de nada



O Mestre observava atento o grupo recém chegado de Iniciados.
Um deles falava, parecendo captar a atenção dos restantes.
O velho Cavaleiro escutava com interesse.
O grupo entretanto dispersara a atenção e o Mestre veio sentar-se junto do 'orador'.

- Pareceis saber já muito sobre a Ordem para a qual pretendeis entrar. Onde aprendestes tudo isso?
- Li muitos livros e frequentei as melhores escolas iniciáticas antes de decidir pedir para ser aceite entre vós. Penso estar bem preparado, senhor.

Após alguns instantes de silêncio, o Mestre colocou um copo e um cântaro de água em frente do aluno.
-  Vazai então água nesse copo, em proporção do conhecimento que pensais ter sobre a Ordem.

O aluno, disposto a impressionar, encheu o copo até acima.

O Mestre pegou num outro cântaro que continha vinho.
- Isso, é o que pensais saber e isto, é o que tenho para vos ensinar...
E fez o gesto de quem ia despejar o vinho no copo já cheio de água.

O aluno, percebendo a intenção do Mestre, rapidamente atirou fora a água oferecendo o copo vazio.
- Perdoai-me a arrogância, Mestre. Afinal, o copo estava cheio de nada. Podemos começar de novo?

quarta-feira, 5 de março de 2014

Tombo:XXXVIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Junho de 1202

Doação de Teresa Mendes, Freira da Ordem do Templo,
de uma quinta, um casal e uma vinha, em Silvares,
feita à mesma Ordem.

Passagem



Dai-me uma dúvida
e eu dou-vos um segredo.
Sabei que, ao aceitá-lo,
não mais vos encontrareis.
Pois ninguém passa duas vezes
a mesma água do rio.

(Passagem do Iniciado)
Templários Portugueses

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Dualidade


Acorda na noite ainda cerrada.
Os fantasmas de vidas ceifadas
custam a dissipar na madrugada fria.

Sente ainda na pele o peso da máscara
do duro guerreiro que acabara de ser.
O corpo rude suportou mais um embate
mas é agora a alma que se ressente.

Daqui a pouco irá de novo colocar
a máscara fingida do monge...
Como se a súplica vazia da oração
redimisse todo o sangue derramado.

E é neste intervalo entre máscaras
que existe o verdadeiro Templário.
Sem capas, mantos ou maldições,
ele se recolhe...
Não nos templos fingidos do mundo
mas no seu próprio Templo.

Distante, ele observa o vil mundo, em baixo.
Fecha os olhos cansados e agradece.
Que bênção poder ser uno, por instantes...

Mas a maldição da dual existência, reclama-o.
Está na hora de colocar de novo a máscara
...e voltar a descer.

Pedro M
Templários Portugueses

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Tombo:XXXVII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Abril de 1202

Testamento de Mourelino pelo qual deixou à Ordem do Templo todos os seus bens.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Latim versus ...latim



Continuam a chegar-nos reparos sobre alegados erros no Latim usado no nosso blog.
Quanto a este assunto, cabe-nos explicar o seguinte:

Como sabem, o Latim passou por várias fazes ao longo do tempo, desde que começou a ser falado até que se tornou uma língua morta.
Foi amplamente difundido na Europa como língua oficial do império romano e, após a conversão deste ao cristianismo, língua oficial da igreja católica.
Através da igreja, tornou-se a língua dos académicos e filósofos europeus medievais.

Embora o latim seja hoje uma língua morta, ou seja, uma língua que não mais possui falantes nativos, ele ainda é empregue pela igreja católica para fins rituais e burocráticos. Exerceu enorme influência sobre diversas línguas vivas, ao servir de fonte vocabular para a ciência, o mundo académico e o direito.
O latim vulgar, nome dado ao latim no seu uso popular inculto, é o ancestral das línguas neolatinas (italiano, francês, espanhol, português, romeno, catalão, etc.

Os antigos escritos que fazem parte da biblioteca secreta dos Templários atravessam várias Eras históricas que vão desde a antiga escrita do Oeste Peninsular, passando pelos idiomas Lusitanos (proto-Português), assim como pelo Grego, Latim pré-literário, arcaico, clássico, imperial, vulgar, tardio ou medieval, o Português arcaico, o árabe e o moçárabe.

No que respeita ao Latim, os Templários Portugueses usavam duas versões dependendo se efectuavam registos oficiais da Ordem externa ou documentos e transcrições da Ordem interna.
Os Irmãos amanuenses ou copistas da Ordem interna, usavam de um Latim aportuguesado a que hoje muitos académicos chamariam de vulgar, popular ou inculto.

Por isso, optámos por transcrever fielmente para o nosso blog esse tipo de Latim, tal como se apresenta originalmente nos documentos históricos.

Convém ainda, não esquecer a escrita cifrada dos Templários.
No caso particular de TEMPLUM IN AETERNUM e ao contrário de que alguns puristas possam ter julgado inicialmente, o IN não está mal colocado.
Ele "apenas" liga, de uma forma especial, duas palavras-chave.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Tombo:XXXVI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



Abril de 1202

Testamento de Gonçalo Martins pelo qual deixou à Ordem do Templo a terça parte de seus bens.