quarta-feira, 25 de junho de 2014

A chave L


( PentaCripta pertencente ao espólio histórico da OrCaTemPo )


Desde sempre os Cavaleiros Templários Portugueses usaram formas de encriptar as mensagens de teor mais sensível a fim de proteger o seu conteúdo de olhares curiosos.
Já fizemos referência a duas dessas chaves e temos usado inclusive uma delas para codificar alguns dos nossos textos, embora o façamos com uma intenção puramente lúdica, utilizando uma versão adaptada à actualidade.

Falamos da PentaCripta.

Entre outros, este sistema criptográfico foi inventado e utilizado pelo círculo interno da Ordem de Christo no período entre 1324 e 1370 existindo em duas versões: a L e a P.
A primeira codificava uma linha inteira até ao ponto final e a segunda codificava-a palavra a palavra.
A mesma chave servia para ambas as versões e a indicação para a sua correcta utilização era dada no próprio texto cifrado.

Esta 'ferramenta' Templária era usada apenas por determinados Cavaleiros (os Falcões) que a guardavam bem dissimulada na bainha da espada, a sua inseparável companheira.
Mesmo que o desarmassem ou tivesse de entregar a espada por qualquer motivo, a 'chave' permaneceria escondida na sua bainha.

Que tenhamos conhecimento, apenas uma PentaCripta chegou aos nossos dias.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Tombo:XLVII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Julho de 1210

Carta de doação feita por Fernando Anes e Godinho Pires
à Ordem do Templo, da igreja de Vilar de Cide
com todo o seu couto e pertenças.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Umbrais de Luz



- Mestre, conforme indicaste achei o equilíbrio.
  Mas como consigo finalmente encontrar-me?

- O teu equilíbrio era apenas uma passagem, Irmão.
  Doravante acharás em tudo, só beleza e harmonia.
 
  Bem-vindo ao Templo.
(Final de Iniciação)

terça-feira, 17 de junho de 2014

Tombo:XLVI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Abril de 1209

Carta de doação feita por Pero Galego ao mosteiro de Tomar,
da Ordem do Templo, de metade de todos os seus  bens.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Turcopolos





Quem eram estes guerreiros e de onde provinham?
Qual o seu papel na defesa da terra santa ao lado da milícia cristã?

Devido à escassez de notícias da época, os historiadores têm sentido alguma dificuldade em os descrever.
Diz-se frequentemente que eram oriundos de famílias mistas turco-cristãs mas não será exactamente assim.

Segundo os nossos registos, os turcopolos eram tropas recrutadas pelos cristãos entre as populações locais, mas independentemente das suas características étnicas ou religiosas.

Eram seleccionados por os seus peões serem bons batedores e excelentes sapadores que levavam a cabo missões de infiltração nas linhas inimigas e acções de guerrilha em geral.

Em batalha, a sua cavalaria ligeira alinhava com as tropas cristãs, normalmente nas fileiras das Ordens militares, entre elas a do Hospital e do Templo. No entanto usavam de técnicas de luta próprias.

Mas o que melhor os caracterizava (e tinha um peso decisivo na sua escolha) era a sua honestidade, honradez e verticalidade, a par de uma disciplina militar e uma formação espiritual em tudo semelhante à da cavalaria Templária.

A sua reputação tornou-se quase lendária, não sendo por isso de admirar que o nosso querido Mestre Gualdim (que fez escola na terra santa) se fizesse acompanhar de três destes guerreiros no seu regresso a terras lusitanas.

Nos "Livros de Guerra" da Ordem constam inclusive os nomes portugueses que adoptaram quando passaram a fazer parte da nossa Irmandade, já como Cavaleiros Templários.

Eram eles Martim Preto, Novo Paio e Pedro Sirão.

Martim Preto, devido a um certo grau de conhecimento da arquitectura oriental teve um papel decisivo na recuperação do templo árabe, conhecido hoje por Charola do Convento de Tomar, que na fase de arranque da 'construção' do castelo Templário se situava fora dos muros da alcáçova mourisca, ambas (igreja e fortaleza) 'achadas' em ruínas pelos Templários Portugueses.

Os outros dois teriam instruído uma boa parte dos sargentos Templários Portugueses nas suas técnicas de guerrilha, tornando mais rico o valor destes em batalha.

"Livros de Guerra" IV-V
Arquivos OrCa:TemPo
(fundo antigo)

domingo, 8 de junho de 2014

Tombo:XLV


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Janeiro de 1209

Carta onde consta que D. João Domingues, Comendador da Ordem do Templo, levou consigo por herança para a dita Ordem um casal situado na Maia, com metade de uma quinta em Vilarinho e outras propriedades.

terça-feira, 3 de junho de 2014

O rato e o falcão



- Que se passa Irmão?  Tenho vos visto ultimamente de sobrolho franzido. Quereis por ventura partilhar vossas preocupações?

- É que quanto mais aprendo convosco, Mestre, mais me apercebo do perigo de todo este conhecimento um dia cair em mãos erradas. Isto para não falar de todos os nossos outros tesouros que guardamos.
Muitos nos cobiçam e alguns até já andam com o nosso manto branco, fazendo-se passar por nós, à revelia do estabelecido no capítulo XXI da nossa Regra!

- Sossegai Irmão. Já vos contei a história do rato e do falcão? Não? Então escutai...

" O rato, querendo o conhecimento da Terra só para si, explorou-a minuciosamente, construindo nela uma rede de túneis.
Assenhorando-se dela, logo se tornou líder de outros ratos.
Vaidoso e convencido como era, veio à superfície guinchar para que todos os outros animais o ouvissem: - Ninguém conhece a Terra como eu a conheço!
Eufórico, sentiu-se elevar de repente no ar e, lá bem no alto, experimentou pela primeira vez uma fugaz visão da Terra real, antes de morrer entre as garras do falcão que o capturara."

- Por isso não vos preocupeis, Irmão. Assim como o falcão tem a verdadeira noção da Terra vista do alto do seu voo, assim o verdadeiro Templário tem o amplo conhecimento da Verdade que todos procuram.

Já não sois apenas Cavaleiro do Templo.
Hoje sois falcão. Amanhã sereis Guardião desse conhecimento.

Os "ratos" que vos apoquentam, esses, conhecerão apenas a face exterior dos nossos muros.
...ou o poder das nossas garras, se ousarem transgredi-los.

Tombo:XLIV


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Maio de 1208

Carta de doação feita por Maria Martins à Ordem do Templo,
de duas partes dos seus bens.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Vós, estranhos ao Templo



"Vós que vos fazeis passar por Templários,
que sabeis da Alma e dos Sonhos do Templo?

Vós que cobiçais o nosso legado e
desrespeitais a intimidade da Ordem,
porque teimais em usurpar-nos?

Deixai-vos de ilusões.
Continuais tão cegos como sempre fostes.

De nós, vereis apenas as sombras."

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Tombo:XLIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Agosto de 1207

Cartas de doação feitas por Pedro Guterres, Soeiro Fromarigues
e Pelágio Retura com sua mulher, Marina Gonçalves,
à Ordem do Templo de várias herdades no termo da Covilhã.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Ocultas maldições




Esta eterna maldição
de carregar os segredos
que não se podem dizer.

De ocultar os tesouros
que não se podem achar.

De carregar para sempre
este fardo Templário
que não posso aliviar.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Gratos


100.000 visitas e 11.000 contactos depois...


Velhos e esfarrapados, continuamos por cá.

Gratos a todos os que nos têm acompanhado.
Ordem dos Cavaleiros Templários Portugueses

terça-feira, 29 de abril de 2014

Tombo:XLII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Maio de 1206

Carta de composição feita entre a Ordem do Templo e o prior e convento de Santa Cruz, a respeito dos canais do rio Zêzere, desde Martinchel do porto de Cabalares até ao pego de Cabris.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Sementes de espírito



"Eles não sabem nem sonham
que o sonho comanda a vida..."


Vestimos cota de malha, criámos redutos de pedra e,
partimos à reconquista.

Limpámos terra bravia e, na segurança fugaz,
semeámo-la de Amor.

Construímos nossa Casa, demos-lhe dignidade e,
com Amor oferecemo-la...

...a todos os que acreditaram e connosco partilharam
a realização de um sonho.

Porque o sonho...

"... é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer.

Como esta Pedra Cinzenta
em que me sento e descanso..."

Como a vontade gritante de repetir o milagre
do agigantar da alma.

De voltar a semear os férteis jardins da mente...
De renovar o Império.

Que seja o Quinto e não o último...

Porque da espiga dourada que vês ondear na seara
agitada pelo vento,

não sai só a farinha da qual fazes teu pão.
Dela também resta o grão,

a semente que guardamos para quando precisares
de renovar o teu sonho...


Porque...

"...sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança,
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."
Fr. J.Estêvão
OrCa:TemPo

quarta-feira, 23 de abril de 2014

DIE EQUITES


S. Jorge
Patrono dos Cavaleiros Templários Portugueses


Mantém a honra no fio da minha espada
e a justiça na ponta da minha lança.

Que o meu escudo consiga sempre travar
o ímpeto da ignorância arrogante.