quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Tombo:LI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Janeiro de 1213

Carta de escambo feita pela Ordem do Templo com Pedro Silvão e sua mulher, pela qual recebeu a Ordem todas as herdades que estes tinham aquém do rio de Beselga e deu a herdade do Freixial.

sábado, 2 de agosto de 2014

D. Fr. Pedro Anes


9º Mestre em Portugal
Fevereiro 1222 - Julho 1224

Cavaleiro Português da Ordem do Templo no reinado de D. Sancho II

D. Fr. Pedro Anes foi eleito pelo Capítulo da Ordem a 12 de Fevereiro de 1222 sucedendo ao Mestre D. Fr. Pedro Alvares.


Neste curto e conturbado mestrado e aproveitando-se da renúncia de D. Fr. Pedro Alvares, os Templários de Leão e Castela recusaram reconhecer o mestrado de D. Fr. Pedro Anes, à revelia da autoridade do Mestre Geral da Ordem D. Fr. Pere de Montagut.

No entanto, a gestão dos destinos do Templo nos três Reinos de Portugal, Castela e Leão seria retomado no mestrado Português seguinte.

Conturbado seria também o reinado de El-Rei D. Sancho II vítima das maquinações dos senhores feudais e do clero que por força dos seus interesses tudo fizeram para o derrubar, arrastando o reino para uma acesa guerra civil, urdindo sangrentas e infinitas lutas internas, enquanto os esquadrões Templários combatiam em terras do Alentejo.
D. Sancho acabou morrendo no exílio a 4 de Janeiro de 1248 aos trinta e oito anos de idade, traído e mergulhado num atroz desgosto. Está sepultado em Toledo, Espanha.

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Nas crónicas da Ordem e a título de curiosidade, constatamos que no dia 28 de Fevereiro de 1222 (16 dias após a nomeação de Fr. Pedro Anes) abateu-se sobre a região de Thomar uma tremenda tempestade que provocou uma das maiores cheias do rio e muitos estragos no castelo e no povoado.
Transcrevemos de seguida parte da notícia (em português actual, para melhor compreensão) :

"... o rio transbordou e muito e, inundou até o cemitério da igreja de S. João derrubando-lhe um dos muros. Na dita igreja o forte vento derrubou o campanário que caiu do topo da frontaria para dentro da nave arrastando parte do telhado. A cobertura das galilés do adro, da igreja até à Torre  foram totalmente arrancadas, tendo tombado algumas colunas (...). neste lugar tudo ficou submerso em mais de três palmos de água. No castelo a igreja de Sta Maria ficou sem a cobertura e a cripta alagada até ao cimo da entrada (...). Não fora o pronto acudir das Comendas da região de Alcobaça e de Castelo Branco e o povo de Thomar teria morrido à míngua nos tempos seguintes por falta de viveres, tal foi a destruição nas terras e engenhos. A tudo isto atendeu o Mestre e deu solução (...)."

D. Fr. Pedro Anes renuncia ao mestrado, por sua vez, a 8 de Julho de 1224.
Em 1229 ainda integra o grupo de Cavaleiros que testemunham e assinam a carta de doação de Asseiceira.
Morre a 10 de Novembro de 1231 e é sepultado na igreja de Santa Maria dos Olivais em Thomar.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Tombo:L


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Janeiro de 1212

Carta de compra da herdade dos Palaios, junto a Soure, feita pela Ordem do Templo a Mendo Pais e Maria Pais 

terça-feira, 15 de julho de 2014

umbilicus sanguine





"Quão fundo me deixarão penetrar nos segredos do Arquivo?
Poderei mergulhar no tempo até onde a memória se junta ao mito?
Talvez...

Cada palavra destes escritos é um fantasma do passado que me assalta a alma, criando ligações com outros escritos de outras eras.
Até onde poderei ir?

Vejamos este aqui...

Braga... a velha Braga dos Bragões celtas.
Não te bastou terra Lusa.
Tua gesta sedente de horizontes, partiu e fundou Bargónia.
Invisível, o cordão umbilical.
Braga-Borgonha.
Borgonha-Braga...
Diz-se que o bom filho à casa torna.

E este...

Afonso Henriques.
Filho de Henrique.
Vida efémera que a morte mascarou de ...Moniz.
Irmão que a Ordem fez proclamar Rei, do cimo do seu Signum.
Chamemos-lhe apenas de Afonso, o primeiro de Portugal.
Reino bastardo? Não. Henriques e Moniz são filhos da mesma gesta.

...

E este aqui, que nos concede a terça parte da conquista do Sul.
A terça parte duma grandeza que nos iria dispersar.
Recusámos.
E com El-Rei, em Nisa, fizemos nascer Avis, filha do Templo.
E com ela fizemos a ponte para o Reino do Sul.
Onde ainda somos.

Ah, o Arquivo do Templo...

Tão pouco partilhado e sempre, sempre oculto por necessário, pois quanta treva nos tem dado o mundo.
Luz e treva. Treva e Luz.
Quanta Luz nos deu Alexandre!
Quanta Luz lhe juntou a Lusitânia...

Unindo tudo, o invisível umbilicus sanguine.
Re-velando mistérios esquecidos."

Frei Manuel F.B.
Cronista da Ordem

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Tombo:XLIX


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo.


12 de Março de 1211

Carta de doação feita por Fernando Sanches à Ordem do Templo,
de metade de Vila Franca da Cardosa (Castelo Branco)
e seus termos com todas as igrejas e direitos.

sábado, 28 de junho de 2014

Horizontes de tempo





"Quando estudava documentos antigos, tinha sempre a sensação de que tudo tinha acontecido há muito, muito tempo atrás.
Depois, com o passar do tempo, comecei a aperceber-me que o tempo tem sempre tendência para nos enganar.

Recebi os ensinamentos Templários directamente do meu avô antes de a Ordem me acolher.
Hoje, sou eu que entrego esses mesmos ensinamentos aos meus netos.
Assim é feita a transmissão.
Um dia irei partir mas a semente fica cá.

Do meu avô aos meus netos vai um espaço de cinco gerações.
Tive a fortuna de os conhecer a todos em vida.
A este "horizonte de tempo" chamamos nós de Elo Geracional.
Tendo em conta que as gerações são renovadas a cada 25 anos, do meu avô aos meus netos vai um período de 125 anos e eu sou o testemunho vivo deste horizonte temporal.
O elo que liga o passado ao futuro.

Com a idade apercebi-me que afinal, não passou assim tanto tempo desde a formação da Ordem.
Foi apenas há 7 destes horizontes de tempo."

Frei Martim Gomes
Cav. da OrCaTemPo

Tombo:XLVIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Outubro de 1210

Carta de doação feita por Gomes Pais à Ordem do Templo,
de quinze casais em Benavela.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A chave L


( PentaCripta pertencente ao espólio histórico da OrCaTemPo )


Desde sempre os Cavaleiros Templários Portugueses usaram formas de encriptar as mensagens de teor mais sensível a fim de proteger o seu conteúdo de olhares curiosos.
Já fizemos referência a duas dessas chaves e temos usado inclusive uma delas para codificar alguns dos nossos textos, embora o façamos com uma intenção puramente lúdica, utilizando uma versão adaptada à actualidade.

Falamos da PentaCripta.

Entre outros, este sistema criptográfico foi inventado e utilizado pelo círculo interno da Ordem de Christo no período entre 1324 e 1370 existindo em duas versões: a L e a P.
A primeira codificava uma linha inteira até ao ponto final e a segunda codificava-a palavra a palavra.
A mesma chave servia para ambas as versões e a indicação para a sua correcta utilização era dada no próprio texto cifrado.

Esta 'ferramenta' Templária era usada apenas por determinados Cavaleiros (os Falcões) que a guardavam bem dissimulada na bainha da espada, a sua inseparável companheira.
Mesmo que o desarmassem ou tivesse de entregar a espada por qualquer motivo, a 'chave' permaneceria escondida na sua bainha.

Que tenhamos conhecimento, apenas uma PentaCripta chegou aos nossos dias.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Tombo:XLVII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Julho de 1210

Carta de doação feita por Fernando Anes e Godinho Pires
à Ordem do Templo, da igreja de Vilar de Cide
com todo o seu couto e pertenças.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Umbrais de Luz



- Mestre, conforme indicaste achei o equilíbrio.
  Mas como consigo finalmente encontrar-me?

- O teu equilíbrio era apenas uma passagem, Irmão.
  Doravante acharás em tudo, só beleza e harmonia.
 
  Bem-vindo ao Templo.
(Final de Iniciação)

terça-feira, 17 de junho de 2014

Tombo:XLVI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Abril de 1209

Carta de doação feita por Pero Galego ao mosteiro de Tomar,
da Ordem do Templo, de metade de todos os seus  bens.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Turcopolos





Quem eram estes guerreiros e de onde provinham?
Qual o seu papel na defesa da terra santa ao lado da milícia cristã?

Devido à escassez de notícias da época, os historiadores têm sentido alguma dificuldade em os descrever.
Diz-se frequentemente que eram oriundos de famílias mistas turco-cristãs mas não será exactamente assim.

Segundo os nossos registos, os turcopolos eram tropas recrutadas pelos cristãos entre as populações locais, mas independentemente das suas características étnicas ou religiosas.

Eram seleccionados por os seus peões serem bons batedores e excelentes sapadores que levavam a cabo missões de infiltração nas linhas inimigas e acções de guerrilha em geral.

Em batalha, a sua cavalaria ligeira alinhava com as tropas cristãs, normalmente nas fileiras das Ordens militares, entre elas a do Hospital e do Templo. No entanto usavam de técnicas de luta próprias.

Mas o que melhor os caracterizava (e tinha um peso decisivo na sua escolha) era a sua honestidade, honradez e verticalidade, a par de uma disciplina militar e uma formação espiritual em tudo semelhante à da cavalaria Templária.

A sua reputação tornou-se quase lendária, não sendo por isso de admirar que o nosso querido Mestre Gualdim (que fez escola na terra santa) se fizesse acompanhar de três destes guerreiros no seu regresso a terras lusitanas.

Nos "Livros de Guerra" da Ordem constam inclusive os nomes portugueses que adoptaram quando passaram a fazer parte da nossa Irmandade, já como Cavaleiros Templários.

Eram eles Martim Preto, Novo Paio e Pedro Sirão.

Martim Preto, devido a um certo grau de conhecimento da arquitectura oriental teve um papel decisivo na recuperação do templo árabe, conhecido hoje por Charola do Convento de Tomar, que na fase de arranque da 'construção' do castelo Templário se situava fora dos muros da alcáçova mourisca, ambas (igreja e fortaleza) 'achadas' em ruínas pelos Templários Portugueses.

Os outros dois teriam instruído uma boa parte dos sargentos Templários Portugueses nas suas técnicas de guerrilha, tornando mais rico o valor destes em batalha.

"Livros de Guerra" IV-V
Arquivos OrCa:TemPo
(fundo antigo)

domingo, 8 de junho de 2014

Tombo:XLV


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Janeiro de 1209

Carta onde consta que D. João Domingues, Comendador da Ordem do Templo, levou consigo por herança para a dita Ordem um casal situado na Maia, com metade de uma quinta em Vilarinho e outras propriedades.

terça-feira, 3 de junho de 2014

O rato e o falcão



- Que se passa Irmão?  Tenho vos visto ultimamente de sobrolho franzido. Quereis por ventura partilhar vossas preocupações?

- É que quanto mais aprendo convosco, Mestre, mais me apercebo do perigo de todo este conhecimento um dia cair em mãos erradas. Isto para não falar de todos os nossos outros tesouros que guardamos.
Muitos nos cobiçam e alguns até já andam com o nosso manto branco, fazendo-se passar por nós, à revelia do estabelecido no capítulo XXI da nossa Regra!

- Sossegai Irmão. Já vos contei a história do rato e do falcão? Não? Então escutai...

" O rato, querendo o conhecimento da Terra só para si, explorou-a minuciosamente, construindo nela uma rede de túneis.
Assenhorando-se dela, logo se tornou líder de outros ratos.
Vaidoso e convencido como era, veio à superfície guinchar para que todos os outros animais o ouvissem: - Ninguém conhece a Terra como eu a conheço!
Eufórico, sentiu-se elevar de repente no ar e, lá bem no alto, experimentou pela primeira vez uma fugaz visão da Terra real, antes de morrer entre as garras do falcão que o capturara."

- Por isso não vos preocupeis, Irmão. Assim como o falcão tem a verdadeira noção da Terra vista do alto do seu voo, assim o verdadeiro Templário tem o amplo conhecimento da Verdade que todos procuram.

Já não sois apenas Cavaleiro do Templo.
Hoje sois falcão. Amanhã sereis Guardião desse conhecimento.

Os "ratos" que vos apoquentam, esses, conhecerão apenas a face exterior dos nossos muros.
...ou o poder das nossas garras, se ousarem transgredi-los.

Tombo:XLIV


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Maio de 1208

Carta de doação feita por Maria Martins à Ordem do Templo,
de duas partes dos seus bens.