quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Para sempre, no coração do Templo




Há dois dias que nos fazem a mesma pergunta:
"Vocês este ano não recordam Jaques de Molay?"

Continuaremos a recordar esta data e este acontecimento como sempre o fizemos; em recolhimento.
Celebrámo-lo, aqui, as vezes mais do que necessárias. Não voltaremos a fazê-lo em público.

Como lhes é característico, as carpideiras neo-templárias encarregar-se-ão de continuar a fazê-lo de forma bem mediática, na sua já conhecida dança burlesca de falso pesar.


Jaques de Molay não morreu sozinho. Foram assassinados com ele, muitos mais, cuja memória também honramos.

E é em memória destes nossos irmãos, e em honra do seu sonho, que existimos e procedemos todos os dias como Cavaleiros do Templo.

Não apenas uma vez por ano.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Tombo:LIV


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo

Maio de 1216

Carta de doação feita à Ordem do Templo, por Martim Pires
e sua mulher Elvira Pires, de uma herança que tinham
em Santa Maria de Folgoza.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A chave (4)


Nota final.

Aos pacientes seguidores do nosso blogue que não se interessam por criptografia as nossas desculpas pelas três últimas publicações onde fizemos questão de expor o resumo de uma das aulas de iniciação aos antigos métodos de cifragem da Ordem, em particular a Pentacripta.

Aos que nos solicitaram a explicação  desta "chave" por correio electrónico, apresentamos também as nossas humildes desculpas por termos optado por o fazer antes no blogue, mas como tem sido difícil responder a todos os contactos que diariamente nos fazem, pensámos que esta seria a melhor forma de informar todos de uma só vez, libertando-nos para as respostas a assuntos mais dispersos.

Uma vez que utilizámos aqui no blogue a Pentacripta para atrair a vossa atenção para este tema da escrita codificada Templária, sentimo-nos na obrigação de dar-vos a explicação da mesma.

A Pentacripta foi um dos métodos inventados pelos Templários Portugueses no século XIV, utilizado pela então Ordem de Cristo para codificar as suas mensagens.
Esta forma de troca de mensagens salvou, na altura, a vida a muitos dos nossos Irmãos e evitou que a Ordem passasse por situações inesperadas e difíceis.
No século XV, a criptografia Templária (a Ordem de Cristo era a Ordem do Templo com outro nome) evoluiu e tornou-se a alma do segredo da arte de marear, ajudando El-Rei D. João II a manter em absoluto sigilo o projecto das descobertas.
Fr. Salvador Fernandes Zarco (Cristofom Colon) foi, na época,  um dos maiores criptógrafos da Ordem.

Extremamente versátil, a Pentacripta era usada pelos Cavaleiros "Falcão" que transportavam consigo como "chave portátil" (igual à da foto publicada em "A chave (1)" e em a "Chave L "), para a descodificação imediata dos textos, quando estes lhes eram endereçados.
Quando as mensagens eram dirigidas aos Comendadores, aos Comandantes de campo ou aos Mestres em geral, eram utilizados instrumentos mecânicos de cifra, mais sofisticados, chamados de "Palindros", de que temos a descrição pormenorizada mas dos quais, que saibamos, nenhum chegou aos nossos dias.
Apenas uma Pentacripta chegou às nossas mãos e pensamos que seja a única que existe.

Gratos pelo vosso interesse.

sábado, 27 de setembro de 2014

A chave (3)


(continuação da publicação anterior)


Descodificação


O nosso Irmão Templário recebe então um texto codificado cujo conteúdo é: "Í u Urewúrou guv Hregiv. Akueme a kue dbanan fe Dbaroma.."

Munindo-se da sua Pentacripta, o Cavaleiro vai então descodificar o texto. O primeiro pormenor que ele procura vai encontrá-lo no último ponto final.
Também repararam? Pois é, tem 2 ponto final (Dbaroma ..)
É este ponto final a mais que lhe vai indicar que o texto foi cifrado em modo "Linha" ou modo "L".
Se tivesse apenas um ponto final no fim do texto então tinha sido utilizado o modo "Palavra" ou modo "P" e então todo o texto tinha sido cifrado utilizando a última vogal de cada palavra. Ou seja, tinha sido cifrado palavra a palavra. O que não é o caso do nosso exemplo.
Vamos então recuperar o texto original, descodificando-o.

A primeira linha acaba na palavra "Hregiv."
A última vogal é o "i" de "Hreg i v."
Vamos ao nosso quadro e na coluna da direita vemos qual a linha horizontal que corresponde à vogal de controle "i" de Ismael.
É a mesma segunda linha que antes foi utilizada para codificar o texto com a vogal de controle "e" de Ernesto, só que agora vamos "...reverter toda a estratégia." ou seja, pegamos nas vogais e consoantes que estão no texto codificado e vamos, na tabela inferior e na linha do "i" de controle, procurar a sua correspondência na tabela superior.

Por exemplo, se tivermos um "u" no texto codificado e quisermos saber a que vogal ele corresponde no texto original, vamos à linha horizontal da vogal de controle "i" (a segunda linha da tabela inferior) e vemos onde o "u" intercepta na vertical a vogal da tabela superior. Verificamos que corresponde ao "o", que é a vogal do texto original (ver Quadro 3).

Quadro 3

Então, começamos pelo "Í" e seguindo o nosso raciocínio verificamos que o "i" da linha de controle corresponde ao "e" da tabela superior. Temos assim recuperado o "É" da linha de texto original.
Fazemos o mesmo ao "u" seguinte, como exemplificámos acima e obtemos o "o" original.
Repetimos o procedimento para toda a palavra "Urewúrou".
O "u"  de "U rewúrou" será o "o" de "O ratório", o "r" é uma consoante fixa e portanto permanece como está, o "e" de "Ur e wúrou" será o "a" de "Or a tório" e por aí a diante até ao fim da palavra e de todas as palavras até ao fim da linha de texto.

A segunda linha do texto cifrado acaba na palavra "Dbaroma..".
A vogal de controle será o "a" de "Dbarom a ..", que está na coluna da direita, na primeira linha horizontal da tabela inferior.
Como se pode verificar, as vogais desta linha são iguais, em disposição, às da tabela superior. Portanto, as vogais do texto codificado vão permanecer as mesmas e só as consoantes móveis vão recuar uma vez, pois agora o processo é contrário ao da codificação.
Se, por exemplo, a vogal de controle fosse um "o" (seria a vogal de controle "o" da coluna da direita, na tabela inferior, que corresponde ao "u" da tabela da esquerda) então as vogais recuariam 4 vezes e as consoantes 5, como nos diz "Mestre Urbano".

No fim, o nosso Cavaleiro, decifrado o texto, obteria a mensagem:
"É o Oratório dos Frades. Aquele a que chamam de Charola."

A chave (2)



Quadro 1 (clicar para aumentar a imagem)


( ...continuação da publicação anterior )

Codificação

No quadro acima podemos ver representada a chave (moderna) da Pentacripta.
Na tabela superior está a coluna das 5 vogais e o conjunto de colunas dos 3 grupos de 6 consoantes seguidos cada um da sua consoante fixa. Ao todo temos as 21 letras do actual alfabeto português.
Na tabela inferior está a matriz de vogais e consoantes em que cada linha apresenta o resultado da sua deslocação em função da vogal de controle.
Na coluna da esquerda estão as vogais que controlam a codificação e na da direita as mesmas vogais para a descodificação e reposição do texto original.
Vejamos como funciona.

Para codificar um texto, dividi-mo-lo em blocos, seleccionando os conjuntos de linhas até ao ponto final.
Junto ao ponto final de cada conjunto verificamos qual é a última vogal. Por exemplo, no texto: " É o Oratório dos Frades." a última vogal é o "e" de "Frad e s".
Vamos codificar a linha.

Quadro 2

Se a vogal de controle é o "e" vamos ao quadro e na tabela inferior, na coluna da esquerda, escolhemos a linha que corresponde à vogal "e". Será a segunda linha horizontal, portanto.
Agora pegamos na linha de texto original: " É o Oratório dos Frades." e na tabela superior verificamos que o "e" de "É" corresponde, da vertical até à intercessão da vogal da linha de controle horizontal, ao "i" (ver quadro 2).
("Mestre Ernesto adianta-se um passo aos companheiros..." ("e">"i")).

De seguida, verificamos que a segunda vogal, o "o" corresponde ao "u" assim como a primeira letra de "ratório" que também é a vogal "O".
O "r" que se segue, em "r atório", é uma consoante fixa, conforme se pode ver no quadro.
Continuando, segue-se uma nova vogal, o "a" de "Or a tório" que corresponde ao "e" e depois um "t" em "Ora t ório" que vai corresponder ao "w", avançando duas consoantes. ( ...e provoca uma dupla investida." ("t">"v">"w")).

Repetindo o mesmo procedimento, a palavra original "Oratório" muda para "Urewúrou".
Cifrando a linha toda, o texto original: "É o Oratório dos Frades." resultará codificado em: "Í u Urewúrou guv Hregiv".

Se a próxima linha de texto for por exemplo: " Aquele a que chamam de Charola.", a vogal de controle será o "a" da "Charol a ".
Segundo o quadro, todas as vogais se mantêm e as consoantes avançam uma vez, excepto as fixas.
Se a última palavra fosse por exemplo "...conseguiu." então a vogal de controle seria o "u" de "consegui u.". As vogais avançariam 4 vezes e as consoantes (excepto as fixas) avançariam 5 vezes.
"...conseguiu." seria codificado em "...bimyafoeo."

No final, o Cavaleiro Templário, do texto original:  "É o Oratório dos Frades. Aquele a que chamam de Charola." , receberá o equivalente codificado: "Í u Urewúrou guv Hregiv. Akueme a kue dbanan fe Dbaroma."

Mas, como fará ele para descodificar o texto encriptado?
Esse será o tema de "A chave (3)".

continua... 

A chave (1)




Após a publicação de alguns textos cifrados no nosso blogue, foram muitos os pedidos para fornecermos a chave da Pentacripta.
Queremos esclarecer que a chave que usámos não é exactamente igual à original, uma vez que tivemos de a adaptar ao alfabeto actual. No entanto o princípio é o mesmo.

Para compreendermos o funcionamento da cifragem e decifragem de um texto com a Pentacripta vamos rever a nossa publicação de 16 de Setembro de 2009 com o título de "A estratégia; um enigma..."

(entre parênteses vamos dando o significado de cada frase)


"A estratégia; um enigma..."

"O exército real inclui sempre uma ala Templária."
(este sistema criptográfico foi criado pelos Templários)

"É constituída por cinco Mestres e vinte e um cavaleiros."
(é constituído por 5 vogais e 21 consoantes)

"Dispõem-se em linha, em três grupos de seis, designando o sétimo de cada grupo como observador."
(cada linha contém, para além das 5 vogais, 3 grupos de 6 consoantes mais 1 consoante fixa no final de cada grupo, no total de 3 fixas. Isto será explicado melhor mais à frente)

"O Mestre que se encontra mais perto da extrema do exército, assume o comando."
(a vogal que se encontra mais perto do final da linha é utilizada como elemento base para o avanço das consoantes móveis. (ex. "... de Almourol.", a vogal a utilizar é o "o"))

"Tomam posições de combate ao meio-dia."
(significa que o texto original vai ser cifrado)

"Mestre Arnaldo, ao lado dos outros Mestres, faz investir os cavaleiros uma vez."
(se a vogal for um "a" de Arnaldo, todas as vogais se mantêm e só as consoantes móveis avançam 1 posição (ex. "Arnaldo" ficará "Arpamfo". O "r" é uma das consoantes fixas))

"Mestre Ernesto adianta-se um passo aos companheiros e provoca uma dupla investida."
(se a vogal for um "e" de Ernesto, as vogais avançam 1 posição e as consoantes móveis avançam 2 (ex. "Ernesto" ficará "Irqivwu"))

"Mestre Ismael avança dois passos e faz investir a ala três vezes."
(uma vez mais, se a vogal for um "i" como de Ismael, as vogais avançam 2 posições e as consoantes móveis avançam 3 posições (ex. "Ismael" ficará "Uwqiop"))

(o mesmo se aplicará às restantes situações)

"Mestre Orlando dá três passos em frente e ordena aos cavaleiros que invistam quatro vezes."

"E finalmente, Mestre Urbano adianta-se quatro passos em relação aos outros Mestres e faz os seus cavaleiros investirem por cinco vezes."

"Mantêm-se estáticos os observadores."
(a sétima consoante de cada grupo permanece inalterada. No caso, os "j", "r" e "z", como depois mostraremos)

"Em função desta estratégia, organiza-se o exército e trava-se a batalha."
(deste modo começa-se a cifragem do texto)

"Dura a peleja até à meia-noite."
(...até todo o texto ficar encriptado)

"Para poder voltar a ver a luz do dia, precisam reverter toda a estratégia."
(para voltar a ler o texto original terá de se proceder à sua descodificação, como iremos mostrar)

"E todo o exército se reorganiza."
(e o texto torna-se legível de novo)

continua...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Tombo:LIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


1216

Carta de doação feita por D. João Pires de Aboim e sua mulher
D. Marinha Afonso, à Ordem do Templo, de uma vinha em Alvisquer,
termo de Santarém.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Toque de Vida



- Mestre, que rosa é esta no meio do nosso sinal?
- Rosa? Querido Irmão já deverias saber que na simbólica da Ordem nada é o que parece.
- Perdoai-me Mestre mas a mim sempre me pareceu uma rosa. Que segredo encerra então?
- Nenhum.
- Então sempre é uma rosa.

- Abeira-te aqui do poço da cisterna.
Vês a água mais abaixo? Atira-lhe uma pedrinha.
Imagina que é uma gota cristalina que cai dos céus.
Captaste o instante seguinte?
Aí tens a tua rosa.

- Sim o ponto de contacto. As ondas de choque que se expandem.
Já estudámos isso, Mestre.
Mas, suspeito que o seu significado seja mais profundo.
O que representa na verdade?

- O toque divino na superfície do cálice...

Tombo:LII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Dezembro de 1215

Carta de doação feita por Pedro Pelágio à Ordem do Templo,
da terça parte de suas casas, vinhas e herdades,
e de todos os seus bens tanto móveis como de raíz.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Sinais perpétuos




Acerca-te Irmão...

Atenta no que foi a última morada do meu velho corpo.
E nela, a mensagem que dele a pedra guardou.
Vejo-a de novo através dos teus olhos, ao fim de tantos séculos...

Repara como apagaram as minhas marcas!
Andaram a apagá-las, de todos nós... por todo o lado...
Para que não houvesse mais ligação entre o monge e o guerreiro.

Eu fui um Cavaleiro do Templo!
Fui um Cavaleiro Templário...

Tolos!
Pensaram que estas cinzas seriam tudo o que restava de mim...
Pensaram que a verdade ficaria aqui esquecida para sempre.

Tontos! Grandes tontos!
Ignoram que o espírito é imortal.
Ele não morre!
Transmigra!
Sempre escolhe um novo lar!

Acerca-te, Irmão...
És agora o Templário que eu fui.
Na verdade, somos uma só alma.
Eu estou vivo em ti!

Encosta, por mim, a tua face na pedra.
Passa por ela os teus dedos, levemente...
Ah!... Deixa-me sentir-lhe a frescura...

Vês esta parte que apagaram?
Eram as minhas marcas de Cavaleiro!
As minhas marcas...

São os meus sinais, agora teus.
Encosta-lhes suavemente os teus dedos.
Diz-lhes que o espírito do Templo continua vivo.

Eles vão mostrar-te como antes eram...

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Tombo:LI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Janeiro de 1213

Carta de escambo feita pela Ordem do Templo com Pedro Silvão e sua mulher, pela qual recebeu a Ordem todas as herdades que estes tinham aquém do rio de Beselga e deu a herdade do Freixial.

sábado, 2 de agosto de 2014

D. Fr. Pedro Anes


9º Mestre em Portugal
Fevereiro 1222 - Julho 1224

Cavaleiro Português da Ordem do Templo no reinado de D. Sancho II

D. Fr. Pedro Anes foi eleito pelo Capítulo da Ordem a 12 de Fevereiro de 1222 sucedendo ao Mestre D. Fr. Pedro Alvares.


Neste curto e conturbado mestrado e aproveitando-se da renúncia de D. Fr. Pedro Alvares, os Templários de Leão e Castela recusaram reconhecer o mestrado de D. Fr. Pedro Anes, à revelia da autoridade do Mestre Geral da Ordem D. Fr. Pere de Montagut.

No entanto, a gestão dos destinos do Templo nos três Reinos de Portugal, Castela e Leão seria retomado no mestrado Português seguinte.

Conturbado seria também o reinado de El-Rei D. Sancho II vítima das maquinações dos senhores feudais e do clero que por força dos seus interesses tudo fizeram para o derrubar, arrastando o reino para uma acesa guerra civil, urdindo sangrentas e infinitas lutas internas, enquanto os esquadrões Templários combatiam em terras do Alentejo.
D. Sancho acabou morrendo no exílio a 4 de Janeiro de 1248 aos trinta e oito anos de idade, traído e mergulhado num atroz desgosto. Está sepultado em Toledo, Espanha.

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Nas crónicas da Ordem e a título de curiosidade, constatamos que no dia 28 de Fevereiro de 1222 (16 dias após a nomeação de Fr. Pedro Anes) abateu-se sobre a região de Thomar uma tremenda tempestade que provocou uma das maiores cheias do rio e muitos estragos no castelo e no povoado.
Transcrevemos de seguida parte da notícia (em português actual, para melhor compreensão) :

"... o rio transbordou e muito e, inundou até o cemitério da igreja de S. João derrubando-lhe um dos muros. Na dita igreja o forte vento derrubou o campanário que caiu do topo da frontaria para dentro da nave arrastando parte do telhado. A cobertura das galilés do adro, da igreja até à Torre  foram totalmente arrancadas, tendo tombado algumas colunas (...). neste lugar tudo ficou submerso em mais de três palmos de água. No castelo a igreja de Sta Maria ficou sem a cobertura e a cripta alagada até ao cimo da entrada (...). Não fora o pronto acudir das Comendas da região de Alcobaça e de Castelo Branco e o povo de Thomar teria morrido à míngua nos tempos seguintes por falta de viveres, tal foi a destruição nas terras e engenhos. A tudo isto atendeu o Mestre e deu solução (...)."

D. Fr. Pedro Anes renuncia ao mestrado, por sua vez, a 8 de Julho de 1224.
Em 1229 ainda integra o grupo de Cavaleiros que testemunham e assinam a carta de doação de Asseiceira.
Morre a 10 de Novembro de 1231 e é sepultado na igreja de Santa Maria dos Olivais em Thomar.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Tombo:L


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Janeiro de 1212

Carta de compra da herdade dos Palaios, junto a Soure, feita pela Ordem do Templo a Mendo Pais e Maria Pais 

terça-feira, 15 de julho de 2014

umbilicus sanguine





"Quão fundo me deixarão penetrar nos segredos do Arquivo?
Poderei mergulhar no tempo até onde a memória se junta ao mito?
Talvez...

Cada palavra destes escritos é um fantasma do passado que me assalta a alma, criando ligações com outros escritos de outras eras.
Até onde poderei ir?

Vejamos este aqui...

Braga... a velha Braga dos Bragões celtas.
Não te bastou terra Lusa.
Tua gesta sedente de horizontes, partiu e fundou Bargónia.
Invisível, o cordão umbilical.
Braga-Borgonha.
Borgonha-Braga...
Diz-se que o bom filho à casa torna.

E este...

Afonso Henriques.
Filho de Henrique.
Vida efémera que a morte mascarou de ...Moniz.
Irmão que a Ordem fez proclamar Rei, do cimo do seu Signum.
Chamemos-lhe apenas de Afonso, o primeiro de Portugal.
Reino bastardo? Não. Henriques e Moniz são filhos da mesma gesta.

...

E este aqui, que nos concede a terça parte da conquista do Sul.
A terça parte duma grandeza que nos iria dispersar.
Recusámos.
E com El-Rei, em Nisa, fizemos nascer Avis, filha do Templo.
E com ela fizemos a ponte para o Reino do Sul.
Onde ainda somos.

Ah, o Arquivo do Templo...

Tão pouco partilhado e sempre, sempre oculto por necessário, pois quanta treva nos tem dado o mundo.
Luz e treva. Treva e Luz.
Quanta Luz nos deu Alexandre!
Quanta Luz lhe juntou a Lusitânia...

Unindo tudo, o invisível umbilicus sanguine.
Re-velando mistérios esquecidos."

Frei Manuel F.B.
Cronista da Ordem

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Tombo:XLIX


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo.


12 de Março de 1211

Carta de doação feita por Fernando Sanches à Ordem do Templo,
de metade de Vila Franca da Cardosa (Castelo Branco)
e seus termos com todas as igrejas e direitos.