quinta-feira, 9 de abril de 2015
Silêncios
Intriga-te o silêncio, irmão?
Não te regules no tempo como os demais.
Não te superaste já?
Não és tu um Cavaleiro do Templo?
Quando nele te recolhes, tudo pára à tua volta.
Talvez seja isso a que chamas de silêncio.
Como o quantificas?
Mede-lo em unidades de tempo?
Isso são coisas mundanas. Ignora-as.
Sabes bem que para lá delas,
aquilo a que chamas de tempo
e que usas para medir silêncios, não existe!
Pelas regras da matéria e não do Espírito,
o silêncio pode ser um curto e surdo intervalo
entre duas batidas do coração.
No teu, ele é dificilmente perceptível.
No do Templo, será dolorosamente infinito.
Agora, se para ti o tempo não existe,
porque te há-de intrigar o silêncio?
Aproveita e escuta-o...
sábado, 14 de março de 2015
quarta-feira, 11 de março de 2015
De frente para a vida
Quando as contrariedades
surgem em catadupa,
tentando derrubar-te,
não te retraias.
Não te feches no desânimo.
Ergue-te de frente para a vida
e luta com dignidade.
surgem em catadupa,
tentando derrubar-te,
não te retraias.
Não te feches no desânimo.
Ergue-te de frente para a vida
e luta com dignidade.
Tema:
Percurso
terça-feira, 3 de março de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Castelo Novo
Apesar de muito modificado,
isto é o que resta do antigo Castelo Templário do Lageal,
conhecido como Castelo Novo.
isto é o que resta do antigo Castelo Templário do Lageal,
conhecido como Castelo Novo.
Em 1172 El-Rei D. Afonso I de Portugal fez doação à Ordem do Templo do que restava do velho castelo mourisco de Balaq'ruq; uma velha fortaleza árabe em adiantado estado de ruína.
Entretanto, a pequena comunidade de mouros alforriados ali existente já se estabelecera um pouco mais a nascente sobre os restos de uma outra construção ainda mais antiga.
Por, este último lugar já se projectar a alguma distância do primeiro e oferecer melhores condições de defesa, Mestre Gualdim Paes decide mandar construir aí um novo castelo, aproveitando os restos materiais da velha fortaleza.
Nasce assim o Castelo do Lageal ou, como ficou oficialmente registado na Ordem, o Castelo Templário de S. Miguel do Lageal e respectiva Comenda.
A 23 de Outubro de 1179, Mestre Gualdim atribui a este novo lugar o seu primeiro foral.
Em 1199 D. Sancho I faz a doação da região da Açafa à Ordem do Templo e um ano e meio depois, após os Templários reconstruírem (a partir de um velho castro) o Castelo de Montalvão, perto de Nisa, a Ordem entrega o Castelo do Lageal à coroa.
A 10 de Maio de 1202 D. Pedro Guterres, como seu donatário, atribui novo foral à localidade denominando-a já como Castelo Novo.
Em Janeiro de 1205, deixa em testamento à Ordem do Templo a terça parte de Castelo Novo, em reconhecida homenagem aos fundadores Templários.
Ermida de S. Brás
Cruz da Ordem de Cristo
Junto à fonte de S. Brás (antiga fonte dos mouros) estiveram os túmulos de diversos cavaleiros do Templo e as suas respectivas cabeceiras discóides, entretanto removidas há muito.
Também há muito aqui se reuniam para orar em conjunto, cristãos e mouros-livres em perfeita harmonia religiosa. Uma das características da convivência Templária.
Fonte de S. Brás
Testemunhos desses tempos idos, ainda são perceptíveis na toponímia actual nomes como a Rua da Quinta das Lages e o Caminho do Barrigoso que conduzia ao mourisco castelo de Balaq'ruq, sendo Barrigoso uma antiga corruptela deste nome árabe.
______///______
Queremos aqui agradecer as duas fotos seguintes que João Natividade gentilmente nos enviou e que testemunham a presença da Ordem interna nestas paragens.
"Cruz" da Ordem interna dos Cavaleiros Templários Portugueses,
em tudo idêntica à que se encontra junto à cisterna do castelo de Longroiva.
Tema:
Enclaves
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Os espinhos da Rosa
Só se agitam os espíritos tocados pela verdade.
Seja ela qual for.
Sejam eles quais forem.
Fr. Leote de Santa Maria
domingo, 25 de janeiro de 2015
Sombras geladas
Está muito frio no mundo de hoje.
Um frio cortante.
Temos estado recolhidos em silêncio no calor das nossas memórias.
No conforto dos nossos ideais.
Protegidos do mundo que tem sido para nós, uma profunda desilusão.
À volta do Templo, a grande floresta da indiferença, egoísmo e falsidade, continua a cercar-nos de sombras geladas.
Sentimo-las mais do que nunca nestas noites frias.
Pensámos esquecer de novo este mundo gélido.
Fechar-lhe simplesmente os portões.
Deixar adensar-se a neblina.
Mas não conseguimos. Não podemos.
Porque existe algo mais lá fora.
Existem os que precisam de nós.
Os nossos outros Irmãos.
Renovamos assim o fogo que nos aquece, não para nós Senhor mas para todos os que tentam fugir a esse gelo mortal.
Por eles e para eles, manteremos acesa a chama.
Em nome do Templo,
o Irmão Principalis+++
___________________
Templários Portugueses
o Irmão Principalis+++
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Templários Portugueses
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Calor humano
Dar, participando da alegria de receber,
motiva diariamente os Cavaleiros do Templo Português.
Boas Festas
Tema:
Percurso
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Tombo:LVIII
Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo
Novembro de 1219
Convenção feita pela Ordem do Templo a João Soares e Soeiro Gonçalves a respeito de dois casais situados em Álvares.
Tema:
Tombo
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Maria Magdalena
A verdade na mentira, guardamo-la no sangue.
Os segredos não o serão para sempre.
" E piou ge quowi,
í figu gipeov kere uv lai fcibep
i gipevoegu wergi kere uv lai kerwip."
Tema:
Memórias ocultas,
PentaCripta
domingo, 7 de dezembro de 2014
Tombo:LVII
Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo
14 de Dezembro de 1217
19 de Junho de 1291
Traslados autênticos das cartas pelas quais D. Afonso II e D. Dinis tomaram à sua guarda e protecção a Ordem do Templo e seus Cavaleiros. Feitos a requerimento dos Comendadores Fr. D. Lourenço Martins e Fr. D. João Soares.
As cartas originais são datadas, respectivamente, de Santarém, 1217 e da Guarda, 22 de Agosto de 1279.
Tema:
Tombo
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Pátria imortal
Quando o homem sai para enfrentar as tempestades da vida, ele sempre retorna a casa.
Física ou mentalmente, ele sempre regressa.
É nesse momento que sabe dar o valor ao tecto que é seu.
Ao torrão sagrado que o viu nascer.
E quando ele, por vezes, regressa e encontra a sua casa destruída, ele a reconstrói.
Com o mesmo fervor da primeira vez.
Com o mesmo carinho.
1640 será repetido pelos bons portugueses as vezes necessárias.
Porque Portugral é eterno por destino.
Tema:
Percurso
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
domingo, 16 de novembro de 2014
A pedreira subterrânea de Alvito
A propósito da nossa publicação sobre D. Fr. Pedro Álvares, 8º Mestre do Templo em Portugal, demos na altura uma pequena introdução à razão porque lhe foi atribuído o cognome de 'o de Alvito'.
Vamos hoje dar-lhe o merecido desenvolvimento.
Fr. Pedro nasceu em Santarém no ano de Cristo de 1164.
Foi admitido na ordem em 1181 com 17 anos de idade e, desde logo, protegido de Mestre Gualdim.
Este nosso Irmão era conhecido pela sua bravura e apurado sentido de estratégia a par de uma bondade e inteligência que o tornaram carismático dentro da Ordem dos Templários.
Destemido, era excelente a executar missões de espionagem e sabotagem para lá das linhas inimigas integrando um grupo de guerreiros do Templo que, por falarem árabe fluentemente, se misturavam com facilidade entre os muçulmanos.
Tomado o castelo de Silves em 1189 por D. Sancho I, logo os sarracenos reagiram e, numa enorme contra-ofensiva, não só retomaram Silves como grande parte da região do Alentejo, até à margem esquerda do rio Tejo. Apenas Évora permaneceu em poder dos cristãos.
Entre 1190 e 1191, Ya'qub al-Mansur tomou as cidades de Alcácer do Sal, Palmela, Almada, Torres Novas e Abrantes, tentando invadir Tomar, sem sucesso, por lhe termos resistido e travado a sua onda invasora.
Da tomada de todas estas praças fortes, grande foi a mortandade cometida pela sanha sarracena nas populações cristãs, tendo muitos sido levados prisioneiros e feitos escravos nas minas e pedreiras alentejanas, sendo uma das mais famosas a pedreira subterrânea de Alvito.
Não se conformando o jovem Pedro Álvares com o destino desta pobre gente escravizada, apresentou ao Mestre Gualdim o audacioso plano de os resgatar fazendo-se passar, ele e o seu pequeno grupo de "batedores", por uma patrulha muçulmana e internaram-se noite dentro pelo Alentejo.
Foi tão ligeira e bem executada a missão (talvez porque o inimigo nunca esperasse tal ousadia), que todos os escravos foram libertados e escoltados pela "patrulha" de volta a terras portuguesas, tendo só de manhã os mouros do castelo de Alvito dado pela falta dos prisioneiros e de todos os cavalos das cavalariças.
Conforme nos relatam os Livros de Guerra e as Crónicas da Ordem, Mestre Gualdim em reconhecimento pela astúcia e coragem de Pedro Álvares, nomeou-o Chefe de Fossado dos guerreiros Templários, o equivalente a um Comandante de Companhia de Comandos actual.
Desde aí, Fr. Pedro Álvares ficou também conhecido, como (herói) 'de Alvito'.
Neste pequeno video do nosso arquivo podeis ver o interior da pedreira subterrânea de Alvito, situada por debaixo da ermida de S. Sebastião, onde os muçulmanos escravizavam tantos dos nossos.
São várias as galerias e um túnel, hoje fechado, que ligava à antiga cadeia e daí ao castelo.
Tema:
Memórias ocultas,
Mestrados
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