segunda-feira, 4 de maio de 2015

primum domum




Casa mãe da Ordem.
Nosso segundo Templo.

Pela enésima vez estivémos presentes
no salão dos suaves murmúrios.
Cumprimos mais um ciclo de nove anos
sentindo de novo sob os nossos pés a antiga força.
E connosco, presentes em espírito,
estiveram todos os nossos Irmãos dos séculos idos.

Uma vez mais ficáste plena de nós, Al-Aqsa.

Voltámos diferentes? Quem sabe?
Continuas a ser um misto de sensações que nos atordoa.
Uma mistura de mel e fel.
De presença e distância.
Revigorante e nostálgica.

De constante mistério...

Sem ti, teríamos escrito uma História diferente.
Sim, teríamos existido monges-guerreiros
mas... nunca teríamos sido Cavaleiros Templários.

Se tudo valeu a pena?
Nunca duvidámos!

Gratos por tudo o que nos deste, velha Amiga.

Cavaleiros Templários Portugueses
presentes em Al-Aqsa, Jerusalém

terça-feira, 14 de abril de 2015

Tombo:LXII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo



Setembro de 1221

Carta de doação feita por Pedro Gomes à Ordem do Templo,
de toda a sua herança em Valadares.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Silêncios



Intriga-te o silêncio, irmão?
Não te regules no tempo como os demais.
Não te superaste já?
Não és tu um Cavaleiro do Templo?

Quando nele te recolhes, tudo pára à tua volta.
Talvez seja isso a que chamas de silêncio.
Como o quantificas?
Mede-lo em unidades de tempo?

Isso são coisas mundanas. Ignora-as.
Sabes bem que para lá delas,
aquilo a que chamas de tempo
e que usas para medir silêncios, não existe!

Pelas regras da matéria e não do Espírito,
o silêncio pode ser um curto e surdo intervalo
entre duas batidas do coração.
No teu, ele é dificilmente perceptível.
No do Templo, será dolorosamente infinito.

Agora, se para ti o tempo não existe,
porque te há-de intrigar o silêncio?

Aproveita e escuta-o...

sábado, 14 de março de 2015

Tombo:LXI


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


30 de Novembro de 1220

Carta de doação feita pelo bispo da Guarda e seu cabido, à Ordem do Templo, de uma igreja no lugar de Cabeça de Touro.

quarta-feira, 11 de março de 2015

De frente para a vida



Quando as contrariedades
surgem em catadupa, 
tentando derrubar-te,
não te retraias.
Não te feches no desânimo.
Ergue-te de frente para a vida
e luta com dignidade.

terça-feira, 3 de março de 2015

Tombo:LX


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Março de 1220

Carta de doação feita por Pedro Faber e Maria Vasques
à Ordem do Templo de uma herança no Porto de Cais.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Castelo Novo


Apesar de muito modificado,
isto é o que resta do antigo Castelo Templário do Lageal,
conhecido como Castelo Novo.


Em 1172 El-Rei D. Afonso I de Portugal fez doação à Ordem do Templo do que restava do velho castelo mourisco de Balaq'ruq; uma velha fortaleza árabe em adiantado estado de ruína.
Entretanto, a pequena comunidade de mouros alforriados ali existente já se estabelecera um pouco mais a nascente sobre os restos de uma outra construção ainda mais antiga.
Por, este último lugar já se projectar a alguma distância do primeiro e oferecer melhores condições de defesa, Mestre Gualdim Paes decide mandar construir aí um novo castelo, aproveitando os restos materiais da velha fortaleza.
Nasce assim o Castelo do Lageal ou, como ficou oficialmente registado na Ordem, o Castelo Templário de S. Miguel do Lageal e respectiva Comenda.
A 23 de Outubro de 1179, Mestre Gualdim atribui a este novo lugar o seu primeiro foral.
Em 1199 D. Sancho I faz a doação da região da Açafa à Ordem do Templo e um ano e meio depois, após os Templários reconstruírem (a partir de um velho castro) o Castelo de Montalvão, perto de Nisa, a Ordem entrega o Castelo do Lageal à coroa.
A 10 de Maio de 1202 D. Pedro Guterres, como seu donatário, atribui novo foral à localidade denominando-a já como Castelo Novo.
Em Janeiro de 1205, deixa em testamento à Ordem do Templo a terça parte de Castelo Novo, em reconhecida homenagem aos fundadores Templários.

Ermida de S. Brás

Construída sobre uma primitiva capela do Templo, a ermida de S. Brás ostenta ainda o símbolo Templário da Ordem de Cristo sobre o arco da porta principal.

Cruz da Ordem de Cristo

Junto à fonte de S. Brás (antiga fonte dos mouros) estiveram os túmulos de diversos cavaleiros do Templo e as suas respectivas cabeceiras discóides, entretanto removidas há muito.
Também há muito aqui se reuniam para orar em conjunto, cristãos e mouros-livres em perfeita harmonia religiosa. Uma das características da convivência Templária.

Fonte de S. Brás

Testemunhos desses tempos idos, ainda são perceptíveis na toponímia actual nomes como a Rua da Quinta das Lages e o Caminho do Barrigoso que conduzia ao mourisco castelo de Balaq'ruq, sendo Barrigoso uma antiga corruptela deste nome árabe.

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Queremos aqui agradecer as duas fotos seguintes que João Natividade gentilmente nos enviou e que testemunham a presença da Ordem interna nestas paragens.


"Cruz" da Ordem interna dos Cavaleiros Templários Portugueses,
em tudo idêntica à que se encontra junto à cisterna do castelo de Longroiva.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Tombo:LIX



Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


8 de Dezembro de 1219

Carta de doação feita pela Ordem do Templo
a Fernando Anes e a D. Maria Rodrigues, sua mulher,
de uma herdade chamada o Rossio do Freixal.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Os espinhos da Rosa



Só se agitam os espíritos tocados pela verdade.

Seja ela qual for.

Sejam eles quais forem.


Fr. Leote de Santa Maria

domingo, 25 de janeiro de 2015

Sombras geladas



Está muito frio no mundo de hoje.
Um frio cortante.

Temos estado recolhidos em silêncio no calor das nossas memórias.
No conforto dos nossos ideais.
Protegidos do mundo que tem sido para nós, uma profunda desilusão.

À volta do Templo, a grande floresta da indiferença, egoísmo e falsidade, continua a cercar-nos de sombras geladas.
Sentimo-las mais do que nunca nestas noites frias.

Pensámos esquecer de novo este mundo gélido.
Fechar-lhe simplesmente os portões.
Deixar adensar-se a neblina.

Mas não conseguimos. Não podemos.

Porque existe algo mais lá fora.
Existem os que precisam de nós.
Os nossos outros Irmãos.

Renovamos assim o fogo que nos aquece, não para nós Senhor mas para todos os que tentam fugir a esse gelo mortal.

Por eles e para eles, manteremos acesa a chama.

Em nome do Templo,
o Irmão Principalis+++
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Templários Portugueses

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Calor humano



Dar, participando da alegria de receber,
motiva diariamente os Cavaleiros do Templo Português.

Boas Festas 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Tombo:LVIII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


Novembro de 1219

Convenção feita pela Ordem do Templo a João Soares e Soeiro Gonçalves a respeito de dois casais situados em Álvares.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Maria Magdalena


A verdade na mentira, guardamo-la no sangue.
Os segredos não o serão para sempre.


" E piou ge quowi,
í figu gipeov kere uv lai fcibep
i gipevoegu wergi kere uv lai kerwip."

domingo, 7 de dezembro de 2014

Tombo:LVII


Documentos dos Templários Portugueses
guardados na Torre do Tombo


14 de Dezembro de 1217
19 de Junho de 1291

Traslados autênticos das cartas pelas quais D. Afonso II e D. Dinis tomaram à sua guarda e protecção a Ordem do Templo e seus Cavaleiros. Feitos a requerimento dos Comendadores Fr. D. Lourenço Martins e Fr. D. João Soares.

As cartas originais são datadas, respectivamente, de Santarém, 1217 e da Guarda, 22 de Agosto de 1279.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Pátria imortal



Quando o homem sai para enfrentar as tempestades da vida, ele sempre retorna a casa.
Física ou mentalmente, ele sempre regressa.

É nesse momento que sabe dar o valor ao tecto que é seu.
Ao torrão sagrado que o viu nascer.

E quando ele, por vezes, regressa e encontra a sua casa destruída, ele a reconstrói.
Com o mesmo fervor da primeira vez.
Com o mesmo carinho.

1640 será repetido pelos bons portugueses as vezes necessárias.
Porque Portugral é eterno por destino.