Com a construção do alambor quase concluída, surgiram rumores de novas investidas dos mouros em terras reconquistadas pelos portugueses.
Frei Gualdim decidiu aumentar o esforço construtivo e mandou edificar dois troços de muralha com as respectivas torres de defesa que unissem a alcáçova à igreja de Sião, a qual mandou igualmente fortificar, aumentando assim a área do reduto militar.
"... uma dessas muralhas partia directamente da torre no recanto Sudoeste da fortaleza, junto à 'porta de Santarém' ou 'da Ribeira' até sensivelmente a meio da "torre-oratório", deixando a entrada desta protegida na parte de dentro da muralha.
"... uma dessas muralhas partia directamente da torre no recanto Sudoeste da fortaleza, junto à 'porta de Santarém' ou 'da Ribeira' até sensivelmente a meio da "torre-oratório", deixando a entrada desta protegida na parte de dentro da muralha.
O outro segmento de muralha partia da torre semicircular no recanto Noroeste, para norte, onde fazia um vértice reforçado com uma forte torre quadrada e daí vinha para sul até fechar na igreja de Sião de forma que esta constituía o outro vértice das muralhas, incluída no conjunto de torres de defesa do novo perímetro amuralhado.
O conjunto defensivo contava, nesta fase de construção, com a velha 'porta de Santarém' a Sul e as novas portas 'de Santiago' a nascente e 'da traição' a poente.
Para a construção dos silhares das muralhas, das torres e das portas foram utilizadas as pedras trazidas da margem esquerda do rio Tumart que pertenceram ao convento beneditino e ás ruínas romanas da antiga Nabância.
Para o enchimento das muralhas e torres foram usadas as pedras do antigo bairro da encosta Sul do castelo, tendo este bairro sido na altura completamente desmantelado, subsistindo apenas a calçada mourisca.
Para enchimento e conclusão do alambor usaram-se pedras retiradas do interior do monte, trazidas dos seus subterrâneos, o que revelou antiguidades que ninguém esperava encontrar..."
Ficou concluída esta obra a treze de Setembro da era de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1169 ficando apenas fora de muralhas a capela de santa Maria do Castelo e o pequeno cemitério.















